março 30, 2005

Retrato de esquizoide gray

Estou cansada... não, estou farta de ser mal-entendida.
Já ultrapassa a raiva e começa a ganhar contornos de mágoa.
Pessoas que são um nada na minha vida (ou nem isso) perturbam-me assim, go figure...

Espiral

A minha cabeça anda às voltas e às voltas... nunca mais pousou.
Por um lado o ódio de me sentir assim, e por outro lado o ódio de me sentir parva se não me sentir assim.

Estragaste-me e nunca mais vou ser a mesma... este caquinho não sei onde foi parar.

Ide bugiar!

Imperfuração anal – malformação congénita, causa de obstrução intestinal mecânica no recém nascido, com distensão do intestino a montante dessa obstrução (neste caso é todo, porque a obstrução é terminal).

Sinto vontade de dizer, que face aos current events sinto-me imperfurada analmente... maneira de dizer que «não tenho **/pescoço francês para isto». Perdoem-me o vernáculo, mas há alturas em que só o vernáculo nos sossega o espírito...

março 28, 2005

Cirurgia

Queria ter 18... acho que estou habilitada para um 14 neste momento... oh well, fuck it!

Estou farta...

... mais um bocadinho, e passo-me... próxima vez, parto a cara a alguém! É uma promessa! Não descanso enquanto não jorrar sangue.

março 27, 2005

Simplicidade e economia de palavras

Ao fim de 5 anos de curso, em que sem exagero estudei em todos eles (e em mais do que uma cadeira por ano) uma coisa que se chama "Gap aniónico", que diz respeito ao equilíbrio hidro-electrolítico, percebi finalmente o que isso era... e agora explico porquê: eram sempre folhas e folhas a falar do tal Gap... nunca considerei interessante o suficiente para perder o meu tempo a lê-las.

Este ano, o assunto era tratado em 3 parágrafos de 1 slide... li e fiquei a saber o que era o tal monstro...

Lembra-me esta históriazinha:

The difference between focus on problems, and focus on solutions

When NASA began the launch of astronauts into space, they found out that the pens wouldn't work at zero gravity as the ink wouldn't flow down to the writing surface. In order to solve this problem, they hired Andersen Consulting (Accenture today). It took them one decade and 12 million dollars. They developed a pen that worked at zero gravity, upside down, under water, in practically any surface including
crystal and in a temperature range from below freezing to over 300 degrees C.

The Russians used a pencil...

Imbecis

Mário Jorge Torres é um deles... crítico para a secção Y do Público, cataloga o filme a que me referi no post anterior como legitimante de pedofilia, referiu que a personagem da Lauren Bacall não tinha qualquer interesse (chamam-se personagens secundárias, estúpido!) e que ela passeava as reminiscências do seu esplendor (deve-se referir que a personagem tem o interesse de ser a Lauren Bacall a interpretá-la... é comum darem-se personagens sem relevos a actores que os desencantam de si próprios). E a pérola de todo o artigo, que a mim não me deixa dúvidas que ele é um imbecil, que sabe tanto do que fala como eu sei de míldio... "A Kidman (continuamos sem perceber como chegou a estrela...), claramente a imitar Mia Farrow, abre e fecha os olhos, ao sabor das surpresas que se supõem dever desarmar o espectador"

Nem vou desmenti-lo (mas ficam umas pistas: não tem nada a ver com a Mia Farrow, não abre e fecha os olhos, não há surpresa alguma, e não se destinava a desarmar ninguém... foi um momento de brilhante interpretação que obviamente só seres pensantes atingem... Mário Jorge Torres não é certamente um deles)... convido-vos apenas a ver este belíssimo filme, para em coro podermos chamar o crítico de imbecil!

março 25, 2005

Neeext!

Vi hoje um dos filmes da minha lista: Birth, do Jonathan Glazer (que não faço ideia quem seja, mas desde hoje me tornei fã), com a Nicole Kidman e o Cameron Bright, e a minha querida Lauren Bacall, que não me canso de ver, quanto mais não seja por aquela voz, e por aquele ar de quem "couldn't give a damn".

Ainda não tenho palavras para falar do filme... é perturbante, no mínimo.
Deixo as duas imagens que me ficaram (a 1ª é de certeza aquela... a 2ª não estou certa se é aquele o momento...)



