outubro 27, 2008

It IS, It IS!...




A-mei... de paixão como diria o R. (e eu começaria a dizer também nesta viagem)...


- Estás a amar amiga? De paixão?


- Amei de paixão...




O betão é lindo, o frio é lindo, o "entértem" é lindo, a hipocrisia daquela gente é linda, a broadway não há palavras para descrever...




Fift avéniu, bróuei ire ai go!




PS: os turistas alemães não sabem tirar fotografias aos turistas portugueses... ou isso ou é uma técnica para sair já em formato blog-anonimato-friendly.

outubro 16, 2008

outubro 13, 2008

The true balance sheet of US Investment banks

There are two sides of the balance sheet: the left side and the right side.

On the left side, there is nothing right.
And on the right side, there is nothing left.

outubro 11, 2008

Aforismo

Por muito que custe (resistir à tentação), as lojas são como os restaurantes... paga-se para se ser bem atendido.

outubro 01, 2008

Retro/introspecção

Caí na especialidade certa sem saber ler nem escrever... sorte, talvez.

O único momento de indecisão da minha vida profissional e quase que por impulso fiz a escolha certa. Eu que não ajo por impulsos... makes you wonder...

Talvez não fosse a única escolha acertada, mas certo é que vibro com o meu dia-a-dia. Por vezes com receio, por vezes com emoção pura. É engraçado, é refrescante e nada tem de rotineiro, apesar de envolvido numa obrigatória rotina de "acordar-banho-pequeno-almoço-carro-hospital" sempre (ou quase sempre) à mesma hora...

Mesmo que cansada, mesmo que cheia de vontade de ficar a dormir mais umas horas, arrastar-me para o serviço, e de repente posso estar no bloco quando não era suposto porque um doente agravou, porque apareceu um tempo de bloco, ou simplesmente porque um chefão tem mais que fazer e são precisas duas mãos ansiosas apesar de inexperientes.

E todos os momentos em que me cortam as asas por ser maçarica, novata, sinto-me um bocadinho triste... sei que sei fazer, sei que sou capaz de o fazer... mas compreendo, claro. É uma certeza interna, sem nada que o comprove. Sei que se me sentir insegura no que faço eu própria paro e peço ajuda. Mas quase que sonho com o momento em que me deixarão fazer tudo do início ao fim, o fácil e o difícil...

Jovem adulta do restelo

Estou em profundo desacordo com o acordo ortográfico.

Gosto da minha língua, gosto verdadeiramente. Julgo que sou apaixonada por ela... dói-me na alma que seja delapidada, com consentimento do representante do país. Não é meu representante, nem votei nele, nem ele é representativo do país em que vive, mas isso são pormenores.

"Para que a língua portuguesa não se perca" por sermos uma minoria face aos outros falantes do português... brasileiro não é português. E a língua morre aos poucos e poucos com os erros generalizados, tal como com os facilitismos que pretendem que os erros desapareçam.

Transtorna-me que o acordo seja assinado e pronto: "passem a escrever mal e não se fala mais nisso"...

Gostaria de parabenizar o sr. primeiro pela sua eterna arrogância, e gostaria também de parabenizar a inteligente escolha de quem lhe deu maioria hegemónica.

setembro 25, 2008

E=mc2

Já tinha essa noção, mas tive agora a confirmação com um comentário de um colega de faculdade que está na mesma especialidade que eu... tive muita sorte/escolhi muito bem o sitio onde estou a tirar a especialidade.
Além do bom ambiente (muito embora com um ambiente algo sexista, mas acho que assim seria em qualquer lado para onde fosse), divertido e de companheirismo, da proximidade de casa, de ser uma casa que já conheço e central, tenho também o facto de estar a ter uma boa formação.
Dão-me oportunidade de fazer coisas que aos meus colegas ainda não foram dadas, e não que seja demasiado precoce, mas baseiam-se na táctica do "vais ter que fazer, portanto é bom que vejas e é bom que estudes para depois não estares feita parva sem saber o que fazer"... e resulta. Não vou para uma cirurgia sem saber o procedimento operatório, sem saber (ou pelo menos estudar de modo a tentar saber) a anatomia regional.
É claro que na neurocirurgia nada é tão linear, e mesmo quando pensamos que até sabemos alguma coisa, a mera transição do que é no papel para o acto operatória, com o posicionamento do doente e variantes do normal e sei lá mais o quê acaba por fazer com que muitas vezes fique tão à nora como se nada tivesse visto.
Mas fico feliz, porque já somo, como 1ª cirurgiã, uns hematomas sub-durais, um glioma, 2 canais estenóticos e um túnel cárpico... e fiquei a saber que isso é bom.

setembro 17, 2008

All's well... once more

- Fiz anos a 7
- Fui ver a Madonna a 14
- Tive uma apresentação a 15
- Banco "como chefe de equipe" (de mim mesma) a 16...

Crescer cansa.

agosto 31, 2008

Domingo perfeito

- Ir visitar mámãe e o cãozinho mai' lindo do mundo;
- Ser recebida com pingos de felicidade (felizmente do cão, apesar de tudo...);
- Vir passear o Argos, exultar na sua felicidade parva de cachorro;
- Ver o meu petiz, no meio de brincadeiras e cabriolas, escorregar nas lajes da fonte luminosa e cair num fosso;
- Ver o dito petiz, com água pelo pescoço, a levar com água como se de uma cascata, desorientado e perdido;
- Ver a minha sina, por-me debaixo dessa cascata, e salvar a criança;
- Perguntar-me porque não teria vestido roupa menos branco ou pelo menos mais opaca;
- Atravessar a alameda com o petiz feliz da vida, histérico na verdade, para o vir entregar a casa;
- A felicidade de um lugar à porta de casa, e finalmente banho...

agosto 21, 2008

You haven't heard it from me

Sabem o incêndio num hospital de Lisboa?

A versão oficial é que foi um laringoscópio que fez curto-circuito e pegou fogo à sala de exames e arquivos (vulgo sala de médicos)...

Through the grapevine, ouvi dizer que se fuma dentro daquela sala, que fecharam a porta da sala de médicos e só se deram conta que cheirava mal na dinamarca quando a janela da porta rebentou com o calor...

All's well

Passo a vida a criticar e a lamentar a falta de qualidade, educação, etc... passo, é um facto. Mas tenho as minhas (muitas) razões.

Tenho a marca indelével da falta de civismo e de jeito para a condução no meu Boguinhas. Ele estava bem estacionado... com espaço mais que suficiente para pasagens e manobras à volta dele. Agora, tem não só um risco (na verdade uma risca... ou uma banda... qualquer coisa que corresponda a um risco de 1 cm de largura...) imenso no pára-lamas dianteiro, como também tinta estalada e chapa metida para dentro, tudo graças a uma mesma manobra estranha.

Digo estranha porque não bastava fazer a curva apertada demais para me fazer isto ao carro, era preciso encostar ao meu carro, guinar para cima dele, avançar, depois guinar na direcção contrária sob pena de ir bater ao prédio de esquina... eu tenho destas sortes. Obviamente que não houve assumpção de culpas, no limpa pára-brisas tinha apenas poeira acumulada...

Com este fenómeno, esqueci o meu namoro com o Beetle descapotável. Não quero um carro novo. Vou curtir esta relação até que a morte nos separe (esperemos que a dele primeiro que a minha), ou até ter filhos e ter que zelar pela sua segurança rodoviária (sim, o meu boguinhas não é o carro mais reforçado em termos de segurança, mas eu gosto muito dele), whichever comes first.

E para aprofundar o romance entre nós os dois, levei-o a um spa. Enquanto espero que me respondam à reserva do meu, levei o meu miúdo ao salão de beleza e saiu um brinco.
Comme il faut, porque a tradição afinal ainda está para as curvas (ao contrário do nosso amigo que iniciou todo este affair), prontamente o tempo mudou e há-de chover em cima do meu bebé... ele gosta, é um miúdo rijo, rebelde... ele queria ser um carro de rally...

agosto 15, 2008

De livre e espontânea vontade

Voltei de um exilio maravilhoso na costa alentejana para um casamento. Pareceria um frete, e confesso que me custou sair ontem às 5pm de uma praia maravilhosa, um dia esplêndido para me pôr a caminho de Lisboa... mas a sempre familiar sensação ao atravessar a ponte e receber a visão da rive gauche (neste caso direita) ao pôr-do-sol aquece o espírito e nem deixa lamentar muito a partida do dito exílio.

Mas adiante, o casamento... foi o casamento mais lindo que já vi, os de filme incluídos. Não pela cerimónia, não pelo planeamento... simplesmente porque eles são um casal lindo, feitos um para o outro, namorados há 8 anos e apaixonados um pelo outro como no primeiro dia.

Adoro-os, indissociaveis enquanto casal, lindos...

agosto 08, 2008

Discorre para aí se queres ver [*]

Muito banco, nada de praia, e agora uma curta semaninha de férias para a zambia... ouvir dizer que vai começar o mau tempo neste fim-de-semana (já é costumeira esta sincronização com as minhas férias), mas não me chateia. Vou estar com os amiguinhos e divertir-me paletes...

Para me descansar os ânimos, fui à saúde ocupacional (não é a minha médica de família, mas também gosto muito dela), fiz umas "análses" e não tenho nenhuma grande patite v em cima... nem v, nem c... é um descanso! Nem foi preciso cortar para trás, porque não tenho nem tive... (se não percebeu nada desta conversa, está na hora de descobrir a luz: eis a luz). É que com tanta picadela, com tanto esguicho de sangue e afins, já podia *ouch*, mas com a graça de nosso senhor jesus cristo, não... saudável como um pêro.

Ainda consegui fazer com que se calibrassem as máquinas de BMs do serviço, porque as p**** resolveram chamar-me diabética... calúnias! Calúnias, que tenho tudo no sítio!! (falando de valores laboratoriais, claro está...)

[*] se queres ver: expressão idiomática (do feijó ou coisa que lho valha), que é supé... não sei porquê, mas gosto! Está a par e passo com o palitinho no canto da boca, o "mmttt mttt" a sacar o fio de carne de entre os dentos, a unhaca multiusos... se queres ver!

julho 30, 2008

House buster

Não me considero uma "molly made", nem gosto especialmente de carros cor-de-rosa... ando há cerca de um mês a ver casas, para comprar e ontem encontrei uma fantástica. O pequeno revés, estava no 4º andar de um prédio não muito bem estimado... ela própria a precisar de estima, de carinho e de camadas de estuque, paredes a baixo... um pouco como todos nós!

Comemorando este facto, ou simplesmente porque sim, fui às tapinhas (que por enquanto não doem)... no Luca tapas bar.
Comi bem, mas bem! Tudo simplesmente magnífico! E quem não me conhece não sabe o prazer que eu tenho na comida, seja a fazê-la, seja a comê-la... foi aquele momento perfeito: beringelas grelhadas, courgettes grelhadas, tomate seco, pastas várias de vegetais vários... e isto o que me fascinou mais, porque havia para todos os gostos...

As margherittas eram optimas tambem!! Perfeitas, nada falhou... confesso que teve pena de ficar cheia. Não, não foi satisfeita, foi cheia mesmo....

E é para fumadores!!!! O que é que se pode querer mais?! Come-se que nem um urso, e depois fuma-se o belo cigarro pós-prandial... há momentos na vida que se recordam para sempre...

Agora estou imune, e nunca mais lá quero voltar... :

julho 29, 2008

Lei das séries

Pois que a de ontem foi o horror... não parei um segundo... mentira, parei por alguns segundos, entre as 5.30am e as 7am, no carro porque dormir com um tractor ao lado nunca foi fácil, nem para mim.

