óbice
do Lat. obice
s. m., impedimento;
embaraço;
obstáculo;
dificuldade;
estorvo.
in Priberam
março 22, 2005
Faixa de Gaza
Israel completed its handover of the town of Tulkarm to Palestinian control, opening a gate and allowing traffic to flow freely to the rest of the West Bank for the first time in three years.
Mais aqui.
Mais aqui.
Lista cinéfila
2046
The ring 2
Saw
The grudge
Birth - o mistério
As Paixões de Júlia
Bobby Darin - o amor é eterno
Colateral
Constantine (?)
Les soeurs brontë (!!)
Mar adentro
Mellinda e Mellinda (apesar do título, Woody Allen é Woody Allen)
Million dollar baby
O amor não escolhe idades (não fosse esta lista imensa, ia... só pelo elenco)
O aviador
O mercador de Veneza
Perto demais
Os tempos que mudam
Um longo domingo de noivado
The ring 2
Saw
The grudge
Birth - o mistério
As Paixões de Júlia
Bobby Darin - o amor é eterno
Colateral
Constantine (?)
Les soeurs brontë (!!)
Mar adentro
Mellinda e Mellinda (apesar do título, Woody Allen é Woody Allen)
Million dollar baby
O amor não escolhe idades (não fosse esta lista imensa, ia... só pelo elenco)
O aviador
O mercador de Veneza
Perto demais
Os tempos que mudam
Um longo domingo de noivado
março 21, 2005
Não é dia se...
... não tiver um filme qualquer no trânsito;
... não houver um ou dois palhaços que me tranquem o carro;
... não me desiludir com a pouca educação das pessoas;
... não puserem palavras na minha boca;
... não levar um pontapé no meu pé tendinítico;
... não aturar uma ou duas melgas no msn;
... não sentir que não fiz nada durante o dia e que sub-aproveitei o meu tempo;
... não quiser deixar de fumar;
... não me lamentar que tenho que emagrecer;
... não tiver saudades de ir ao ginásio;
... não passe o dia a olhar para o telemóvel a estranhar porque ele não toca;
... não role os olhos quando recebo uma mensagem de uma melga qualquer;
... não me apetecer tomar café com amigos;
... não me lembrar de ti.
... não houver um ou dois palhaços que me tranquem o carro;
... não me desiludir com a pouca educação das pessoas;
... não puserem palavras na minha boca;
... não levar um pontapé no meu pé tendinítico;
... não aturar uma ou duas melgas no msn;
... não sentir que não fiz nada durante o dia e que sub-aproveitei o meu tempo;
... não quiser deixar de fumar;
... não me lamentar que tenho que emagrecer;
... não tiver saudades de ir ao ginásio;
... não passe o dia a olhar para o telemóvel a estranhar porque ele não toca;
... não role os olhos quando recebo uma mensagem de uma melga qualquer;
... não me apetecer tomar café com amigos;
... não me lembrar de ti.
Break
Finalmente acabou um longo fim-de-semana... estou cansadinha, e o pior, não tenho estudado nada!
Tenho a carteira cheia de dinheiro que não é meu, comprei uma t-shirt, vi 6 filmes (3 ou 4 dos quais repetidos), bebi vinho como um borracho (daqueles mais cirróticos e menos centerfold), fui obrigada a falar em público, convivi com um punhado de gente bem simpática, e fui agradavelmente surpreendida quanto a uma ou duas pessoas...
E agora cirurgia... valham-me os apontamentos da super-T., que reduzem um monte de 40cm de cópias de acetatos das aulas a um caderno de si gordo, mas menos obeso que o monte suprareferido.
Tenho a carteira cheia de dinheiro que não é meu, comprei uma t-shirt, vi 6 filmes (3 ou 4 dos quais repetidos), bebi vinho como um borracho (daqueles mais cirróticos e menos centerfold), fui obrigada a falar em público, convivi com um punhado de gente bem simpática, e fui agradavelmente surpreendida quanto a uma ou duas pessoas...
E agora cirurgia... valham-me os apontamentos da super-T., que reduzem um monte de 40cm de cópias de acetatos das aulas a um caderno de si gordo, mas menos obeso que o monte suprareferido.
março 20, 2005
Sobremesa
O mundo em 2 ou 3 clicks
Hoje não há nada de interessante...
- Todos os burros são teimosos - Bush e o Iraque
- Living in the land of plenty (to choose from) - Casa pia et al
- Aos anos que ando há procura de um sítio que tenha um quadro das classificações... sempre me deu a sensação que ou se seguia a super liga desde o início, ou jamais se saberia como iam as pontuações!!... - nota: estamos a levar uma tareia... será que o Benfica ganha mesmo o campeonato este ano?!
Auto-estima
Que filtro temos entre nós e um espelho (metafórico e real) que deturpa a nossa imagem real?
Como se explica que se sofra por uma miragem?!... apetece tolhê-lo nos braços, aninhá-lo e embalá-lo para adormecer e deixar de persistir na recorrência do mesmo pesadelo.
Como se explica que se sofra por uma miragem?!... apetece tolhê-lo nos braços, aninhá-lo e embalá-lo para adormecer e deixar de persistir na recorrência do mesmo pesadelo.
março 17, 2005
Mother-ship called
Só vim registar a minha primeira ida à praia... a seguir ao exame de hoje de manhã (estou que não posso ver grávidas, placentas, vaginas, corrimentos e afins!...) fui dar um saltinho à praia, adormeci com o Urucum a dourar-me a pele e fui molhar os pézinhos às águas glaciares da costa... deve-me fazer bem ao pé, porque a diferença para o gelo, deve ser apenas no estado físico mesmo.
Estou cansadíssima, a dever horas de sono à caminha, mas a noite é jovem (e eu também, apesar de tudo)...
Amanhã dedico-me ao próximo exame, onde espero ter uma nota um pouco melhor do que tive nestes dois últimos (se bem que para este não me posso queixar... não estudei nada, não merecia mesmo uma grande nota).
Estou cansadíssima, a dever horas de sono à caminha, mas a noite é jovem (e eu também, apesar de tudo)...
Amanhã dedico-me ao próximo exame, onde espero ter uma nota um pouco melhor do que tive nestes dois últimos (se bem que para este não me posso queixar... não estudei nada, não merecia mesmo uma grande nota).
março 15, 2005
Purging time
Irritam-me pessoas mal-educadas, com o rei na barriga e o orgulho na testa, com o umbigo no centro do mundo, e com o pé em cima dos outros... com os braços a fazer um manguito, e com o olho a rogar pragas.
Estou farta de gente ingrata, mal formada e que sem saber como nem porquê me afecta, porque a coisa que mais me incomoda é precisamente ser tomada por algo que não sou... às vezes tenho vontade de perder a cabeça e dar uns açoites aos meninos mimados e birrentos que por aí andam... espero qualquer dia perder, porque eles estão a pedi-las e eu confesso que também...
Estou farta de gente ingrata, mal formada e que sem saber como nem porquê me afecta, porque a coisa que mais me incomoda é precisamente ser tomada por algo que não sou... às vezes tenho vontade de perder a cabeça e dar uns açoites aos meninos mimados e birrentos que por aí andam... espero qualquer dia perder, porque eles estão a pedi-las e eu confesso que também...
março 13, 2005
Hoje o copo está meio vazio
É difícil ser-se grande quando se sente o coração pequenino...
É difícil confiar só porque sim, quando tudo nos diz que não o deveríamos fazer...
É difícil sofrer em silêncio...
É difícil ser invadida por pensamentos recorrentes...
É difícil quando não se consegue esquecer...
É difícil quando não se consegue seguir em frente...
É difícil achar que não vale a pena.
É difícil confiar só porque sim, quando tudo nos diz que não o deveríamos fazer...
É difícil sofrer em silêncio...
É difícil ser invadida por pensamentos recorrentes...
É difícil quando não se consegue esquecer...
É difícil quando não se consegue seguir em frente...
É difícil achar que não vale a pena.
Partido ao meio
Lembro-me de uma conversa que tive num dos meus primeiros namoros, em que falava do que se sente quando se é magoado por alguém de que se gosta... a metáfora dos caquinhos... ao lembrar-me disto rio-me, mas a verdade é que então com 16 ou 17 anos isso fazia todo o sentido e hoje é para isso extrapolável.
Quando se parte alguma coisa, pode-se tentar colar os caquinhos todos, reconstruir a peça... mas há sempre aquelas lasquinhas mais fininhas, os caquinhos que vão para debaixo do móvel e os que desaparecem pura e simplesmente. A nossa pecinha fica funcional, mas com falhas... até à próxima vez que cai, e mais caquinhos se perdem... às tantas tem-se uma falha que a torna disfuncional.
Quando se parte alguma coisa, pode-se tentar colar os caquinhos todos, reconstruir a peça... mas há sempre aquelas lasquinhas mais fininhas, os caquinhos que vão para debaixo do móvel e os que desaparecem pura e simplesmente. A nossa pecinha fica funcional, mas com falhas... até à próxima vez que cai, e mais caquinhos se perdem... às tantas tem-se uma falha que a torna disfuncional.
Becas II
A carrapeta do meu sobrinho já diz tia, já anda pela casa como um piriquito, com as mãozinhas no ar e muito speedy gonzalez... faz as curvas como se fosse um carro (inclina-se para o centro da curva), e puxa os cabelos à tia e à mãe como gente grande!
Make space probes, not war!
Energia atómica ao serviço da ciência, à descoberta de vida nos satélites de Júpiter.
Constituição Europeia
Ainda não percebi a que se propõe, e não encontro nada que me informe, sem ser um ficheiro pdf de 300 páginas que não tive paciência (e dificilmente terei) para ler... será que se poderá contar com a comunicação social portuguesa, e até com os próprios políticos portugueses para elucidarem a população?
Imagino que seja evolução dos tratados que vêm sendo feitos na comunidade europeia, e é possível que países chulo-dependentes como o nosso fiquem a perder... but then again, somos tantos e tão avessos à abstenção, que a nossa opinião interessa imenso!
Imagino que seja evolução dos tratados que vêm sendo feitos na comunidade europeia, e é possível que países chulo-dependentes como o nosso fiquem a perder... but then again, somos tantos e tão avessos à abstenção, que a nossa opinião interessa imenso!
Venda livre de medicamentos torna-se livre
Well done Socrates!... a associação nacional de farmácias e os farmacêuticos insurgem-se, mas a medida é boa.
Agora que a arraia miúda já está a ser atacada, para quando os tubarões?
Agora que a arraia miúda já está a ser atacada, para quando os tubarões?
A dádiva do bubão
Sida: resistência de alguns europeus explicada por herança genética
Cerca de 10% da população europeia manifesta resistência à infecção pelo vírus da SIDA, devido à mutação genética CCR5-delta32 que impede o vírus de atacar as células do seu sistema imunitário.
Segundo estes investigadores, Duncan e Scott, esta mutação deve-se às epidemias que devastaram a europa: peste bubónica, febre hemorrágica viral.
Cerca de 10% da população europeia manifesta resistência à infecção pelo vírus da SIDA, devido à mutação genética CCR5-delta32 que impede o vírus de atacar as células do seu sistema imunitário.
Segundo estes investigadores, Duncan e Scott, esta mutação deve-se às epidemias que devastaram a europa: peste bubónica, febre hemorrágica viral.
março 11, 2005
março 10, 2005
Altro ego
Já estava para escrever isto há uns tempos valentes (desde que comecei a ter aulas a este respeito), mas nunca me lembrava... e agora até que é bem a propósito, visto que estou mais (es)perita no assunto.
Devia ter consultado alguns compêndios de psiquiatria/psicologia antes de baptizar o meu bloguinho... de esquizóide tenho muito pouco, a não ser a preocupação de o ser. Sou uma verdadeira obsessiva-compulsiva (a personalidade, não a doença mental!... são diferentes, pode ser que depois me dê para explicar)...
Nota: o títalo do post não é gralha, é uma gracinha em italiano (tenho a mania que sou poliglota).
Devia ter consultado alguns compêndios de psiquiatria/psicologia antes de baptizar o meu bloguinho... de esquizóide tenho muito pouco, a não ser a preocupação de o ser. Sou uma verdadeira obsessiva-compulsiva (a personalidade, não a doença mental!... são diferentes, pode ser que depois me dê para explicar)...
Nota: o títalo do post não é gralha, é uma gracinha em italiano (tenho a mania que sou poliglota).
Posts perdidos
Oh Zeus, escrevi eu um post tão lindo, dedicado ao meu papá e não é que o sapo o deglutiu sem deixar rasto?! De momento falta-me a inspiração e até a capacidade de o tentar recriar (além de que não teria o mesmo valor), e como nunca o irias ler, fica por isso mesmo: por um pensamento sentido (ou sentimento pensado).
março 08, 2005
Mágoas de infância
Recordar tem destas coisas, as lembranças vêm umas com as outras e não há como lhes cortar o encadeamento...
Lembrei-me de um incidente, já na fase em que tinha discussões graves com a minha mãe com uma periodicidade ainda mais grave, em que a minha mãe não tinha (como aliás era muito habitual) razão alguma... tinha-me faltado ao respeito e exigia-me o meu respeito por ela simplesmente por ter o estatuto de mãe. O meu pai pedia-me inúmeras vezes que lhe fosse pedir desculpas... eu com a garganta com um nó de lágrimas insistia que eu tinha razão, que não tinha que pedir desculpas, ela é que teria de mas pedir a mim... e juntavam-se os meus irmãos a dizer que não custava nada e poupava-se um drama familiar.
Por 3 vezes tive que engolir o nó de lágrimas de raiva e o orgulho, e em prol da paz familiar (que nunca esteve muito presente) pedir desculpas quando sabia que me eram devidas a mim... invariavelmente, a diva que é a minha mãe (tipicamente histriónica, rai's a partam! *risos*), fazia-se rogada, como que a considerar perdoar-me ou não.
A última vez que engoli o nó e o orgulho, ela fez-se rogada, e eu recusei-me a continuar a engolir... disse que retirava o pedido de desculpas, que não acreditava nele e que apenas o tinha feito a pedido do meu pai... não caíu nem o carmo nem a trindade... ficou tudo na mesma: nas ameaças vãs que sempre fazia. Aprendi a não engolir nada que não tivesse mastigado.
A R. diz muitas vezes que sou adultazinha por ser filha de pais velhos... e com estes draminhas recordo-me que a idade real dos meus pais não teve muito a ver com o assunto.
Lembrei-me de um incidente, já na fase em que tinha discussões graves com a minha mãe com uma periodicidade ainda mais grave, em que a minha mãe não tinha (como aliás era muito habitual) razão alguma... tinha-me faltado ao respeito e exigia-me o meu respeito por ela simplesmente por ter o estatuto de mãe. O meu pai pedia-me inúmeras vezes que lhe fosse pedir desculpas... eu com a garganta com um nó de lágrimas insistia que eu tinha razão, que não tinha que pedir desculpas, ela é que teria de mas pedir a mim... e juntavam-se os meus irmãos a dizer que não custava nada e poupava-se um drama familiar.
Por 3 vezes tive que engolir o nó de lágrimas de raiva e o orgulho, e em prol da paz familiar (que nunca esteve muito presente) pedir desculpas quando sabia que me eram devidas a mim... invariavelmente, a diva que é a minha mãe (tipicamente histriónica, rai's a partam! *risos*), fazia-se rogada, como que a considerar perdoar-me ou não.
A última vez que engoli o nó e o orgulho, ela fez-se rogada, e eu recusei-me a continuar a engolir... disse que retirava o pedido de desculpas, que não acreditava nele e que apenas o tinha feito a pedido do meu pai... não caíu nem o carmo nem a trindade... ficou tudo na mesma: nas ameaças vãs que sempre fazia. Aprendi a não engolir nada que não tivesse mastigado.
A R. diz muitas vezes que sou adultazinha por ser filha de pais velhos... e com estes draminhas recordo-me que a idade real dos meus pais não teve muito a ver com o assunto.