2 minutos de silêncio que falam pelos olhos, pelo pescoço, pela boca... não, não é um momento de embevecimento pela beleza da Nicole Kidman, mas mais a admiração pelo talento...





e tem como brinde a Lauren Bacall...

março 24, 2005

Tipos de moca

Moca surrealista/Lucy in the Sky with Diamonds[a parede está a derreter... ya!... o chão é uma espécie de colchão de água... yaaa! meu deus, estou a derreter... estou a entrar por entre as fibras da alcatifa...agarro-me a um fiozinho... que parte... estou no soalho... oh não! Uma barata...]

Moca kafkiana – mas achas que eles estão a chegar? e se ele entrasse agora... tu achas que ele não podia entrar agora com uma pistola por aqui a dentro? deve estar só à espera... a polícia quando fez a rusga deixou câmaras, atrás dos livros, entre as pedrinhas dos jarros, e neste broche que ela tem... ele está à porta do quarto, está só à espera da altura certa para entrar... está prestes...

Moca riso - ............................................*risos* *risos* *risos* *risos* *falta de ar* *risos* *risos* *risos* *risos* *falta de ar* *risos* *risos* ................................
........................................................................................
*risos* *risos* *risos* *risos* *risos* *falta de ar* *risos* risos* *risos* *risos* ......................................................

Moca blue – eh pá não sei... sinto-me só bué da triste... sinto um aperto, uma espécie de vazio, de retracção... é uma dor física mesmo... não entendo, estou tão triste...

Moca esotérica – vamos aproximar as mãos... sentem o canal de energia? woooowww isto é bué da louco... sentiste? eh pá, senti mesmo um cilindro a atravessar-me a mão... eh pa... se tenho os chakras abertos tenho medo de ver alguma coisa agora... sempre a mesma cena, porque é que eu não pensei nisto antes?!... eu não quero ver, eu não quero ver [não levantes os olhos!]... é energia, é tudo energia!...

Moca bulímica – ai Jo, desculpa pedir-te isto... mas tens aí um daqueles petiscos maravilhosos que o Gugu fez para o jantar? Não, nada de especial... só aquele arroz de ervilhas maravilhoso, um bocadinho do frango que sobrou... ah, ainda há farinheira? Então um bocadinho, com aquele resto de pão... sabes como é que este pão ficava óptimo? Numas torradinhas com manteiguinha... olha, aproveita e trás água (trás o jaaaaarroooo!)!

Moca flow away[entro num túnel, rolo sobre mim mesma, tenho um vestido cor de rosa que flutua ao vento, estico os braços e toca a claridade, que entretanto desapareceu porque voltei ao armário onde me escondi quando tinha 5 anos a jogar à apanhada com o primo Nikos...]

Moca dianética/Matrix – túneis de energia com portais nas pirâmides, Chichén Itzá, etc., comunicam com o nosso deus que não é mais que um alien, feito de luz, ou melhor, controla a forma da água e somos uma cultura que gera energia, somos uma big ant farm.

Moca in tune – estou contigo, estou a perceber tão bem o que estás a dizer... sim! sim! oh pá... é isso mesmo! estás lá!... oh pá... vou chorar... sinto exactamente o mesmo...

Moca nostalgia – oh... e lembras-te quando fomos para S.Miguel, e a Ana meteu-se com o homem da bomba de gasolina, que mandou vir, e depois fizemos o telejornal sobre isso, e também a mulher com síndrome de tourette...

Moca nós e o futuro – como é que achas que vamos estar quando tivermos 40 anos?... eu já serei comissário de bordo, e tu vais ser chiquíssima, riquíssima, super bem sucedida, conhecida em todo o lado... e depois levas o amigo, tsah?!

Moca solidão – acreditas nisto? anda tudo escolhido... só eu... há quanto tempo é que eu não ando com ninguém?! Vou acabar sozinho... morrer num quarto velho, só vão dar por mim 3 semanas depois pelo cheiro...

Moca idade – oh pa já viste?! Vinte e cinco anos!... é um quarto de século! Mais um bocadinho e temos 30... e depois dos 30 os 40... e depois dos 40 é o descalabro!

Moca verborreica – Não (Não), não (não), não!(não!)... ok, fala tu... ah, mas ‘pera, ‘pera... deixa-me só contar isto...