Lado positivo, e irónico, descobri ontem porque recebo tão pouco nas noites dos bancos de semana... aliás, descobri que a minha especialidade é um bocado chulada nos bancos... as horas que para os outros são extraordinárias, para nós são incómodas...

Quer-se dizer, além de recebermos menos ainda somos privados de 12 horas fantásticas?!

julho 26, 2008

3 down, 2 more to go

Já passou mais uma, e especialmente sossegada... se quisesse teria adormecido pelas 11pm e só acordava para me ir embora. Nada de bloco, mas ao menos nada de tarefas da treta. Ainda tive direito a um jantar com o "Jô Soares" que deu para rir até mais não, até ter cãimbras nas bochechas...

Esta 2ªf vem a próxima, depois sábado e depois férias! De bancos pelo menos...

julho 24, 2008

In Pod we trust

Depois de algum stress, consegui finalmente tratar de tudo para poder ir na minha viagenzita a NYC... implicou mudar férias para não faltar ao importantíssimo curso de internos, e encaixar uma semana muito mal encaixada entre o início das férias do R. e o dito curso. Mas está feito.
Com passagem e hotel reservado.

E apresento-vos o hotel, a coisinha mais fofa e mais boa onda... amei, fiquei fã.

E lá vou eu, só faltam 2 meses, 1 semana de férias nos entretantos, 1 aniversário para ficar mais madura (como o vinho, não como a banana) e vários bancos para os cabelos brancos... diz que é sexy... eu descobri o meu primeiro há uns meses (poucos).

E com sorte, na semana de férias com que fico depois do curso de internos ainda dou um saltinho a Amsterdão... se não, dou um saltinho a outro lado qualquer, parada é que não fico...

julho 19, 2008

O prazer nas pequenas coisas

Nunca tive o tempo ou o perfil para conseguir apreciar a paz, paz de espírito... tento, gosto, mas nem sempre consigo, sempre com uma inquietude interior que não me deixa descontrair.

Hoje, perdi conta do tempo, num banho (frio), um copo de vinho verde (fresco), um maço de tabaco e a eliane elias a cantar o mais soft jazz.

E soube bem, e estou a pensar torná-lo um ritual de domingo (e pode já começar amanhã)...

julho 17, 2008

Never ending day

.. começou ontem, às 7am, e ainda não lhe vi o fim.
Não me habituei ainda a esta coisa de 24h a trabalhar, sobretudo porque tenho uma certa dificuldade em adormecer assim por tudo e por nada. Dormir para mim é para dormir mesmo, não para estar a fechar os olhos e ser chamada de 5 em 5 minutos, ou em bons dias de 30 em 30.

E ontem até acho que adormeci por 5 minutos... finalmente, depois de quase meia hora deitada, fechei os olhos e sucumbi ao cansaço às 2 e muito... Ainda não eram 3am quando bipparam e chamaram e lá fui eu... e pronto, estão-me a pagar para isso, não me posso queixar! Todos esses maravilhosos €32 e trocos que me valem essas horas da minha vida... *tough* (próxima pessoa que me disser que os médicos recebem bem pelas noites perdidas, cuspo-lhe na cara, beware!)

E com este calor é impossível dormir ao chegar a casa... sobretudo sendo que graças ao respeito mútuo entre colegas, estive 1h e tal além do esperado à espera que me viessem render. Interno sofre, mas interno de 1º ano sofre mais do que qualquer outro...

Conclusão, fui para a praia. Pensando que poderia fazer uma sorninha boa ao sol. Poderia ter pensado melhor nisso, porque com o calor que estava passei o tempo a correr para a água... já para não falar que levei o Argos e aquelo bicho é um desassossego, não deixa ninguém fechar os olhos sequer.

Enfim, hoje é noite de galinheiro... já de banho tomado, bem untada (porque vá-se lá perceber como mas apanhei um pequeno escaldanito, o 1º do ano, apesar de já ter uma boa cor e ter posto protector como sempre), pijama vestido, é jantar e cama.

Durmam bem!*

julho 14, 2008

Sexual Nationality

http://www.areyoubritishinbed.co.uk/flash/

Eu curto ao som dos abba, a 89%, e repetindo o teste com outras perguntas (experimentem várias vezes) 88% Congolesa (não Condolezza) go figure... arrisco que sorte a minha gostar mais de gelado do que de goulash...

Não muito informativo, mas engraçado.

julho 13, 2008

Night out

É uma actividade pluridimensional. De verdade, kid you not...

Antes era uma coisa essencial à vida. Quando tinha os meus 16, até aos 20 possivelmente, era incapaz de passar um fim-de-semana sem sair 6ª e sábado, dançar até de manhã. Era a loucura. Não que tivesse mais energia que hoje em dia, mas a música também era diferente. E o álcool ajudava... pois, que essa é a maior dimensão da noite que muda com os tempos.

Tristemente, com a idade em que menos podemos, é que o sair à noite é mais acerca de beber, apanhar bebedeiras, ficar com os copos. Quando ganhamos idade para ter juízo, já perdemos parte de todo o que poderíamos ter, não tivessemos andado a beber quantidades industriais de bebidas alcoólicas enquanto teenagers.

Mas com a idade aprende-se a gostar de determinadas bebidas, surgem outras que são a nossa bebida favorita, e como os nossos pais bebiam o seu gin tónico, nós bebemos o que quer que seja (inclusive gin tónico *blargh*), no meu caso o vodka black, com o prazer de quem bebe um refresco. Com a voracidade de quem bebe um refresco também. Felizmente com o fígado trabalhador de quem já bebeu de tal forma tantos "refrescos" que já encaixa bem a frescura em demasia.

Mas há uma coisa da idade adulta (diga-se a minha, vá... condescendendo) que não se coaduna com saídas à noite de grande folia. São as insónias matinais do trabalhador habituado à rotina de madruga. Convenhamos que não tem piada dormir 3h e acordar com o sabor do último vodka na boca, com a leveza na cabeça que tínhamos quando nos deitámos e com a dor de cabeça que nem sabemos bem a que atribuir, se ao álcool se à privação de sono.

E assim se explica a minha verborreia. É que desconfio que ainda estou ligeiramente ébria...

Adiante, o que me causa pruridos ao sistema (como quem diz, o que me faz comichão) é a constatação, por interposta pessoa, que sou uma cota. Com 27 anos sou uma cota. Não que assim me sinta, mas o desfazamento de mim para os outros é tal, que me sinto uma cota. Só vejo miudagem à minha volta.

E é isso que nos torna velhos, ou nos faz sentir assim. Não a idade, não as rugas, não o cansaço, não... é a falta de identificação com aqueles que consideramos jovens. É a identificação, demarcada a tinta da china, do generation gap.

E nisso a minha geração está bem lixada, porque nos vamos sentir todos mais velhos muito mais cedo, porque nunca em tempo algum alguma geração teve tão pouco a ver com as anteriores quanto a de actuais teenagers. Romperam de tal forma com os moldes que nem a geração imediatamente antes se identifica com ela. Eu identificava-me com os meus irmãos, da minha irmã mais velha que eu 10 anos até ao mais velho 2 anos que eu. Tive uma vida em praticamente tudo semelhante às deles. Passados 5 anos poucas semelhanças acho entre mim e os teenagers de hoje... pior, se eu me recordar de quando tinha a idade deles (e isto pode ir até aos 20s se preciso for) não há semelhanças no modus vivendi.

É assustador.

Assusta assistir à preversão dos valores morais, saber que os nossos pais se preocupavam connosco do mesmo modo, e no entanto saber que não tem nada a ver. Porque tanto quanto é possível prever tendo em conta a opinião transversal relativamente à prostituição desde que temos uma "sociedade", segundo sei nunca virá a ser considerado íntegro ou digno fazer prostituição em troca de carregamentos de telemóvel.

Sexo em público é uma situação quanto à qual já não sei o que dizer... pode vir a ser considerado fixe...

"Bebi literalmente uma morangoska!"

... Como beber figurativamente uma morangoska?! Esta é talvez uma das questões mais pertinentes que já ouvi serem colocadas...

O que é literal, o beber («Bebi, literalmente, uma morangoska») ou a morangoska em si («bebi, literalmente uma morangoska»)?... dinâmica complexa! Complexíssima... E o que é beber literalmente, ou literalmente beber? Beber, tout court, certamente...

Por outro lado, se for a morangoska o alvo desta literalidade, o que é uma morangoska literal?! Estarei certamente toldada, de horizontes limitados por não alcançar esta conclusão de modo quase intuitivo... certamente.

Por oposição, temos o aspecto figurativo da questão... bebi figurativamente uma morangoska... pois... na prática não se bebeu, simplesmente se passeou com ela na mão porque é cor-de-rosa e bonita e é fresquinha na mão! Ah... pois... os opostos e negações elucidam-nos tanto por vezes.

A criança bebeu, portanto, a morangoska. Que se calem as vozes de ignomínia, os falsos testemunhos, cheios de escárnio e más intenções... a criança bebeu, Bebeu!, a morangoska.

Literalmente...
E isso faz toda a diferença.

julho 10, 2008

Os cães d'água portugueses versus os meus

Não sei se já falei aqui deste perssonage que entrou na minha vida há coisa de 4 meses. É amoroso, incontinente de alegria (e infelizmente não é só a alegria que não contem), e ninguém lhe resiste.

Chama-se Argos, o segundo, e é um cão d'água português... como o meu anterior cão d'água, não é muito fã de água na sua forma mais rebelde, no mar... o que é uma espécie de contradição, uma vez que a raça foi criada e desenvolveu-se em paralelo à actividade piscatória deste nosso país à beira-mar plantado. Eram os cães d'água que se uma rede tresmalhasse, saltavam do barco e iam em profundidade apanhar a rede e devolvê-la ao dono/pescador... saltavam igualmente para um mar revolto se alguém nele caísse, para os ajudar a vir à tona e assim salvar o dia.

O meu tem medo das ondas, acha a água muito fria e se eu me afasto mais que 2 metros dele com ele na água começa a chorar...

Em oposição, dêem-lhe chafarizes, regadores de relva, qualquer poça ou forma de água estagnada e ele está lá, a fazer juz ao nome!

julho 07, 2008

Money makes my world go around

Já a Liza with a Z o dizia... talvez não desta forma, mas who cares?!

Ando ausente porque sim... ausente porque me perco em deambulações nem sempre (quase nunca) para aqui transcritas.

Feliz com pequenos nadas como decidir onde aplicar o dinheiro que poupo, decidir o que me dá mais retorno, vigiar atentamente o meu dinheiro aplicado tal e qual como se estivesse enfiado no colchão... vê-lo subir e assisti-lo a descer. A emoção não é a mesma nestes dois movimentos, como bem se entende, mas há emoção!

Poucas coisas me deixam tão feliz como ter dinheiro... opinem e pensem o que bem entenderem, mas é verdade. Fico feliz pura e simplesmente por o ter. Digam que o dinheiro não traz felicidade que neste momento me rio na vossa cara. Sempre achei que no mínimo a mandava buscar, de limousine!... Hoje sei, convicta como em poucas coisas, que o dinheiro por si só é capaz de me dar felicidade. Não me faz feliz, mas dá-me felicidade... é um estado efémero, como o é toda a felicidade. E do mesmo modo que ver os meus sobrinhos sorrir ou gargalhar, ver o meu cão a sarapantear-se todo de alegria perante uma palavra de apreço ou pelo mero facto de me ver ou ouvir, me faz sorrir e sentir momentos da mais pura felicidade, também o faz olhar para o meu extracto e ver números vários, diferentes (e sobretudo superiores) do 0.

