Alguém que me explique porque é concebido como "um dia de gaja" ir a depilações e cabeleireiros e afins...
Depois de esturricar as pernas no laser e sofrer o que não desejo a ninguém, fui perder 2h a lavar e cortar e esticar e secar e brushar.
Não me sinto particularmente restabelecida, não me sinto particularmente evax (feliz por ser mulher)... o imbecil que inventou este conceito só pode ser homem e misógino.
fevereiro 27, 2009
Dalila
Continuo com os 60cm, bem esticados.
Força ainda tenho, mas daqui por uns dias não garanto passar nas portas do metro. Felizmente amanhã chove... é que "o problema desta casa é a humidadi"
Força ainda tenho, mas daqui por uns dias não garanto passar nas portas do metro. Felizmente amanhã chove... é que "o problema desta casa é a humidadi"
fevereiro 26, 2009
Pros nos vérbios
Todos conhecemos provérbios ou dizeres que não fazem sentido nenhum... afinal fazem, nós é que os dizemos mal.
E porque aprender é sempre um prazer...
Popularmente diz-se: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro.'
O correcto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.'
'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.''
Enquanto o correcto é: 'Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
'Cor de burro quando foge.'
O correcto é: 'Corro de burro quando foge!'
Outro, que todos dizem de uma maneira errada: 'Quem tem boca vai a Roma.'
O correcto é: 'Quem tem boca vaia Roma.'
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correcto é: 'Esculpido em Carrara.'
Mais um famoso...: 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correcto é: 'Quem não tem cão, caça como gato'... ou seja, sozinho!
E porque aprender é sempre um prazer...
Popularmente diz-se: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro.'
O correcto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.'
'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.''
Enquanto o correcto é: 'Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
'Cor de burro quando foge.'
O correcto é: 'Corro de burro quando foge!'
Outro, que todos dizem de uma maneira errada: 'Quem tem boca vai a Roma.'
O correcto é: 'Quem tem boca vaia Roma.'
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correcto é: 'Esculpido em Carrara.'
Mais um famoso...: 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correcto é: 'Quem não tem cão, caça como gato'... ou seja, sozinho!
Sansão
Renego o meu poder.
Ao fim de mais de um ano, com mais de 60cm de maior comprimento, chegou o dia...
Ao fim de mais de um ano, com mais de 60cm de maior comprimento, chegou o dia...
fevereiro 24, 2009
Nights of solitude
Não há palavra para traduzir "solitude" no léxico português. Infelizmente "solidão" traz um estigma de que o "solitude" não padece.
Pode-se estar em solidão e confortável com isso, mas o português não parece querer honrar essa distinção.
Hoje, no entanto, não é o caso. Nos últimos tempos para ser sincera. Ando a lidar mal com a solidão (essa mesma). Sem solitude...
Sempre que saio de perto de um grupo e me vejo sozinha, sinto-me efectivamente sozinha. E isso é estranho em mim, deixei de saber apreciar os meus momentos comigo mesma.
É possível que não me considere grande companhia...
Pode-se estar em solidão e confortável com isso, mas o português não parece querer honrar essa distinção.
Hoje, no entanto, não é o caso. Nos últimos tempos para ser sincera. Ando a lidar mal com a solidão (essa mesma). Sem solitude...
Sempre que saio de perto de um grupo e me vejo sozinha, sinto-me efectivamente sozinha. E isso é estranho em mim, deixei de saber apreciar os meus momentos comigo mesma.
É possível que não me considere grande companhia...
fevereiro 12, 2009
Quando o luxo vem sem etiqueta
O tipo desce à estação de metro de jeans, t-shirt e boné, encosta-se perto da entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, na hora rush matinal.
Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam meros 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres em passo rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
Estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour.
Somente uma mulher reconheceu a música...
Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam meros 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres em passo rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
Estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour.