Moca paranóia – mas do que é que vocês se estão a rir... era disso?!... hum... diz lá do que é se estavam a rir... hum, ok. [Estes gajos estavam-se a rir de outra coisa... o que é que será? Será que eles sabem que eu fiz aquilo?... mas como?! Mas por outro lado seria coincidência a mais... não, eles têm que saber, se não nunca diriam aquilo... mas como é que sabem?! Só eu é que sabia disto... foi ele... este olhar agora dele disse tudo, ele já percebeu que eu já percebi...]

No fim tudo acaba bem

Roubei a deixa do blog da vizinha, que fala da diferença entre os filmes e a vida real que é o dia seguinte... estava a escrever um comment tão longo (e desprovido de sentido), que resolvi escrever um post...

Penso imensas vezes nisso... não gosto quando o filme acaba, mas depois penso que se não acabasse não haveria maneira de fugir à rotina... o dia seguinte, o que lhe segue, e o que segue depois desse...
É por isso que séries como o Moonlighting acabam depois do primeiro beijo da Maddy e do David, que depois acabam e depois voltam a andar...(acabarem mais uma vez era esticar demasiado!)

Acabei de perceber o porquê da dinâmica das telenovelas...

Bolinhas

Finalmente percebi porque se chama "música às bolinhas"... é uma sensação como naqueles candeeiros com blops vermelhos, mas 100 vezes mais depressa...

Porquê? Porque é que uma sonoridade provoca uma sensação generalizada? Mensagens subliminares? *out goes Paranoia*

março 22, 2005

Solta

Ando solta com o sabor do nada na boca
caminho descalça em redor da tua praça
e uma árvore enorme dá sombra à tua janela
fechada, cinzenta, adormecida, em adobe esquecida.
Meu amor, que caminhos traças?
Paralelas as linhas assumem divergências já gastas.

Entardecer sem saber,
beber de uma qualquer fonte,
sem sede não ser
o que em mim julgaste ver.
Meu amor, que gestos são esses?
Mão cruzadas perdem batalhas.
No fim, a sentença afirmada:
eu sigo aquela estrada,
sigas ou não as minhas pisadas!

Continuo solta com o sabor do nada na boca...

G.

Palavra do dia III

óbice

do Lat. obice

s. m., impedimento;
embaraço;
obstáculo;
dificuldade;
estorvo.

in Priberam

Faixa de Gaza

Israel completed its handover of the town of Tulkarm to Palestinian control, opening a gate and allowing traffic to flow freely to the rest of the West Bank for the first time in three years.
Mais aqui.

Lista cinéfila

2046
The ring 2
Saw
The grudge
Birth - o mistério
As Paixões de Júlia
Bobby Darin - o amor é eterno
Colateral
Constantine (?)
Les soeurs brontë (!!)
Mar adentro
Mellinda e Mellinda (apesar do título, Woody Allen é Woody Allen)
Million dollar baby
O amor não escolhe idades (não fosse esta lista imensa, ia... só pelo elenco)
O aviador
O mercador de Veneza
Perto demais
Os tempos que mudam
Um longo domingo de noivado

Eh leão!


Liedson marcou o primeiro golo do Sporting, aos 62 minutos, na conversão de uma grande penalidade

"Leões" derrotam FC Porto por 2-0 e ficam a seis pontos do Benfica.
Sporting sobe ao terceiro lugar da SuperLiga. in Publico

3º?! Porquê 3º?!


março 21, 2005

Happy aniversary!...

2u2 :)

Não é dia se...

... não tiver um filme qualquer no trânsito;
... não houver um ou dois palhaços que me tranquem o carro;
... não me desiludir com a pouca educação das pessoas;
... não puserem palavras na minha boca;
... não levar um pontapé no meu pé tendinítico;
... não aturar uma ou duas melgas no msn;
... não sentir que não fiz nada durante o dia e que sub-aproveitei o meu tempo;
... não quiser deixar de fumar;
... não me lamentar que tenho que emagrecer;
... não tiver saudades de ir ao ginásio;
... não passe o dia a olhar para o telemóvel a estranhar porque ele não toca;
... não role os olhos quando recebo uma mensagem de uma melga qualquer;
... não me apetecer tomar café com amigos;
... não me lembrar de ti.