Femi(nini)nismos
À parte da confusão habitual com esta palavra (deriva do latim femina e não do tuga feminino...) com a invenção de sílabas várias, há outras confusões menos ortográficas...
Recordo-me em novinha, quando espingardava as minhas opiniõezinhas (era pequenina, eram opiniõezinhas) anti-injustiça e aparentemente feministas, de receber um ou outro comentário (de século passado, diga-se) do género "não me digas que és uma daquelas feministas?!"... confesso com vergonha que até me assustava e dizia logo que não (tudo menos isso!)... isso era o mesmo que admitir ser bélgica, imagino!
Como comic-relief, apresento as minhas opiniõezinhas feministas: "se mais ninguém tem que arrumar a própria roupa, eu também não tenho!", ou "porque é que tenho que ser eu a pôr a mesa outra vez?" ao que me respondiam "porque és rapariga" e eu, antes de ter um colapso nervoso vociferava qualquer coisa professamente feminista, como por exemplo "isso é ridículo! sou filha como os outros, tenho os mesmo deveres e regalias!"... como era filha, e mais nova (ainda o sou, estranhamente), e após pedidos samaritanos do meu pai, acabava por ter que ir pôr a mesa na mesma...
Entretanto, ontem em conversa, a minha mãe disse-se feminista... deu-me vontade de rir... a incoerência tem esse efeito em mim, dá-me sempre vontade de rir.
Recordo-me em novinha, quando espingardava as minhas opiniõezinhas (era pequenina, eram opiniõezinhas) anti-injustiça e aparentemente feministas, de receber um ou outro comentário (de século passado, diga-se) do género "não me digas que és uma daquelas feministas?!"... confesso com vergonha que até me assustava e dizia logo que não (tudo menos isso!)... isso era o mesmo que admitir ser bélgica, imagino!
Como comic-relief, apresento as minhas opiniõezinhas feministas: "se mais ninguém tem que arrumar a própria roupa, eu também não tenho!", ou "porque é que tenho que ser eu a pôr a mesa outra vez?" ao que me respondiam "porque és rapariga" e eu, antes de ter um colapso nervoso vociferava qualquer coisa professamente feminista, como por exemplo "isso é ridículo! sou filha como os outros, tenho os mesmo deveres e regalias!"... como era filha, e mais nova (ainda o sou, estranhamente), e após pedidos samaritanos do meu pai, acabava por ter que ir pôr a mesa na mesma...
Entretanto, ontem em conversa, a minha mãe disse-se feminista... deu-me vontade de rir... a incoerência tem esse efeito em mim, dá-me sempre vontade de rir.
Dia internacional da Mulher
Talk about espiação de culpa... hoje de manhã enquanto via o "Você na tv", com o Goucha a ser o único homem com permissão para estar no estúdio, um público de sexagenárias de origem questionável e uma apresentadora com muito bom aspecto, mas com interjeições de varina, confirmei a minha triste sensação... porque mais triste do que se estar a ver estes programas (tenho desculpa, estou em época de exames, até o 7x7 seria interessante!) é chegar à conclusão que todos e todas se contentam com pouco.
A existência de um dia internacional da mulher, não é mais que a confirmação de que os restantes 364/5 são dias internacionais (intergalácticos) do homem... dão-nos um dia entre 365/6 e nós batemos palminhas e exultamos de alegria, porque temos um dia! (?!)
Não tenho particular vontade de festejar este meu dia. Haverá certamente igualdade, no dia em que este dia se torne tão ridículo para todos e todas quanto o é para mim.
Para mim este dia é importante por ser o aniversário da Ritinha. Muitos parabéns minha peixinha mai' linda![*]
[*] conheço várias Ritas, e algumas delas peixinhas... não estou equivocada!
A existência de um dia internacional da mulher, não é mais que a confirmação de que os restantes 364/5 são dias internacionais (intergalácticos) do homem... dão-nos um dia entre 365/6 e nós batemos palminhas e exultamos de alegria, porque temos um dia! (?!)
Não tenho particular vontade de festejar este meu dia. Haverá certamente igualdade, no dia em que este dia se torne tão ridículo para todos e todas quanto o é para mim.
Para mim este dia é importante por ser o aniversário da Ritinha. Muitos parabéns minha peixinha mai' linda![*]
[*] conheço várias Ritas, e algumas delas peixinhas... não estou equivocada!
março 06, 2005
Marcha contra direitos homossexuais
Pensei que fosse lapso, que fosse eu a ler mal... mas não... há quem proteste contra a abolição de leis que definem meios cidadãos.
Qualquer dia haverá protestos contra o direito à água potável para todos, o direito ao ar (porque o ar ainda é de todos) para todos... é ver os recursos escassear e ver os fundamentalistas a dizerem-nos quem tem direito à vida, porque certamente terão a audácia de se considerar autoridade nisso também.
Qualquer dia haverá protestos contra o direito à água potável para todos, o direito ao ar (porque o ar ainda é de todos) para todos... é ver os recursos escassear e ver os fundamentalistas a dizerem-nos quem tem direito à vida, porque certamente terão a audácia de se considerar autoridade nisso também.
Protesto termina em violência
Porque ser mulher ainda é motivo para se levar com o bastão (no pun intended *inocent smilie*)...
Incidentes diplomáticos
O lag deve-se à reincidente falta de vontade de vir postar... também alguma falta de tempo, visto que apesar de estar em época de exames e como tal ser certificadamente desocupada, não tenho vindo muito ao computador...
Achei que esta notícia que corre meio mundo fosse um extremismo, fosse o fruto de querer fazer notícia onde não a há. Na minha ideia, devido aos frequentes ataques de carros-bomba, o carro da jornalista teria sido atacado, porque se aproximava do QG Americano sem aviso, e "quem tem pescoço francês tem medo", já se sabe.
Até que ouvi a Giuliana falar: o veículo estava identificado, e a base estava à espera da sua chegada...
Afinal quem comia criancinhas ao pequeno-almoço nunca foram os russos...
Achei que esta notícia que corre meio mundo fosse um extremismo, fosse o fruto de querer fazer notícia onde não a há. Na minha ideia, devido aos frequentes ataques de carros-bomba, o carro da jornalista teria sido atacado, porque se aproximava do QG Americano sem aviso, e "quem tem pescoço francês tem medo", já se sabe.
Até que ouvi a Giuliana falar: o veículo estava identificado, e a base estava à espera da sua chegada...
Afinal quem comia criancinhas ao pequeno-almoço nunca foram os russos...
O Vira-casacas
março 03, 2005
Grande seca
Acabei de descobrir que o facto de estar sempre a dar e receber choques eléctricos quando dou beijinhos a alguém, quando agarro a porta do carro se devem à seca. A diminuição da humidade no ar aumenta a electricidade estática... até a burgessa com ar de "baixa-da-banheira" sabe isso, e eu na ignorância!
fevereiro 28, 2005
Nos tempos do colégio
Há dias, enquanto frequentava um curso de um dia no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, reencontrei uma amiga dos tempos de colégio... "oficialmente" já não nos víamos há uns 10 anos, embora nos tenhamos cruzado uma ou outra vez em que (dado o local onde tal encontro foi dado) ela terá preferido não me falar. Não censuro, porque estas coisas são o prato do dia, quando o estar num determinado sítio significa alguma coisa quanto a nós próprios... to the point: encontrei-a no Trumps, e achou melhor evitar que eu a visse (e eu serei eternamente a "amiga hetero do ruivinho").
Hoje tomámos café, estivémos a por a conversa em dia (porque de facto faziam uns 10 anos que não sabíamos nada uma da outra)...
A rapariga, saiu de casa aos 18 anos, concluiu o curso sempre a trabalhar, nalgumas alturas com dois empregos em simultâneo... com o desemprego em alta, ela tem um bom emprego, apesar de recém-formada, graças à sua competência e profissionalismo (e talvez um pouco de sorte, ok).
Sempre (desde que a conheço até antes da nossa conversa) olhei para ela, e vi uma menina do papá e da mamã, quase exclusivamente pelo look beta que a caracteriza... foi durante muito tempo menina dos papás, mas os papás forçaram-na a crescer antes de tempo. E ela cresceu bem... por sorte ou competência da própria, uma vez mais.
Hoje tomámos café, estivémos a por a conversa em dia (porque de facto faziam uns 10 anos que não sabíamos nada uma da outra)...
A rapariga, saiu de casa aos 18 anos, concluiu o curso sempre a trabalhar, nalgumas alturas com dois empregos em simultâneo... com o desemprego em alta, ela tem um bom emprego, apesar de recém-formada, graças à sua competência e profissionalismo (e talvez um pouco de sorte, ok).
Sempre (desde que a conheço até antes da nossa conversa) olhei para ela, e vi uma menina do papá e da mamã, quase exclusivamente pelo look beta que a caracteriza... foi durante muito tempo menina dos papás, mas os papás forçaram-na a crescer antes de tempo. E ela cresceu bem... por sorte ou competência da própria, uma vez mais.
Quo vadis?...
... de momento não vou a lado nenhum... avizinha-se a época de exames, que é o meu período de stress por excelência.
Aviso como tal que, por entrar nesta época, me reservo o direito a:
- falar mal;
- não ter paciência para nada;
- estar muito bem a tomar café, e de um momento para o outro ter a avassaladora sensação de que nada sei para o exame que se aproxima e que tenho que agarrar imediatamente nos livros/apontamentos;
- estar muito bem a falar com seja quem for e ter a mesma reacção (de tal modo que às vezes possa aparentar um total desinteresse no que me estão a dizer);
- ter frequentemente necessidade de arrumar o quarto, os roupeiros, as gavetas... e é aplicável tanto aos meus quanto às casas que porventura visite;
- ser imbuída pelo espírito Chefe Silva, e qualquer prato que leve menos de 3h a confeccionar não ser de modo algum aquilo que me apetece.
Inversamente,
- a de um momento para o outro, tornar-me chata e envia vários convites para virem ter comigo tomar café ao meu local de estudo;
- de um momento para o outro me tornar numa party animal, e a noite ser sempre uma criança.
De momento são as características que me lembrei que incorporo nesta fase... ah, e chamo à atenção também que esta é uma praga sazonal: temos a colecção março-abril e a colecção junho-julho.
fevereiro 25, 2005
Assim vai o mundo
Descongeladas bactérias com 30 mil anos de vida no Alaska
so what?! a maioria das bactérias tem quase essa idade... mas pronto a senhora achou importante!
Deinonicossauros encontrados na Argentina
João Paulo II já respira sem ajuda artificial
eu também respiro sem ajuda artificial... não sou notícia porquê?!
Desemprego: Número de desempregados aumentou 4,1% em Janeiro
Desemprego aumenta na Alemanha e França
Eis a importância dos contextos.
Mutações em bebés devido à poluição
Mais uma grande novidade...
And the Oscar goes to ou em versão castellana
Isto sim, tem algum interesse! *grin*
so what?! a maioria das bactérias tem quase essa idade... mas pronto a senhora achou importante!
Deinonicossauros encontrados na Argentina
João Paulo II já respira sem ajuda artificial
eu também respiro sem ajuda artificial... não sou notícia porquê?!
Desemprego: Número de desempregados aumentou 4,1% em Janeiro
Desemprego aumenta na Alemanha e França
Eis a importância dos contextos.
Mutações em bebés devido à poluição
Mais uma grande novidade...
And the Oscar goes to ou em versão castellana
Isto sim, tem algum interesse! *grin*
fevereiro 24, 2005
And now for something completely different
It's a girl! (na tentativa de não ser pirosa, fui ainda mais!!)
Parabéns maninha e cunhadinho!!...
Parabéns maninha e cunhadinho!!...
Carácter
Incomoda-me[*] que as pessoas não sejam sérias, e que se afectem terceiros com isso... aliás, acabei por personalizar os posts anteriores, mas a minha preocupação com esta questão nem sequer era muito relativa a mim, confesso.
Incomoda-me[*] que haja o gosto pelo sofrimento alheio... ou que, mais suavemente, não haja preocupação com esse sofrimento na aquisição do que se pretende para si próprio.
A mentirinha fácil, é tão fácil que sai mais depressa da boca que a verdade mais sóbria e mais sensaborona...
É um mundinho de dog-eat-dog que me incomoda[*] até às entranhas, e que nos rodeia por todos os lados, porque é pequenino apenas nos seus valores, não na sua extensão.
[*] estou a ser eufemística para além do plausível, e hoje, mais uma vez, tive a confirmação de que raras são as pessoas que não me incomodam deste modo.
Incomoda-me[*] que haja o gosto pelo sofrimento alheio... ou que, mais suavemente, não haja preocupação com esse sofrimento na aquisição do que se pretende para si próprio.
A mentirinha fácil, é tão fácil que sai mais depressa da boca que a verdade mais sóbria e mais sensaborona...
É um mundinho de dog-eat-dog que me incomoda[*] até às entranhas, e que nos rodeia por todos os lados, porque é pequenino apenas nos seus valores, não na sua extensão.
[*] estou a ser eufemística para além do plausível, e hoje, mais uma vez, tive a confirmação de que raras são as pessoas que não me incomodam deste modo.
fevereiro 23, 2005
A perda da inocência
Comentava com a T. há muito tempo (e recordei-me agora a propósito do poder de uma palavra), que por vezes acreditamos no que nos dizem sobre os outros, e partimos para esses relacionamentos sociais já com o pé atrás... porque A nos disse que ela era uma vaca, porque B nos disse que ele era um sacana, porque C nos disse que eles eram uns malucos... e nunca mantemos realmente a inocência que deveria caracterizar a aproximação de dois desconhecidos.
Acreditamos no que nos dizem, e regra geral, quando damos uma oportunidade às pessoas visadas, descobrimos que a fama que as antecedia, nada de real tem.
Faz-me pensar na quantidade de pessoas que terão uma ideia errada de mim, que se calhar pensam que eu sou isto ou aquilo, simplesmente porque assim lho disseram (baseados em nada ou em pouco)... faz-me pensar que o crescimento destes “boatos” (a existirem) é exponencial, porque pode ser transmitido vezes sem conta.
Faz-me também pensar na quantidade de pessoas de quem eu poderei ter uma ideia errada, apesar de me esforçar por não considerar demasiado as primeiras impressões (a menos que estas gritem imediatamente que não há entendimento possível... não conseguirás tolerar esta atitude seja qual for o contexto ou as outras que a compensem), e que desse modo as afasto e sou injusta ao fazê-lo... sem necessidade alguma.
Acreditamos no que nos dizem, e regra geral, quando damos uma oportunidade às pessoas visadas, descobrimos que a fama que as antecedia, nada de real tem.
Faz-me pensar na quantidade de pessoas que terão uma ideia errada de mim, que se calhar pensam que eu sou isto ou aquilo, simplesmente porque assim lho disseram (baseados em nada ou em pouco)... faz-me pensar que o crescimento destes “boatos” (a existirem) é exponencial, porque pode ser transmitido vezes sem conta.
Faz-me também pensar na quantidade de pessoas de quem eu poderei ter uma ideia errada, apesar de me esforçar por não considerar demasiado as primeiras impressões (a menos que estas gritem imediatamente que não há entendimento possível... não conseguirás tolerar esta atitude seja qual for o contexto ou as outras que a compensem), e que desse modo as afasto e sou injusta ao fazê-lo... sem necessidade alguma.
O poder numa palavra II
Por outro lado (apesar de não ser este o prisma que me levou a pensar no assunto), uma palavra tem também o poder de fazer o inverso.
Com uma palavra podemos fazer um desconhecido sorrir...
Com uma palavra podemos emendar onde errámos...
Com uma palavra podemos sarar feridas que criámos, que alguem criou a outrem...
Com uma palavra podemos acalmar quem está aflito...
Com uma palavra podemos exaltar quem se sente morto...
Com uma palavra podemos mudar o nosso mundo, e almejar mudar o mundo.
Porque me faltam tantas vezes as palavras?!...
Com uma palavra podemos fazer um desconhecido sorrir...
Com uma palavra podemos emendar onde errámos...