Sou materialista, pois sou... e não vejo mal nenhum nisso. A felicidade está nas pequenas coisas, em saber apreciá-las, e eu sei apreciar o meu dinheiro, e por isso ele faz-me feliz. Bem vistas as coisas até pode ser um estado de evolução mental *risos*.

Além disto, ando entretida a ver casas para comprar... sem pressas, sem stresses. Assim o dizia eu no início da busca. Mas os agentes imobiliários não se compadecem com a minha vontade de calma e no-stress... toda a gente me stressa. E já vi paletes de casas, e como sou uma consumista inveterada e (cá está novamente) aprecio as pequenas coisas (inclusivé quando não têm muito que apreciar) já me embeicei por algumas...

E isso aborrece-me. Não era isto que eu queria. Queria ver casas, ter noção do mercado e ficar on the look out para uma grande oportunidade. Com tempo... para daqui por uns 2 ou 3 anos efectivamente a comprar. Obvio que eu não tenho pressa, mas eles têm, daí que me pressionem e me stressem... faz sentido que eles não queiram andar a mostrar-me casas ou a dar-me informações de casas ao longo de 3 anos... podia ter pensado nisso antes de facto!

Conclusão, já me irritei com a busca. Estou capaz de os correr a todos a pontapé... e depois a insistência em falar ao telemóvel quando eu peço para me mandarem as informações por email. Irritam-me!

Irritam-me ainda mais os preços praticados no mercado imobiliário, que de um modo geral me dão vontade de me partir a rir na cara das pessoas... talvez o devesse até fazer, porque diz que dá resultado.

E pronto, são estas as deambulações me(n)tais que me ocupam nos dias que correm...

But enough of me, what about you?!...

maio 30, 2008

Wow-oh-oh-oh oh-oh-oh Rock in Rio!






















... e ao rock in rio ver o lenita, a amélia e a ivete infelizmente também não que amanhã tenho banco de 24h... *pouts*

maio 27, 2008

A vida de uma neuróloga com prazo de validade a expirar em 2 meses

E para quem se interroga, como é que eu posto às 10.30am... pois que eu estou no estágio mais estupidificante da minha vida. Pois que neurologia (que sempre me apelou e influenciou em tanto a minha escolha de especialidade) está a ser uma decepção.

Não tenho grande coisa para fazer, mesmo nos dias em que toda a gente me diz "coitada, vais estar sozinha"... tudo se despacha a maior ou menor velocidade. E hoje por exemplo, que não estou sozinha no serviço (infelizmente é comum uma interna de 1º ano de outra especialidade estar como chefe de tira, go figure), são 10.30am e depois de já termos ido tomar café ao bar, já não tenho nada para fazer...

Dolce fare niente mai ésse que antes queria estar a dormir ou a fazer algo de útil (como dormir)...

I'm gonna be four of me

Amanhã, tudo correndo bem, nasce o sobrinho que me faz quadri-tia! Gravidez complicada, parto mais complicado ainda... mas amanhã é que tudo começa, e a ideia de passar por tudo outra vez é deliciosa.

Está 2-2, como é que é?!...

maio 25, 2008

Compreendes-me?

Não me parece assim tão óbvio que não me vejas de tempos a tempos. Não consigo deixar de o entender assim. E gostava de não me ter ido a baixo, de não me ressentir da tua ausência e isso não se demonstrar no desânimo que trago diariamente.
Gostava de te fazer sentir orgulhoso de mim, como tantas vezes o vi nos teus olhos, e imaginar-te feliz por seres quem me tornou assim... mas agora não consigo, não consigo mesmo.

maio 05, 2008

Eu e a neurocirurgia - parte uma de muitas

Como será espectável mantenho o sentimento de inadequação. Porque sou conscienciosa, e porque de algum modo os graúdos por vezes apreciam denotar essa inadequação, mesmo que em tom de brincadeira, de provocação. Aceito-as, até porque não tenho o que mais fazer quanto a elas, pois sei serem verdadeiras.

Não admito no entanto que a chacota do serviço por ser ignorante, pouco estudioso e em termos genéricos só fazer merda a operar questione a minha inteligência. Que o fez e depois ainda tentou justificá-lo, como fazendo parte do "entrar com os novos internos"... entrar com ou nos, não me foi bem claro, mas a minha posição quanto a "entradas" é mais que clara.

Enfim, pormenores... tendo em conta que ao fim de 3 meses, foi a primeira situação em que torci o nariz a alguma coisa, sendo que o meu nariz por vezes parece estar naturalmente torcido, acho que é um óptimo presságio quanto à minha capacidade de adaptação.

Elogios vou recebendo alguns, menos parcos que as minhas capacidades (felizmente, que sem reforço positivo facilmente me deprimiria...), mas nenhum me soube tão bem quanto aquele que na prática não vale nada. A mãe de uma doente, que me garantiu que eu iria ser uma excelente especialista... na verdade não fiz nada senão ser atenciosa para com ela e explicar-lhe tudo o que ia acontecendo e o que esperar a cada momento.
No fundo não fui grande médica, fui simplesmente humana, que parece ser uma característica que se deve perder na razão directa da aquisição de conhecimentos.

E assim se confirma que nem tudo o que nos ensinam deve ser aprendido.

Pantones

Só porque sim, só porque cair existe para que nos possamos levantar...
Há 1 mês tomei o meu primeiro banho de mar (dia 12 de abril mais precisamente).
Levei o canito da minha mãe a passear na praia com o meu amigo R., que me levou a fazer um programa que achou que eu iria gostar. E gostei. E o canito gostou também.

Na 3ª feira seguinte lá fui eu novamente. De saída de banco fui para a praia. Novo banho.

Dizem as más linguas que a água estava intragavelmente fria. Digo eu que tenho tradição de nunca me negar a um banho de mar, esteja a temperatura que estiver, seja o mar qual for (mesmo que o nosso ranhosito da costa da caparica).

Este fim de semana mais gordito, aproveitei para ir ao algarve, ganhar cor, ou tingir-me mais precisamente, pois que estou preta (re)tinta. Pois que por vezes (quase sempre) basta isso para me sentir um nadinha bem.

abril 17, 2008

Só às paredes confesso

Adquiri um hábito, com os meus 11-12 anos, de escrevinhar tudo o que sentia e pensava. Esse hábito foi caindo em desuso à medida que adquiri a capacidade absolutamente banal (mas para mim sobre-humana) de falar com outras pessoas, amigos... exteriorizar o que se pensa e se sente não num papel ou com uma parede, mas com alguém com capacidade de resposta, quanto mais não seja de anuência.

E agora volto a esse hábito. Mesmo sabendo que há quem leia o que escrevo, mesmo sabendo que alguns desses interlocutores por direito que escolho abnegar vão ler o que escrevo, mesmo assim volto a este hábito. Porque não sei como o dizer, não sei como fazer as palavras sair. Enrolam-se-me na boca, afloram os lábios com uma inspiração profunda, mas quase nunca saem, quase nunca há o timing, quase nunca o silêncio é longo o suficiente para me dar espaço.

abril 12, 2008

Wild bore

Canso-me, de me esconder de mim mesma... chega ao ponto de me surpreender a mim mesma quanto a quem sou.

Queria ser previsível, mais previsível... sempre achei isso um defeito e a complexidade uma virtude. Hoje acho surpreendente perceber que estava errada.

Sonhei contigo, na verdade tive um pesadelo contigo... não estavas bem. Não me lembro, mas lembro-me da angústia de acordar por não querer encarar que não estavas bem... não é possível que assim seja, sei que não. Se há coisa que tenho como certa é que se alguém merece estar bem és tu, por tudo o que fizeste e por tudo o que passaste, pelo tanto que te amamos.

O sonho deve-se a ideias de pessoas delirantes, doidas na verdade... que uma vez mais guardei em mim. Para os proteger... guardo-me em mim também, porque tudo isto fica entre mim e eu mesma. Sinto-me cada vez mais sozinha de tão fechada. Tenho saudades da tua mão quente e grande suficiente para me fazer concha à cara, tenho saudades de pousar a cara nela... não precisava de mais nada.

abril 08, 2008

Faltam-me as memórias

Lembranças vagas, momentos fugidios... por vezes em flashes, por vezes um momento inteiro me ocorre. Custa-me que o mais marcante, e aquilo que mais facilmente me ocorre sejam estes 6 anos.

Invejo por vezes os meus irmãos, que tiveram uma vida inteira adulta para absorver tudo... tirando aquilo de que não tenho grande memória ou pelo menos muito bem definida, tirando a presença central e marcante (pela negativa na maioria dos casos) da minha mãe, pouco resta... resta uma adolescência em que me alheei de todos e ficaste tu, mas nem dessa retenho memórias definidas.

Tenho episódios, tenho expressões, tenho momentos... tenho abraços, tenho carinhos, tenho olhares... não te tenho a ti. E isso custa-me...

Sinto que me escapas por entre os dedos. Sinto que as fímbrias de memórias que tenho, também elas se desvanecerão. E isso custa-me, custa-me tanto...
Tenho necessidade de ouvir falar de ti, tenho necessidade de te sentir, mesmo que por interposta pessoa... espero que vejas que isso acontece, espero que vejas que aquilo que sempre me pediste está a acontecer por ti... por tua causa estamos mais próximos. E teria que ser assim, porque sempre foi...

Nunca pensei que me custasse tanto, sempre pensei estar preparada, sempre pensei estar à espera, sempre pensei quase o desejar (por ti), sempre pensei conseguir ser fria o suficiente para distinguir o racional do emocional... e não sou. Não consigo. Sei que te queria ter aqui. Sei que faria tudo de maneira diferente. Sei que não me é dada essa oportunidade e isso custa-me...

So dear friend

Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.

Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.

Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria. Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.

Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.


Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.



Oscar Wilde

março 28, 2008

Entre nós os dois

Não cabe num cartão, nem cabe aqui... não cabe em palavras. As que toscamente esbocei nunca te deram a real noção.

Espero, infelizmente não consigo crer com certeza, mas espero realmente que agora consigas perceber.. tu nunca acreditaste e eu sempre questiono, mas algures no espaço e no tempo tu agora percebes, o que tantas vezes escrevi e algumas te dei a ler, o que tantas vezes pensei e senti.

Sempre acreditei que eras tu que me conseguias ler... os dois calados por feitio, tu entendias a minha linguagem muda. Há 6 anos que tenho saudades tuas, estupidamente pensei que só elas me restavam. Agora tenho saudades do que nem cheguei a viver nestes 6 anos... e por isso desculpa-me.

E tudo o resto que fica entre nós...

março 15, 2008

A vida depois de...

Ina pá... ele há dias em que tudo nos passa pela cabeça e algures se encontra um outlet para tanta informação, vezes demais errante e como tal errática... ele há dias em que só queremos etiquetas, gavetas, caixinhas.
Este é (mais) um desses dias. Tenho andado com esse espírito. Certamente porque tanta coisa acontece ao mesmo tempo, tanta coisa tenho pendente ou nas prioridades imediatas que me perco.

Começar a especialidade, suponho eu, é um recomeço para todos. Sentirmo-nos vacilantes, inaptos, muito bebés... a minha é capaz de ser uma das mais mázinhas neste aspecto. Sinto que dos 6 anos de estudo, pouco se retira que ajude neste momento. Assim sendo tenho que reaprender a anatomia, tenho que aprender uma série de coisas que desconhecia, tenho que estudar até cair para o lado à noite. A única boa notícia é que afinal tenho mais tempo livre do que pensava, porque os neurocirurgiões, tal como todos os outros cirurgiões diga-se, não passam muito tempo no hospital. A única diferença é que as cirurgias são mais longas e eventualmente 1 ou 2 vezes por semana fico para além do meu horário por estar no bloco... nos restantes, a hora de almoço (que pode chegar até às 4pm) é a charneira, o que me dá tempo para ginásio, para chegar a casa, estudar até dormir... isto para no dia seguinte levar uma rabecada por não saber qualquer outra coisa que não vinha a propósito de nada, e como tal não foi estudada na noite anterior.

