maio 05, 2008

Eu e a neurocirurgia - parte uma de muitas

Como será espectável mantenho o sentimento de inadequação. Porque sou conscienciosa, e porque de algum modo os graúdos por vezes apreciam denotar essa inadequação, mesmo que em tom de brincadeira, de provocação. Aceito-as, até porque não tenho o que mais fazer quanto a elas, pois sei serem verdadeiras.

Não admito no entanto que a chacota do serviço por ser ignorante, pouco estudioso e em termos genéricos só fazer merda a operar questione a minha inteligência. Que o fez e depois ainda tentou justificá-lo, como fazendo parte do "entrar com os novos internos"... entrar com ou nos, não me foi bem claro, mas a minha posição quanto a "entradas" é mais que clara.

Enfim, pormenores... tendo em conta que ao fim de 3 meses, foi a primeira situação em que torci o nariz a alguma coisa, sendo que o meu nariz por vezes parece estar naturalmente torcido, acho que é um óptimo presságio quanto à minha capacidade de adaptação.

Elogios vou recebendo alguns, menos parcos que as minhas capacidades (felizmente, que sem reforço positivo facilmente me deprimiria...), mas nenhum me soube tão bem quanto aquele que na prática não vale nada. A mãe de uma doente, que me garantiu que eu iria ser uma excelente especialista... na verdade não fiz nada senão ser atenciosa para com ela e explicar-lhe tudo o que ia acontecendo e o que esperar a cada momento.
No fundo não fui grande médica, fui simplesmente humana, que parece ser uma característica que se deve perder na razão directa da aquisição de conhecimentos.

E assim se confirma que nem tudo o que nos ensinam deve ser aprendido.

Pantones

Só porque sim, só porque cair existe para que nos possamos levantar...
Há 1 mês tomei o meu primeiro banho de mar (dia 12 de abril mais precisamente).
Levei o canito da minha mãe a passear na praia com o meu amigo R., que me levou a fazer um programa que achou que eu iria gostar. E gostei. E o canito gostou também.

Na 3ª feira seguinte lá fui eu novamente. De saída de banco fui para a praia. Novo banho.

Dizem as más linguas que a água estava intragavelmente fria. Digo eu que tenho tradição de nunca me negar a um banho de mar, esteja a temperatura que estiver, seja o mar qual for (mesmo que o nosso ranhosito da costa da caparica).

Este fim de semana mais gordito, aproveitei para ir ao algarve, ganhar cor, ou tingir-me mais precisamente, pois que estou preta (re)tinta. Pois que por vezes (quase sempre) basta isso para me sentir um nadinha bem.

abril 17, 2008

Só às paredes confesso

Adquiri um hábito, com os meus 11-12 anos, de escrevinhar tudo o que sentia e pensava. Esse hábito foi caindo em desuso à medida que adquiri a capacidade absolutamente banal (mas para mim sobre-humana) de falar com outras pessoas, amigos... exteriorizar o que se pensa e se sente não num papel ou com uma parede, mas com alguém com capacidade de resposta, quanto mais não seja de anuência.

E agora volto a esse hábito. Mesmo sabendo que há quem leia o que escrevo, mesmo sabendo que alguns desses interlocutores por direito que escolho abnegar vão ler o que escrevo, mesmo assim volto a este hábito. Porque não sei como o dizer, não sei como fazer as palavras sair. Enrolam-se-me na boca, afloram os lábios com uma inspiração profunda, mas quase nunca saem, quase nunca há o timing, quase nunca o silêncio é longo o suficiente para me dar espaço.

abril 12, 2008

Wild bore

Canso-me, de me esconder de mim mesma... chega ao ponto de me surpreender a mim mesma quanto a quem sou.

Queria ser previsível, mais previsível... sempre achei isso um defeito e a complexidade uma virtude. Hoje acho surpreendente perceber que estava errada.

Sonhei contigo, na verdade tive um pesadelo contigo... não estavas bem. Não me lembro, mas lembro-me da angústia de acordar por não querer encarar que não estavas bem... não é possível que assim seja, sei que não. Se há coisa que tenho como certa é que se alguém merece estar bem és tu, por tudo o que fizeste e por tudo o que passaste, pelo tanto que te amamos.