Break

Finalmente acabou um longo fim-de-semana... estou cansadinha, e o pior, não tenho estudado nada!
Tenho a carteira cheia de dinheiro que não é meu, comprei uma t-shirt, vi 6 filmes (3 ou 4 dos quais repetidos), bebi vinho como um borracho (daqueles mais cirróticos e menos centerfold), fui obrigada a falar em público, convivi com um punhado de gente bem simpática, e fui agradavelmente surpreendida quanto a uma ou duas pessoas...

E agora cirurgia... valham-me os apontamentos da super-T., que reduzem um monte de 40cm de cópias de acetatos das aulas a um caderno de si gordo, mas menos obeso que o monte suprareferido.

março 20, 2005

Sobremesa



A revolta do chocolate, lado a lado com o gelado mais pacífico da Rússia (tem literalmente Paz escrito na testa)...

O mundo em 2 ou 3 clicks

Hoje não há nada de interessante...

  • Todos os burros são teimosos - Bush e o Iraque
  • Living in the land of plenty (to choose from) - Casa pia et al
  • Aos anos que ando há procura de um sítio que tenha um quadro das classificações... sempre me deu a sensação que ou se seguia a super liga desde o início, ou jamais se saberia como iam as pontuações!!... - nota: estamos a levar uma tareia... será que o Benfica ganha mesmo o campeonato este ano?!

Auto-estima

Que filtro temos entre nós e um espelho (metafórico e real) que deturpa a nossa imagem real?
Como se explica que se sofra por uma miragem?!... apetece tolhê-lo nos braços, aninhá-lo e embalá-lo para adormecer e deixar de persistir na recorrência do mesmo pesadelo.

março 17, 2005

Mother-ship called

Só vim registar a minha primeira ida à praia... a seguir ao exame de hoje de manhã (estou que não posso ver grávidas, placentas, vaginas, corrimentos e afins!...) fui dar um saltinho à praia, adormeci com o Urucum a dourar-me a pele e fui molhar os pézinhos às águas glaciares da costa... deve-me fazer bem ao pé, porque a diferença para o gelo, deve ser apenas no estado físico mesmo.

Estou cansadíssima, a dever horas de sono à caminha, mas a noite é jovem (e eu também, apesar de tudo)...

Amanhã dedico-me ao próximo exame, onde espero ter uma nota um pouco melhor do que tive nestes dois últimos (se bem que para este não me posso queixar... não estudei nada, não merecia mesmo uma grande nota).

março 15, 2005

Purging time

Irritam-me pessoas mal-educadas, com o rei na barriga e o orgulho na testa, com o umbigo no centro do mundo, e com o pé em cima dos outros... com os braços a fazer um manguito, e com o olho a rogar pragas.

Estou farta de gente ingrata, mal formada e que sem saber como nem porquê me afecta, porque a coisa que mais me incomoda é precisamente ser tomada por algo que não sou... às vezes tenho vontade de perder a cabeça e dar uns açoites aos meninos mimados e birrentos que por aí andam... espero qualquer dia perder, porque eles estão a pedi-las e eu confesso que também...

março 13, 2005

Hoje o copo está meio vazio

É difícil ser-se grande quando se sente o coração pequenino...
É difícil confiar só porque sim, quando tudo nos diz que não o deveríamos fazer...
É difícil sofrer em silêncio...
É difícil ser invadida por pensamentos recorrentes...
É difícil quando não se consegue esquecer...
É difícil quando não se consegue seguir em frente...
É difícil achar que não vale a pena.

Partido ao meio

Lembro-me de uma conversa que tive num dos meus primeiros namoros, em que falava do que se sente quando se é magoado por alguém de que se gosta... a metáfora dos caquinhos... ao lembrar-me disto rio-me, mas a verdade é que então com 16 ou 17 anos isso fazia todo o sentido e hoje é para isso extrapolável.

Quando se parte alguma coisa, pode-se tentar colar os caquinhos todos, reconstruir a peça... mas há sempre aquelas lasquinhas mais fininhas, os caquinhos que vão para debaixo do móvel e os que desaparecem pura e simplesmente. A nossa pecinha fica funcional, mas com falhas... até à próxima vez que cai, e mais caquinhos se perdem... às tantas tem-se uma falha que a torna disfuncional.

Becas II

A carrapeta do meu sobrinho já diz tia, já anda pela casa como um piriquito, com as mãozinhas no ar e muito speedy gonzalez... faz as curvas como se fosse um carro (inclina-se para o centro da curva), e puxa os cabelos à tia e à mãe como gente grande!