O ambiente é óptimo, as pessoas simpáticas, a vontade de ensinar é mais que muita. Não me queixo nesse aspecto. Tenho sim o peso de todos os calhamaços que tenho que ler, e pior, tenho ainda que comprar, sobre os ombros...

Não estou acostumada a sentir-me ignorante, e de facto é assim que sinto dia após dia. De vez em quando as coisas correm mais ao meu usual e sinto-me bem comigo mesma. Já noto diferenças entre o 1º dia e este 40º qualquer coisa...

Outra coisa a que não estou acostumada são os bancos de 24h... alguém deveria ir para o inferno por ter tido tal ideia estúpida. 24h a trabalhar é incomportável, muito menos em profissões em que o erro é intolerável ou inadmissível. Quem foi o idiota que se lembrou disso, hein?!

Mas tem tudo o resto. O fascínio de voltar a aprender... não é tão grande quando se mantém fixado o tanto que se tem para aprender, mas dá na mesma um certo prazer. O olhar para trás e ver um percurso, pequenino, mas onde vemos as nossas próprias passadas. As primeiras oportunidades de intervir, as primeiras intervenções e as primeiras pequenas sensações de autonomia... o poder prescindir da sinceridade perene (e necessária, convenhamos) de dizer "não sei", para responder a uma qualquer pergunta que faça um colega de outra especialidade, uma enfermeira, um tutor... isto partindo do pressuposto que se dá a resposta só quando se tem a certeza de que é a correcta! Convem!!... É que nem todos sabem tão bem quanto nós o quão maçaricos somos... alguns, incautos, até olham para nós e pensam "maçarico ou não é a especialidade que está a tirar, mais do que eu disto sabe de certeza"... olhe que não, olhe que não!!...

E com isto vem mais um ponto negativo. Sinto-me a morrer para o mundo extra-hospital, extra-especialidade... não leio um livro desde que comecei a estudar para a especialidade (excepto, obviamente, livros relacionados com o que estudo), não vou ao teatro ou a uma exposição ou a qualquer coisa de medianamente cultural há quase 1 ano, excepção feita a um ou outro concerto. E custa-me... sinto-me esmorecer em tudo o resto enquanto cresço naquilo em que temo que me venha a tornar. Pressinto mais uma crise de meia-idade, em que me sinto desinteressante e desinteressada... pressinto... convenhamos, está instalada de pedra e cal.

Sinto que perco a ligação com as pessoas mais distantes, aquelas que são nossas amigas e vemos de tempos a tempos, que não são parte do nosso quotidiano mas que quando estão por perto encontramos com gosto... sinto que a inadequação é também característica dessa situação.

Basicamente estou cansada... cansada de lutar contra tudo o que não quero que aconteça em consequência de... e acho que isso significa que vou mesmo deixar de lutar. A vida é assim, nem sempre toma o rumo que queremos, nem sempre pára para descansar quando mais nos doem as pernas ou mais nos falta o ar.

A solução é mais ginásio e deixar de fumar... ok, então a solução é ginásio e champix... ok, a solução é então ginásio, champix e omeprazol! Fixe...

janeiro 28, 2008

T - 3 days and counting!

Está quasi quasi...

Meu querido mês de Janeiro

Ano novo cheio de atitude positiva e espírito empreendedor... o segredo diz que se deve ser positivo, se a nossa vida é uma merda, não haverá certamente merda mais perfumada!

Pois então de me assaltarem o carro tiro como lado positivo o ter um vidro novo, lindo... de me roubarem o meu saco de ginásio adorado, com os meus ténis adorados e restante equipamento de ginásio e artigos de higiene, tiro a oportunidade de comprar tudo novo (?!... para mim tem mesmo um lado positivo...)... de me roubarem o ipod, tenho que posso comprar um novo, giríssimo e muito mais pequenino e portátil ( meu já agora...)...

A vida tem de facto tanto para nos dar, basta querermos ver... ...

dezembro 02, 2007

Noblesse oblige

Eu tive que ouvir falar bem de Herbalife, 3 horas!... 3 horas de agonia, a assistir a uma venda, a ouvir chavão após chavão, a ouvir barbaridades, a ouvir banhas de cobra, a ouvir atrocidades que espetavam faca após faca no âmago do meu serzinho com crenças científicas (e baseadas na realidade, digamos)...

Tive ainda direito a um vislumbre da teoria de conspiração favorita destas instituições: o mundialmente conhecido e renomado (?!?) lobby do fast food-médicos-indústria farmacêutica... uma pérola... mas portei-me como uma senhora, ouvi e calei e fumei fumei fumei... lutei contra a minha crença interior de que consigo mudar o mundo pessoa a pessoa. Sinceramente porque tive a real noção de que não valeria a pena, porque nenhum dos meus interlocutores iria sequer perceber o que eu estava a dizer (formatação é isto mesmo)... e se me custa a mim encarar um "não vale a pena".

novembro 22, 2007

It's a kind of magic...

... a reacção dos miúdos, o sorriso deles... be still my heart...

Answering service

Enviou um e-mail para o Pai Natal.
Fui de férias e encontro-me ausente do escritório até ao dia 26 de Dezembro.
I'm on vacation and will be out of office till December 26.

PS: leite e bolachinhas!? Se ainda fosse um queijinho e uma vinhaça...

Como é que se resiste a isto?!

Queridos "Tios" Natal,

Este ano nós fomos uns meninos muito bonzinhos!! Obedecemos (quase) sempre à
mamã, (quase) nunca fazemos birras, (quase) nunca nos zangamos enquanto estamos
a brincar e somos sempre muito educados!
A mamã e o papá disseram-nos que os meninos bonitos ganham muitas prendas. Nós
achamos que vamos ganhar mesmo muitas prendas porque somos mesmo, mesmo giros!!!

Como ainda não sabemos escrever, pedimos à mamã que nos ajudasse. Achámos mais
seguro escrever uma carta... a mamã disse que ia mandar um mail para o polo
Norte mas nós não percebemos muito bem como é que as letras andam sozinhas no
ar... dissemos à mamã que queríamos ir aos correios pôr a carta "na caixinha
encanada das cartas".

Mas vamos às prendas!!!!
Rodrigo:
- eu queria um kispo azul, com capuz... tamanho 5 ou 6 anos Pai Natal. Sim que
eu já sou muito "gande e quescido"
- queria também um carro com comando á distância
- também gosto muito de ouvir contar histórias.. mas eu lá em casa só tenho
livros do Nody!! Eu gosto muito do nody mas queria ter assim uns livros das
1001 noites
- outra coisa que eu gostava muito, Pai Natal, era de um fato do Peter Pan... a
mamã disse-me que este ano eu podia mascarar-me. A Dadá vai de Banca de Neve,
eu queria ir de Cindelela mas a mamã disse-me que não podia ser... não percebi
lá muito bem mas ela disse qualquer coisa sobre as freiras terem um ataque...
ataque de quê? só se for de rir por eu ser uma linda Cindelela. Mas ponto...
vou de Peter Pan..
- também gostava de uma mala do Dr. Picas. A minha tá toda estagada e agora não
posso dar picas aos doentes!

Dadá:
- eu gostava muito de ter mais 2 dvd's do ruca.. é que eu só tenho 1 lá em casa
e já o vi ..olha, nem sei quantas vezes!
- também queria ter mais "necos" da little people.,. acho que são de uma marca
que se chama fisher price. Nós já temos o aeroporto e o hospital+quartel de
bombeiros.. mas acho que há a quinta e casas e muitos necos mais
- queria também uma fantasia de Branca de Neve
- também posso ter + 1 nenuco e legos e comidas para a cozinha que os tios me
"ofereceram" nos anos

Muitos beijinhos Pai Natal!! Nós vamos-te deixar um copo de leite e umas
bolachas para tu comeres, quando vieres cá deixar as pendas do Bé e da Dá!!!

PS - a mamã manda dizer que nós não queremos tintas e plasticinas.. diz que
ainda temos muitas... e que sujam a casa.. tontices de quescidos!...

novembro 20, 2007

And the winner is

Aprendiz de Egas Moniz!!
Keep your skulls where I can see them!

novembro 17, 2007

Ele há pessoas estúpidas...


O Palácio de São Bento, também conhecido por Assembleia da República, é um enorme edíficio de estilo neoclássico situado em Lisboa, sendo a sede do Parlamento Português desde a dissolução das ordens religiosas em 1834. Foi construído em finais do século XVI como mosteiro beneditino (Mosteiro de S. Bento da Saúde).

Ao longo dos séc. XIX e séc. XX foi sofrendo uma série de grandes obras de remodelação interiores e exteriores, o que tornou o edifício actual quase completamente distinto do antigo Mosteiro.

O interior é igualmente grandioso, repleto de alas e de obras de arte de diferentes épocas da história de Portugal.

Depois da implantação do regime liberal tornou-se sede do Parlamento e passou a ser conhecido por Palácio das Cortes.

Conforme a denominação oficial do parlamento, também o palácio teve várias denominações: Palácio das Cortes, Palácio do Congresso e Palácio da Assembleia Nacional. Actualmente adoptou-se a designação de Palácio de S. Bento em memória do antigo convento, sendo a sede da Assembleia da República.

Nas traseiras do edifício principal, em terrenos outrora do Mosteiro, situa-se um palacete mandado construir em 1877 por Joaquim Machado Cayres para sua residência. Durante o Estado Novo em 1937 este foi adquirido pelo Estado através de expropriação, para nele instalar a Residência Oficial do Presidente do Conselho de Ministros que embora se tenha mudado em 1938 só um ano mais tarde, em Abril de 1939 processa a inauguração oficial do novo uso do palacete.

Este continua ainda hoje a ser a residência oficial do Primeiro-Ministro. Muitas vezes, por desconhecimento, a comunicação social refere-se também a este palacete como Palácio de S. Bento, sendo que a melhor designação seria Residência Oficial do Primeiro-Ministro.

O palácio foi classificado como Monumento Nacional em 2002.

novembro 15, 2007

Coisas interessantes

Enquanto se ripam cd's vários e presumindo que já não se têm mails para ler, notícias para cuscar, paciência para conversar no msn, aqui fica uma sugestão...
um qualquer momento do dia em que formulámos a questão "o quê?" ou o menos eloquente "hã?!", se o conseguirmos recordar, pode ser o início de uma interessante viagem. Ganha-se o vício de apontar pequenos rabiscos na mão, no moleskine, no pda, no telemóvel, ou (para aqueles mais ousados) na memória... apontamentos esses que depois levamos à wikipedia para horas intermináveis de folia! Quem disse que ler enciclopédias não era divertido?!... muita gente certamente, mas não sabiam do que falavam!

