dezembro 26, 2005

Feliz Natal and soyon...

Continuo doentinha, mas melhor... vinha aqui só agradecer as palavras simpáticas (MPR estava mesmo mimadinha :P rabugenta - ouvi dizer! - é o meu estado natural...) dos queridos visitantes.

Desejo-vos a todos, e a outros tordos que por acaso caiam por aqui, uma continuação de Boas Festas, com um fantástico reveillon... eu vou passá-lo a beber sumo de maçã ou água ou quiçá leite, porque infelizmente há festividades que não combinam muito bem com antibióticos!...

'Té Janeiro!...

dezembro 22, 2005

In-Flu-enza

Nada como entrar de férias e depois ficar de cama... quando se tem que acordar todos os dias cedo para ir para as aulas estamos sempre sadios!... rai's parta o Murphy...

Esquizoide tem dói-dói na garganta, na cabeça, nas costas, nas pernas, nos braços... esquizoide está buedesda mimada!

dezembro 18, 2005

Trânsito

Há uns dias a X. disse-me que 70% dos meus posts são sobre situações no trânsito... pensei uns segundos e vi-me forçada a concordar... e depois comecei a pensar porquê... de facto, porquê? porque é que eu vou no carro, e mesmo que a meio de uma conversa, começo a reparar (e comentar) as asneiradas das pessoas no trânsito, mesmo que não interfiram com o meu percurso? porque é que eu vou a pé, e vejo asneiradas no trânsito e irrito-me como se fosse a mim que ma tivessem feito?!

A resposta é simples: sou obcecada... sim, tenho que o admitir... a questão mais importante é como é que eu lá cheguei... e mais importante ainda: como é que saio deste estado doentio (que já o sabia ser, antes mesmo de verbalizar a obsessão)...
Como lá cheguei: acho que mais ou menos desde que tirei a carta que só me acontecem situações inverosímeis no trânsito... algumas delas estão até neste blog, mas há muitas mais... conduz-se muito mal em Portugal, e nem sequer se tem consciência disso... e arrisco dizer que quase todos os maus condutores de Portugal (e outros em formação) já passaram por mim e deixaram a sua marca no meu frágil estado de nervos... é impossível uma pessoa ter uma relação normal com o trânsito depois de tudo o que já me aconteceu...
Como saio: não faço a menor ideia... sei que passa por "passar por cima", não deixar que nos afecte... mas como se faz isso? quando um imbecil se atira para cima de nós e ainda resmunga como se não devessemos ir no caminho dele, fazemos o quê? sorrimos?...

Acho piada aos anúncios do civismo ao volante... sei que é importante, mas não sei porquê continuo a achar mais importante saber-se conduzir para ter um carro nas mãos... e em vez de publicidades engraçadas, talvez devessemos investir em fazer uma espécie de "auditoria" periódica aos condutores... quando eles não soubesse, serem seguidos para avaliar a qualidade da condução das pessoas... acho que bastava uma semana deste protocolo para diminuir drasticamente o trânsito em Lisboa e nos acessos (a menos que eles continuassem a conduzir sem carta)... e de uma maneira ou de outra (fosse eu apanhada a passar um amarelo já muito vermelho, ou passasse com distinção na auditoria) teria a minha paz ao volante restaurada: não havendo anormais na estrada a minha mente descansaria pacificamente...

Ausência

O blog esteve de férias enquanto eu não entrava... agora que entrei eu de férias, o blog pode voltar a ter alguma (pouca) actividade... até porque tenho imensas coisas para fazer nas férias... ora vejam, para a semana já tenho depilações, cabeleireiros e manicures marcadas... tenho um jantar caseiro de amiguinhos, tenho um jantar a combinar de outros amiguinhos, tenho um sem número de cafés em dívida que de vez em quando me relembram da sua existência, tenho 2 ou 3 tipos de consultas, porque não tinha disponibilidade para elas durante as aulas...

A verdade é que as pessoas só têm tempo para fazer tudo o que querem e se lhes pede delas se não fizerem nada na vida... só um perfeito inútil é que tem tempo para toda a gente e para tudo, estou completamente certa disso!

Como se não bastasse a falta de tempo, acresce a ansiedade de ter muito para fazer e tempo escasso... bom... vou adiantar as minhas coisas...

dezembro 06, 2005

Recomenda-se

Tenho-o nos meus links, mas acho sinceramente que merece referência num post... é dos blogs mais bonitos e que me dá maior prazer ler e ver, não tirando o mérito a tantos outros...
Hoje que foi dia de dar um giro pelos blogs que gosto de visitar, e que infelizmente nem sempre tenho tempo de o fazer, deixo aqui uma menção honrosa para o Tripping out of my space.
Passem por lá e maravilhem-se com os posts (passados e presentes... mais tarde com os futuros, mas presentes de então *duh!*) em que tantas palavras são poupadas numa fotografia excelente...