O sonho deve-se a ideias de pessoas delirantes, doidas na verdade... que uma vez mais guardei em mim. Para os proteger... guardo-me em mim também, porque tudo isto fica entre mim e eu mesma. Sinto-me cada vez mais sozinha de tão fechada. Tenho saudades da tua mão quente e grande suficiente para me fazer concha à cara, tenho saudades de pousar a cara nela... não precisava de mais nada.

abril 08, 2008

Faltam-me as memórias

Lembranças vagas, momentos fugidios... por vezes em flashes, por vezes um momento inteiro me ocorre. Custa-me que o mais marcante, e aquilo que mais facilmente me ocorre sejam estes 6 anos.

Invejo por vezes os meus irmãos, que tiveram uma vida inteira adulta para absorver tudo... tirando aquilo de que não tenho grande memória ou pelo menos muito bem definida, tirando a presença central e marcante (pela negativa na maioria dos casos) da minha mãe, pouco resta... resta uma adolescência em que me alheei de todos e ficaste tu, mas nem dessa retenho memórias definidas.

Tenho episódios, tenho expressões, tenho momentos... tenho abraços, tenho carinhos, tenho olhares... não te tenho a ti. E isso custa-me...

Sinto que me escapas por entre os dedos. Sinto que as fímbrias de memórias que tenho, também elas se desvanecerão. E isso custa-me, custa-me tanto...
Tenho necessidade de ouvir falar de ti, tenho necessidade de te sentir, mesmo que por interposta pessoa... espero que vejas que isso acontece, espero que vejas que aquilo que sempre me pediste está a acontecer por ti... por tua causa estamos mais próximos. E teria que ser assim, porque sempre foi...

Nunca pensei que me custasse tanto, sempre pensei estar preparada, sempre pensei estar à espera, sempre pensei quase o desejar (por ti), sempre pensei conseguir ser fria o suficiente para distinguir o racional do emocional... e não sou. Não consigo. Sei que te queria ter aqui. Sei que faria tudo de maneira diferente. Sei que não me é dada essa oportunidade e isso custa-me...

So dear friend

Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.

Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.

Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria. Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.

Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.


Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.



Oscar Wilde

março 28, 2008

Entre nós os dois

Não cabe num cartão, nem cabe aqui... não cabe em palavras. As que toscamente esbocei nunca te deram a real noção.

Espero, infelizmente não consigo crer com certeza, mas espero realmente que agora consigas perceber.. tu nunca acreditaste e eu sempre questiono, mas algures no espaço e no tempo tu agora percebes, o que tantas vezes escrevi e algumas te dei a ler, o que tantas vezes pensei e senti.

Sempre acreditei que eras tu que me conseguias ler... os dois calados por feitio, tu entendias a minha linguagem muda. Há 6 anos que tenho saudades tuas, estupidamente pensei que só elas me restavam. Agora tenho saudades do que nem cheguei a viver nestes 6 anos... e por isso desculpa-me.

E tudo o resto que fica entre nós...

março 15, 2008

A vida depois de...

Ina pá... ele há dias em que tudo nos passa pela cabeça e algures se encontra um outlet para tanta informação, vezes demais errante e como tal errática... ele há dias em que só queremos etiquetas, gavetas, caixinhas.
Este é (mais) um desses dias. Tenho andado com esse espírito. Certamente porque tanta coisa acontece ao mesmo tempo, tanta coisa tenho pendente ou nas prioridades imediatas que me perco.

Começar a especialidade, suponho eu, é um recomeço para todos. Sentirmo-nos vacilantes, inaptos, muito bebés... a minha é capaz de ser uma das mais mázinhas neste aspecto. Sinto que dos 6 anos de estudo, pouco se retira que ajude neste momento. Assim sendo tenho que reaprender a anatomia, tenho que aprender uma série de coisas que desconhecia, tenho que estudar até cair para o lado à noite. A única boa notícia é que afinal tenho mais tempo livre do que pensava, porque os neurocirurgiões, tal como todos os outros cirurgiões diga-se, não passam muito tempo no hospital. A única diferença é que as cirurgias são mais longas e eventualmente 1 ou 2 vezes por semana fico para além do meu horário por estar no bloco... nos restantes, a hora de almoço (que pode chegar até às 4pm) é a charneira, o que me dá tempo para ginásio, para chegar a casa, estudar até dormir... isto para no dia seguinte levar uma rabecada por não saber qualquer outra coisa que não vinha a propósito de nada, e como tal não foi estudada na noite anterior.