Com uma palavra podemos sarar feridas que criámos, que alguem criou a outrem...
Com uma palavra podemos acalmar quem está aflito...
Com uma palavra podemos exaltar quem se sente morto...
Com uma palavra podemos mudar o nosso mundo, e almejar mudar o mundo.
Porque me faltam tantas vezes as palavras?!...
O poder numa palavra
Acabei de ler um post num blog vizinho (mas não linkado) que me fez pensar... fez-me pensar no poder que detemos nas nossas palavras. Com uma palavra temos o poder de desmoronar um mundo, de sujar uma vida, de partir algo que não tenha reparo...
Com uma palavra (e com várias), podemos mostrar uma imagem de nós mesmos que não corresponde à realidade... podemos enganar meio mundo, podemos mostrar-nos como o santo e revelar os outros como o demónio.
Podemos intrometer-nos na vida dos outros, e depois contar o assunto como se nos tivessem esbofeteado sem razão aparente.
Podemos denegrir a imagem de todos aqueles que nos passaram pela vida (ou até que façam parte dela, dependendo do dolo que esteja implícito nessas nossas palavras), mesmo que a sua imagem real seja imaculada...
Com uma palavra (e com várias), podemos mostrar uma imagem de nós mesmos que não corresponde à realidade... podemos enganar meio mundo, podemos mostrar-nos como o santo e revelar os outros como o demónio.
Podemos intrometer-nos na vida dos outros, e depois contar o assunto como se nos tivessem esbofeteado sem razão aparente.
Podemos denegrir a imagem de todos aqueles que nos passaram pela vida (ou até que façam parte dela, dependendo do dolo que esteja implícito nessas nossas palavras), mesmo que a sua imagem real seja imaculada...
fevereiro 21, 2005
Um dia de eleições
Ontem votei, em muita consciência... acho que nunca fiz um voto tão informado quanto o de ontem, lamento que deva ser uma raridade neste aspecto, pelo menos a julgar pelo resultado final.
Por não querer votar na minha cor política, mas tendo muito poucas opções, resolvi informar-me... continuei a informar-me até à própria manhã de eleições, onde exclui a votação no partido que merecia a minha opção mais favorável... é que no meio de tudo, vender-se à coligação parlamentar com o PS, tornava-o a pior opção possível.
Fiquei outra vez entre o mesmo de sempre, e aquele mais impensável... e pensei que maluqueira por maluqueira, há umas que são relativamente inócuas... e lá votei eu, decidindo apenas no momento em que aproximei a caneta do boletim de voto, com a mão trémula (!). Tudo isto com a fé de que o PS não adquirisse maioria absoluta.
Pois que a adquiriu, pois que espero que o país possa pagar para ver... vai ser uma surpresa só, visto que nem da campanha, nem da oposição se pode tirar nada de concrecto... Destas, ficámos com a certeza que temos que acreditar, que vai haver um choque tecnológico (whatever that means), e que todos os analistas financeiros que temos ao dispôr só erram nos seus pareceres... nestas 3 orações, condensei toda a campanha do PS, que tristeza!... (não excluindo os importantes acessos de paranóia do actual PM à cerca das múltiplas (?!) acusações com «boatos falsos e mentirosos» da sua homossexualidade)
Realmente, quando nada se sabe do que nos espera, nada nos resta senão acreditar...
Por não querer votar na minha cor política, mas tendo muito poucas opções, resolvi informar-me... continuei a informar-me até à própria manhã de eleições, onde exclui a votação no partido que merecia a minha opção mais favorável... é que no meio de tudo, vender-se à coligação parlamentar com o PS, tornava-o a pior opção possível.
Fiquei outra vez entre o mesmo de sempre, e aquele mais impensável... e pensei que maluqueira por maluqueira, há umas que são relativamente inócuas... e lá votei eu, decidindo apenas no momento em que aproximei a caneta do boletim de voto, com a mão trémula (!). Tudo isto com a fé de que o PS não adquirisse maioria absoluta.
Pois que a adquiriu, pois que espero que o país possa pagar para ver... vai ser uma surpresa só, visto que nem da campanha, nem da oposição se pode tirar nada de concrecto... Destas, ficámos com a certeza que temos que acreditar, que vai haver um choque tecnológico (whatever that means), e que todos os analistas financeiros que temos ao dispôr só erram nos seus pareceres... nestas 3 orações, condensei toda a campanha do PS, que tristeza!... (não excluindo os importantes acessos de paranóia do actual PM à cerca das múltiplas (?!) acusações com «boatos falsos e mentirosos» da sua homossexualidade)
Realmente, quando nada se sabe do que nos espera, nada nos resta senão acreditar...
fevereiro 20, 2005
Análise isenta
... e também um pouco alheada nalguns aspectos, convenhamos.
Mas aqui ao menos põe-se o dedo na ferida socialista, põe-se o dedo na ferida social democrata e põe-se o dedo na ferida presidencial.
É triste que o jornalismo português não seja capaz da mesma isenção, visto que está mais ao corrente de tudo o que se passou...
Mas aqui ao menos põe-se o dedo na ferida socialista, põe-se o dedo na ferida social democrata e põe-se o dedo na ferida presidencial.
É triste que o jornalismo português não seja capaz da mesma isenção, visto que está mais ao corrente de tudo o que se passou...
É hoje o grande dia
Daqui a umas horas irei assinalar uma cruz num dos quadradinhos disponíveis... ainda não muito decidida, tristemente.
Daqui a umas horas decide-se de algum modo o rumo do país pelos próximos anos, porque a diferença entre um governo PS coligado ou um governo PS com maioria absoluta a solo, é abissal... e abissal é uma palavra apropriada neste contexto!
Boa sorte Portugal! (how corny!)
Daqui a umas horas decide-se de algum modo o rumo do país pelos próximos anos, porque a diferença entre um governo PS coligado ou um governo PS com maioria absoluta a solo, é abissal... e abissal é uma palavra apropriada neste contexto!
Boa sorte Portugal! (how corny!)
fevereiro 17, 2005
Quando os opostos se atraem
O que nos atrai a alguém (os opostos) não determina que sejamos mais felizes com essa pessoa - Journal of Personality and Social Psychology.
Histórias cirúrgicas
Ando a seguir uma doente, de 76 anos, animada, conversadora, saudável na grande maioria da sua já longa vida... Deu entrada no serviço de urgência do hospital por uma anemia por perdas crónicas, derivada de uma neoplasia gástrica.
Por ter sido sempre saudável, não prestou atenção à sua cor pálida, não prestou atenção ao cansaço que agravava, não prestou atenção à sensação de saciedade precoce, não prestou atenção ao facto de lentamente deixar de conseguir comer sem que a comida se acumulasse numa região que consegue apontar com o dedo... essa região corresponde ao local onde as células tumorais se multiplicam e ocluem a passagem dos alimentos, tanto que já nem consegue beber nada.
Por ser saudável, descurou a sua saúde... por ter já alguma idade, atribuiu estas alterações à mesma, e não prestou atenção.
A sua esperança de vida diminuiu drasticamente por isso, porque a neoplasia não foi diagnosticada precocemente...
E isto aconteceu com o aval da sua médica de família...
Por ter sido sempre saudável, não prestou atenção à sua cor pálida, não prestou atenção ao cansaço que agravava, não prestou atenção à sensação de saciedade precoce, não prestou atenção ao facto de lentamente deixar de conseguir comer sem que a comida se acumulasse numa região que consegue apontar com o dedo... essa região corresponde ao local onde as células tumorais se multiplicam e ocluem a passagem dos alimentos, tanto que já nem consegue beber nada.
Por ser saudável, descurou a sua saúde... por ter já alguma idade, atribuiu estas alterações à mesma, e não prestou atenção.
A sua esperança de vida diminuiu drasticamente por isso, porque a neoplasia não foi diagnosticada precocemente...
E isto aconteceu com o aval da sua médica de família...
Palavra do dia II
tergiversação
do Lat. tergiversatione
s. f., acto ou efeito de tergiversar;
evasiva;
rodeios;
subterfúgio.
in Priberam
do Lat. tergiversatione
s. f., acto ou efeito de tergiversar;
evasiva;
rodeios;
subterfúgio.
in Priberam
fevereiro 13, 2005
No mundo
O jogo do gato e rato
HIV ganha nova mutação que o torna refractário à terapêutica e ainda mais agressivo para o sistema imunitário do hospedeiro.
Jurassic Park, sem guião
Encontrado um pedaço de pele nos ovos de Giganotossauros descobertos em escavações, tem-se agora acesso ao DNA dos bichos, tornando possível a clonagem. O interesse que os cientistas dizem ter nesta descoberta, é a reconstrução tridimensional do réptil cretácico juntamente com a semelhança dos hábitos de vida reprodutiva destes com as actuais tartarugas e aves várias... eu duvido que não se use o DNA encontrado para experimentar.
HIV ganha nova mutação que o torna refractário à terapêutica e ainda mais agressivo para o sistema imunitário do hospedeiro.
Jurassic Park, sem guião
Encontrado um pedaço de pele nos ovos de Giganotossauros descobertos em escavações, tem-se agora acesso ao DNA dos bichos, tornando possível a clonagem. O interesse que os cientistas dizem ter nesta descoberta, é a reconstrução tridimensional do réptil cretácico juntamente com a semelhança dos hábitos de vida reprodutiva destes com as actuais tartarugas e aves várias... eu duvido que não se use o DNA encontrado para experimentar.
Palavra do dia
locupletar
do Lat. locupletare
v. tr., tornar rico;
enriquecer;
saciar;
v. refl., encher-se;
saciar-se.
in Priberam
do Lat. locupletare
v. tr., tornar rico;
enriquecer;
saciar;
v. refl., encher-se;
saciar-se.
in Priberam
Torre do inferno
Este filme, com o Paul Newman como protagonista (suportado por um elenco magnífico, super estrelado), marcou-me imenso... ficou-me marcada a mensagem social (muito pouco) subliminar: incêndios em prédios de mais que 20 e tal andares não são facilmente apagáveis porque não há acesso externo às chamas. E eles, os arranha-céus, continuam a ser contruídos até em nome da economia de espaço...
Esta notícia é assustadoramente semelhante ao filme, mas na vida real não há Paul Newman's que salvem o dia, e o prédio está em risco de colapso, com alguns Corpos de Bombeiros lá dentro.
Esta notícia é assustadoramente semelhante ao filme, mas na vida real não há Paul Newman's que salvem o dia, e o prédio está em risco de colapso, com alguns Corpos de Bombeiros lá dentro.
Até o blog é aéreo...
... diria mais, é um ultra-leve! Este filósofo (bem vistas as coisas os paizinhos não lhe poderiam ter dado um nome melhor, por mais coisas que uma!!!) até no seu blog é inespecífico, desinteressante e, arriscaria, um nadinha oco!
Fico triste se de facto alguém votar PS porque o Barreiro é rosa, ou porque houve entusiasmo em Setúbal ou porque a maré vai cheia com um mar de gente em Braga... tenho o meu futuro nas mãos de um acéfalo!
Fico triste se de facto alguém votar PS porque o Barreiro é rosa, ou porque houve entusiasmo em Setúbal ou porque a maré vai cheia com um mar de gente em Braga... tenho o meu futuro nas mãos de um acéfalo!
fevereiro 12, 2005
Basta
O meu rio não corre mais para o teu mar... uma barragem de cansaço e exaustão cortou-lhe o curso.
fevereiro 10, 2005
Politiquices... ou a sinalização deficiente nas estradas
Tenho andado preocupada por se aproximar a data das eleições e ainda não estar completamente decidida em quem votar... sinto-me burra e especialmente perdida. Tanto que me deu para ler os manifestos do PS (só para rir, confesso), PSD e BE.
Com o do PS confirmei a minha opinião à cerca do Guterres... perdao, Sócrates y sus muchachos: falam falam, falam falam, e nunca dizem nada (de jeito, porque sempre têm 100 e tal páginas de paleio). Com o do PSD vi tanto marketing e tanto tratamento de imagem, que me deixou desconfiada... Com o do BE vi um manifesto a preto e branco, sem maluqueiras (excepto as maluqueiras revolucionárias do Louçã) e com a descrição do que se propõem a fazer e como (que parece ser tabu nesta campanha eleitoral... ninguém faz esta singela perguntinha).
Hoje, ainda no meio desta preocupação, ia a uma sessão de esclarecimento do PSD... ia! Porque andei perdida pelo Lumiar, Ameixoeira, Bairro de Angola, e sei lá mais eu onde... tudo prodigiosamente sinalizado! Até o caminho para Meca (isto é, 2ª circular - está lá a mesquita, não engana ninguém!) estava mal sinalizado, com direcções em código morse (cruzamento sim, cruzamento não)... Quando me vi rumo a Meca, resolvi vir para casa, porque já me chegava de bairros sociais por uma noite.
Há sempre motivos para se odiar subúrbios...
Com o do PS confirmei a minha opinião à cerca do Guterres... perdao, Sócrates y sus muchachos: falam falam, falam falam, e nunca dizem nada (de jeito, porque sempre têm 100 e tal páginas de paleio). Com o do PSD vi tanto marketing e tanto tratamento de imagem, que me deixou desconfiada... Com o do BE vi um manifesto a preto e branco, sem maluqueiras (excepto as maluqueiras revolucionárias do Louçã) e com a descrição do que se propõem a fazer e como (que parece ser tabu nesta campanha eleitoral... ninguém faz esta singela perguntinha).
Hoje, ainda no meio desta preocupação, ia a uma sessão de esclarecimento do PSD... ia! Porque andei perdida pelo Lumiar, Ameixoeira, Bairro de Angola, e sei lá mais eu onde... tudo prodigiosamente sinalizado! Até o caminho para Meca (isto é, 2ª circular - está lá a mesquita, não engana ninguém!) estava mal sinalizado, com direcções em código morse (cruzamento sim, cruzamento não)... Quando me vi rumo a Meca, resolvi vir para casa, porque já me chegava de bairros sociais por uma noite.
Há sempre motivos para se odiar subúrbios...
Silêncios
Tenho um mundo de palavras, presas na garganta... presas há anos, por anos de silêncios.
Não me peças para não as ouvires porque te magoam.
Compreende que por nunca te querer magoar, deixei que me ficassem a corroer... preciso sarar... preciso sanar.
Não me peças para não as ouvires porque te magoam.
Compreende que por nunca te querer magoar, deixei que me ficassem a corroer... preciso sarar... preciso sanar.
fevereiro 09, 2005
Comments mais longos que os posts
É da campanha eleitoral? É da pressão da Igreja sobre o eleitorado?... o que é que se passa?!...
Eu até sou PSD, mas estar a levar com teorias da conspiração anti-PS é demais até para mim.
Comecei a exercer o meu direito a ser déspota no meu próprio blog e apaguei o coment e mai' nada.
Lá porque o blog é de uma esquizóide, não quer dizer que seja maluquinha... *crazy grin*
Eu até sou PSD, mas estar a levar com teorias da conspiração anti-PS é demais até para mim.
Comecei a exercer o meu direito a ser déspota no meu próprio blog e apaguei o coment e mai' nada.
Lá porque o blog é de uma esquizóide, não quer dizer que seja maluquinha... *crazy grin*
Non ou a vã glória de arrumar...
Mais um passo dado rumo ao meu esgotamento nervoso...
Hoje de manhã estava a estacionar o carro no parque do café in, quando o arrumador me barrou o caminho com o seu pulguento corpo... ainda pensei (ingenuamente) que ele não me estivesse a ver e dei uma buzinadela...
Não se mexeu...
Continuei a fazer marcha-atrás até faltarem apenas uns milímetros para o atropelar...
Não se mexeu...
Fui arrumar o carro noutro lugar e saí furibunda do carro, para lhe perguntar o que raio estava a fazer... não me soube responder, mas soube mandar-me à merda.
Não sei o que se passa, mas acho que não é paranóide dizer-se que o mundo está contra mim!!!...