A pesquisa mais recente, e a propósito de um trailer de um concurso de televisão, que acho interessante apenas pelo facto de substantivos colectivos como "rancho", "manada", "matilha" e "bando" não darem para descrever todo e qualquer tipo de ajuntamento intraclasse, por muito que assim se pretenda por vezes... e porque viver não é só recordar, é sobretudo aprender:

Lista de substantivos colectivos de animais
Alcatéia - de lobos
Bando - de pássaros ou aves
Boiada - de bois
Cardume - de peixes
Cáfila - de Camelos (quando enfileirados)
Enxame - de abelhas
Escola - de cetáceos
Fato - de cabras
Fauna - de animais de uma região
Manada - de bovideos ou vacatória (victória)outros animais selvagens
Matilha - de canídeos
Ninhada - de filhotes, de pintos
Nuvem - de gafanhotos, de mosquitos, de gatos
Panapaná - de borboletas
Rebanho - de gado, de ovelhas ,de cabras
Tropa - de burros, de cavalos
Vara - de porcos
Canzoada - de cães
Girândola - de fogos de artifício
Revoada - de aves em vôo: pardais, pombos, etc.
Trompa - de Lhamas

Fica por saber que nome dar a um conjunto de camelos desordenados... (sugerem-se-me alguns... *risos*)

in wikipedia

novembro 03, 2007

Read all about it

Promove-se a iniciativa de intercâmbio de informações sobre hospitais e especialidades. Certo é, que não conhecendo eu as pessoas que eventualmente sugiram alguma coisa, e sendo eu paranóica como sou, não vou ligar rigorosamente nada ao que for escrito, porque vou julgar ser uma táctica de diversão em relação ao verdadeiro pote de ouro (ou seja a verdadeira "boa vaga", como se diz na gíria... sei lá qual gíria, mas é uma coisa que se diz!)...

Serve isto que se assemelha a um post, portanto, apenas para por todos de sobreaviso que a partir de agora não temos amigos que sejam colegas, a menos que sejam aqueles que sempre foram mais amigos que colegas...

E isto levanta-me uma questão: eu devo ter ar de ser uma grande cabra e acho sinceramente que as pessoas acabam por se surpreender quando me conhecem. Não que isso seja mau, mas faz-me pensar... o que é que eu faço para criar essa 1ªimpressão? Sou mal encarada?... pois que não sei, pois que o R. diz que toda a gente me adora quando me conhece, pois que não faço sentido de mim mesma... mas também agora isso de nada interessa, não consigo parar de pensar na escolha... oh deus, sou e estou obcecada. E os pensamentos ocorrem-me em catadupla, sinto-me acelerada e tento escrever o que penso e me ocorre ao ritmo a que me ocorre... mas já percebi que é impossível... 'bora ao bairro!

Futilidades afins

De há um ano para cá tornei-me fã acérrima da fotodepilação... resolvi alargar horizontes, como quem diz desbravar terreno, como quem diz partir à conquista de novos territórios... como quem diz, não vou aprofundar mais!

Tão acérrima da fotodepilação que fotodepilei a cabeça... estou carequinha! Bom... em perspectiva realista não estou careca, mas certo é que não tinha o cabelo tão curto pelo menos desde os meus 3 anos! E não é que continuo a não gostar? Os 24 anos que se passaram de permeio tinham uma razão de ser... procura-se cabeleireiro que não seja guloso com o cabelo alheio (mas volto ao mesmo, como sempre fiz por mais desgostosa que estivesse com a perda súbita de comprimento)!

ataque de enfarte de coração de miocárdio aos 35 anos

fornicatorum do catano... isto não dá descanso!
Quando se consegue finalmente recalcar as coisas ao ponto de não nos incomodarem verdadeiramente, serem apenas mais uma lembrança recorrente que provoca algum sofrimento ou ansiedade, mas tudo na base do controlável... é quando chegamos a este ponto que nos tiram o tapete debaixo dos pés, que brincam connosco e ultrapassam os prazos por eles mesmos estabelecidos, e quando já esperamos um atraso muito maior que vá implicar alteração de muito mais coisas, inclusivé das férias já planeadas, eis senão quando os sacanas publicam o mapa de vagas!

Isto já quase que se assemelha a competência, ninguém me preparou para isto!!...

E com o coração constantemente a mil, tenho agora a difícil decisão em mãos... por um lado ainda bem que não sou a primeira a escolher... por outros, ainda bem que há muitas vagas de pediatria e espero que todos antes de mim as queiram, ainda bem que há bastantes vagas de dermatologia, oftalmologia e assim... como não pensar, a cada segundo que passa, o que é que será que vai sobrar para mim?!

É que tanto posso ter boas especialidades, como posso estar em consonância com todos os que me antecedem... afinal, 300 e tal cabeças podem realmente pensar em consonância! Era uma coincidência daquelas, mas sabe-se lá...

Enfim... preciso de ansiolíticos, tomáveis, bebíveis ou fumáveis, porque senão nem chego ao dia de escolha...

Entretanto, quero mesmo muito conseguir arranjar passagem para pipa na próxima semana, tá?! Preciso muito de me distrair, como bem se compreende, e nada melhor que uma conservação em alcoól e sol para isso. Qualquer desilusão se enfrenta melhor com uma bonita tez dourada na pele... fútil, sim, mas tenho que me agarrar a alguma coisa.

outubro 13, 2007

O Hospital

Pois que então o hospital... a sucessão de estágios não me tem ajudado particularmente na escolha. Continuo na mesma. Nada concretizo, nada decido.
Cirúrgicas apelam-me, mas terei jeito? Sempre fui "jeitosa" de mãos, mas terei jeito para tudo? Gostava de saber a resposta a isso, mas não sei de facto, não tenho como saber... posso pedir opiniões sinceras a todos os que já passaram por isto, para saber se é normal todos serem meio nabos no início.
É verdade, a minha experiência de manipulação destas coisas acumula agora a 6ª semana... de voyeur tenho experiência suficiente para um curriculum, mas de meter as mãos só estas 6 semanas decorridas.
Estou a adorar, estou a adorar a experiência, estou a adorar o convívio, mesmo que em 70% dos momentos se esteja a criticar qualquer coisa no sistema, qualquer coisa nas condutas, qualquer coisa nas competências alheias... mas divirto-me, rio-me, vou trabalhar animada e com vontade de mais um dia de trabalho... fico até às 6pm só porque sim, porque me divirto e me rio e sei que me dão oportunidade de experienciar algo mais, quando podia perfeitamente ir embora pela 1pm e ter a tarde livre para vegetar e continuar sem me decidir.

O estado priveligiado é sem dúvida o saber o que se quer, mesmo que o que se quer seja de algum modo inatingível... ao menos sabemos atrás do que corremos, não corremos depressa e em todas as direcções sem saber exactamente o destino. É que o percurso mais curto entre dois pontos será sempre uma recta, não há discussão possível, e eu nos meus zig-zagues de indecisão passo por muitos pontos que sei não serem o meu, por outros tantos que são uma opção que não me acalenta o espírito, e por outros poucos que me emocionam.

Foi sonho de criança ou foi desejo ardente que me amarou os olhos ao ver um coração bater in loco? Faço tantos filmes, vejo tantos filmes (alguns dos quais da TVI) que já não sei o que é real...

Mais uma coisa que me preocupa

A Jô, a minha Jô abandonou a nossa linda Lisboa... de malas e bagagens lá seguiu ela para Portimão, para procurar emprego em Portimão, para viver em Portimão... adoptou um gato com o R. que vai viver em Portimão, na casa do R. em Portimão...
Já não posso passar por tua casa quando sair do hospital, para tomarmos café, fumar uns (ou umas) cigarros, falarmos de tudo e de nada e jogarmos umas canastas...
Já não me posso sentir arrastada para um qualquer filme sem guião e de produção independente, que entra de imediato no meu portfolio, de tão singular que é.

Tenho saudades tuas.

And now for something completely different

Nos meus anos ofereceram-me um voucher d'"a vida é bela"... vou finalmente fazer o salto de paraquedismo, high-tandem é a escolha.
Para me tirar desta apatia anedónica tenho que sair da minha casca, partir o invólucro beckettiano e romper fora do ciclo. Há uns anos fi-lo (de maneira tão simbólica e tão tipicamente rebelde de adolescente em idade de armário), cedendo ao "impulso" de concretizar um desejo com 8 anos de duração e fiz o meu piercing... sou definitivamente uma pessoa impulsiva!

Tenho mais uns 4 meses para fazer o salto... fisico e metafisico (ou metafórico e real).

La piovra

E tentando tirar as teias de aranha sempre em neoformação que representam os meus filmes com a minha família mais directa, pensei adquirir alguma paz saindo de casa... antes do primeiro ordenado fazer *plim* na minha carteira (ou o *plim* mais silencioso que se faz ouvir da conta do BPI) já eu andava com malas e caixotes num processo contínuo (e ainda inacabado) de mudanças. Já na casa nova, tenho ainda livros do meu pai de Ortopedia para trazer para casa, provavelmente para ficarem na arrecadação, porque sinceramente não me vejo a seguir os passos de pápai... mas logo se vê, até ao fim deste mês e sobretudo até ao fim do próximo, tudo pode acontecer.

Mas bem dizem os filmes da TVI que nos avisam (o aviso é para pessoas como eu, bem sei... a tv fala comigo... ...) que o passado vem connosco, em caixotes mais ou menos bem arrumados e mais ou menos bem identificados...
A teia é perene e persistente, mesmo com todo o nojo que implica para mim mexer em teias de aranha (que são agarradiças as mulas...), e o esforço necessário para deixar tudo livre delas, elas no fundo no fundo continuam lá. E remonta-me à história do estar por um fio... irritam-me estas tarefas inacabadas e inacabáveis, inglórias... como que se fosse tirar água de uma albufeira com uma chávena de café (vá, de chá...), um projecto sem fim previsível ou avizinhável.

E irrita-me sobretudo a absorção de mim mesma que estes assuntos fazem. Eu acho que sou mais do que a minha família... acho que sou mais do que o cunho da minha mãe em mim. Ela não acha certamente, tudo o que sou sou graças ao maravilhoso (acha ela)trabalho de mãe que ela fez... pareço uma caricatura freudiana, em que tudo remonta à mãe.

Próximo investimento: psicoterapia.

E é assim

Não sei onde ia, mas muito aconteceu.
A minha vida não é fácil, decididamente... cada vez que penso que o tumulto amansa, alguma vaga mais crispada me enrola, me tira o folego, chega com força suficiente para me derrubar os castelos.

O meu pai que é o assunto constante, que não mata mas mói, magoa, preocupa... uma situação sem fim, que nos faz sofrer a todos, porque parece que sim, porque parece que é bom, porque parece que é desejável mas na verdade ninguém está bem.
Mentira, a minha mãe está bem... dêem-lhe um papel para representar (o seu preferido na verdade) de esposa devota (ou alternativamente de mãe extremosa) e a mulher delira. É ver a diva dentro dela a pulular de alegria e em voz sonora pronunciar o seu "I'm ready for my close-up Mr.DeMille"... dentro e fora, diga-se.

É a minha mãe que deixou a diva ir longe demais e sinceramente pareceu (por um largo eperíodo) possuída pela diva...

Sou eu que ao fim de 15 anos não tenho paciência... não tenho... pior que não ter que paciência (porque mesmo sem paciência lá vou fazendo os esforços necessários e consecutivos para agir em conformidade aos acontecimentos, mesmo que me apetece mandar tudo às urtigas... ou à merda na verdade) é começar a considerar se é vantajoso compactuar e colaborar em determinados delírios, de certo modo validando-os; é começar a por a minha saúde mental à frente daquelas saúdes que são insanas já desde que me conheço...

Certo é que tudo o que considero descontrolado, ou excessivo na minha personalidade, facilmente o remonto a um ou vários episódios da minha infância/adolescência e sempre interligados com mámãe. Desde a minha revolta de Ipiranga, quando percebi que ela não era a melhor do mundo, que não era o que eu a pintava, com os meus 12 anitos, que passei a ter um ambiente familiar ainda mais fantástico e basicamente desde essa idade que quero sair de casa.