O ambiente é óptimo, as pessoas simpáticas, a vontade de ensinar é mais que muita. Não me queixo nesse aspecto. Tenho sim o peso de todos os calhamaços que tenho que ler, e pior, tenho ainda que comprar, sobre os ombros...

Não estou acostumada a sentir-me ignorante, e de facto é assim que sinto dia após dia. De vez em quando as coisas correm mais ao meu usual e sinto-me bem comigo mesma. Já noto diferenças entre o 1º dia e este 40º qualquer coisa...

Outra coisa a que não estou acostumada são os bancos de 24h... alguém deveria ir para o inferno por ter tido tal ideia estúpida. 24h a trabalhar é incomportável, muito menos em profissões em que o erro é intolerável ou inadmissível. Quem foi o idiota que se lembrou disso, hein?!

Mas tem tudo o resto. O fascínio de voltar a aprender... não é tão grande quando se mantém fixado o tanto que se tem para aprender, mas dá na mesma um certo prazer. O olhar para trás e ver um percurso, pequenino, mas onde vemos as nossas próprias passadas. As primeiras oportunidades de intervir, as primeiras intervenções e as primeiras pequenas sensações de autonomia... o poder prescindir da sinceridade perene (e necessária, convenhamos) de dizer "não sei", para responder a uma qualquer pergunta que faça um colega de outra especialidade, uma enfermeira, um tutor... isto partindo do pressuposto que se dá a resposta só quando se tem a certeza de que é a correcta! Convem!!... É que nem todos sabem tão bem quanto nós o quão maçaricos somos... alguns, incautos, até olham para nós e pensam "maçarico ou não é a especialidade que está a tirar, mais do que eu disto sabe de certeza"... olhe que não, olhe que não!!...

E com isto vem mais um ponto negativo. Sinto-me a morrer para o mundo extra-hospital, extra-especialidade... não leio um livro desde que comecei a estudar para a especialidade (excepto, obviamente, livros relacionados com o que estudo), não vou ao teatro ou a uma exposição ou a qualquer coisa de medianamente cultural há quase 1 ano, excepção feita a um ou outro concerto. E custa-me... sinto-me esmorecer em tudo o resto enquanto cresço naquilo em que temo que me venha a tornar. Pressinto mais uma crise de meia-idade, em que me sinto desinteressante e desinteressada... pressinto... convenhamos, está instalada de pedra e cal.

Sinto que perco a ligação com as pessoas mais distantes, aquelas que são nossas amigas e vemos de tempos a tempos, que não são parte do nosso quotidiano mas que quando estão por perto encontramos com gosto... sinto que a inadequação é também característica dessa situação.

Basicamente estou cansada... cansada de lutar contra tudo o que não quero que aconteça em consequência de... e acho que isso significa que vou mesmo deixar de lutar. A vida é assim, nem sempre toma o rumo que queremos, nem sempre pára para descansar quando mais nos doem as pernas ou mais nos falta o ar.

A solução é mais ginásio e deixar de fumar... ok, então a solução é ginásio e champix... ok, a solução é então ginásio, champix e omeprazol! Fixe...

janeiro 28, 2008

T - 3 days and counting!

Está quasi quasi...

Meu querido mês de Janeiro

Ano novo cheio de atitude positiva e espírito empreendedor... o segredo diz que se deve ser positivo, se a nossa vida é uma merda, não haverá certamente merda mais perfumada!

Pois então de me assaltarem o carro tiro como lado positivo o ter um vidro novo, lindo... de me roubarem o meu saco de ginásio adorado, com os meus ténis adorados e restante equipamento de ginásio e artigos de higiene, tiro a oportunidade de comprar tudo novo (?!... para mim tem mesmo um lado positivo...)... de me roubarem o ipod, tenho que posso comprar um novo, giríssimo e muito mais pequenino e portátil ( meu já agora...)...