Hoje de manhã estava a estacionar o carro no parque do café in, quando o arrumador me barrou o caminho com o seu pulguento corpo... ainda pensei (ingenuamente) que ele não me estivesse a ver e dei uma buzinadela...
Não se mexeu...
Continuei a fazer marcha-atrás até faltarem apenas uns milímetros para o atropelar...
Não se mexeu...
Fui arrumar o carro noutro lugar e saí furibunda do carro, para lhe perguntar o que raio estava a fazer... não me soube responder, mas soube mandar-me à merda.
Não sei o que se passa, mas acho que não é paranóide dizer-se que o mundo está contra mim!!!...
If you are conected...
No writings on the wall, mas estou bem "conectada"... estou neste momento a ser sujeita a um exame que é do mais invasivo (da intimidade) que há (possivelmente ultrapassado apenas pela monitorização do sono). Tenho 5 eléctrodos colados ao peito, e um estojinho parolo pendurado ao pescoço, que me registam os batimentos cardíacos...
Pode não parecer muito invasivo, mas a verdade é que tudo o que fazemos, se manifesta no batimento cardíaco... lembro-me (da última vez que fiz um Holter) de pensar nos tipos de exercício físico que não poderia fazer nestas 24h, para depois não o ter que explicar! *risos*
Pode não parecer muito invasivo, mas a verdade é que tudo o que fazemos, se manifesta no batimento cardíaco... lembro-me (da última vez que fiz um Holter) de pensar nos tipos de exercício físico que não poderia fazer nestas 24h, para depois não o ter que explicar! *risos*
fevereiro 08, 2005
Um dia na praia
Jogos de associação de palavras, por pueris que sejam, às vezes dão nisto...
A. - praia
L. - mar
A. - gaivotas
L. - oco
A. - vazio
L. - nada
A. - tudo
A. - negação
L. - recalcamento
A. - freud
L. - áustria
A. - viagem
L. - descoberta
A. - caravela
L. - sta. maria
A. - virgem
L. - análise
A. - perfeccionismo
L. - procura
A. - encontra
L. - engano
A. - falso
L. - pérfido
A. - maquiavélico
L. - príncipe
A. - reino
L. - império
A. - quinto (5º)
L. - metade
A. - cara
L. - coroa
A. - velha
L. - sábia
A. - vida
L. - descoberta
A. - entusiasmo
L. - criança
A. - wia
L. - perdida
A. - rumo
L. - norte
A. - rosa
L. - cravo
A. - 25 de abril
L. - vermelho
A. - sangue
L. - elixir
A. - seiva
L. - vida
A. - deus
L. - incerto
A. - aleatório
L. - sorte
A. - destino
L. - caminho
A. - pegada
L. - rasto
A. - passado
L. - bagagem
A. - viagem
L. - conhecimento
A. - ciência
L. - curiosidade
A. - gato
L. - Kalimero
A. - joana
L. - sonho
A. - utopia
L. - imperfeita perfeição
A. - antítese
L. - hipálage
A. - transposição de sentimentos
L. - sofrer
A. - aprender
L. - crescer
A. - amadurecer
L. - cair
A. - deixar-se ir
L. - vento
A. - elemento
L. - elementar
A. - watson
L. - persistência
A. - mãe
L. - desequilíbrio
A. - falta
L. - excesso
A. - extremo
L. - precipício
A. - passo
L. - collor de mello
A. - brasil
L. - paz
A. - pomba
L. - ninho
A. - aconchego
L. - elba ramalho
A. - saudade
L. - fado
A. - tristeza
L. - solidão
A. - choro
L. - lágrima
A. - pierrot
L. - palhaço
A. - circo
L. - ilusionista
A. - mãos
L. - pianista
A. - pauta
L. - classificações
A. - elevado
L. - cume
A. - céu
L. - terra
A. - touro
L. - forcado
A. - coragem
L. - temerário
A. - perigo
L. - mar
A. - perder
L. - soltar
A. - livre
L. - voar
A. - pára-quedas
L. - seda
A. - luxo
L. - vantagem
A. - superior
L. - madre
A. - leito
L. - dossel
A. - fábula
L. - esopo
A. - moral
L. - religião
A. - doutrina
L. - sacerdócio
A. - celibato
L. - devoção
A. - adoração
L. - contemplação
A. - objecto
L. - manipulável
A. - boneco
L. - trapos
A. - limpeza
L. - obsessão
A. - mania
L. - exaustão
A. - cansaço
L. - idade
A. - 25
L. - quartel
A. - militar
L. - tradição
A. - JB
L. - cirrose
A. - fígado
L. - iscas
A. - mau
L. - feio
A. - pombo
L. - lisboa
A. - tejo
L. - tágides
A. - camões
L. - lusíadas
A. - descobrimentos
L. - cabo boa esperança
A. - oceano
L. - praia
A. - praia
L. - mar
A. - gaivotas
L. - oco
A. - vazio
L. - nada
A. - tudo
A. - negação
L. - recalcamento
A. - freud
L. - áustria
A. - viagem
L. - descoberta
A. - caravela
L. - sta. maria
A. - virgem
L. - análise
A. - perfeccionismo
L. - procura
A. - encontra
L. - engano
A. - falso
L. - pérfido
A. - maquiavélico
L. - príncipe
A. - reino
L. - império
A. - quinto (5º)
L. - metade
A. - cara
L. - coroa
A. - velha
L. - sábia
A. - vida
L. - descoberta
A. - entusiasmo
L. - criança
A. - wia
L. - perdida
A. - rumo
L. - norte
A. - rosa
L. - cravo
A. - 25 de abril
L. - vermelho
A. - sangue
L. - elixir
A. - seiva
L. - vida
A. - deus
L. - incerto
A. - aleatório
L. - sorte
A. - destino
L. - caminho
A. - pegada
L. - rasto
A. - passado
L. - bagagem
A. - viagem
L. - conhecimento
A. - ciência
L. - curiosidade
A. - gato
L. - Kalimero
A. - joana
L. - sonho
A. - utopia
L. - imperfeita perfeição
A. - antítese
L. - hipálage
A. - transposição de sentimentos
L. - sofrer
A. - aprender
L. - crescer
A. - amadurecer
L. - cair
A. - deixar-se ir
L. - vento
A. - elemento
L. - elementar
A. - watson
L. - persistência
A. - mãe
L. - desequilíbrio
A. - falta
L. - excesso
A. - extremo
L. - precipício
A. - passo
L. - collor de mello
A. - brasil
L. - paz
A. - pomba
L. - ninho
A. - aconchego
L. - elba ramalho
A. - saudade
L. - fado
A. - tristeza
L. - solidão
A. - choro
L. - lágrima
A. - pierrot
L. - palhaço
A. - circo
L. - ilusionista
A. - mãos
L. - pianista
A. - pauta
L. - classificações
A. - elevado
L. - cume
A. - céu
L. - terra
A. - touro
L. - forcado
A. - coragem
L. - temerário
A. - perigo
L. - mar
A. - perder
L. - soltar
A. - livre
L. - voar
A. - pára-quedas
L. - seda
A. - luxo
L. - vantagem
A. - superior
L. - madre
A. - leito
L. - dossel
A. - fábula
L. - esopo
A. - moral
L. - religião
A. - doutrina
L. - sacerdócio
A. - celibato
L. - devoção
A. - adoração
L. - contemplação
A. - objecto
L. - manipulável
A. - boneco
L. - trapos
A. - limpeza
L. - obsessão
A. - mania
L. - exaustão
A. - cansaço
L. - idade
A. - 25
L. - quartel
A. - militar
L. - tradição
A. - JB
L. - cirrose
A. - fígado
L. - iscas
A. - mau
L. - feio
A. - pombo
L. - lisboa
A. - tejo
L. - tágides
A. - camões
L. - lusíadas
A. - descobrimentos
L. - cabo boa esperança
A. - oceano
L. - praia
Amanhã será (aparentemente) um grande dia...
February 09, 2005
There's just no easy way to say this, so sit down, buckle up and listen: You've suddenly turned into a magnet for the attention of romantic, spiritual admirers. Awful, huh? Well, as they say, it's an awful job, but someone's got to do it, so do your best. If you don't have a social secretary, you might want to hire someone, at least temporarily. For the next couple of days -- at the very least -- you'll need one!
hum... I wonder...?!
There's just no easy way to say this, so sit down, buckle up and listen: You've suddenly turned into a magnet for the attention of romantic, spiritual admirers. Awful, huh? Well, as they say, it's an awful job, but someone's got to do it, so do your best. If you don't have a social secretary, you might want to hire someone, at least temporarily. For the next couple of days -- at the very least -- you'll need one!
hum... I wonder...?!
fevereiro 07, 2005
Sobre rodas
Hoje fui fazer uma coisa que já não fazia há uns 5 ou 6 anos: andar de patins. Fui para Oeiras, para o "paredão"... andar de patins é no entanto um eufemismo para "fazer figura de tótó", porque a falta de treino conjuntamente com a memória vivida da dôr no meu joelhinho fizeram com que não conseguisse andar grande coisa.
Pode ser que um dia em breve consiga voltar a andar como uma Wayne Gretsky (mas em linha, sem gelo, sem barba, sem o puck, e sobretudo sem tralhos!)...
Pode ser que um dia em breve consiga voltar a andar como uma Wayne Gretsky (mas em linha, sem gelo, sem barba, sem o puck, e sobretudo sem tralhos!)...
fevereiro 06, 2005
fevereiro 03, 2005
Espiando blogs fraternos
«"O Sócrates é gay"
Tive ontem um exame que a bem da verdade até me correu bem, mas infelizmente à custa de umas quantas horas de sono. Hoje tive de levar o meu pai ao hospital da Estrela e sacrificar mais umas horas de sono pelo caminho, e isto em época de exames.
Para além de me deixar com cara de morto-vivo, a falta de sono também tem o condão de me deixar insuportavelmente irritadiço (a objectividade acima de tudo!). Não que isso fosse necessário, porque bastava a minha mãe (que já não conduz um carro para aí desde a Idade Média) a fritar-me os miolos com merdas do género:
- Que caminho vais tomar?
- Pela Fontes Pereira de Melo.
- Pela Fontes Pereira de Melo?! Devias era tomar a Av. de República, que era muito mais rápido.
Isto, quando eu estava na António José de Almeida prestes a virar para a Av. da República (que só por acaso, termina onde começa a Fontes Pereira de Melo).
A minha aventura mentalmente desgastante continuou na rotunda do Marquês de Pombal, onde para a maior parte dos retardados com carta, usar piscas para mudar de faixa é um mito urbano - algo de que se ouviu falar vagamente mas que ninguém faz desde que os Romanos construiram as primeiras estradas da Península.
Para melhorar as coisas, o espelho do lado direito do carro continua partido (um badocha qualquer, preguiçoso demais para dar a volta ao carro, fez-me o favor de partir a articulação do espelho o que vai custar alguns 20 ou 30 contos na Honda). Como o espelho está partido e eu ainda não tenho cara de camaleão com visão estereoscópica, eu tive de de fazer aquilo que todos os desgraçados que sabem o que é o ângulo morto fazem: voltar-se para trás volta e meia para ver se podem mudar de faixa.
Bom, a manhã foi mesmo uma bela bosta. Entre três horas perdidas no meio de um trânsito infernal cheio de anormais que nem deviam conduzir carroças, peões que se atravessam à frente dos carros, e o raio da consulta que nunca mais acabava, uma das poucas coisas que me fez sorrir esta manhã foi um grafiti (*) que vi pintado na parede de um palácio da Estrela (que por mero acaso era a sede do Partido Socialista). Com tanta merda neste país, valha-nos o sentido de humor!
(*) Sim eu sei, "grafiti" tem ou dois efes ou dois tês. Como já disse, dormi pouco e nesta fase do campeonato estou-me marimbando.»
Achei piada a este post por várias razões que passo a explicar:
- a minha mãe faz mesmo isto... parece retirada do Seinfeld (só lhe falta falar inglês com sotaque de Brooklyn)
- o meu irmão tem-se como um rapaz inteligente (que até é), mas depois acha piada a atentados à democracia, como na situação actual do país a campanha eleitoral das 2 maiores forças partidárias se centrar em questiúnculas destas.
Agora, a parte hilariante...
- o meu irmão conduz mal que dói... é o tipo de pessoa que atravessa faixas numa rotunda (como possivelmente terá feito no Marquês) e vocifera porque os outros anormais não se mantêm dentro das deles!
- dorme que nem uma lontra, com uma média de 10h diárias de sono, passa o dia inteiro a protestar que dormiu pouco se p acaso acordou às 8h de sono... se acordou às 6h de sono está que não se pode aguentar e ainda mais o temos que ouvir durante todo o dia.
- nunca tive acesso ao meu irmão depois de duas noites de dormir pouco (para as pessoas normais, 2 noites de sono médias), porque regra geral, a seguir a uma noite de "dormir pouco" (as ditas 6h), na seguinte dorme algumas 12h!
- gostei, por isso mesmo, do apontamento à cerca do "grafiti", porque quem o leia achará certamente que está acordado há 48h no mínimo!
O Sócrates até que pode ser gay, mas tu A., és um maricas!!!...
Tive ontem um exame que a bem da verdade até me correu bem, mas infelizmente à custa de umas quantas horas de sono. Hoje tive de levar o meu pai ao hospital da Estrela e sacrificar mais umas horas de sono pelo caminho, e isto em época de exames.
Para além de me deixar com cara de morto-vivo, a falta de sono também tem o condão de me deixar insuportavelmente irritadiço (a objectividade acima de tudo!). Não que isso fosse necessário, porque bastava a minha mãe (que já não conduz um carro para aí desde a Idade Média) a fritar-me os miolos com merdas do género:
- Que caminho vais tomar?
- Pela Fontes Pereira de Melo.
- Pela Fontes Pereira de Melo?! Devias era tomar a Av. de República, que era muito mais rápido.
Isto, quando eu estava na António José de Almeida prestes a virar para a Av. da República (que só por acaso, termina onde começa a Fontes Pereira de Melo).
A minha aventura mentalmente desgastante continuou na rotunda do Marquês de Pombal, onde para a maior parte dos retardados com carta, usar piscas para mudar de faixa é um mito urbano - algo de que se ouviu falar vagamente mas que ninguém faz desde que os Romanos construiram as primeiras estradas da Península.
Para melhorar as coisas, o espelho do lado direito do carro continua partido (um badocha qualquer, preguiçoso demais para dar a volta ao carro, fez-me o favor de partir a articulação do espelho o que vai custar alguns 20 ou 30 contos na Honda). Como o espelho está partido e eu ainda não tenho cara de camaleão com visão estereoscópica, eu tive de de fazer aquilo que todos os desgraçados que sabem o que é o ângulo morto fazem: voltar-se para trás volta e meia para ver se podem mudar de faixa.
Bom, a manhã foi mesmo uma bela bosta. Entre três horas perdidas no meio de um trânsito infernal cheio de anormais que nem deviam conduzir carroças, peões que se atravessam à frente dos carros, e o raio da consulta que nunca mais acabava, uma das poucas coisas que me fez sorrir esta manhã foi um grafiti (*) que vi pintado na parede de um palácio da Estrela (que por mero acaso era a sede do Partido Socialista). Com tanta merda neste país, valha-nos o sentido de humor!
(*) Sim eu sei, "grafiti" tem ou dois efes ou dois tês. Como já disse, dormi pouco e nesta fase do campeonato estou-me marimbando.»
Achei piada a este post por várias razões que passo a explicar:
- a minha mãe faz mesmo isto... parece retirada do Seinfeld (só lhe falta falar inglês com sotaque de Brooklyn)
- o meu irmão tem-se como um rapaz inteligente (que até é), mas depois acha piada a atentados à democracia, como na situação actual do país a campanha eleitoral das 2 maiores forças partidárias se centrar em questiúnculas destas.
Agora, a parte hilariante...
- o meu irmão conduz mal que dói... é o tipo de pessoa que atravessa faixas numa rotunda (como possivelmente terá feito no Marquês) e vocifera porque os outros anormais não se mantêm dentro das deles!