X-mas is here!...

Ho ho ho!...
Este ano o Natal começou cedo para mim... e há cerca de 1 semana que tenho já as prendas de Natal todas compradas... e fico assim com um mês inteiro para apreciar (pela 1ª vez em anos) o lado bom do Natal... vou tentar encontrá-lo, ando a tentar encontrá-lo...
Bem aconselhada, ando a descobrir a beleza das iluminações de Natal, dos holliday cheers, das x-mas carols... enfim... a panóplia de (aquilo que sempre considerei uma espécie de merchandising) coisas que nos reportam ao Natal, e que até têm a sua beleza...

Longe ido o stress de arranjar prendas à última da hora, surge um stress inovador, diferente... o stress de lidar com prendas home-made (porque são mais sentidas, mais personalizadas, mais queridas e pensadas)... que invariavelmente têm algo que corre mal... é o desespero... mas não há material que tenha sempre razão, nem há nada neste mundo que seja mais teimoso que eu... pelo menos nada de inorgânico!...

dezembro 05, 2005

Human beings all around us

Sobretudo porque ontem vi o Love Actually, e porque nas vezes em que estive no aeroporto a receber alguém tendo que esperar invariavelmente para cima de 1h, acabava por dar comigo a fazer a observação semelhante à que faz o filme... e é de facto bonito, comovente até... ali sente-se amor, seja a receber seja a despedir sente-se amor... um mais feliz, o outro mais triste e já saudoso, mas amor na mesma... sai-se de um aeroporto (tirando a camada de nervos que se leva em cima por ficar 1h ou mais à espera de alguém que vai na volta nem nos diz nada e somos pouco mais que um chauffeur contractado por tuta e meia - ou seja, por nada senão uma relação qualquer de afinidade) com o coração cheio... daqueles abraços do Universo, uma vez mais...

E isso lembra-me das outras ocasiões em que as bestas que circulam ao meu lado todos os dias, perfeitos estranhos que assim quero que permaneçam, se tornam humanos também... uma sirene... e entra-se em frenesim... as buzinas são mais agradáveis porque servem apenas para alertar os mais distraidos da fabulosa missão conjunta que está a ser levada a cabo desde o início da fila de trânsito... pessoas galgam passeios, metem-se por relvados, estragam tampões de jantes contra passeios impossíveis de subir, alguns (o meu pai, há uns anos) espetam-se até contra um pirilampo de livre e espontânea vontade, para deixar uma ambulância que previsivelmente ia na direcção do hospital mais próximo (30m ou assim) e não na nossa... mas é esta boa vontade cega que é bonita... sentimos que podemos fazer o nosso papel com tão pouco como fazer aquilo que fazemos 365 dias do ano a tentar arranjar lugar de estacionamento em Lisboa: usar a imaginação e dar cabo de embraiagens e suspensões...

E acordo deste sonho de "let's get together and change the world" quando o filho da P*** de um taxista (ou eventualmente um seat do chuning...) aproveita a avenida que a ambulância deixou para trás e segue colado a ela para fugir ao trânsito... ...

novembro 28, 2005

novembro 26, 2005

Tempo

Ultimamente, por mais que tente, nunca tenho...

novembro 20, 2005

Num dia frio

A chuva a bater na janela, numa cadência envolvente... uma lareira, os toros a crepitar, a luz alaranjada do lume a reflectir-se e espalhar-se pela sala... um jazz a tocar baixinho... uma manta, dois copos de vinho... sheer perfection.

A Pétala

No mesmo estágio, e há cerca de 1 semana, vi uma cesariana de 2 gémeas. Duas coelhinhas esfoladas, pequeninas, lindas... a primeira das quais, criou um desassossego no bloco operatório. Nasceu sem respiração, sem batimentos cardíacos e necessariamente sem circulação periférica, tendo a coloração azulada que assusta qualquer pessoa que veja um parto pela primeira vez, mas que na verdade é típica dos primeiros segundos após o parto...

Não sei como foi soado o alarme, mas vi que assim que a bebé foi retirada do útero materno, 3 pessoas se puseram de roda dela a reanimá-la... durante 5 a 10 minutos, ela foi massajada, piparoteada, aspirada, beliscada... tudo na tentativa de a reanimar. 4 tentativas por 3 médicos diferentes de a entubar que não surtiram efeito... um pediatra/neonatalogista que tremia como vara verde (que penso que terá sido o que mais me impressionou... que eu ficasse apreensiva era compreensível, que ele ficasse era um sinal de péssimo prognóstico para mim...)... a 5ª tentativa, pela anestesista com mais anos de casa, finalmente eficaz... adrenalina... ventilação e massagens cardíacas... e o esperado esgar da criança recém-nascida que tem um tubo na traqueia, uma cor rosada a apoderar-se da pele, e assim que é desentubada o choro... e o alívio de todos quantos ali estavam... chorou ela e chorei eu, disfarçadamente porque é um comportamente tipicamente maçarico... mas fiquei feliz como se fosse a minha filha que recuperasse ali a vida.