Make space probes, not war!

Energia atómica ao serviço da ciência, à descoberta de vida nos satélites de Júpiter.

Constituição Europeia

Ainda não percebi a que se propõe, e não encontro nada que me informe, sem ser um ficheiro pdf de 300 páginas que não tive paciência (e dificilmente terei) para ler... será que se poderá contar com a comunicação social portuguesa, e até com os próprios políticos portugueses para elucidarem a população?

Imagino que seja evolução dos tratados que vêm sendo feitos na comunidade europeia, e é possível que países chulo-dependentes como o nosso fiquem a perder... but then again, somos tantos e tão avessos à abstenção, que a nossa opinião interessa imenso!

Venda livre de medicamentos torna-se livre

Well done Socrates!... a associação nacional de farmácias e os farmacêuticos insurgem-se, mas a medida é boa.
Agora que a arraia miúda já está a ser atacada, para quando os tubarões?

A dádiva do bubão

Sida: resistência de alguns europeus explicada por herança genética
Cerca de 10% da população europeia manifesta resistência à infecção pelo vírus da SIDA, devido à mutação genética CCR5-delta32 que impede o vírus de atacar as células do seu sistema imunitário.
Segundo estes investigadores, Duncan e Scott, esta mutação deve-se às epidemias que devastaram a europa: peste bubónica, febre hemorrágica viral.

março 10, 2005

Altro ego

Já estava para escrever isto há uns tempos valentes (desde que comecei a ter aulas a este respeito), mas nunca me lembrava... e agora até que é bem a propósito, visto que estou mais (es)perita no assunto.

Devia ter consultado alguns compêndios de psiquiatria/psicologia antes de baptizar o meu bloguinho... de esquizóide tenho muito pouco, a não ser a preocupação de o ser. Sou uma verdadeira obsessiva-compulsiva (a personalidade, não a doença mental!... são diferentes, pode ser que depois me dê para explicar)...

Nota: o títalo do post não é gralha, é uma gracinha em italiano (tenho a mania que sou poliglota).

Posts perdidos

Oh Zeus, escrevi eu um post tão lindo, dedicado ao meu papá e não é que o sapo o deglutiu sem deixar rasto?! De momento falta-me a inspiração e até a capacidade de o tentar recriar (além de que não teria o mesmo valor), e como nunca o irias ler, fica por isso mesmo: por um pensamento sentido (ou sentimento pensado).

março 08, 2005

Mágoas de infância

Recordar tem destas coisas, as lembranças vêm umas com as outras e não há como lhes cortar o encadeamento...

Lembrei-me de um incidente, já na fase em que tinha discussões graves com a minha mãe com uma periodicidade ainda mais grave, em que a minha mãe não tinha (como aliás era muito habitual) razão alguma... tinha-me faltado ao respeito e exigia-me o meu respeito por ela simplesmente por ter o estatuto de mãe. O meu pai pedia-me inúmeras vezes que lhe fosse pedir desculpas... eu com a garganta com um nó de lágrimas insistia que eu tinha razão, que não tinha que pedir desculpas, ela é que teria de mas pedir a mim... e juntavam-se os meus irmãos a dizer que não custava nada e poupava-se um drama familiar.

Por 3 vezes tive que engolir o nó de lágrimas de raiva e o orgulho, e em prol da paz familiar (que nunca esteve muito presente) pedir desculpas quando sabia que me eram devidas a mim... invariavelmente, a diva que é a minha mãe (tipicamente histriónica, rai's a partam! *risos*), fazia-se rogada, como que a considerar perdoar-me ou não.

A última vez que engoli o nó e o orgulho, ela fez-se rogada, e eu recusei-me a continuar a engolir... disse que retirava o pedido de desculpas, que não acreditava nele e que apenas o tinha feito a pedido do meu pai... não caíu nem o carmo nem a trindade... ficou tudo na mesma: nas ameaças vãs que sempre fazia. Aprendi a não engolir nada que não tivesse mastigado.

A R. diz muitas vezes que sou adultazinha por ser filha de pais velhos... e com estes draminhas recordo-me que a idade real dos meus pais não teve muito a ver com o assunto.

Femi(nini)nismos

À parte da confusão habitual com esta palavra (deriva do latim femina e não do tuga feminino...) com a invenção de sílabas várias, há outras confusões menos ortográficas...