- dorme que nem uma lontra, com uma média de 10h diárias de sono, passa o dia inteiro a protestar que dormiu pouco se p acaso acordou às 8h de sono... se acordou às 6h de sono está que não se pode aguentar e ainda mais o temos que ouvir durante todo o dia.
- nunca tive acesso ao meu irmão depois de duas noites de dormir pouco (para as pessoas normais, 2 noites de sono médias), porque regra geral, a seguir a uma noite de "dormir pouco" (as ditas 6h), na seguinte dorme algumas 12h!
- gostei, por isso mesmo, do apontamento à cerca do "grafiti", porque quem o leia achará certamente que está acordado há 48h no mínimo!
O Sócrates até que pode ser gay, mas tu A., és um maricas!!!...
Parabéns Iraqui's
Já estava para comentar isto há uns dias...
As eleições foram um sucesso. O Iraque ensinou ao Médio Oriente (e a todos os países de regime democrático em que a taxa de abstenções seja elevada, no fundo) uma valiosa lição à cerca do valor da liberdade e democracia.
Não vou tão longe ao ponto de agradecer ao Bush a sua intervenção "policial" que grandemente contribuiu para esta liberdade adquirida para o povo Iraquiano, mas agradeço-lhes a eles pela coragem de fazer exercer o seu direito de voto, e assumir o seu papel na decisão do rumo do seu país. E prefiro acreditar que, apesar do candidato ser um fantoche americano (como o são em todos os países "libertados" pelos EUA ao longo da história), a democracia se prove melhor para o povo iraquiano do que a ditadura existente até entao...
Faz-nos pensar o que fazemos nós (portugueses) nos domingos eleitorais, que tanto se sobrepõe a este nosso dever e direito cívico, que tenha sequer comparação com as ameaças terroristas de que estes votantes foram alvo.
As eleições foram um sucesso. O Iraque ensinou ao Médio Oriente (e a todos os países de regime democrático em que a taxa de abstenções seja elevada, no fundo) uma valiosa lição à cerca do valor da liberdade e democracia.
Não vou tão longe ao ponto de agradecer ao Bush a sua intervenção "policial" que grandemente contribuiu para esta liberdade adquirida para o povo Iraquiano, mas agradeço-lhes a eles pela coragem de fazer exercer o seu direito de voto, e assumir o seu papel na decisão do rumo do seu país. E prefiro acreditar que, apesar do candidato ser um fantoche americano (como o são em todos os países "libertados" pelos EUA ao longo da história), a democracia se prove melhor para o povo iraquiano do que a ditadura existente até entao...
Faz-nos pensar o que fazemos nós (portugueses) nos domingos eleitorais, que tanto se sobrepõe a este nosso dever e direito cívico, que tenha sequer comparação com as ameaças terroristas de que estes votantes foram alvo.
fevereiro 01, 2005
Bastard-magnet
Sou eu... prometi a mim mesma (vide "Chicos espertos") que deixaria de me irritar com a estupidez alheia, que não me poria mais em situações potencialmente problemáticas, sobretudo no trânsito (que é o meu grande suga-energia)...
Pois que eu não preciso de andar à procura deles, eles vêm ter comigo. Hoje quando ia para uma consulta, uma carrinha veio para cima de mim (que seguia já há uns 2km pela faixa da direita, e ele seguia na faixa do meio)... buzinei e utilizei as raias para não ter um acidente, ele desviou-se. "Amigos como sempre" pensei eu, ainda benevolente perante a inaptidão alheia ao volante...
Mas não... a carrinha (cheia de jovens sorridentes, com sorriso tipicamente brasileiro = pepsodent) veio atrás de mim, colada a mim... quando passou por mim na A5 buzinou, e eu disse-lhes (não entenderam certamente) com um sorriso "vai aprender a conduzir" (da forma mais cínica possivel, tanto que acredito que tenham pensado que apenas lhes sorria mesmo).
Passados mais uns segundos, ia a ultrapassá-los e atravessaram-se à minha frente na faixa da esquerda... nem buzinei nem nada... fiquei a roer-me por dentro, e acabei por desviar para a faixa da direita e finalmente ultrapassá-los.
Quando chegou a saída que pretendia (Carnaxide) desviei-me para ela, já eles iam bem longe... Com o trânsito habitual naquela saída, eles alcançaram-me, atravessaram-se à frente dos carros nas 2 faixas que lhes ficavam à direita que buzinaram desalmadamente, e travou-me a fundo à frente do meu carro...
Sai um brasileiro a vociferar que eu o tinha ultrapassado pela direita (ultrapassar é mudar de faixa para passar à frente, e não seguir na faixa onde se circulava há 2 km) e se não sabia o perigo que isso era, e se conhecia o código... eu perguntei-me (e a ele também) se ele conheceria o código, e se ele saberia o perigo de não se olhar pelos espelhos ao mudar de faixa, e de se atravessar à frente de carros na autoestrada e até de estar parado numa autoestrada. Face à argumentação lógica dele, concluí com um "você é doido", desviei o carro e segui caminho, ainda incrédula no que me tinha acontecido...
O mundo está ao contrário e já me cansei de o tentar endireitar... sejam estúpidos, sejam ignorantes, sejam irresponsáveis, sejam o que bem vos apetecer, de preferência bem longe de mim! Para todo o mundo: peço desculpa se respiro, e se por acaso até vos evito acidentes ao fugir da merda de condução que vocês fazem!
Pois que eu não preciso de andar à procura deles, eles vêm ter comigo. Hoje quando ia para uma consulta, uma carrinha veio para cima de mim (que seguia já há uns 2km pela faixa da direita, e ele seguia na faixa do meio)... buzinei e utilizei as raias para não ter um acidente, ele desviou-se. "Amigos como sempre" pensei eu, ainda benevolente perante a inaptidão alheia ao volante...
Mas não... a carrinha (cheia de jovens sorridentes, com sorriso tipicamente brasileiro = pepsodent) veio atrás de mim, colada a mim... quando passou por mim na A5 buzinou, e eu disse-lhes (não entenderam certamente) com um sorriso "vai aprender a conduzir" (da forma mais cínica possivel, tanto que acredito que tenham pensado que apenas lhes sorria mesmo).
Passados mais uns segundos, ia a ultrapassá-los e atravessaram-se à minha frente na faixa da esquerda... nem buzinei nem nada... fiquei a roer-me por dentro, e acabei por desviar para a faixa da direita e finalmente ultrapassá-los.
Quando chegou a saída que pretendia (Carnaxide) desviei-me para ela, já eles iam bem longe... Com o trânsito habitual naquela saída, eles alcançaram-me, atravessaram-se à frente dos carros nas 2 faixas que lhes ficavam à direita que buzinaram desalmadamente, e travou-me a fundo à frente do meu carro...
Sai um brasileiro a vociferar que eu o tinha ultrapassado pela direita (ultrapassar é mudar de faixa para passar à frente, e não seguir na faixa onde se circulava há 2 km) e se não sabia o perigo que isso era, e se conhecia o código... eu perguntei-me (e a ele também) se ele conheceria o código, e se ele saberia o perigo de não se olhar pelos espelhos ao mudar de faixa, e de se atravessar à frente de carros na autoestrada e até de estar parado numa autoestrada. Face à argumentação lógica dele, concluí com um "você é doido", desviei o carro e segui caminho, ainda incrédula no que me tinha acontecido...
O mundo está ao contrário e já me cansei de o tentar endireitar... sejam estúpidos, sejam ignorantes, sejam irresponsáveis, sejam o que bem vos apetecer, de preferência bem longe de mim! Para todo o mundo: peço desculpa se respiro, e se por acaso até vos evito acidentes ao fugir da merda de condução que vocês fazem!
Exaltação do espírito
Há pouco mais de 2 semanas, desejei-te sorte... desejei que tudo corresse pelo melhor e de forma rápida.
Sei que não é isto que entendes como "melhor" (quem o entenderia?!), mas que o seja realmente...
Para ti que não lês estas palavras, mas que as sintas sob a forma do carinho que te tenho, do bem que te desejo e à tua família.
Sei que não é isto que entendes como "melhor" (quem o entenderia?!), mas que o seja realmente...
Para ti que não lês estas palavras, mas que as sintas sob a forma do carinho que te tenho, do bem que te desejo e à tua família.
janeiro 31, 2005
Tipo de Inteligência
Your Dominant Intelligence is Logical-Mathematical Intelligence |
![]() You are great at finding patterns and relationships between things. Always curious about how things work, you love to set up experiments. You need for the world to make sense - and are good at making sense of it. You have a head for numbers and math ... and you can solve almost any logic puzzle. You would make a great scientist, engineer, computer programmer, researcher, accountant, or mathematician. |
janeiro 30, 2005
Delírios esquizofrénicos II
Na última 6ª é que foi o fim da minha carreira na sanidade mental... foi internado um rapazinho, esquizofrénico também, por ter crenças místicas e religiosas, e sem delírios visuais ou auditivos, sem grandes "manias da perseguição", nem auto-referenciação... conclusão, estive a falar com um rapaz bastante dopado com neurolépticos, mas na verdade (e espero que p estar sob o efeito dos neurolépticos) perfeitamente normal!
Espero que por estar sob o efeito dos neurolépticos porque não ouvi nada dele em que eu não acredite também... e isso é preocupante, tal como é preocupante que o meu professor tenha dito (depois, claro) que era um caso grave e de mau prognóstico!
Será que à altura em que esteve internado, teve um surto psicótico (que a falar connosco, 3 semanas depois, já não o recordava) e que nesse surto manifestou-se de facto a doença? Ou seria o surto psicótico o correspondente a um episódio de mediunicidade?!
É porque se a certeza é aquilo que separa o doente do são, este rapaz também se auto-criticava muito, e manifestava não ter certeza de nada... e para ser-se médium, também se deve acreditar, e não se deve ter medo de acreditar.
Este estágio está a dar cabo de mim... não posso ir para psiquiatria!!!
Espero que por estar sob o efeito dos neurolépticos porque não ouvi nada dele em que eu não acredite também... e isso é preocupante, tal como é preocupante que o meu professor tenha dito (depois, claro) que era um caso grave e de mau prognóstico!
Será que à altura em que esteve internado, teve um surto psicótico (que a falar connosco, 3 semanas depois, já não o recordava) e que nesse surto manifestou-se de facto a doença? Ou seria o surto psicótico o correspondente a um episódio de mediunicidade?!
É porque se a certeza é aquilo que separa o doente do são, este rapaz também se auto-criticava muito, e manifestava não ter certeza de nada... e para ser-se médium, também se deve acreditar, e não se deve ter medo de acreditar.
Este estágio está a dar cabo de mim... não posso ir para psiquiatria!!!
janeiro 29, 2005
What 2004 Hit Song Are You?
| Toxic by Britney Spears |
"It's getting late Ah, what's a year without breaking a few hearts? Literally. |
janeiro 26, 2005
Delírios esquizofrénicos
Gostaria de pensar que um esquizofrénico consegue ver aquilo que não está à vista dos demais... que na verdade não são loucos, apenas pessoas que se apercebem de algo que não está ao alcance dos outros.
Paralelamente à história do poço de água envenenado de um reino, que tornou todos os habitantes que dele bebiam doidos... quando todos os habitantes tinham bebido dessa água, entendiam-se perfeitamente, e consideravam que todos os outros (nomeadamente a família real que tinha um poço próprio) sim eram doidos. A família real não teve outra opção senão beber da mesma água, e assim tudo continuou como dantes, com pleno entendimento entre a família real e o seu povo, mas para o exterior, eram todos doidos.
Gostava de poder acreditar nisso, mas depois há o pormenor (essencial) do facto dos delírios deles não serem perfeitamente lógicos... há também a distinção entre delírios verosímeis e inverosímeis, que ainda acrescenta algo mais a esta minha vontade de acreditar.
Hoje, no estágio que frequento, tive oportunidade de contactar com um doente esquizofrénico... impressionou-me a manifesta redução (ausência?) de qualidade de vida que esta doença traz. Impressionaram-me algumas risotas de colegas meus...
Impressionou-me sobretudo o facto de eu dizer que sou algo esquizóide, e de de facto o ser... mas que no fundo não faço ideia o que é ser-se esquizofrénico (e ainda bem!). Impressionou-me o facto de eu o entender... de reconhecer nos comportamentos que ele tem alguns semelhantes, com a mera diferença de ele ter a certeza que os dele estão correctos, e eu automaticamente pressupor que eles são "delírios" meus...
Será que a fronteira entre o são e o doente (entre mim e ele, neste caso) é de facto apenas a certeza? a dele na veracidade do que sente e eu na falsidade do que sinto?!
Paralelamente à história do poço de água envenenado de um reino, que tornou todos os habitantes que dele bebiam doidos... quando todos os habitantes tinham bebido dessa água, entendiam-se perfeitamente, e consideravam que todos os outros (nomeadamente a família real que tinha um poço próprio) sim eram doidos. A família real não teve outra opção senão beber da mesma água, e assim tudo continuou como dantes, com pleno entendimento entre a família real e o seu povo, mas para o exterior, eram todos doidos.
Gostava de poder acreditar nisso, mas depois há o pormenor (essencial) do facto dos delírios deles não serem perfeitamente lógicos... há também a distinção entre delírios verosímeis e inverosímeis, que ainda acrescenta algo mais a esta minha vontade de acreditar.
Hoje, no estágio que frequento, tive oportunidade de contactar com um doente esquizofrénico... impressionou-me a manifesta redução (ausência?) de qualidade de vida que esta doença traz. Impressionaram-me algumas risotas de colegas meus...
Impressionou-me sobretudo o facto de eu dizer que sou algo esquizóide, e de de facto o ser... mas que no fundo não faço ideia o que é ser-se esquizofrénico (e ainda bem!). Impressionou-me o facto de eu o entender... de reconhecer nos comportamentos que ele tem alguns semelhantes, com a mera diferença de ele ter a certeza que os dele estão correctos, e eu automaticamente pressupor que eles são "delírios" meus...
Será que a fronteira entre o são e o doente (entre mim e ele, neste caso) é de facto apenas a certeza? a dele na veracidade do que sente e eu na falsidade do que sinto?!
janeiro 24, 2005
Chicos-espertos
Sou uma... odeio-os e no fundo odeio-os porque não passo de uma chica-esperta.
Hoje tive um filme com direito a globo de ouro, que começou precisamente por eu ser chica-esperta.
Tudo começou com um estacionamento num lugar mínimo, onde não me cabia o carro... como um "senhor" me veio falar com a melhor das atitudes e com o uso mínimo requerido de palavrões, não lhe liguei nenhuma, nem respondi, e teimei que ia estacionar ali.
Lá deixei lá o carro, a tocar no carro da frente e no de trás.
Quando apareceu o dono do carro da frente, o "senhor" resolveu dizer isto e aquilo, tanto meteu veneno que quando o homem me chegou à frente já nem ouvia o que eu lhe dizia... estava completamente transtornado (digno de ir para a clínica psiquiatra onde eu ia ter aulas).
Depois de 2h à espera da brigada de trânsito da PSP (em conversa amena com os polícias que apareceram entretanto porque lhes foi dito que "estava tudo à porrada", que encontraram apenas um grupo de jovens na conversa enquanto um drogado e um velho decrépito gritavam feitos loucos e aproveitavam todas as oportunidades para ir falar com eles) em que perdi a aula, ainda fiquei em risco de pagar uma multa por ter estacionado ali (continuo a não entender porquê... mas aparentemente é contra-ordenação estacionar em lugares apertados), sobretudo porque estes últimos polícias foram parvos e aparentemente acreditaram na história do "está tudo à porrada"...
Vou adoptar uma atitude defensiva (minha e da minha sanidade mental) e vou esforçar-me por não ligar a estas coisas... gastar energias noutras coisas...
I here by decree, my career as a smart-ass is concluded!
Hoje tive um filme com direito a globo de ouro, que começou precisamente por eu ser chica-esperta.