Somente uma mulher reconheceu a música...
fevereiro 08, 2009
fevereiro 01, 2009
Correr por uma pechincha
Comprei um sofá magnífico... não cabia na porta... tenho uma sala enorme, com uma poltrona, apenas!
O sofá magnífico e baratíssimo (uma verdadeira "oportunidade") vai-me sair por mais €68 do transporte não executado do Ikea e ainda €120 da empresa que tive que contratar à parte... uma pechincha!
O sofá magnífico e baratíssimo (uma verdadeira "oportunidade") vai-me sair por mais €68 do transporte não executado do Ikea e ainda €120 da empresa que tive que contratar à parte... uma pechincha!
Why god?
Passei esta última semana em casa dos meus pais, voltar a viver com a minha mãe... isto porque a minha irmã e o meu cunhado foram passar férias para a neve e deixaram os miúdos, doentes, em casa da minha mãe com a condição de eu também ir para lá. Sou trouxa e fui, até de coração aberto.
Digamos que é nestes momentos que as nossas pequenas conquistas nos sabem a mel, e é nestes momentos que todos os arrependimentos que por vezes nos passam pela cabeça por não estarmos a poupar dinheiro em casa dos pais se desvanecem.
Ao final desta semana, e depois de a minha sobrinha ter tido um episódio de insuficiência respiratória aguda, e perante a apatia e indiferença da minha mãe tudo ter sido demais para mim, consegui ser deserdada.
Alvíçaras!
Digamos que é nestes momentos que as nossas pequenas conquistas nos sabem a mel, e é nestes momentos que todos os arrependimentos que por vezes nos passam pela cabeça por não estarmos a poupar dinheiro em casa dos pais se desvanecem.
Ao final desta semana, e depois de a minha sobrinha ter tido um episódio de insuficiência respiratória aguda, e perante a apatia e indiferença da minha mãe tudo ter sido demais para mim, consegui ser deserdada.
Alvíçaras!
janeiro 23, 2009
janeiro 18, 2009
Ansiolíticos
Ontem reencontrei o prazer de conduzir, passados quase 10 anos... consegui conduzir, calma, a gozar o momento. Porque sempre gostei de conduzir, mas nos últimos anos não o tenho sentido... apenas a irritação de lidar dia após dia com anormais que atentam contra a minha segurança.
Ontem, de antena 2 em punho à toada de Rimsky-Korsakov (e nem por isso o mais indicado), não me importei com nada disso... não quis saber qual era a faixa que andava mais depressa, não quis pressionar ninguém para deslargar a faixa da esquerda, não tive qualquer necessidade de ensinar ninguém conduzir... e reaprendi a gostar de o fazer.
Ontem, de antena 2 em punho à toada de Rimsky-Korsakov (e nem por isso o mais indicado), não me importei com nada disso... não quis saber qual era a faixa que andava mais depressa, não quis pressionar ninguém para deslargar a faixa da esquerda, não tive qualquer necessidade de ensinar ninguém conduzir... e reaprendi a gostar de o fazer.
janeiro 17, 2009
Saídas de banco
São agradáveis e tal... mas o que fazer quando a noite foi descansada, chegamos a casa às 9am, sem sono e não temos nada que fazer? É que sábados de manhã não são momentos de utilidade... ninguém faz nada aos sábados de manhã.
Não sei se me vá enfiar na fnac, se me vá enfiar num centro comercial à procura de roupa que preciso de comprar, se vá apanhar frio para a rua só porque sim...
Não sei se me vá enfiar na fnac, se me vá enfiar num centro comercial à procura de roupa que preciso de comprar, se vá apanhar frio para a rua só porque sim...
Bela fama
Ontem uma senhora abordou-me na rua do hospital, a pedir-me ajuda para encontrar a mãe dela. Não sabia em que serviço estava, sabia apenas que tinha estado no serviço de urgências. Quando foi lá saber da mãe mandaram-na dar uma volta ao hospital à procura da senhora...