E agora o comic-relief... será possivelmente da Primavera, mas as gémeas chamavam-se respectivamente Pétala e Pérola... na sala ao lado nascia por cesariana também (e sem qualquer complicação) uma Maria Flor...

Infertilidade

Já queria ter vindo fazer este post há algum tempo, mas por falta do mesmo, retive apenas a ideia para mais tarde (agora) a postar...

Estive a fazer um estágio que contou com a passagem por um serviço de infertilidade... desde pequena que tenho o fenomenal "encalho" (porque não merece outro nome) de, chegada a altura, ter algum problema de fertilidade. Porque apesar de ser muito career-oriented sou o tipo de mulher cuja felicidade passa mesmo pela maternidade (em tempos pensei que pela pentamaternidade ou mesmo hexamaternidade, mas depois deparei-me com a realidade e arredondei o número para a bimaternidade...). Lembro-me, da primeira vez que fui o ginecologista, da minha alegria em saber que pelo menos estruturalmente tudo indiciava que fosse fisiologicamente normal a este nível.

Na passagem por este serviço, deparei-me com várias situações... com o sofrimento de um casal que após a 1ª tentativa de fertilização in vitro (FIV) não ficou grávido mesmo quando sabiam a priori que a probabilidade de isso acontecer era apenas de 25% (como é numa fertilização que acontece de uma relação sexual... acontece que a espécie humana subsistiu à conta de muita sorte, porque em termos procriativos não somos de todo os mais aptos). O desânimo era evidente e esperado, exacerbado pela noção de que pelo regime de serviço de saúde público apenas poderiam tentar mais uma fez a FIV (é o modo de fazer com que as listas de espera sejam apenas de 2 anos) e que através do regime privado os custos são avultados.

Deparei-me com a comoção de um casal que fazia a sua primeira FIV, do amor demonstrado entre os dois, da reacção da (espero e torço com toda a força que) futura mãe, a chorar de alegria... confiantes de que tinha resultado...

Deparei-me com o nervosismo de um outro casal que iniciava os tratamentos hormonais para mais tarde proceder a FIV ou inseminação artificial, consoante as características que condicionavam a infertilidade do casal...

Deparei-me com a sensibilidade e carinho de todo o pessoal que trabalha com estes casais, de médicos a auxiliares... e encantei-me novamente (e renovadamente e constantemente) com a medicina, com a ciência ao favor do Homem, com o modo como se podem equiparar situações tão diferentes com a interposição de um trabalho de laboratório.

novembro 11, 2005

Emplastro strikes again

Numa manhã em que sabia eu ter saído de banco, a V. telefonou-me às 10am, depois de em 2 ocasiões me ter telefonado às 9am e eu a ter avisado para nunca me telefonar a estas horas... PUTA é pouco!...

novembro 08, 2005

By your side

Sometimes in our lives we all have pain
We all have sorrow
But if we are wise
We know that there's always tomorrow

Lean on me, when you're not strong
And I'll be your friend
I'll help you carry on
For it won't be long
'Til I'm gonna need
Somebody to lean on

Please swallow your pride
If I have things you need to borrow
For no one can fill those of your needs
That you don't let show

Lean on me, when you're not strong
And I'll be your friend
I'll help you carry on
For it won't be long
'Til I'm gonna need
Somebody to lean on

If there is a load you have to bear
That you can't carry
I'm right up the road
I'll share your load
If you just call me

So just call on me brother, when you need a hand
We all need somebody to lean on
I just might have a problem that you'd understand
We all need somebody to lean on

Lean on me when you're not strong
And I'll be your friend
I'll help you carry on
For it won't be long
Till I'm gonna need
Somebody to lean on

Bill Withers - Lean on me

novembro 06, 2005

Update cultural

Não tenho feito referência aos vários filmes que tenho ido ver ao cinema... o king card é um bom amigo, e para espairecer das muitas horas em hospitais tem sido um óptimo companheiro...

Nem me lembro assim de cabeça dos filmes que tenho ido ver, mas ocorrem-me os 2 últimos: "In her shoes" com a Toni Colette e Cameron Diaz e "A marcha dos pinguins" com o pingú e sua família... os dois enternecedores, de maneiras diferentes... do 1º na temática da relação fraternal... do 2º a esperada dinâmica de grupo e de família... e o romantismo na elegância aparentemente impossível de encontrar em criaturas tão assarapantadas como os pinguins...