Tudo começou com um estacionamento num lugar mínimo, onde não me cabia o carro... como um "senhor" me veio falar com a melhor das atitudes e com o uso mínimo requerido de palavrões, não lhe liguei nenhuma, nem respondi, e teimei que ia estacionar ali.
Lá deixei lá o carro, a tocar no carro da frente e no de trás.
Quando apareceu o dono do carro da frente, o "senhor" resolveu dizer isto e aquilo, tanto meteu veneno que quando o homem me chegou à frente já nem ouvia o que eu lhe dizia... estava completamente transtornado (digno de ir para a clínica psiquiatra onde eu ia ter aulas).
Depois de 2h à espera da brigada de trânsito da PSP (em conversa amena com os polícias que apareceram entretanto porque lhes foi dito que "estava tudo à porrada", que encontraram apenas um grupo de jovens na conversa enquanto um drogado e um velho decrépito gritavam feitos loucos e aproveitavam todas as oportunidades para ir falar com eles) em que perdi a aula, ainda fiquei em risco de pagar uma multa por ter estacionado ali (continuo a não entender porquê... mas aparentemente é contra-ordenação estacionar em lugares apertados), sobretudo porque estes últimos polícias foram parvos e aparentemente acreditaram na história do "está tudo à porrada"...
Vou adoptar uma atitude defensiva (minha e da minha sanidade mental) e vou esforçar-me por não ligar a estas coisas... gastar energias noutras coisas...
I here by decree, my career as a smart-ass is concluded!
janeiro 17, 2005
A cor que temos por dentro
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janeiro 13, 2005
Morte
Não consigo lidar com tudo o que a rodeia, naqueles que me são próximos e/ou queridos... não gostei de ver o sofrimento e saber ser impossível fazer fosse o que fosse para o minorar.
Espero que tudo corra pelo melhor, que haja recuperação e que seja rápida.
Espero que tudo corra pelo melhor, que haja recuperação e que seja rápida.
janeiro 09, 2005
O choque de nervos do P(ortuguê)S
No Algarve, o líder do PSD, Santana Lopes não quis comentar o desmentido de Cavaco Silva sobre a notícia de que acredita numa maioria absoluta do PS, mas acusou os socialistas de estarem «nervosos» e a utilizar o nome de quem não participa na campanha eleitoral.
in TSF
in TSF
janeiro 06, 2005
Everyday miracles (histórias obstétricas II)
Entretanto, uma coisa mágica desde estágio (onde não fizémos praticamente nada, a não ser assistir a umas operações e fazer umas histórias clínicas): ontem vi uma cesariana de gémeas monoamnióticas (uma só placenta, uma só "bolsa de águas" e 1 cordao umbilical em Y), enormes (2710g e 2675g) e lindas... meio preguiçosas para respirar (às vezes esqueciam-se e era preciso abaná-las um bocadinho), mas a pouco e pouco foram passando do púrpura inicial para um rosa alabastro (porque nem banhinho tomaram, de modo a não arrefecerem).
Os bebés só por si já são uma benção de deus, mas o nascimento de um bebé é um verdadeiro milagre!
Os bebés só por si já são uma benção de deus, mas o nascimento de um bebé é um verdadeiro milagre!
Os homens e as mamas... (histórias obstétricas)
Qual o fascínio?! As mulheres não têm fascínio por pénis, não passam a vida a olhar para os chumaços nas calças... porque é que os homens não conseguem (não tentam?) ao menos ser discretos?!
O meu actual tutor no estágio de Obstetrícia ainda tenta olhar para a minha cara e para a da B.... ele até consegue, por 2 segundos, mas os olhos desviam-se inevitavelmente para baixo, e depois ficam por ali. Somos as duas, 2 meros pares de mamas...
O meu actual tutor no estágio de Obstetrícia ainda tenta olhar para a minha cara e para a da B.... ele até consegue, por 2 segundos, mas os olhos desviam-se inevitavelmente para baixo, e depois ficam por ali. Somos as duas, 2 meros pares de mamas...
dezembro 30, 2004
In sleep he sang to me

Fenomenalmente parecido com o musical em palco. Vale a pena ver porque é sem dúvida uma ópera-musical que tem das mais lindas músicas que foram possíveis ouvir no east-end ou na Broadway . Mesmo não fazendo o meu género (mais jazzy e swing) comove-me pela beleza do instrumental, pela beleza das vozes (mesmo que o género lírico nunca me diga muito), pela beleza da história que a música conta até...
Impressiona também o que é possível ver-se num palco, que não é nem menos nem mais do que aquilo que o grande ecrã nos dá.
dezembro 27, 2004
Sismo Espalha Morte e Destruição por Todo o Sudeste Asiático
Foi um dos sismos mais poderosos desde que há registo, e o maior dos últimos 40 anos. O terramoto, com epicentro na ilha indonésia de Sumatra, gerou um maremoto (tsunami) que atingiu vários países do Sudeste Asiático, espalhando um cenário imenso de destruição e caos.
Sismos Mais Mortíferos Desde o Início do Século XX
Sismos Mais Mortíferos Desde o Início do Século XX
dezembro 26, 2004
What now my love... now that it's over
Quando não sei como me expressar, recorro a músicas: letras de músicas para ser mais precisa. Este verso de uma música do Blue eyes traduz um nadinha a sensação que me percorre neste momento.
Neste Natal, tive de tudo... tive os momentos de alegria e partilha (com estranhos no entanto... ou até com amigos, mas não com familiares), tive os ódios e sustos descritos no post anterior (que pensei apagar, porque sinceramente não me orgulho de sentir o que sinto... mas se é diário, é diário, mesmo que seja lido por outras pessoas. se me julgarem, façam-no: aproveito o embalo pessimista ou "scroogiano" que tenho nesta altura para me marimbar para o que as pessoas pensam).
E agora? O que se segue?... Acabou a reunião familiar "à força", com cunhada mal educada e desagradável, com irmão armado em estúpido para toda a gente, com a minha mãe a dizer mal dos 2 e a fazer-se de vítima, com as habituais desilusões em todos os planos, e com a já demasiado familiar sensação de que estou completamente deslocada aqui... sinto-me (sempre senti) implantada nesta família. Por um motivo ou por outro sei que não tenho nada a ver com eles, que não me movo pelos mesmos fins ou propósitos sequer... não dou valor às ninharias que eles dão (mas dou a outras, bem sei... quanto mais não seja porque muitas vezes é nos pormenores que estão as verdades que não conseguimos esconder, nem no Natal!), não tiro o prazer de cortar na casaca alheia que eles tiram.
Ontem deitei-me cedo, triste e cansada... e com um imenso nó na garganta, de insatisfação e desilusão. Hoje deito-me igualmente triste e cansada, com o mesmo nó... desta feita provocado pela certeza de que no dia em que os meus pais morrerem, deixarei de me dar com certos membros da minha família.
Gostei no entanto de estar com os meus sobrinhos (mais uma vez estive mais com o Becas que com o Diogo... o Diogo vai ser uma criança irritante - tanto quanto os pais - na qual não se pode tocar, respirar a menos de 1m, ou sequer falar se não for na gama de decibéis permitida pelos paizinhos)... acredito que para o ano goste ainda mais, porque o Bequinhas vai vibrar com o abrir de embrulhos, em vez de ficar simplesmente feliz em pôr as coisas todas a tocar e atirá-las ao chão.
Salvaram-me o Natal... sei que se calhar vou esquecer (com o tempo) os maus (péssimos) momentos que este Natal me trouxe, e vou apenas ficar com as lembranças da minha baratinha com o seu gorro vermelhinho... ou a gatinhar com os seus calçõezinhos e meiazinhas de losangos como um menino de colégio.
Neste Natal, tive de tudo... tive os momentos de alegria e partilha (com estranhos no entanto... ou até com amigos, mas não com familiares), tive os ódios e sustos descritos no post anterior (que pensei apagar, porque sinceramente não me orgulho de sentir o que sinto... mas se é diário, é diário, mesmo que seja lido por outras pessoas. se me julgarem, façam-no: aproveito o embalo pessimista ou "scroogiano" que tenho nesta altura para me marimbar para o que as pessoas pensam).
E agora? O que se segue?... Acabou a reunião familiar "à força", com cunhada mal educada e desagradável, com irmão armado em estúpido para toda a gente, com a minha mãe a dizer mal dos 2 e a fazer-se de vítima, com as habituais desilusões em todos os planos, e com a já demasiado familiar sensação de que estou completamente deslocada aqui... sinto-me (sempre senti) implantada nesta família. Por um motivo ou por outro sei que não tenho nada a ver com eles, que não me movo pelos mesmos fins ou propósitos sequer... não dou valor às ninharias que eles dão (mas dou a outras, bem sei... quanto mais não seja porque muitas vezes é nos pormenores que estão as verdades que não conseguimos esconder, nem no Natal!), não tiro o prazer de cortar na casaca alheia que eles tiram.
Ontem deitei-me cedo, triste e cansada... e com um imenso nó na garganta, de insatisfação e desilusão. Hoje deito-me igualmente triste e cansada, com o mesmo nó... desta feita provocado pela certeza de que no dia em que os meus pais morrerem, deixarei de me dar com certos membros da minha família.
Gostei no entanto de estar com os meus sobrinhos (mais uma vez estive mais com o Becas que com o Diogo... o Diogo vai ser uma criança irritante - tanto quanto os pais - na qual não se pode tocar, respirar a menos de 1m, ou sequer falar se não for na gama de decibéis permitida pelos paizinhos)... acredito que para o ano goste ainda mais, porque o Bequinhas vai vibrar com o abrir de embrulhos, em vez de ficar simplesmente feliz em pôr as coisas todas a tocar e atirá-las ao chão.
Salvaram-me o Natal... sei que se calhar vou esquecer (com o tempo) os maus (péssimos) momentos que este Natal me trouxe, e vou apenas ficar com as lembranças da minha baratinha com o seu gorro vermelhinho... ou a gatinhar com os seus calçõezinhos e meiazinhas de losangos como um menino de colégio.
dezembro 25, 2004
É Natal, é Natal...
Não, não sou uma pessoa especialmente natalícia, no entanto alguma quota de normalidade não seria de desprezar. Já estou habituada aos Natais em que os meus pais não me dão prendas, ou aqueles em que me dão menos prendas do que a todos os meus irmãos dando-lhes coisas que eles têm em demasia e que eu por coincidência até pedi pelo Natal e não tenho mas também não recebo, a sensação de ser menos filha que os outros (não só pelo aspecto material como também no aspecto de eu me tornar como que uma empregada nesta altura, enquanto que os outros continuam a gozar do estatuto de filhos)... este foi mais um em que estas situações foram verificadas.
No entanto, for extra fun, tive ainda uma situação nova, com o meu pai a ficar mal disposto e a ter mais um daqueles ataques que nos deixam em pânico, a minha mãe a ficar histérica e a dizer alto em bom som idiotices que só dão vontade de a mandar à merda ou no mínimo dar-lhe 2 pares de estalos...
A histeria, o exagero, o telefonar logo para toda a gente a dizer que "está muito mal" e deixar toda a gente em pânico e a insistência em "sabedorias médicas" que de médicas não têm nada e de sabedorias também não...
Odeio esta gente, odeio o tempo que tenho que passar com eles, odeio a ideia de mesmo que eu saia de casa e nunca mais puser aqui os pés não me consigo livrar deles... e ao dizer eles estou a ser injusta, porque na verdade refiro-me apenas à minha mãe e eventualmente e pontualmente um dos meus irmãos...
No entanto, for extra fun, tive ainda uma situação nova, com o meu pai a ficar mal disposto e a ter mais um daqueles ataques que nos deixam em pânico, a minha mãe a ficar histérica e a dizer alto em bom som idiotices que só dão vontade de a mandar à merda ou no mínimo dar-lhe 2 pares de estalos...
A histeria, o exagero, o telefonar logo para toda a gente a dizer que "está muito mal" e deixar toda a gente em pânico e a insistência em "sabedorias médicas" que de médicas não têm nada e de sabedorias também não...
Odeio esta gente, odeio o tempo que tenho que passar com eles, odeio a ideia de mesmo que eu saia de casa e nunca mais puser aqui os pés não me consigo livrar deles... e ao dizer eles estou a ser injusta, porque na verdade refiro-me apenas à minha mãe e eventualmente e pontualmente um dos meus irmãos...
dezembro 19, 2004
The wheather outside is frightning...
Chegou aquela época, em que saímos todos para a rua, imbuídos do espírito natalício e gastamos rios de dinheiro em prendas para pessoas que não nos dizem nada... também gastamos algum dinheiro em pessoas que nos são queridas mas, falando por mim, se em cada Natal der 2 prendas porque quero e com gosto e sem o stress de "arranjar uma prenda", já é muito! Esta é uma das razões pelas quais não sou muito fã do Natal... Outra é o reboliço que envolve cá por casa, entre comidas e decorações, já para não falar que envolve um determinado confinamento entre estas 4 (e miúdos) paredes, que confesso que me faz confusão ao sistema... Há dias, falando-se de Natal entre familiares e namorados, pus-me a pensar se eu gostaria mais do Natal nessas circunstâncias... em que a janela estivesse fechada, e o mau tempo do exterior não arrefecesse o clima dentro de casa. Continuo a pensar nisso, a bem dizer.
dezembro 08, 2004
Xô istressi, oxente
Uma semana é pouco, definitivamente pouco para nos presentearmos com este tipo de férias... sempre fui dada a férias culturais, sendo que o Velho Mundo sempre exerceu por mim uma atracção que o Novo nunca mereceu... até agora! Venho do Brasil com a noção de que estive todo este tempo enganada, e que não há férias melhores do que estar de papo para o ar, sem preocupações, horários, stresses diários (descansar deles é que é de facto ter férias, não é verdade?! Então porque só agora me apercebi disso?).
Conheci mais gente (nativos e turistas como moi-même - e portanto tive mais acesso à cultura do país, ou da região pelo menos, do que em todo o mês que andei a passarinhar pela Europa), aprendi a dançar forró, nadei em cachoeiras e mergulhei delas, andei de mota de água, visitei manguezais, fiz tattos (temporárias, ok...), fiz tranças e terêrês, almocei na praia, almocei na cachoeira, em todas as ocasiões comi que nem uma lontra e bem (e como eu gosto de comer!), andei a cavalo à beira mar (como queria fazer desde pequena), fiz um curso de mergulho, andei de buggy que me fartei, fiz compras como a verdadeira shop-a-holic que sou e ainda vim com a vantagem de ter um bronze fantástico (que me dá um ar muito mais sadio, diga-se)...
Não consigo transcrever num post o que vivi, mas também não é importante... este serve mais para que quando o reler mais tarde, reviva tudo o que se passou nesta semana.
Conheci mais gente (nativos e turistas como moi-même - e portanto tive mais acesso à cultura do país, ou da região pelo menos, do que em todo o mês que andei a passarinhar pela Europa), aprendi a dançar forró, nadei em cachoeiras e mergulhei delas, andei de mota de água, visitei manguezais, fiz tattos (temporárias, ok...), fiz tranças e terêrês, almocei na praia, almocei na cachoeira, em todas as ocasiões comi que nem uma lontra e bem (e como eu gosto de comer!), andei a cavalo à beira mar (como queria fazer desde pequena), fiz um curso de mergulho, andei de buggy que me fartei, fiz compras como a verdadeira shop-a-holic que sou e ainda vim com a vantagem de ter um bronze fantástico (que me dá um ar muito mais sadio, diga-se)...
Não consigo transcrever num post o que vivi, mas também não é importante... este serve mais para que quando o reler mais tarde, reviva tudo o que se passou nesta semana.
novembro 28, 2004
Moody Blues
Depois de 2 dias meio stressantes, com um exame na faculdade, os últimos detalhes para um enforcamento, tive umas largas horas de momentos divertidos, como de vez em quando me dão as saudades... o jantar depois da reunião foi muito divertido, a companhia foi fenomenal e apesar da sangria ser boa não foi ela que alterou as pessoas: elas eram mesmo assim; a saída à noite soube-me a pouco mas soube-me tão bem (tenho sempre mais olhos que barriga)... a minha alma de cigarra, que adora cantar e dançar, ficou satisfeita com a noite de bailarico, mas teria dançado mais ainda, teria cantado até ficar rouca... estava com disposição para tal.