Ela encontrou-me precisamente do outro lado do hospital, onde não me soube dizer nada que me orientasse. Perguntei-lhe porque é que a mãe tinha vindo ao hospital, de que se queixava... dado que pelas queixas ou estaria no meu serviço (e eu sabia que não estava) ou num outro, fui com ela a esse serviço.
A doente não estava lá. Procurei no sistema, e a senhora tinha tido alta há 2h do serviço de urgência geral... isto no sistema, porque provavelmente estava numa cadeira qualquer, provavelmente já com o epítet "caso social". Lá encaminhei a senhora, com indicações para falar com os administrativos e com as folhas que lhe dei na mão obrigá-los a encontrar-lhe a mãe.
Quando voltei ao serviço onde tinha sido chamada, a copeira e a auxiliar de acção médica saíram-se com esta:
- Ai Sra. Dra., isso já não há...
- Desculpe?...
- Isso que a Sra. Dra. fez... isso já não se faz. Parar o seu trabalho e andar a ajudar aquela senhora assim.. acho que faz muito bem e que Deus a ajude em tudo quanto lhe vier pela frente.
Ri-me, agradeci, fiquei toda orgulhosa de mim mesma (babada na verdade)... mas depois fiquei a pensar... que raio de fama têm os médicos. O que é que custa fazer o que fiz, sinceramente? É assim tão frequente virar as costas a uma pessoa que nos pede ajuda a encontrar a mãe que estará algures no hospital que nós conhecemos bem e onde nos sabemos mover?
E não me senti superior ou bem comigo mesma por não ser assim... senti-me triste.
Ela encontrou-me precisamente do outro lado do hospital, onde não me soube dizer nada que me orientasse. Perguntei-lhe porque é que a mãe tinha vindo ao hospital, de que se queixava... dado que pelas queixas ou estaria no meu serviço (e eu sabia que não estava) ou num outro, fui com ela a esse serviço.
A doente não estava lá. Procurei no sistema, e a senhora tinha tido alta há 2h do serviço de urgência geral... isto no sistema, porque provavelmente estava numa cadeira qualquer, provavelmente já com o epítet "caso social". Lá encaminhei a senhora, com indicações para falar com os administrativos e com as folhas que lhe dei na mão obrigá-los a encontrar-lhe a mãe.
Quando voltei ao serviço onde tinha sido chamada, a copeira e a auxiliar de acção médica saíram-se com esta:
- Ai Sra. Dra., isso já não há...
- Desculpe?...
- Isso que a Sra. Dra. fez... isso já não se faz. Parar o seu trabalho e andar a ajudar aquela senhora assim.. acho que faz muito bem e que Deus a ajude em tudo quanto lhe vier pela frente.
Ri-me, agradeci, fiquei toda orgulhosa de mim mesma (babada na verdade)... mas depois fiquei a pensar... que raio de fama têm os médicos. O que é que custa fazer o que fiz, sinceramente? É assim tão frequente virar as costas a uma pessoa que nos pede ajuda a encontrar a mãe que estará algures no hospital que nós conhecemos bem e onde nos sabemos mover?
E não me senti superior ou bem comigo mesma por não ser assim... senti-me triste.
Etiquetas:
Me on everything else,
Me on me,
Me on work
E ainda
Profissionalmente é em 2009 que vou ser reconhecida... somando os 2 posts anteriores, percebe-se que isso é uma coisa (a única eventualmente) positiva que me espera neste ano.
Certo é que eu sou reconhecida profissionalmente todos os dias... só não pelas pessoas certas. Todos me têm um apreço e reconhecimento de capacidades e até conhecimento, excepto os do meu serviço, nomeadamente o meu tutor (salvo muy raras excepções). Incomoda-me, mas começo a pensar que se calhar o problema não é meu...