A vida tem de facto tanto para nos dar, basta querermos ver... ...

dezembro 02, 2007

Noblesse oblige

Eu tive que ouvir falar bem de Herbalife, 3 horas!... 3 horas de agonia, a assistir a uma venda, a ouvir chavão após chavão, a ouvir barbaridades, a ouvir banhas de cobra, a ouvir atrocidades que espetavam faca após faca no âmago do meu serzinho com crenças científicas (e baseadas na realidade, digamos)...

Tive ainda direito a um vislumbre da teoria de conspiração favorita destas instituições: o mundialmente conhecido e renomado (?!?) lobby do fast food-médicos-indústria farmacêutica... uma pérola... mas portei-me como uma senhora, ouvi e calei e fumei fumei fumei... lutei contra a minha crença interior de que consigo mudar o mundo pessoa a pessoa. Sinceramente porque tive a real noção de que não valeria a pena, porque nenhum dos meus interlocutores iria sequer perceber o que eu estava a dizer (formatação é isto mesmo)... e se me custa a mim encarar um "não vale a pena".

novembro 22, 2007

It's a kind of magic...

... a reacção dos miúdos, o sorriso deles... be still my heart...

Answering service

Enviou um e-mail para o Pai Natal.
Fui de férias e encontro-me ausente do escritório até ao dia 26 de Dezembro.
I'm on vacation and will be out of office till December 26.

PS: leite e bolachinhas!? Se ainda fosse um queijinho e uma vinhaça...

Como é que se resiste a isto?!

Queridos "Tios" Natal,

Este ano nós fomos uns meninos muito bonzinhos!! Obedecemos (quase) sempre à
mamã, (quase) nunca fazemos birras, (quase) nunca nos zangamos enquanto estamos
a brincar e somos sempre muito educados!
A mamã e o papá disseram-nos que os meninos bonitos ganham muitas prendas. Nós
achamos que vamos ganhar mesmo muitas prendas porque somos mesmo, mesmo giros!!!

Como ainda não sabemos escrever, pedimos à mamã que nos ajudasse. Achámos mais
seguro escrever uma carta... a mamã disse que ia mandar um mail para o polo
Norte mas nós não percebemos muito bem como é que as letras andam sozinhas no
ar... dissemos à mamã que queríamos ir aos correios pôr a carta "na caixinha
encanada das cartas".

Mas vamos às prendas!!!!
Rodrigo:
- eu queria um kispo azul, com capuz... tamanho 5 ou 6 anos Pai Natal. Sim que
eu já sou muito "gande e quescido"
- queria também um carro com comando á distância
- também gosto muito de ouvir contar histórias.. mas eu lá em casa só tenho
livros do Nody!! Eu gosto muito do nody mas queria ter assim uns livros das
1001 noites
- outra coisa que eu gostava muito, Pai Natal, era de um fato do Peter Pan... a
mamã disse-me que este ano eu podia mascarar-me. A Dadá vai de Banca de Neve,
eu queria ir de Cindelela mas a mamã disse-me que não podia ser... não percebi
lá muito bem mas ela disse qualquer coisa sobre as freiras terem um ataque...
ataque de quê? só se for de rir por eu ser uma linda Cindelela. Mas ponto...
vou de Peter Pan..
- também gostava de uma mala do Dr. Picas. A minha tá toda estagada e agora não
posso dar picas aos doentes!

Dadá:
- eu gostava muito de ter mais 2 dvd's do ruca.. é que eu só tenho 1 lá em casa
e já o vi ..olha, nem sei quantas vezes!
- também queria ter mais "necos" da little people.,. acho que são de uma marca
que se chama fisher price. Nós já temos o aeroporto e o hospital+quartel de
bombeiros.. mas acho que há a quinta e casas e muitos necos mais
- queria também uma fantasia de Branca de Neve
- também posso ter + 1 nenuco e legos e comidas para a cozinha que os tios me
"ofereceram" nos anos

Muitos beijinhos Pai Natal!! Nós vamos-te deixar um copo de leite e umas
bolachas para tu comeres, quando vieres cá deixar as pendas do Bé e da Dá!!!