Tive o sangue frio de não lixar a minha vida e seguir o meu sonho, com grave prejuízo para a minha estabilidade mental, tenho agora a noção... façam-me repetir a mesma frase 2 vezes e fico por um fio, deixem-me 5 minutos à espera e durante uns 5 minutos não me vêem os dentes (e eu que pareço parvinha, estou sempre a rir), ajam de qualquer modo genericamente incorrecto e não me calo em discursos sobre moral, ética e justiça...

Damaged goods... já nem eu tenho paciência para mim mesma...

junho 22, 2007

E tudo e tudo e tudo...

Mudei de casa;
conseguimos não pagar empresa e escravizar alguns amigos solicitos para a mudança;
a minha mãe vai comprar um cachorro, também cão d'água para mitigar as saudades;
fomos vê-los, com 6 semanas... são adoráveis e tenho saudades do meu argos;
este ano o reveillon é cá em casa, não combinem nada porque certamente eu fui a 1ª a convidar;
não tenho muito para dizer aqui, nem muita paixão pela net nestes dias;
acho que é um adeus ou pelo menos um até daqui a muito tempo;
tudo de bom e um grande bem-haja (só porque sim, só porque dá sempre aquele ar...).

maio 01, 2007

E porque nem tudo pode ser flores e ocasos...

Atestado renovado da mediocridade portuguesa (entrevista de rua, aquando da abertura do tunel do Marquês):

- repórter "então e o que acha deste atraso na inauguração, com um desvio orçamental de 4 milhões de euros?"
- vox populi "é normal... é normal..."

Num repan

Na semana passada fui passar o fim-de-semana a Genebra com a minha mãe. Combinada de forma relâmpago, tratada de forma relâmpago... assim de sopetão é que sabe bem, como diz o outro.
Alugámos um carro e passeámos pela Suiça, depois da minha mãe tratar do que queria lá tratar. No último dia fomos a Lyon procurar um restaurante que mitigasse o estranho vício de mámãe dos arenques...

Foi muito agradável. Agradável e memorável a descolagem com vista para o lago Leman (nada grande, visto lá de cima) e para os alpes ao longo dele.
Ficou a vontade de lá voltar...

Giro também, na viagem de volta o avião ser tripulado por uma amiga... foi engraçado mesmo.

E o sempre saudoso regresso a Lisboa, tão linda de sobrevoar de noite (que nunca tinha feito)...

Não disse mas...

sou mãe...




e chama-se Tomás.

abril 18, 2007

Pequeninos

Irrita-me a incapacidade de dizer chega. Irrita-me o servilismo e absentismo de ira e indignação que é crescente na nossa sociedade, só porque as pessoas já sequer acreditam merecer ou ter oportunidade de alcançar mais do que isto...

Enviaram-me este
artigo de opinião e não resisti a responder. A pessoa que mo enviou (como quem assente com o escrito) é-me querida, mas insurgi-me na mesma.

E porque não tenho opinado sobre qualquer um dos 1001 temas que pululam nos dias de hoje e com os quais me iro no dia-a-dia, aqui vai...

deve-se então aplaudir a desonestidade, o oportunismo, a sociedade de favores em serviço ao culto do "doutorismo"/"engenheirismo"/"sr.arquitectismo" só porque é PS?!
A questão não é a questiuncula de ele ser ou não ser engenheiro... que ele é burro eu já sabia antes de saber que ele tinha feito o seu curso superior à laia de favores. Mas é por demais conveniente dissimular tudo isto como se de uma falsa questão se tratasse e como se o facto de a ela se dar atenção fosse um atestado à renovada mediocridade portuguesa.
Mediocre é termos um 1º ministro que dá este exemplo e mediocre é termos um povo portugues que acredita nas suas justificaçoes e acha que "os políticos também são homens, logo não podem ser perfeitos". Mediocre é já compreendermos tudo o que de mediocre se passa neste pais como se fosse natural...

março 24, 2007

Espelho meu

Fazia-me falta um de corpo inteiro... não saberia onde o pôr, mas um espelho é como um baço: nunca lhe damos importância, porque sempre vivemos com ele, nunca reparámos o quão importante e entrosado no nosso quotidiano ele estava... até ao dia em que nos vemos sem ele, e aí a nossa vida parece não ser possível... (ok, deixei-me levar demasiado pela metáfora... é possível viver sem um espelho de corpo inteiro!! mas olhem que custa!!!)

Mas evitando o impulso de viajar na maionese, vamos ao que vinha...

Sou, naturalmente e intrinsecamente, formal, contida, quase fria... não pareço, no meio de simpatias e sorrisos e atenções, mas chega dada altura em que não deixo mais.

A Jô acha que é filme meu, que não sou nada assim, mas que é esse o reflexo que de mim vejo, sem que necessariamente seja correcto... mas, apesar de achar que nalguns aspectos, os nossos amigos mais especiais e próximos nos conhecem melhor que nós mesmos, acho que aqui me conheço melhor.

E digo-o com alguma tristeza, porque sei que me privo de imenso com esta maneira de ser... sei que mais facilmente me distancio das pessoas, porque menos me prendo a elas. Não que não me sejam queridas, que não me sejam necessárias, mas não me são indispensáveis... chego à conclusão psicanalítica que na antecipação da rejeição, não deixo ninguém me ser indispensável, tornar-me dependente de ninguém...

É triste criar muros à volta, e ainda fazer cara feia a quem tem a audácia de espreitar por cima deles... qualquer dia fico uma daquelas septuagenárias eremitas, com a casa cheia de gatos (porque é que septuagenárias eremitas não gostam de cães?!.. ah, provavelmente porque implica sair à rua para os passear...) e cheiro intenso a amoníaco que já nem mesmo eu (menina cacósmica ou hiperósmica como sou) me apercebo...

...
Não ter espelho de corpo inteiro dá nisto! Rai's parta a feira popular...

março 23, 2007

A melhor receita do mundo

... procura-se!!

Uma dona de casa perfeita, capaz de produzir as mais variadas e exóticas iguarias, precisa sem dúvida de um forno... nunca pensei que tantas coisas que eu gosto de cozinhar precisariam de uns minutos de forno...

março 19, 2007

Fa(r), a long long way to run

Finalmente tenho net em casa... na nova casa isto é...
Felizmente pago mais para ter o bólide vodafone, para disfrutar de uma velocidade até 3,6 Mbps em oposição aos 640Kbps do tarifário mais barato... porque assim a velocidade de cruzeiro ronda os 237 Kbps...

Por outro lado, estou tão cansada de protestar este ano, que não sei se me sinto com forças de ir barafustar por estar a ser roubada para não variar. É que reivindicar é fatigante, sobretudo num país como o nosso em que só se esbarram contra portas que nem à força de arietes se abririam, quanto mais com o arremeço mais ou menos cordial que a minha (fraca) figura me permite... isto quando se tem a sorte de tentar abrir a porta certa, porque com a desinformação que grassa o mais certo é esbarrar-se contra toda e qualquer parede mestra...

Ter razão é um conceito muito relativo, quando tudo indica que a temos, há sempre alguma coisa completamente desprovida de sentido que nos ilustra, pelas palavras de quem nos põe ao corrente desta situação, como a nossa razão, por universal que possa parecer, tem um ou mais pontos em que não é consistente o suficiente para excluir outras razões (regra geral opostas entre si, o que por si só tem uma lógica muito própria)...

Não vou barafustar mais... vou comer e calar, porque ao menos assim não me chateio com o assunto, não gasto recursos e tempo com a preparação da e a própria reivindicação... já para não dizer que falar para as paredes nunca foi dignificante!

É assim que se funciona aqui, não vale a pena iludirmo-nos em contrário... por isso a solução está em ser-se vigarista ou em emigrar... eu, por características intrínsecas revejo-me apenas na última opção. E assim, afianço aos meus queridos amigos, próximos ou não, que um dia, não muito breve mas também não muito distante, ganharão uma casa de pernoita algures por um canto deste mundo, que diste em pelo menos uma fronteira desta erva-daninha à beira-mar plantada...

fevereiro 24, 2007

Capitalista

É fácil ser-se quando se tem dinheiro... dia 22 recebi o meu primeiro ordenado... soube-me lindamente ver 4 dígitos numa conta que fosse minha, a sério que soube!

O difícil agora é decidir onde gastar o que não é para por de parte... what to do?!

Sodomização 2 in 1

Passa a dia 1 de Março, Coimbra... 2 pelo preço de 1... não perca, num sexy hot perto de si!

fevereiro 16, 2007

Sodomização one-ó-one

Dia 21, rumo a Guarda... mostrar a vaselina com que de futuro prefiro que me... pois...

fevereiro 11, 2007

No return

Ainda não falei sobre isto, talvez porque não queira realmente... mas o sonho acabou definitivamente e da pior maneira. Terminamos de forma criminosa, delimitados e distinguidos por uma mentira, que resulta na pior das injustiças... 100 ou mais pessoas me passam à frente porque tiveram a sorte de assinalar alíneas erradas que o júri resolveu considerar correctas, apesar de estarem taxativamente contrariadas no livro de bibliografia.

Não há nada a dizer, não há nada a fazer, como habitualmente... é sofrer e pedir que alguém se lembre de se despachar para custar menos...

É preciso arranjar forças para agarrar nos livros novamente e tentar outra vez,e desta vez com margem suficiente para que se este tipo de coisas acontecer, não nos afecte... mas neste momento só me apetece dormir, ficar deitada a ver televisão na cama o dia inteiro e estar sossegada.

Arranjaram a maneira mais vil e mais baixa e que me dói mais de me deitar a baixo: a injustiça.

Pérolas a porcos

(the bible tells me so)

e de todas as pérolas que fui obrigada a ouvir, ler e ver nesta "campanha eleitoral" pelo referendo, estas foram as mais reluzentes:

- "No dia a seguir ao meu segundo aborto tive uma depressão horrível. Para tentar escapar à dor, saltei de uma ponte com os meus filhos de cinco e de um ano. Eu e o meu filho de cinco anos fomos salvos; infelizmente o bebé morreu" - tradução para porcos: eu já fiz 2 abortos, e só porque não consegui fazer o 3º, resolvi fazer um homicídio... Não ao aborto!

- "Depois de fazer um aborto senti-me péssima por saber que tinha feito um grande mal. Quis-me castigar espancando o meu filho de 3 anos, a pessoa mais preciosa da minha vida. E castiguei-me bem porque infelizmente o meu filho acabou por morrer" - imbecil! O castigo foi no coitado do teu filho... voltamos ao argumento do "aborto não, que eu já fiz o meu"... hipócritas

Outra pérola, é uma missionária sexagenária, dirigir-se à autoridade de saúde para pedir autorizações para 4 múmias poderem votar neste referendo... uma não vê, a outra não lê, a outra não para de tremer e a outra está paraplégica. E estas múmias, a 5 minutos de morrerem, querem ir influenciar a vida das 3 gerações de mulheres que as precedem, das 3 ou mais gerações de filhos que poderão nascer dessas mulheres...

Esta sociedade mete-me nojo... séculos se passam e não percebem que as palas nos olhos não fazem desaparecer o que não se vê. Não se referenda o aborto, mas a sua despenalização... se as velhas beatas quiserem depois fazer campanha para tentar mudar a opinião das mulheres que vão fazer abortos, força...

janeiro 22, 2007

Bairro do Zé Passarinho

As of today, tenho um ninho no bairro alto... do tamanho de uma gaiola, mas livre...

Hã?!

Estou a estupidificar...
ya... o people já comessa a currer pra aí depois da beca de trabalhos forssados prezos lá naquela cena... ajunta-me 1 mês de pachtel, no vj mix ou fazer cenas cá pela palhota... quando saio com os meus manos ainda fasso cenas que me deixam mais out, tájaver?!