E hoje estou com aquela moleza de quem dormiu até tarde e nem por isso muito... estou com o espírito adormecido de "fim de festa"... porque é que será que sempre fui assim? Desde pequena que quando havia festas cá em casa, ou ia a festas em casa de amigos (desde a primária até bem mais tarde), ou ia com amigos passar férias algures, quando começava a chegar ao fim ou começava a ver chegar a hora/data de me ir embora dava-me (e dá-me) uma nostalgia, uma tristeza...
Cada vez que me sinto assim, sinto-me uma menina de 9 anos outra vez, de saiazinha de bombazine, meias de losangos até ao joelho, blusinha e casaco de malha (sim... eu vestia-me assim com 9 anos! com nuances mais "Sound of music" no Verão), a começar a ficar cabisbaixa porque a festa estava a acabar... e que ao chegar a casa se sentia muito sozinha, muito sem rumo, porque nada seria tão divertido quanto estar na companhia dos meus amigos.
Tudo o que é bom acaba (ainda ontem se falava disto, mas a respeito de massagens *risos*)... e para mim, ao contrário da opinião da R., o facto de acabar só aumenta ainda mais o valor do bom momento que se passou... Mas, realmente, não deixo de ficar blue e moody por causa disso...
E hoje estou com aquela moleza de quem dormiu até tarde e nem por isso muito... estou com o espírito adormecido de "fim de festa"... porque é que será que sempre fui assim? Desde pequena que quando havia festas cá em casa, ou ia a festas em casa de amigos (desde a primária até bem mais tarde), ou ia com amigos passar férias algures, quando começava a chegar ao fim ou começava a ver chegar a hora/data de me ir embora dava-me (e dá-me) uma nostalgia, uma tristeza...
Cada vez que me sinto assim, sinto-me uma menina de 9 anos outra vez, de saiazinha de bombazine, meias de losangos até ao joelho, blusinha e casaco de malha (sim... eu vestia-me assim com 9 anos! com nuances mais "Sound of music" no Verão), a começar a ficar cabisbaixa porque a festa estava a acabar... e que ao chegar a casa se sentia muito sozinha, muito sem rumo, porque nada seria tão divertido quanto estar na companhia dos meus amigos.
Tudo o que é bom acaba (ainda ontem se falava disto, mas a respeito de massagens *risos*)... e para mim, ao contrário da opinião da R., o facto de acabar só aumenta ainda mais o valor do bom momento que se passou... Mas, realmente, não deixo de ficar blue e moody por causa disso...
novembro 26, 2004
Relações II
Desejo-vos a melhor sorte do mundo... espero que tenham, sobretudo, coragem de agir de acordo com o que sentem ou pensam sentir. Viver é correr riscos e procurar aquilo que se quer encontrar, mesmo que se procure nos sítios ou nas pessoas erradas.
Se calhar é este o final feliz que eu não conseguia ver... se calhar também eu estava a procurá-lo nos sítios e pessoas erradas.
Se calhar é este o final feliz que eu não conseguia ver... se calhar também eu estava a procurá-lo nos sítios e pessoas erradas.
novembro 20, 2004
Porque é que o sexo é cada vez menos a dois?

Nas relações interpessoais transporta-se sempre uma pesada carga do passado: a "bagagem". Todos nós a temos, por muito ou pouco que tenhamos vivido ou passado. Freud resumia toda esta bagagem numa palavra: "mãe"; mas a influência materna sobre cada um de nós não chega para explicar a complexidade do ser humano, nem a muito maior complexidade das relações que mantém. Não será também, nessa perspectiva, de menosprezar a influência paterna, ou fraterna, e numa perspectiva menos familiar (e não nos cingindo às influencias da 1ª infância, tão notoriamente responsável pela formação da nossa personalidade), à influência dos amigos e suas vivências, e àquela dos nossos passados relacionamentos.
Cada pessoa que passa por nós deixa a sua marca, quer por nos apercebermos através dela como se deve ou não proceder em determinadas situações (modelamos assim o nosso comportamento social, por tentativa e erro), quer por nos deixar os referidos fantasmas ou "bagagem", que sempre estarão connosco (recalcados ou não) a inibir as nossas acções, a forçar comparações.
E o sexo, enquanto consequência necessária do comportamento social entre um casal, rege-se pelas mesmas premissas. Numa relação sexual, estão presentes fisicamente as 2 pessoas, e só elas (não necessariamente, mas os fetiches de cada um são apenas consigo mesmos!), mas a nível psicológico (será assustador dizê-lo, mas não por isso menos verdade) até as nossas mães ali se encontram!...
Mais importantes a nível de futuro do relacionamento serão sem duvida as influências dos passados relacionamentos. Diz o povo "gato escaldado de água fria tem medo" e mais verdade não poderia ser… quem se magoou num relacionamento anterior (impossível será encontrar alguém que nunca por isso tenha passado), manifestará no(s) próximo(s) esse medo, essa exclusão da relação, essa relutância em se entregar. E nesse aspecto, em vez de estarem ali 2 pessoas, estarão 3, ou a bem da verdade 2,5 (porque uma delas, aquela que transporta o fantasma da relação anterior, não se mostra inteira na relação).
E a história seria bem simples se assim se passasse. Mas a verdade é que em cada relacionamento trazemos connosco todos os anteriores, mais demarcados ou mais ausentes (quase inconscientes), mas estarão lá. Isto significa que cada um de nós, por mais conservador que seja, nunca fará sexo apenas a dois…
Relações

Ontem fui ver o Diário de Bridget Jones com uns amigos... hilariante e simultaneamente delicioso pelo romantismo supostamente ultrapassado. É bom haver ainda filmes que nos fazem sair do cinema bem dispostos e com um sorriso nos lábios (porque como a minha mãe diz "já não há filmes assim").
Não só o filme em si, como o que se passou depois (ou a bem dizer o que tenho visto a formar-se há uns tempos) fez-me pensar sobre as relações...
Quando as pessoas têm uma relação, estável, feliz, mas que alguma coisa não bate certo quer seja por um dos elementos se sentir inferiorizado (como no caso da Bridget), quer por se sentir alheado e incompreendido como a B., minha amiga, começa-se a olhar à volta. É certo que a relação da B. com o F. tem muitos altos e baixos, muitas "cabeçadas", muita criancisse do F. e muita maturidade da B. que ao fim de 2 anos de namoro já lhe custa que não haja perspectivas de vida em comum, de tornar a relação mais séria... e isso possivelmente deixa-a um bocadinho abalada e sensível.
Há também o R., meu amigo já há alguns anos, que é uma pessoa como já não há... é um rapaz querido, simpático, educado, preocupado, inteligente, bonito, e estúpida será a rapariga que não vir isso nele. E o facto de, à minha conta, a B. o estar a conhecer melhor, não me faz sentir muito bem... o interesse dela nele é perfeitamente compreensível, começando pelo facto de ele ser tudo aquilo que o F. não é, visto que o próprio R. diz que já não estamos numa idade de ter relações para passar tempo. Este tipo de maturidade, de falta de receio perante o compromisso sério, de certeza que apela enormemente à B. neste momento... juntamente com tudo o resto, claro.
Custa-me no entanto, que toda a relação, mesmo quando se gosta de alguém, esteja sujeita a este tipo de situações... dói-me pensar que uma pessoa que eu sei ser também correcta, educada e madura como o é a B. me venha confirmar que afinal, dada a oportunidade, toda a gente "peca".
A questão do relacionamento entre a B. e o R. não se põe, porque de facto são ambos muito correctos (talvez devido à labilidade emocional presente da B., a rectidão do R. se faça mostrar mais neste momento, mas sei que ambos são assim... e afinal de contas ninguém pode ser culpabilizado por se apaixonar), mas confesso que acho que eles têm muito a ver, pelo menos assim à primeira vista. Sinto-me ligeiramente responsável pela confusão que a B. sente neste momento... sinto-me responsável por qualquer dor de rejeição que ela sinta neste momento.
Porque é que a vida real não é como nos filmes, em que há de facto finais felizes?!
novembro 18, 2004
Cantinho da Dra. Esquizoide
Demasiada vitamina C prejudicial para mulheres diabéticas
Elevadas doses de vitamina C podem prejudicar o coração das mulheres pós-menopáusicas com diabetes (incidência de Enfarte Agudo do Miocárdio duas vezes maior), segundo o American Journal of Clinical Nutrition.
Detecção precoce do cancro
The American Cancer Society (ACS) publishes a summary of its recommendations for early cancer detection, including updates, emerging issues that are relevant to screening for cancer, or both.
Cancro da boca pode aumentar entre os jovens
As taxas de cancro da boca podem aumentar devido ao facto dos jovens estarem a fumar e a beber mais, alertam especialistas ingleses no mês dedicado à saúde oral.
Falha nos neurónios explica esquizofrenia
Segundo um artigo publicado na revista da National Academy of Sciences, os neurónios que trocam informação sobre o ambiente e formam as impressões mentais são menos activos nas pessoas com esquizofrenia.
Depilação a laser pode provocar problemas de pele
Casos severos e prolongados de vermelhidão na pele depois da depilação a laser podem ser um efeito secundário deste processo, segundo o Journal of the American Academy of Dermatology. É aconselhado o abandono imediato da depilação a laser em caso de eritema reticulado.
Elevadas doses de vitamina C podem prejudicar o coração das mulheres pós-menopáusicas com diabetes (incidência de Enfarte Agudo do Miocárdio duas vezes maior), segundo o American Journal of Clinical Nutrition.
Detecção precoce do cancro
The American Cancer Society (ACS) publishes a summary of its recommendations for early cancer detection, including updates, emerging issues that are relevant to screening for cancer, or both.
Cancro da boca pode aumentar entre os jovens
As taxas de cancro da boca podem aumentar devido ao facto dos jovens estarem a fumar e a beber mais, alertam especialistas ingleses no mês dedicado à saúde oral.
Falha nos neurónios explica esquizofrenia
Segundo um artigo publicado na revista da National Academy of Sciences, os neurónios que trocam informação sobre o ambiente e formam as impressões mentais são menos activos nas pessoas com esquizofrenia.
Depilação a laser pode provocar problemas de pele
Casos severos e prolongados de vermelhidão na pele depois da depilação a laser podem ser um efeito secundário deste processo, segundo o Journal of the American Academy of Dermatology. É aconselhado o abandono imediato da depilação a laser em caso de eritema reticulado.
E esta hein?!
Portugal é 19º melhor país para viver, segundo The Economist - Genebra, Suíça 18 Nov - Lusa
novembro 14, 2004
O plano para Portugal
Passo 1:
Trocamos a Madeira pela Galiza - têm que levar o Alberto João.
Passo 2:
Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro
gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria textil
portuguesa é revitalizada. Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João.
Passo 3:
Desesperados os espanhois tentam devolver a madeira (e Alberto João). A
malta n aceita.
Passo 4:
Oferecem também o País Basco. A malta mantem-se firme e não aceita.
Passo 5:
A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais
desesperados os espanhois oferecem-nos: a Madeira, o País Basco, e a Catalunha. A contrapartida é termos de ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difícil mas aceita.
Passo 6:
Dá-se a indepêndencia ao País Basco, a contrapartida é eles ficarem com o
Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem
hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraíso. A Catalunha não
causa problemas (no fundo, no fundo são mansos)
Passo 7:
Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretnto assume o poder. O País Basco pede para se tornar território português. A malta aceita apesar
de estar lá o Alberto João ;)
Passo 8:
No país basco não há carnaval. E o Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9:
Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta
aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10:
Com os jogadores (antes) brasileiros (agora portugueses) e os portugueses originais (e apesar da existência do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção.
Passo 11:
E todos viveram felizes para sempre ;)
Trocamos a Madeira pela Galiza - têm que levar o Alberto João.
Passo 2:
Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro
gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria textil
portuguesa é revitalizada. Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João.
Passo 3:
Desesperados os espanhois tentam devolver a madeira (e Alberto João). A
malta n aceita.
Passo 4:
Oferecem também o País Basco. A malta mantem-se firme e não aceita.
Passo 5:
A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais
desesperados os espanhois oferecem-nos: a Madeira, o País Basco, e a Catalunha. A contrapartida é termos de ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difícil mas aceita.
Passo 6:
Dá-se a indepêndencia ao País Basco, a contrapartida é eles ficarem com o
Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem
hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraíso. A Catalunha não
causa problemas (no fundo, no fundo são mansos)
Passo 7:
Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretnto assume o poder. O País Basco pede para se tornar território português. A malta aceita apesar
de estar lá o Alberto João ;)
Passo 8:
No país basco não há carnaval. E o Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9:
Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta
aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10:
Com os jogadores (antes) brasileiros (agora portugueses) e os portugueses originais (e apesar da existência do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção.
Passo 11:
E todos viveram felizes para sempre ;)
novembro 13, 2004
Becas
O meu sobrinho adorado... o primeiro. Tem um charme que é muito próprio, muito invulgar para uma baratinha de 8 meses, e talvez isso ainda o torne mais encantador. Está na idade parva do fascínio pelas tomadas eléctricas (é já a sede de ir de encontro ao mistério... 2 furinhos escuros que vão dar não se sabe bem onde...) e de provocar a mãe e moi meme, sua tia, ao ir direito às ditas mesmo depois de ouvir um rotundo não... enfim, n vinha aqui escrever isto, mas como estou tão babada por o ter tido cá em casa para brincar umas horinhas fugiu-me o discurso para aquela coisinha fofa.
Tenho outro sobrinho, não tão adorado (não por não ser o 1º como já me têm dito, mas por não o ver tanto) mas também muito fofo (não há bebé que não o seja)... mas mais maniento e birrento... e os olhinhos azuis não têm o encanto do olhinho azeitona do meu Bequinhas...
Mas vem aí outro ou outra! Vou ser tia pela 3ª vez!!!... 8 (apenas 8) meses depois, a minha irmã está grávida outra vez, e estamos todos a torcer por uma rapariga... já se nota a barriga e tudo... ai... o meu relógio biológico não aguenta estas notícias sem ficar logo a pedir por ele próprio...
Espero conseguir ser a tia que tantas vezes me imagino ser para os meus sobrinhos (mais para o destinatário do post, confesso). A "tia fixe" que é amiga, que ouve os problemas e os ensina a encará-los, tal como os ensina um sem número de coisas que acho que os tornarão completos... talvez um deles saia a mim em feitio (o Becas tem o meu dedão... coitadinho! *risos*).
Enfim... são estes os motivos (tão grandes em gente tão pequenina) que me levam a ponderar muito a questão de emigrar *risos*.
Tenho outro sobrinho, não tão adorado (não por não ser o 1º como já me têm dito, mas por não o ver tanto) mas também muito fofo (não há bebé que não o seja)... mas mais maniento e birrento... e os olhinhos azuis não têm o encanto do olhinho azeitona do meu Bequinhas...
Mas vem aí outro ou outra! Vou ser tia pela 3ª vez!!!... 8 (apenas 8) meses depois, a minha irmã está grávida outra vez, e estamos todos a torcer por uma rapariga... já se nota a barriga e tudo... ai... o meu relógio biológico não aguenta estas notícias sem ficar logo a pedir por ele próprio...
Espero conseguir ser a tia que tantas vezes me imagino ser para os meus sobrinhos (mais para o destinatário do post, confesso). A "tia fixe" que é amiga, que ouve os problemas e os ensina a encará-los, tal como os ensina um sem número de coisas que acho que os tornarão completos... talvez um deles saia a mim em feitio (o Becas tem o meu dedão... coitadinho! *risos*).