PS - a mamã manda dizer que nós não queremos tintas e plasticinas.. diz que
ainda temos muitas... e que sujam a casa.. tontices de quescidos!...

novembro 20, 2007

And the winner is

Aprendiz de Egas Moniz!!
Keep your skulls where I can see them!

novembro 17, 2007

Ele há pessoas estúpidas...


O Palácio de São Bento, também conhecido por Assembleia da República, é um enorme edíficio de estilo neoclássico situado em Lisboa, sendo a sede do Parlamento Português desde a dissolução das ordens religiosas em 1834. Foi construído em finais do século XVI como mosteiro beneditino (Mosteiro de S. Bento da Saúde).

Ao longo dos séc. XIX e séc. XX foi sofrendo uma série de grandes obras de remodelação interiores e exteriores, o que tornou o edifício actual quase completamente distinto do antigo Mosteiro.

O interior é igualmente grandioso, repleto de alas e de obras de arte de diferentes épocas da história de Portugal.

Depois da implantação do regime liberal tornou-se sede do Parlamento e passou a ser conhecido por Palácio das Cortes.

Conforme a denominação oficial do parlamento, também o palácio teve várias denominações: Palácio das Cortes, Palácio do Congresso e Palácio da Assembleia Nacional. Actualmente adoptou-se a designação de Palácio de S. Bento em memória do antigo convento, sendo a sede da Assembleia da República.

Nas traseiras do edifício principal, em terrenos outrora do Mosteiro, situa-se um palacete mandado construir em 1877 por Joaquim Machado Cayres para sua residência. Durante o Estado Novo em 1937 este foi adquirido pelo Estado através de expropriação, para nele instalar a Residência Oficial do Presidente do Conselho de Ministros que embora se tenha mudado em 1938 só um ano mais tarde, em Abril de 1939 processa a inauguração oficial do novo uso do palacete.

Este continua ainda hoje a ser a residência oficial do Primeiro-Ministro. Muitas vezes, por desconhecimento, a comunicação social refere-se também a este palacete como Palácio de S. Bento, sendo que a melhor designação seria Residência Oficial do Primeiro-Ministro.

O palácio foi classificado como Monumento Nacional em 2002.

novembro 15, 2007

Coisas interessantes

Enquanto se ripam cd's vários e presumindo que já não se têm mails para ler, notícias para cuscar, paciência para conversar no msn, aqui fica uma sugestão...
um qualquer momento do dia em que formulámos a questão "o quê?" ou o menos eloquente "hã?!", se o conseguirmos recordar, pode ser o início de uma interessante viagem. Ganha-se o vício de apontar pequenos rabiscos na mão, no moleskine, no pda, no telemóvel, ou (para aqueles mais ousados) na memória... apontamentos esses que depois levamos à wikipedia para horas intermináveis de folia! Quem disse que ler enciclopédias não era divertido?!... muita gente certamente, mas não sabiam do que falavam!

A pesquisa mais recente, e a propósito de um trailer de um concurso de televisão, que acho interessante apenas pelo facto de substantivos colectivos como "rancho", "manada", "matilha" e "bando" não darem para descrever todo e qualquer tipo de ajuntamento intraclasse, por muito que assim se pretenda por vezes... e porque viver não é só recordar, é sobretudo aprender:

Lista de substantivos colectivos de animais
Alcatéia - de lobos
Bando - de pássaros ou aves
Boiada - de bois
Cardume - de peixes
Cáfila - de Camelos (quando enfileirados)
Enxame - de abelhas
Escola - de cetáceos
Fato - de cabras
Fauna - de animais de uma região
Manada - de bovideos ou vacatória (victória)outros animais selvagens
Matilha - de canídeos
Ninhada - de filhotes, de pintos
Nuvem - de gafanhotos, de mosquitos, de gatos
Panapaná - de borboletas
Rebanho - de gado, de ovelhas ,de cabras
Tropa - de burros, de cavalos
Vara - de porcos
Canzoada - de cães
Girândola - de fogos de artifício
Revoada - de aves em vôo: pardais, pombos, etc.
Trompa - de Lhamas