Recordo-me em novinha, quando espingardava as minhas opiniõezinhas (era pequenina, eram opiniõezinhas) anti-injustiça e aparentemente feministas, de receber um ou outro comentário (de século passado, diga-se) do género "não me digas que és uma daquelas feministas?!"... confesso com vergonha que até me assustava e dizia logo que não (tudo menos isso!)... isso era o mesmo que admitir ser bélgica, imagino!

Como comic-relief, apresento as minhas opiniõezinhas feministas: "se mais ninguém tem que arrumar a própria roupa, eu também não tenho!", ou "porque é que tenho que ser eu a pôr a mesa outra vez?" ao que me respondiam "porque és rapariga" e eu, antes de ter um colapso nervoso vociferava qualquer coisa professamente feminista, como por exemplo "isso é ridículo! sou filha como os outros, tenho os mesmo deveres e regalias!"... como era filha, e mais nova (ainda o sou, estranhamente), e após pedidos samaritanos do meu pai, acabava por ter que ir pôr a mesa na mesma...

Entretanto, ontem em conversa, a minha mãe disse-se feminista... deu-me vontade de rir... a incoerência tem esse efeito em mim, dá-me sempre vontade de rir.

Dia internacional da Mulher

Talk about espiação de culpa... hoje de manhã enquanto via o "Você na tv", com o Goucha a ser o único homem com permissão para estar no estúdio, um público de sexagenárias de origem questionável e uma apresentadora com muito bom aspecto, mas com interjeições de varina, confirmei a minha triste sensação... porque mais triste do que se estar a ver estes programas (tenho desculpa, estou em época de exames, até o 7x7 seria interessante!) é chegar à conclusão que todos e todas se contentam com pouco.

A existência de um dia internacional da mulher, não é mais que a confirmação de que os restantes 364/5 são dias internacionais (intergalácticos) do homem... dão-nos um dia entre 365/6 e nós batemos palminhas e exultamos de alegria, porque temos um dia! (?!)

Não tenho particular vontade de festejar este meu dia. Haverá certamente igualdade, no dia em que este dia se torne tão ridículo para todos e todas quanto o é para mim.

Para mim este dia é importante por ser o aniversário da Ritinha. Muitos parabéns minha peixinha mai' linda![*]

[*] conheço várias Ritas, e algumas delas peixinhas... não estou equivocada!

março 06, 2005

Marcha contra direitos homossexuais

Pensei que fosse lapso, que fosse eu a ler mal... mas não... há quem proteste contra a abolição de leis que definem meios cidadãos.
Qualquer dia haverá protestos contra o direito à água potável para todos, o direito ao ar (porque o ar ainda é de todos) para todos... é ver os recursos escassear e ver os fundamentalistas a dizerem-nos quem tem direito à vida, porque certamente terão a audácia de se considerar autoridade nisso também.

Protesto termina em violência

Porque ser mulher ainda é motivo para se levar com o bastão (no pun intended *inocent smilie*)...

Incidentes diplomáticos

O lag deve-se à reincidente falta de vontade de vir postar... também alguma falta de tempo, visto que apesar de estar em época de exames e como tal ser certificadamente desocupada, não tenho vindo muito ao computador...

Achei que esta notícia que corre meio mundo fosse um extremismo, fosse o fruto de querer fazer notícia onde não a há. Na minha ideia, devido aos frequentes ataques de carros-bomba, o carro da jornalista teria sido atacado, porque se aproximava do QG Americano sem aviso, e "quem tem pescoço francês tem medo", já se sabe.
Até que ouvi a Giuliana falar: o veículo estava identificado, e a base estava à espera da sua chegada...

Afinal quem comia criancinhas ao pequeno-almoço nunca foram os russos...

O Vira-casacas



... no seu melhor: ar de ruminante de bem com a vida, com os 3 ou 4 estômagos bem repletos e ocupados... lembra-me o meu professor de Anatomia I, o eterno ruminante: João Goyri O'Neill (ficas para a posteridade como ruminante e fica assim a minha vingança).

março 03, 2005

Grande seca

Acabei de descobrir que o facto de estar sempre a dar e receber choques eléctricos quando dou beijinhos a alguém, quando agarro a porta do carro se devem à seca. A diminuição da humidade no ar aumenta a electricidade estática... até a burgessa com ar de "baixa-da-banheira" sabe isso, e eu na ignorância!