Enfim... são estes os motivos (tão grandes em gente tão pequenina) que me levam a ponderar muito a questão de emigrar *risos*.
novembro 12, 2004
Amor
Tema difícil... que não nos sai da cabeça mas nunca fraseamos dignamente. É difícil (ou mesmo impossível) definir uma coisa tão pouco palpável, precisamente porque quando o sentimos perdemos a razão, perdemos o controle, perdemos a capacidade de analisar. Daí que o Amor seja sempre analisado em retrospectiva e nunca no momento em que se o sente.
E como definir fidedignamente algo que não se descreve presencialmente? Como descrevo as borboletinhas no peito se não as estou a sentir neste momento, mas quando estou olhos nos olhos? Como defino o meu sorriso se neste momento não o sinto a rasgar-me os lábios?... defino-o e descrevo-as racionalmente, o que lhes rouba todo o seu significado e intensidade.
Amor é serenidade, porque é certeza, segurança e confiança... sem disputas ou contestação. O que explica o efeito de bálsamo que tem em mim o Amar afastando-me do tumulto de prov(oc)ações diárias... separa-me de mim mesma nos dois contextos, o que estranhamente me torna mais una, por me saber capaz de ser completa (porque serena) dada a oportunidade.
É a energia positiva que compensa todas as ocasiões em que a deixo fugir-me, pelos motivos mais idiotas. É a razão de no meio da pior das fúrias e irritações ser capaz de sorrir e sentir os olhos sorrir também; é a razão pela qual as amarguras não me amargam; é a água que me limpa ao fim do dia, e é vital como ela...
(como em todas as "descrições") é tão mais do que somente isto...
E como definir fidedignamente algo que não se descreve presencialmente? Como descrevo as borboletinhas no peito se não as estou a sentir neste momento, mas quando estou olhos nos olhos? Como defino o meu sorriso se neste momento não o sinto a rasgar-me os lábios?... defino-o e descrevo-as racionalmente, o que lhes rouba todo o seu significado e intensidade.
Amor é serenidade, porque é certeza, segurança e confiança... sem disputas ou contestação. O que explica o efeito de bálsamo que tem em mim o Amar afastando-me do tumulto de prov(oc)ações diárias... separa-me de mim mesma nos dois contextos, o que estranhamente me torna mais una, por me saber capaz de ser completa (porque serena) dada a oportunidade.
É a energia positiva que compensa todas as ocasiões em que a deixo fugir-me, pelos motivos mais idiotas. É a razão de no meio da pior das fúrias e irritações ser capaz de sorrir e sentir os olhos sorrir também; é a razão pela qual as amarguras não me amargam; é a água que me limpa ao fim do dia, e é vital como ela...
(como em todas as "descrições") é tão mais do que somente isto...
novembro 11, 2004
Descobre a tua personalidade no zodíaco
Eu ando sempre na dúvida se tenho mais do signo se tenho mais do ascendente... embora seja uma virginiana pura, tenho muito de taurina (muito mesmo). Este (muito) fidedigno (yeah right!) teste indica-me que tenho mais de virginiana... até é possivel que seja verdade, mas o tipo de perguntas que são postas não dá para ter essa noção claramente.

Discover your Zodiac Personality @ Quiz Me

Discover your Zodiac Personality @ Quiz Me
novembro 10, 2004
O deus das Pequenas coisas
Não se dá valor à electricidade, até andarmos de velinha, feitos parvos... percebemos então que não temos nada para fazer, simplesmente porque tudo o que fazemos passa de um modo ou de outro pela electricidade.
Não se dá valor ao mecanismo por detrás de um abrir de uma torneira, até que ela apenas pinga quando o fazemos... e isso compromete o cozinhar, e o mais importante de tudo (e imprescindivel diariamente, porque comer sempre podemos comer fora) a higiene pessoal. Quem sou eu sem o(s) meu(s) banhinho(s) diário(s)?! Ninguem, mesmo...
E o gás... alguem dá valor ao gás? Tirando a companhia, claro... Acabada de sair de um banho de caneca (valham-nos as botijas da camping gas que nos aquecem a aguinha para o banho!) que ainda para mais passou por lavar também a minha frondosa juba (à caneca é bonito... devo ter restos de shampoo suficientes para lavar mais outra cabeça... yuck!). Dá vontade de falar com os amigos que moram próximo na peculiar situação de lhes pedir o usufruto da sua casa de banho por uns minutos. Ou quiça ir ao ginásio (não estivesse eu a ter que ir para as aulas era certinho)...
Bom, faz falta... mas o motivo deste post é a indignação que sinto perante uma companhia que corta o gás por uma fuga (aliás que já foi chamada a atenção há mais de um mês e que os técnicos não notaram nada), e fica 3 dias sem tomar as devidas providências para reparar a situação...
Bem sei que nem toda a gente toma banho todos os dias, mas toda a gente cozinha todos os dias (ou pelo menos come)... é assim tão difícil perceber que este tipo de bens (de 1ª necessidade por isso mesmo) são essenciais para a qualidade de vida de uma pessoa?! E que como tal urge ser-se expedito nas reparações?... a cada dia que passa me apetece mais emigrar...
Não se dá valor ao mecanismo por detrás de um abrir de uma torneira, até que ela apenas pinga quando o fazemos... e isso compromete o cozinhar, e o mais importante de tudo (e imprescindivel diariamente, porque comer sempre podemos comer fora) a higiene pessoal. Quem sou eu sem o(s) meu(s) banhinho(s) diário(s)?! Ninguem, mesmo...
E o gás... alguem dá valor ao gás? Tirando a companhia, claro... Acabada de sair de um banho de caneca (valham-nos as botijas da camping gas que nos aquecem a aguinha para o banho!) que ainda para mais passou por lavar também a minha frondosa juba (à caneca é bonito... devo ter restos de shampoo suficientes para lavar mais outra cabeça... yuck!). Dá vontade de falar com os amigos que moram próximo na peculiar situação de lhes pedir o usufruto da sua casa de banho por uns minutos. Ou quiça ir ao ginásio (não estivesse eu a ter que ir para as aulas era certinho)...
Bom, faz falta... mas o motivo deste post é a indignação que sinto perante uma companhia que corta o gás por uma fuga (aliás que já foi chamada a atenção há mais de um mês e que os técnicos não notaram nada), e fica 3 dias sem tomar as devidas providências para reparar a situação...
Bem sei que nem toda a gente toma banho todos os dias, mas toda a gente cozinha todos os dias (ou pelo menos come)... é assim tão difícil perceber que este tipo de bens (de 1ª necessidade por isso mesmo) são essenciais para a qualidade de vida de uma pessoa?! E que como tal urge ser-se expedito nas reparações?... a cada dia que passa me apetece mais emigrar...
novembro 08, 2004
Lost in space
Sometimes I get tired of this me-first attitude
You are the one thing that keeps me smiling
That's why I'm always wishing hard for you
'Cause your light shines so bright
I don't feel no solitude
You are my first star at night
I'd be lost in space without you
And I'll never lose my faith in you
How will I ever get to heaven, if I do
Feels just so fine
When we touch the sky me and you
This is my idea of heaven
Why can't it always be so good?
But it's all right, I know you're out there
Doing what you've gotta do
You are my soul satellite
I'd be lost in space without you
And I'll never lose my faith in you
How will I ever get to heaven, if I do
And I'll never lose my faith in you
How will I ever get to heaven, if I do
And I'll never lose my faith in you
And I'll never lose my faith in you
Lighthouse Family
You are the one thing that keeps me smiling
That's why I'm always wishing hard for you
'Cause your light shines so bright
I don't feel no solitude
You are my first star at night
I'd be lost in space without you
And I'll never lose my faith in you
How will I ever get to heaven, if I do
Feels just so fine
When we touch the sky me and you
This is my idea of heaven
Why can't it always be so good?
But it's all right, I know you're out there
Doing what you've gotta do
You are my soul satellite
I'd be lost in space without you
And I'll never lose my faith in you
How will I ever get to heaven, if I do
And I'll never lose my faith in you
How will I ever get to heaven, if I do
And I'll never lose my faith in you
And I'll never lose my faith in you
Lighthouse Family
Prelúdio de um texto
Adormeci contigo no pensamento, do mesmo modo que sonho acordada contigo durante o dia. Adormeci a pensar o que teria sido, se não fosse... a rever as possibilidades e as eventualidades, os acasos e os ocasos. A rever o brilho dos teus olhos, a reimaginar o brilho dos meus... a reinventar o modo como os brilhos se mesclam nos meus e nos teus olhos, simbologia utópica de união de almas (pontos de luz indivisíveis). Adormeci na utopia de te ter, como me tens.
Encontrei-te lá, no reino do nunca... e é apenas lá que te reencontro, como se de facto não existisses.
Não gosto de acordar desse mundo, mas não me sei mover nele e acabo sempre por acordar, como de um sonho que se quer saber o fim mas a que não nos conseguimos agarrar. Assim sou eu contigo: não te sei ter, não sabendo ser sem te ter.
Encontrei-te lá, no reino do nunca... e é apenas lá que te reencontro, como se de facto não existisses.
Não gosto de acordar desse mundo, mas não me sei mover nele e acabo sempre por acordar, como de um sonho que se quer saber o fim mas a que não nos conseguimos agarrar. Assim sou eu contigo: não te sei ter, não sabendo ser sem te ter.
novembro 04, 2004
Miau...
Hoje, após um longo dia começado às 7.30am, com cerca de 12 horas de trabalhito (umas mentais, outras mesmo fisicas) fui a correr até ao Coliseu dos Recreios, para ver uma 2ª vez o Cats... umas amigas que vieram do Porto ficaram miracolosamente com um bilhete a mais que me veio parar ao colo. Pude ouvir os miados e os ron-rons («purr» sounds so much better...), desta feita muito mais afinados, com muito mais fôlego e com muito mais swing. Como diria o R. "apetece levar um gatinho daqueles para casa"... que alegria ouvir e ver cantar, dançar, sapatear, menear de gato, interpretar, tudo num mesmo palco, num mesmo espectáculo.
Fiquei feliz por ver que as coisas que considerei "más" (no Cats, nada será realmente mau, a meu ver...) no 1º espectaculo a q fui terem sido acaso (e azar de nos ter calhado no nosso dia) e não a norma.
5 estrelas!
Fiquei feliz por ver que as coisas que considerei "más" (no Cats, nada será realmente mau, a meu ver...) no 1º espectaculo a q fui terem sido acaso (e azar de nos ter calhado no nosso dia) e não a norma.
5 estrelas!
novembro 02, 2004
Adenda ao post anterior
Uma das mais graves complicações da terapia contraceptiva oral, é a amenorreia pós-anticoncepcional, o que em termos leigos significa que o organismo da mulher deixa de conseguir dar sozinho as ordens para a ovulação: o ovário torna-se "preguiçoso" e não consegue fazer a sua função sem a toma periódica de estrogénios... pode-se fazer um paralelismo com a toxicodependência a drogas ou alcoól - o ovário está num sindrome de abstinência, vulgo ressaca.
Esta situação é uma importante razão de infertilidade feminina, visto que tanto pode ser reversível passados meses da interrupção da toma da pilula, como um ano, como 5 anos, como nunca... Daí que seja importante tomar pilulas de dosagens baixas, bem como não prolongar o uso de pilulas contraceptivas para alem dos 2-3 anos sem uma interrupção de meses.
Esta situação é uma importante razão de infertilidade feminina, visto que tanto pode ser reversível passados meses da interrupção da toma da pilula, como um ano, como 5 anos, como nunca... Daí que seja importante tomar pilulas de dosagens baixas, bem como não prolongar o uso de pilulas contraceptivas para alem dos 2-3 anos sem uma interrupção de meses.
OMS aconselha pílulas de baixa dosagem
Dizer a verdade sobre a pílula é afirmar que...
Os benefícios na pele e no cabelo estão geralmente associados a doses elevadas de esterogéneos, característica das pílulas de dosagem mais elevada, que podem trazer consequentemente mais problemas para a saúde da mulher, que as pílulas de baixa dosagem de esteróides.
Muitas vezes quando se fala numa nova pílula sabe-se que são vendidas através do apelo aos seus benefícios. Desmistificar esta questão é dizer que esses mesmos benefícios são obtidos também através de pílulas de 20, 15 mcg e que em última instância, os benefícios são o último factor em que a mulher deve pensar quando toma uma pílula, porque não é esse o objectivo primário deste fármaco. (...)
As pílulas de baixa dosagem na saúde da mulher
Tolerabilidade: Uma das principais causas de abandono das pílulas é atribuída aos efeitos secundários. Devido ao baixo teor em estrogénios, as pílulas de baixa dosagem promovem uma pouca incidência de efeitos colaterais de natureza estrogénica (tensão mamária, náuseas, cefaleias, irritabilidade, peso.)
Entre os efeitos colaterais atribuídos aos esterogénios encontram-se as cefaleias, irritabilidade, náuseas, alterações de peso, vómitos, cólicas abdominais, retenção hídrica, congestão varicosa e ainda tensão mamária. Os estrogénios podem ainda aumentar o risco de litíase biliar e tumores benignos do fígado (hepatomas), tromboflebites e o risco de enfarte do miocárdio. As pílulas de baixa dosagem têm menos 33 e 43% de estrogénio do que as pílulas com 30 mcg de etinilestradiol. Aos progestagénios atribuem-se tendências depressivas, hirsustismo, diminuição da líbido, e alterações na pele.
in sapo mulher
Os benefícios na pele e no cabelo estão geralmente associados a doses elevadas de esterogéneos, característica das pílulas de dosagem mais elevada, que podem trazer consequentemente mais problemas para a saúde da mulher, que as pílulas de baixa dosagem de esteróides.
Muitas vezes quando se fala numa nova pílula sabe-se que são vendidas através do apelo aos seus benefícios. Desmistificar esta questão é dizer que esses mesmos benefícios são obtidos também através de pílulas de 20, 15 mcg e que em última instância, os benefícios são o último factor em que a mulher deve pensar quando toma uma pílula, porque não é esse o objectivo primário deste fármaco. (...)
As pílulas de baixa dosagem na saúde da mulher
Tolerabilidade: Uma das principais causas de abandono das pílulas é atribuída aos efeitos secundários. Devido ao baixo teor em estrogénios, as pílulas de baixa dosagem promovem uma pouca incidência de efeitos colaterais de natureza estrogénica (tensão mamária, náuseas, cefaleias, irritabilidade, peso.)
Entre os efeitos colaterais atribuídos aos esterogénios encontram-se as cefaleias, irritabilidade, náuseas, alterações de peso, vómitos, cólicas abdominais, retenção hídrica, congestão varicosa e ainda tensão mamária. Os estrogénios podem ainda aumentar o risco de litíase biliar e tumores benignos do fígado (hepatomas), tromboflebites e o risco de enfarte do miocárdio. As pílulas de baixa dosagem têm menos 33 e 43% de estrogénio do que as pílulas com 30 mcg de etinilestradiol. Aos progestagénios atribuem-se tendências depressivas, hirsustismo, diminuição da líbido, e alterações na pele.
in sapo mulher
novembro 01, 2004
Homofobia
Ontem a A. perguntou-me como eu me sentia bem com um casal de duas amigas, sendo que elas são tão espontâneas e eu geralmente fico muito constrangida quando vejo demonstrações de afecto entre casais homossexuais... é estranho, mas de facto há uma enorme diferença entre afecto que é realmente sentido, amor que é partilhado e o show-off para chocar ou para se dizer que se é muito liberal. Qualquer acto de amor é bonito, enternece e deverá criar um sorriso e não um franzir de sobrolho. Fico feliz quando vejo casais que se amam, e fico feliz por hoje em dia conseguir incluir nesse grupo os casais do mesmo sexo que conheço... sinto-me melhor comigo mesma por perder um pouco do preconceito estúpido que rodeia estas e outras questões. Sinto-me crescer quando consigo ver a verdade no meio da mentira, o valor no meio do inerte... e é essa a troca que se faz, por meio do respeito mútuo: eu vejo e a verdade é reconhecida como merece.
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