Certo é que eu sou reconhecida profissionalmente todos os dias... só não pelas pessoas certas. Todos me têm um apreço e reconhecimento de capacidades e até conhecimento, excepto os do meu serviço, nomeadamente o meu tutor (salvo muy raras excepções). Incomoda-me, mas começo a pensar que se calhar o problema não é meu...
Não, agora a sério
Diz que 2009 vai ser um ano em muito (para mim e afins virginianos, para quem gosta/engole estas coisas) semelhante a 2008, visto que acaba o processo iniciado nesse ano. Um processo de revolução, de instabilidade no adquirido... em todos os campos (emocional, financeiro) excepto o profissional.
Sendo que 2008 ficará para sempre na memória como um ano de merda, pensar que 2009 o continua na mesma tónica é no mínimo desesperante.
Sendo que 2008 ficará para sempre na memória como um ano de merda, pensar que 2009 o continua na mesma tónica é no mínimo desesperante.
Reza-te a sina
Não sei porque tenho esta necessidade de agradar e impressionar... passo a vida a desiludir-me por não me reconhecerem valor, simplesmente porque preciso que o façam.
janeiro 15, 2009
(In)significâncias
Já é a segunda vez que tenho um sonho semelhante. No primeiro, apanhava um qualquer comboio necessário para chegar a uma ponta de Lisboa (??), enganava-me na saída e tinha que trocar em Citius para sair na paragem certa (a anterior).
Neste, no mesmo comboio, acompanhada de dois amigos que seguiam noutra carruagem (nos sonhos há coisas assim... não era por ausência de espaço). Segundos antes da paragem pretendida, mais uma vez Citius, disseram-me que era ali que saíamos... arrumar tudo à pressa, com mochila do interrail e tudo, a pôr todas as malas na gare com as pessoas a entrar no comboio e a serem incapazes de se desviarem... quando ia a pôr a última mala na gare e sair, a porta fechou-se e o comboio começou a andar... abri a porta preparada para sair em andamento mas já não havia plataforma, o comboio não tinha degraus e os carris ficavam muito a baixo do nível do comboio.
Não percebi o que queria isto dizer... a reacção das pessoas que voluntariamente só complicavam, a minha ansiedade (e sobretudo a ausência dela anteriormente, que me permitia ter tudo desarrumado segundos antes da possibilidade de ter que sair, nada característico meu...), o não haver plataforma ou a altura desmedida do combóio.
Por estranhar o facto de se repetir este contexto estranho da linha de combóio e da repetição do nome da estação:
citius - do latim mais rápido, mais célere; é também o nome do projecto de desmaterialização dos processos nos tribunais judiciais desenvolvido pelo Ministério da Justiça.
E...?
Neste, no mesmo comboio, acompanhada de dois amigos que seguiam noutra carruagem (nos sonhos há coisas assim... não era por ausência de espaço). Segundos antes da paragem pretendida, mais uma vez Citius, disseram-me que era ali que saíamos... arrumar tudo à pressa, com mochila do interrail e tudo, a pôr todas as malas na gare com as pessoas a entrar no comboio e a serem incapazes de se desviarem... quando ia a pôr a última mala na gare e sair, a porta fechou-se e o comboio começou a andar... abri a porta preparada para sair em andamento mas já não havia plataforma, o comboio não tinha degraus e os carris ficavam muito a baixo do nível do comboio.
Não percebi o que queria isto dizer... a reacção das pessoas que voluntariamente só complicavam, a minha ansiedade (e sobretudo a ausência dela anteriormente, que me permitia ter tudo desarrumado segundos antes da possibilidade de ter que sair, nada característico meu...), o não haver plataforma ou a altura desmedida do combóio.
Por estranhar o facto de se repetir este contexto estranho da linha de combóio e da repetição do nome da estação:
citius - do latim mais rápido, mais célere; é também o nome do projecto de desmaterialização dos processos nos tribunais judiciais desenvolvido pelo Ministério da Justiça.
E...?
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