Quero trabalhar... a sério que quero... o próximo passo é a linguagem dos x's e dos k's... ou pior!!! O meu pior pesadelo: a LiNgUaGeM dA bOlA sAlTiToNa!!!

Blemish

Eu até tenho um bom gosto musical, de qualidade... porque é que eu gosto de Mariah Carey?!

janeiro 11, 2007

Viva la revolución!...

Chamem-me o que quiserem, mas acendeu-se uma chama revolucionária em mim...
Graças aos contactos maravilhosos da minha mae, ontem falei com jornalista sobre este assunto, que me pediu que lhe enviasse um mail a descrever estas situações já muito interessada no mesmo...
Pode ser que pegue, pode ser que finalmente haja luz e transparência na porcaria dos internatos médicos e de especialidade...

To keep you posted e para se quiserem pegar no mesmo molde... partilhemos informação, que a parte de citações também a fui buscar a um colega!

(...)
Na nossa formação, dispomos de dois regimes de internato, uma vez findo o curso: o internato médico seguido do internato complementar (de especialidade).

1. A escolha da especialidade processa-se no nosso país de acordo com a seriação dos candidatos em função da nota do exame de especialidade, realizado no final do curso. Ao contrário do que actualmente acontece, deveria ser divulgado o mapa de vagas de especialidade anteriormente à realização do exame, bem como publicada uma listagem da colocação dos internos de acordo com as escolhas nos mapas. Na verdade, o mapa de vagas só é divulgado quase um ano após a realização dos exames e desde 2004 nem sequer é publicada a listagem de colocações. Este último ponto foi justificado pela Secretaria Geral do Ministério da Saúde (SGMS), perante os pedidos de divulgação, com a insistência dos internos em contestar a mesma, por haver irregularidades.

2. Um incidente que não é comprovável por não haver acesso às tais listas de colocações: a colega e fadista Kátia Guerreiro teve 39 ou valor próximo, terá escrito uma carta ao Ministério da Saúde (MS) atestando a sua "mais-valia" para a cultura portuguesa e devendo como tal ter direito a uma vaga supra-numerária em Oftalmologia (especialidade que costuma ter como última nota de entrada um valor raramente inferior a 90). O resto desconhece-se porque a listagem de colocações não é divulgada, mas Katia Guerreiro está em Oftalmologia no Hospital Egas Moniz.


ORDEM CRONOLÓGICA DAS IRREGULARIDADES DO MS NO CONCURSO DE ACESSO AO INTERNATO MÉDICO DE 2007 (IM-2007)

1) " O internato médico realiza-se após a licenciatura em Medicina e corresponde a um processo único de formação médica especializada, teórica e prática, tendo como objectivo habilitar o médico ao exercício tecnicamente diferenciado na respectiva área profissional de especialização ."
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 2º Ponto 2

" O internato médico tem um período de formação inicial, designado por ano comum, com a duração de 12 meses ."
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 93º Ponto 1

2) " O concurso de ingresso no internato médico é aberto por aviso publicado no Diário da República e dele devem constar: a) Número de vagas postas a concurso por área profissional; b) Indicação dos estabelecimentos onde pode ser realizada a formação ; (…)"
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 42º Ponto 1

" Em anexo ao aviso de abertura do concurso de admissão ao internato médico são fixadas vagas por área profissional de especialização e por estabelecimento e serviço de saúde (…)"
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 40º

"Em anexo ao aviso de abertura do concurso de ingresso no internato médico é publicado o mapa de vagas por estabelecimento de saúde para a realização do ano comum ."
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 96º

10/10 A 20/11/2006 – O MS NÃO AFIXA OS MAPAS DE VAGAS DO CONCURSO DE ACESSO AO IM-2007

2.1. Foram publicados dois avisos de abertura: o 1º, o aviso 10987/2006 da SGMS a 10 de Outubro de 2006; que após o Despacho nº 23095/2006 do Gabinete do Sr. Ministro da Saúde foi alterado para um 2º, o aviso 12356/2006 da SGMS.

2.2. Tanto no 1º como no 2º aviso não constam o número de vagas a concurso por área de especialização ou os estabelecimentos onde pode ser realizada a formação de todo o IM-2007. Está previsto (em desacordo com a Portaria do MS nº 183/2006 Artigos 40º e 42º) que:
" Até 31 de Outubro de 2007 será publicado no Diário da República e divulgado no site da Secretaria-Geral do Ministério da Saúde o mapa de vagas, por área profissional de especialização e instituição de formação, bem como os critérios e o calendário para a realização das opções ."
Aviso nº 12356/2006 Ponto 2.2

2.3. Enquanto que do 1º aviso constava o mapa de vagas respectivo ao ano comum, no 2º aviso consta apenas um documento não anexado em Diário da República (disponível apenas no site da SGMS) onde se encontram apenas os estabelecimentos para a realização do ano comum. Estava previsto que:
" Os estabelecimentos onde pode ser realizada a formação do ano comum do IM2007-A constam do anexo I ao presente aviso e serão divulgados no site da Secretaria-Geral do Ministério da Saúde .."
Aviso nº 12356/2006 Ponto 2.2

3) " A prova de exame é de âmbito nacional e serve para ordenar os candidatos para escolha da área profissional ."
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 47º Ponto 1

" A prova de seriação, de âmbito nacional, realiza-se no dia 19 de Dezembro de 2006 (…)"
Aviso nº 12356/2006 Ponto 6.1

" As listas de distribuição dos candidatos, por local de prova, serão afixadas até 15 de Dezembro de 2006, nos locais e site referidos no nº 3.1 ."
Aviso nº 12356/2006 Ponto 6.2

18/12/2006 – O MS NÃO RESPEITA OS PRAZOS, POR SI PRÓPRIO ESTIPULADOS, PARA A AFIXAÇÃO DAS LISTAS DE DISTRIBUIÇÃO DOS CANDIDATOS AO CONCURSO DO IM-2007

3.1. "Até 18 de Dezembro de 2006 (um dia antes da realização da prova de seriação) o Ministério não cumpriu o disposto no Aviso nº 12356/2006 Ponto 6.2."
Carta do Conselho Nacional do Médico Interno (Ordem dos Médicos) ao Ministro da Saúde

4) " Os candidatos à frequência do ano comum são distribuídos pelos estabelecimentos e serviços de saúde por ordem decrescente da nota de classificação final da licenciatura em Medicina, de acordo com as suas opções de colocação (…)"
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 98º

" O ano comum e a formação específica iniciam-se no dia 1 de Janeiro de cada ano, podendo tal prazo ser alterado por despacho do secretário-geral do Ministério da Saúde ."
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 103º

"As listas de colocação, em estabelecimentos de formação do ano comum, serão divulgadas nos locais e no site referidos no nº 3.1 até 28 de Dezembro de 2006."
Aviso nº 12356/2006 Ponto 7.7

29/12/2006 – NOVAMENTE, O MS NÃO RESPEITA OS PRAZOS, POR SI PRÓPRIO ESTIPULADOS, E PREDISPÕE-SE A SUJEITAR OS CANDIDATOS DO IM-2007 A UM MÊS DE ESPERA PELO INÍCIO DO INTERNATO MÉDICO.

Houve colegas que assumiram despesas no arrendamento de apartamentos nas cidades onde deveriam começar a trabalhar dia 2 de Janeiro; houve colegas que se demitiram dos seus trabalhos porque iriam começar a trabalhar no mês seguinte, e com este atraso se viram sem rendimentos durante 1 mês; houve colegas que tiveram que procurar trabalho durante estes 27 dias para poderem sobreviver. A SGMS disse que "mais um mês menos um mês não faz diferença", aparentemente alheia à realidade de alguns colegas que não estão de férias mais um mês, ou não podem depender dos pais para o seu sustento.

Este atraso de um mês acarreta um atraso de um mês na conclusão da nossa formação de 12 meses enquanto Internos do Ano Comum de modo a podermos ser reconhecidos pela Ordem dos Médicos como médicos. Isto leva a um atraso de um mês no início do nosso internato complementar (de especialidade) e, por conseguinte, na conclusão do mesmo. Com este atraso perdemos o direito à época de Janeiro do exame de saída da especialidade, porque não concluímos ainda a mesma.

4.1. A SGMS deixou apenas dia 29 de Dezembro (último dia útil do ano) para colmatar quaisquer falhas no processo de colocações.

4.2. No dia 28 de Dezembro de 2006 (último dia do prazo estabelecido pelo Ponto 7.7 do Aviso nº 12356/2006), foram lançadas, via Internet, duas listas de colocação diferentes, que foram posteriormente anuladas.
Por Despacho da SGMS nº15/2006 foi protelada a afixação das colocações, em conjectura, para 15 de Janeiro de 2007. A colocação dos candidatos ao internato médico foi adiada para 29 de Janeiro de 2007. Pela sua parte, os candidatos cumpriram todos os requisitos e condições estabelecidas pelo Regulamento do Internato Médico, estando as suas informações disponíveis desde Novembro de 2006.
A Ordem dos Médicos disponibilizou meios e recursos para a colocação dos candidatos.

5) "O ano comum e a formação específica iniciam-se no dia 1 de Janeiro de cada ano, podendo tal prazo ser alterado por despacho do secretário-geral do Ministério da Saúde."
Portaria do MS nº 183/2006 Regulamento do Internato Médico Artigo 103º

10/01/2007 – NOVAMENTE, O MS NÃO RESPEITA OS PRAZOS, POR SI PRÓPRIO ESTIPULADOS, E SUJEITA OS CANDIDATOS DO IM-2007 E OS ESTABELECIMENTOS DE FORMAÇÃO À CONFUSÃO TOTAL.

5.1. A 10 de Janeiro de 2007 a Secretária Geral Adjunta divulga as listas de colocação para o Ano Comum do IM-2007 e emite a Circular Normativa nº1 aos serviços e estabelecimentos dependentes do MS (disponíveis via Internet).
Estabelece que o mapa de vagas (devendo ler-se listas de colocação):
"(…) pode ter aplicação imediata para efeitos de início do respectivo internato médico.
(…) os médicos internos podem contactar os estabelecimentos de saúde onde foram colocados no sentido de acertar (…) a data mais breve para se apresentarem e iniciar o programa do 1º ano do internato médico, o mais tardar até ao dia 29 de Janeiro
.
Cabe a cada estabelecimento de saúde gerir de forma adequada a celebração dos contratos administrativos de provimento, a formalizar nos termos legais, tendo por referência as datas de apresentação estabelecidas e verificadas."

5.2. Quem afinal decide os prazos de início do internato médico? O Artigo 103º do Regulamento do Internato Médico determina que as alterações a este prazo são efectuadas "por despacho do secretário-geral", havendo apenas uma circular sobre o assunto, assinada pela Secretária Geral Adjunta.

A Secretaria Geral divulgou ontem a nova versão da lista de colocações e emitiu uma circular normativa, dizendo que a partir do dia 10 de Janeiro nos poderemos apresentar ao serviço nos hospitais onde faremos o internato médico até uma data limite de dia 29 de Janeiro. Assim lava as mãos das suas responsabilidades em todo este processo e nas consequências que acarreta. Se conhecerem o seu trabalho saberão que na verdade esta medida não resolve rigorosamente nada, porque precisam todos os internos de se apresentar ao mesmo tempo, devendo ser cumprido um período de 12 meses obrigatório. Basta que um interno do Ano Comum não se apresente antes de dia 29, que não podemos começar a trabalhar antes dessa data.