Fica por saber que nome dar a um conjunto de camelos desordenados... (sugerem-se-me alguns... *risos*)

in wikipedia

novembro 03, 2007

Read all about it

Promove-se a iniciativa de intercâmbio de informações sobre hospitais e especialidades. Certo é, que não conhecendo eu as pessoas que eventualmente sugiram alguma coisa, e sendo eu paranóica como sou, não vou ligar rigorosamente nada ao que for escrito, porque vou julgar ser uma táctica de diversão em relação ao verdadeiro pote de ouro (ou seja a verdadeira "boa vaga", como se diz na gíria... sei lá qual gíria, mas é uma coisa que se diz!)...

Serve isto que se assemelha a um post, portanto, apenas para por todos de sobreaviso que a partir de agora não temos amigos que sejam colegas, a menos que sejam aqueles que sempre foram mais amigos que colegas...

E isto levanta-me uma questão: eu devo ter ar de ser uma grande cabra e acho sinceramente que as pessoas acabam por se surpreender quando me conhecem. Não que isso seja mau, mas faz-me pensar... o que é que eu faço para criar essa 1ªimpressão? Sou mal encarada?... pois que não sei, pois que o R. diz que toda a gente me adora quando me conhece, pois que não faço sentido de mim mesma... mas também agora isso de nada interessa, não consigo parar de pensar na escolha... oh deus, sou e estou obcecada. E os pensamentos ocorrem-me em catadupla, sinto-me acelerada e tento escrever o que penso e me ocorre ao ritmo a que me ocorre... mas já percebi que é impossível... 'bora ao bairro!

Futilidades afins

De há um ano para cá tornei-me fã acérrima da fotodepilação... resolvi alargar horizontes, como quem diz desbravar terreno, como quem diz partir à conquista de novos territórios... como quem diz, não vou aprofundar mais!

Tão acérrima da fotodepilação que fotodepilei a cabeça... estou carequinha! Bom... em perspectiva realista não estou careca, mas certo é que não tinha o cabelo tão curto pelo menos desde os meus 3 anos! E não é que continuo a não gostar? Os 24 anos que se passaram de permeio tinham uma razão de ser... procura-se cabeleireiro que não seja guloso com o cabelo alheio (mas volto ao mesmo, como sempre fiz por mais desgostosa que estivesse com a perda súbita de comprimento)!

ataque de enfarte de coração de miocárdio aos 35 anos

fornicatorum do catano... isto não dá descanso!
Quando se consegue finalmente recalcar as coisas ao ponto de não nos incomodarem verdadeiramente, serem apenas mais uma lembrança recorrente que provoca algum sofrimento ou ansiedade, mas tudo na base do controlável... é quando chegamos a este ponto que nos tiram o tapete debaixo dos pés, que brincam connosco e ultrapassam os prazos por eles mesmos estabelecidos, e quando já esperamos um atraso muito maior que vá implicar alteração de muito mais coisas, inclusivé das férias já planeadas, eis senão quando os sacanas publicam o mapa de vagas!

Isto já quase que se assemelha a competência, ninguém me preparou para isto!!...

E com o coração constantemente a mil, tenho agora a difícil decisão em mãos... por um lado ainda bem que não sou a primeira a escolher... por outros, ainda bem que há muitas vagas de pediatria e espero que todos antes de mim as queiram, ainda bem que há bastantes vagas de dermatologia, oftalmologia e assim... como não pensar, a cada segundo que passa, o que é que será que vai sobrar para mim?!

É que tanto posso ter boas especialidades, como posso estar em consonância com todos os que me antecedem... afinal, 300 e tal cabeças podem realmente pensar em consonância! Era uma coincidência daquelas, mas sabe-se lá...

Enfim... preciso de ansiolíticos, tomáveis, bebíveis ou fumáveis, porque senão nem chego ao dia de escolha...

Entretanto, quero mesmo muito conseguir arranjar passagem para pipa na próxima semana, tá?! Preciso muito de me distrair, como bem se compreende, e nada melhor que uma conservação em alcoól e sol para isso. Qualquer desilusão se enfrenta melhor com uma bonita tez dourada na pele... fútil, sim, mas tenho que me agarrar a alguma coisa.