E em campos mais de palco, fui ver o "coçar onde é preciso" há umas semanas e recomendo vivamente... é muito interessante e coça de facto onde é preciso... parece uma conversa que se tem entre amigos, e é sempre agradável que a generalidade das pessoas pensa do mesmo modo e não são idiossincrasias nossas...

E em Janeiro, a pérola no meio do oceano: Miss Saigon... vem cá (possivelmente através da UAU produções) ao coliseu dos recreios... dia 17 a 29... recomenda-se também... Madamme Butterfly versão vietname e com música pseudo-jazz, pseudo-swing, muito-musical!

novembro 04, 2005

Gmail

O desperdício perturba-me, sempre perturbou... todos os tipos de desperdício: material, de recursos, de sentimentos, de investimento emocional, de inteligência, de tempo...

E assim me perturbam os eternos 50 convites que tenho para oferecer na gmail... sempre 50... porque convido pessoas, e pouco depois tenho de novo os 50 convites... e pergunto-me, porque é que fazem disto uma pseudo sociedade elitista, pseudo-maçónica (só nos moldes de entrada, calma!) se depois os convites são infindos?!

Assim ponho à disposição de quem quiser, um mail gmail... tem neste momento 2,6 Gb de capacidade e a crescer, possibilidade de envio de emails até 10Mb (ou 20, não tenho a certeza... mas de qualquer modo é o de maior capacidade do mercado), tem possibilidade de ter domínio FTP (posso estar a dizer uma grande asneira... mas é uma coisa qualquer que permite ter uma espécie de página online, onde se faz o upload de um ficheiro qualquer que tenha, imaginemos, uns 200Mb e depois dar a morada às pessoas para irem fazer o download...)... e talvez outras coisas mais que eu não faço a menor ideia.

Enviem o vosso mail para o email do blog, não precisam dizer nome nem nada... eu envio-vos um convite e pronto, estão convidados a fazer parte da grande família gmail... continuarei com 50 convites no mail do blog, e 50 convites no mail pessoal, o que me vai continuar a irritar, mas vou me sentir melhor assim...

O emplastro - parte II

Fiquei de gravar um cd para a V., com tudo o que tenho da cadeira que fizémos em conjunto... cada oportunidade que tem de mo pedir, assim o faz... mesmo que tenhamos um estágio de mais 2 semanas em comum...

Hoje resolveu telefonar-me às 8.45am sendo que nós fazemos bancos de noite, bancos de dia, bancos de 2ª à 6ª, e ela não faz a menor ideia quando eu faço os meus... não obstante, exige o bom senso que não se telefone a ninguém a estas horas a menos que se conheça pormenorizadamente o seu ritmo circadiano e que se saiba com certeza que não está a dormir...

Mas a V. ou não é uma pessoa normal, ou não tem bom senso, ou simplesmente se está nas tintas e tem apenas o seu interesse em vista (o que sinceramente acho ser o caso... está tão assustada com o seu regressar às aulas que não vê além do seu umbigo e isso vê-se pela forma como lida com os colegas e com tudo o que for relativo a aulas)...

Passei-me... para lá de "passei-me"... a minha vontade seria mandá-la pastar e não lhe gravar mais cd nenhum... no entanto pensei que assim, da próxima vez que alguém lhe oferecesse ajuda ela iria algemar-se a essa pessoa de modo a que a ajuda não fugisse... não entenderia a lição, presumiria que esta ajuda lhe tinha fugido não por ela ser abusada, mas sim porque ela tinha dado espaço de manobra demais (espaço?! demais...?!)... com vista à manutenção da sanidade mental pública (ou pelo menos dos meus colegas e futuros colegas), vou gravar-lhe o cd na mesma, mas já lhe dei uma senhora descompostura para ver se a adulta de 40 anos se comporta como tal e aprende a respeitar os outros...

Próxima vez que eu disser "coitada" ou "pena" ou o que fôr em relação ao emplastro, just shoot me... a sério!...

Brilliant minds think alike... others do not think at all...



Reparem que está escrito em inglês... e eu arrisco, inglês do outro lado do atlântico (porque sou politicamente incorrecta, e sou dada à esterotipificação)...

novembro 02, 2005

Walk with me into the night

Walk with me into the night, walk into my arms, to my side, by my side...
Walk with me into the night, do not fear the cold, do not fear the darkness, follow my gaze...
Walk with me into the night, accept the beauty of that which is not seen, not spoken nor named...
Walk with me into the night... hold my hand, hold my heart...

Spleepwalking is now a fashion hit!

Me + good night's sleep = *crrr* do not compute
Me = sleepy...
Me + baggy eyes = low self esteem related depression
Me + depression = terminal insomnia
Me + insomnia = nervous wreck
Me + nervous wreck = normal state of mind with increased taxi driver-intolerance
Me + taxi driver-intolerance = what's new?!

Me + "please return me to my kind... spaceship parked at the station" sign = the stupidest post's conclusion ever