NOTA: o Sr. Ministro Correia de Campos comprometeu-se a poupar 40 milhões de euros. Na ausência de pagamento dos salários dos Internos do Ano Comum no mês de Janeiro poupa 1,5 milhões de euros; pelo facto de perdermos o direito a subsídios de férias e 13º mês poupa mais 2/12 deste valor.

O erro informático que a Secretaria Geral diz ser a causa deste atraso poderia ser contornado pela colocação manual dos candidatos de acordo com a sua média de curso, como era feito em todos os internatos médicos até ao deste ano. A Ordem dos Médicos ofereceu gratuitamente o seu pessoal administrativo para essa tarefa, os Internos do Ano Comum que se dirigiram no dia 2 à Secretaria Geral como protesto por não poderem trabalhar ofereceram-se para fazer essa tarefa. A SG recusou ambas as ofertas de auxílio.

(...)

janeiro 09, 2007

O boçal que nos chama irreverentes

Chamo a atenção a este post do blog Avenida Central...

Só agora, ao lê-lo, cheguei à conclusão que ainda não me pronunciei sobre o assunto...

Os médicos e as suas colocações (ou ausência das mesmas). Podem-se gritar palavras de ordem plenas de romantismo como os chavões "desempregados à força" e "deixem-nos trabalhar"...

Mais que me chocar esta situação, choca-me que tenhamos que passar por isto para finalmente alguém nos dar atenção. Não é o 1º, nem provavelmente o 20º ano sequer em que ocorrem erros na colocação de internos do ano comum... ilegalidades até, passando pelo desrespeito sucessivo de prazos legislados e publicados em DR. Todos sabemos que isto acontece recorrentemente e que encolhemos os braços porque nada podemos fazer, sobretudo porque quando tentamos divulgar, ninguém nos dá atenção porque não vende...

Somos o 1º afortunado ano que a somar a todas estas injustiças, somos agraciados com a dádiva do atraso de 1 mês... passo a explicar: 1 mês de atraso é o nosso único trunfo, porque só agora nos querem ouvir... temos agora (finalmente) a oportunidade de expor toda a pouca vergonha que é o processo de colocação de médicos nos estabelecimentos de formação pós-graduada.

Podemos finalmente fazer uma pergunta que poucos imaginarão ser aplicável, mas que é a mais pura das verdades: porque é que desde 2004 que deixaram de ser publicadas as listagens finais de colocação por especialidade, com referência da nota de exame de cada um dos concorrentes? A justificação então dada de "vocês são muito complicados, protestam muito... assim [sem oportunidade de ver a lista] já não há confusão!"

Sim... o problema na questão não eram as cunhas e os 40's miraculosamente transformados em 80's e as vagas supra-numerárias de oftalmologia para as Katias Guerreiros (especialidade que fecha a 90's versus génio que tirou 39 [sem certeza no valor exacto...]... para quem não saiba 39 é certamente abaixo do percentil 5) por se considerarem mais-valias para a cultura portuguesa... obviamente que não! O problema era levantarem-se vozes contra estas ilegalidades...

Podemos falar do mapa de vagas de especialidade que já deveria ter saído antes de fazermos o exame... no entanto vai sair quase 1 ano após termos feito o exame... é ilegal, mas nas maravilhosas palavras de uma sra da SG do MS "não se preocupem com as leis... basta um despacho do ministro e as leis perdem a validade"...

Dá vontade de split desta re-púbica banana...

A irreverência a que sr. MS, perdão, sr. Boçal se refere é então a inconformidade perante tudo o que é de mais desprezível na sociedade portuguesa: o desrespeito completo pela legislação, pela justiça, pela recompensa do trabalho desempenhado em vez da recompensa pelos conhecimentos (interpessoais, entenda-se!) que se tem...

Serei irreverente até ao fim da minha vida, não é uma questão de juventude... é que compactuar, concordar, ajoelhar e relaxar os rins perante factores C não faz nem nunca fará parte do meu conceito de ter dignidade como pessoa e como profissional... lamentável que seja esse o conceito de irreverência do ministro... irreverência é ainda lhe chamar senhor...

janeiro 06, 2007

Inutilidade

É difícil ocupar 27 dias com nada... absolutamente nada... não tenho nada para fazer! É desesperante... ok, conseguem-se ocupar uns quantos dias a actualizar a nossa vida pelo tempo de abstinência da mesma pós-harrisoniano, actualizar cafés jantares e afins, consultas no médico, esteticista, rever os nossos pais... ...
mas e depois?!

Eu tenho optado por me dedicar à lida da casa... o meu quarto está lindo como nunca esteve, hoje de manhã dediquei-me também à culinária, e em virtude disso o meu papá tem scones para o lanche (se a minha mãe deixar escapar algum)... já deixei o carro na oficina para limpar de fio a pavio e check-up...

Mas repito, e agora?...

Felizmente ando à procura de casa, portanto isso também ocupa parte dos meus dias... mas resta-me sempre uma boa dose de inutilidade diária, que me consome cada fibra do meu ser... não sou definitivamente pessoa para vegetar, deixa-me indisposta...

Solução?! Arranjar um emprego de 1 mês?! aliás de 3 semanas?... quando o encontrasse já era dia 29 e teria que me demitir.

É que é desesperante pensar que o melhor que tenho a fazer é estudar, para me preparar para o ano comum, ou continuar a saga Harrisson parte II... eu quero acreditar que há algo de melhor a fazer-se com a minha vida...

janeiro 01, 2007

Protesto amanhã, em frente às SG

Caros colegas,

de acordo com o fórum do médico interno está em organização uma manifestação para amanhã, com a imprensa já convocada a comparecer, em frente às SGs mais próximas (Porto, Coimbra e Lisboa).

O motivo de protesto acho que é por demais evidente, mas inclui não só a mais recente "patacoada" com relação ao mês de atraso que levamos agora na entrada no ano comum, como todas as anteriores incompetências (com os seus atrasos, revogações e etc dos concursos).

Hora penso que não está decidida, embora esteja a ser mais ou menos combinado pelas 11am, mas comuniquem uns com os outros de modo a aparecer um número de pessoas que nos faça ouvir.

Estejam vocês a entrar no ano comum, estejam no internato, estejam no 1º ano de faculdade, é importante valermo-nos pelos direitos da classe, ou o nosso futuro é trabalhar a recibo verde.

Passando o discurso proletariado tão caracteristico de minha pessoa (!!!), espero que nos consigamos unir todos amanhã

dezembro 26, 2006

Espírito de Natal



Saber escolher a prenda certa, e receber a reacção certa... de passar o serão da consoada a conversar com a minha mãe e um dos meus irmãos, a passar o serão de 25 a brincar com os meus sobrinhos, doidos com as prendas e até com o caixote de uma televisão... a gargalhada que ressoa nos ouvidos, como um eco, a cada repetição mais doce... o abraço envolto em lágrimas por uma prenda que tocou o coração...

Sem dúvida o meu melhor Natal... quase que parece que o Universo me está a pedir para ficar em casa... pela primeira vez em anos, posso ir deitar-me, com um sorriso de felicidade no Natal... posso dizer (sem me sentir a falsear a realidade) que, com todos os seus defeitos e particularidades, tenho uma família linda... tudo tem um ângulo melhor, mais fotogénico... e este ano apanhei o nosso... e quero ficar com esta fotografia guardada para sempre em mim, para nunca me esquecer dela...

Tenho o telemóvel mais lindo do mundo!

dezembro 25, 2006

Have yourself a merry little christmas

Esta música teve a capacidade de, a 6 dias dos exame, me pôr num espírito natalício, a cantarolar "X-mas carols"... intemporal, de Judy Garland a Diana Krall, passando por Chris Martin, Christina Aguillera, Tori Amos...Have yourselves a Merry little x-mas!

dezembro 21, 2006

Abre los ojos

Acorda que o sonho acabou...

Ao sair do exame com pelo menos 10 perguntas em dúvida, presumi logo que tinha as pernas cortadas. Isso a funcionar conjuntamente com o meu pensamento do último mês de estudar de modo diferente no próximo ano, de fazer o estudo perfeito, orientado para o exame e não para aprender, cheguei à conclusão que ia mesmo ter que passar por este tormento novamente... mas com outro estado de espírito.

Hoje estive a ver as potenciais contestações e reparei que sou estúpida... não imbecil, mas simplesmente estúpida por por vezes pensar demais, por por vezes deixar passar o óbvio em frente aos meus olhos.

Auto-flagelações à parte, e para mitigar as curiosidades, estou presentemente com um 80... o que com contestações (pelo bem e pelo mal) é capaz de deixar a nota mais ou menos na mesma, ou pouco maior...

Parabéns a todos aqueles que eventualmente leiam o blog e que estejam confortáveis com a sua nota para escolher aquilo que querem seguir... digo de coração que (a menos que também vocês queiram cardiologia *risos*) fico feliz por vocês. Qualquer um de nós que se dedicou de corpo e alma a este maledetto merece a recompensa no fim do esforço... infelizmente não é possível para todos, mas por isso mesmo se pode repetir o exame ano após ano.

E agora prossigo na minha senda de retomar a minha vida de volta, e vou às compras, de Natal e não-natalícias... sentir o ar frio na cara, o sol de Inverno, ouvir o burburinho das ruas, que tanto me delicia... tinha saudades da minha Lisboa...

dezembro 19, 2006

A vida tem destas coisas...

... quando andei dias a fio a stressar porque considerava impossível aquilo a que me propunha, subvalorizei de maneira impressionante a sensação de liberdade que ninguém me poderia tirar, concluída esta página.

Não sei o que vem por aí, mas sorrio de satisfação ao olhar para o que deixei por detrás das costas... hoje sinto-me feliz, no matter what... sinto-me capaz de abraçar o mundo... e isso é (por enquanto) verdadeiramente recompensador.

dezembro 01, 2006

Live god damn it... live!

Só para deixar o testemunho de que não morri... o que não significa que tenha vida. Os meus dias são assim:

- acordo
- despacho-me
- vou para o HPV
- estudo
- pausas pelo caminho para comida e cigarros e café
- venho para casa
- rebolo na cama sem sono e com preocupações que não me deixam adormecer
- durmo pouco
- acordo
- despacho-me
- vou para o HPV
...

get the picture?

Única novidade é que afinal sou crente... acredito na possibilidade e como tal continuo a lutar pelo sonho. Até dia 20!

novembro 18, 2006

Caríssimos

Vinha só dizer que fui uma das felizardas que ganhou dinheiro no euromilhões (o da semana passada)... como tal saí daqui, fui passear e mudar de ares. Sim... deixei de ir estudar para o HPV.

Mas não fui longe, fui apenas até à culturgest porque sou uma pessoa de gostos simples...

Pronto na verdade só gasto €10 por semana, e quando há estas febres de concursos nunca recebo rigorosamente nada... voltemos aos 15 milhões, que a mim chega-me perfeitamente e afasta a maralha dos não-habitués... pode seri?!

novembro 10, 2006

Gavetas

Exmos Srs IKEA,

venho por este meio pedir um móvel/aparador/cómoda, com um mínimo de 5 gavetas: quero uma para o laranja, outra para o amarelo, para o azul, o verde e o cor-de-rosa... mas que dê para fazer ligação entre elas, sim?! Deve ser portátil no entanto...

Grata pela atenção

(Apontamentos coloridos, pesados da tinta e próprios apenas para daltónicos ou aqueles com vontade de testar o seu potencial epilético... não peço que seja apreciado (nem em vida nem postumamente) como obra de arte, apenas que ajude a reter algo... sim?! pwetty pwease?... ou isso ou o Euromilhões, claro está... que assim faço um hospital, compro tutores e pronto, não se fala mais nisso!!)
Tapa na pantera

Dêmais!

novembro 07, 2006

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