janeiro 22, 2010

I ain't necessarily so

Top 20 reasons to date a doctor:

1. They have the tool (stethoscope )

2. They can give you the gift of "missing them" because they are always at work.

3. They can give you a free medical consultation (everyone's favourite)

4.You save yourself the embarrassment of going to a doctor with an infection!!

5. They are smart!!

6. They know their anatomy well (know what works and where)

7. They are wild party people in the weekends

8 . "Let's play doctor!"

9. They are well trained to listen.

10. They know how you feel, or at least pretend to!!

11 They always have a strange new story to tell.

12 They offer you a tissue when you feel like crying (it is a reflex).

13 They can stay up all night if you want them to.

14 They can guide you in the gym.

15 Money! (They work long hours for it)

16 Free medical samples!

17 They are unshockable

18 They know what you want to hear and say it!!

19 They always dress nice

20 They are trained in breaking bad news in a nice way

janeiro 04, 2010

Obsession

Sei que sim, não percebo porque é entendida como um defeito...

Tenho um problema com a justiça, com o cumprimento de regras, com a divisão equitativa. Provavelmente por ser irmã de 4, tenho esta febre e cegueira com estas situações.

Sou uma pessoa justa, rigorosa, cumpridora e quase que me sinto empossada do dever de fazer cumprir aos outros tudo aquilo que está estipulado.
O mundo será mais harmonioso e simpático de se viver nele se não houver chicos-espertos a encontrar loop-holes ao sistema. Um mundo justo é mais facilmente agradável para todos, porque ninguém se sente defraudado.

Mas o português não é assim. O português sabe que as regras existem para se tornearem, para se dobrarem um pouco. Uma regra não é uma linha, mas uma mancha cinzenta, indefinida de contornos.

Este reveillon fui confrontada com esta situação. Os jogos de tabuleiro foram criados para crianças. Para lhes ensinar a existência de regras que ditam comportamentos e acções. Para lhes ensinarem a cumprirem regras, a vencer pelos seus próprios méritos respeitando-as, estimular a competitividade sem batotas e artifícios... sem roubar a banca, sem jogar o dado 2ª vez porque ninguém reparou na 1ª, etc., etc.

Mas quando em crianças não se aprende, chega-se aos meados dos 20's-30's incapaz de se cumprir regras, a querer torneá-las. Muito bem, no espírito de ano novo e festa assente-se na maior latitude... mas quem gosta de regras tem que as cumprir, os restantes é que não, ok?!

Pois bem, em espírito de ano novo, vão à merda... e depois de tudo isto, ganhando, sou invariavelmente rotulada como má-perdedora. Porque ganho com regras escritas nos jogos mas que só eu devo cumprir, enquanto os outros fazem o regabofe que bem lhes apetecer.

Já começo a ficar um bocado farta de automaticamente não ter razão... só porque sim, só porque sou eu... mesmo que debatidos os factos e analisada a fundo a questão tenha sempre razão. Mas como sou eu e eu "tenho sempre razão" (mas única e exclusivamente de forma irónica), acabo por nunca ter razão.

Acaba por ser interessante...

Festividades

Natal, significância perene de nada. Felizmente já passou, não deixou marcas, boas ou más... apenas umas histórias engraçadas para serem contadas com um sorriso que não deixe adivinhar que o que se conta de algum modo nos afecta. Ninguém gosta de apanhar com as desgraças dos outros, nem mesmo aqueles que nos perguntam por elas...

Passaram-se também os dias de banco dia sim dia não, sobrevivi.

As obras avançam, muito lentamente, com atrasos sucessivos... caixilharias, chãos, afins... alguém que se compromete a instalar janelas a uma 3ªf e no fundo saber que o trabalho não estará concluído passadas 2 semanas, é uma coisa que me faz uma certa confusão.
Mas hoje marca o passo de meio das obras, já depois de passado o prazo previsto de conclusão... que delícia!

dezembro 15, 2009

Já fazia dieta

Uma mãe, muito ranhosa e com mau aspecto, vira-se para o filho imberbe (ou pouco e erraticamente-berbe), igualmente ranhoso e com mau aspecto (com o acréscimo do buço mal aparado):

- Oh "não-sei-quantos"... gostavas de trabalhar neste hospital, não gostavas?!... - a sorrir-se
- Não me importava!... - retorquiu o não-sei-quantos com ar alarve.

Passados alguns segundos percebi que este diálogo se devia à minha passagem.

Acho que a minha auto-estima já terá tido melhores dias, uma vez que quase que esta cena me arrancou um sorriso e ganhou direito a posta...

dezembro 06, 2009

Em qualquer obra no geral...



... observado in loco nas obras do Terreiro do Paço. A foto é meramente exemplificativa.
Assim se explicam os deslizes (ou avalanches) orçamentais e o não cumprimento de prazos (se quisermos ser muito ingénuos e achar que nada vai para o bolso de ninguém)...

novembro 24, 2009

novembro 03, 2009

In Holter we trust

1 (não 2, não 3, não - esconjuro - 30 mil) batimento anómalo em 24h... mais um milagre da Medicina!

O desespero dá a clareza de um pontapé nos rins alheios

Boa tarde,
fui em tempos (há mais de 2 anos) vossa cliente.
Pedi cancelamento do envio de fascículos. Relutantemente, passados alguns meses do pedido inicial, cessaram o envio de fascículos.
Depois desse episódio, de tempos a tempos contactavam-me telefonicamente para me informar de novas campanhas, novas colecções, que fui sempre recusando dizendo não estar interessada, como me mantenho até ao momento.

De um momento para o outro, por auto-recriação, recebo novamente os vossos fascículos, sem que em momento algum tenha sido sequer contactada... evidentemente enviam os fascículos por vossa auto-recriação, mas convenientemente juntam notas de pagamento.
Recebi hoje a 2ª carta, referindo que tenho valor em dívida de €3 (da carta anterior) a acumular com €3,45 da actual.

Não sei que mais é preciso fazer para cancelarem o envio de qualquer subscrição em meu nome. Como é por demais óbvio, não vou fazer qualquer tipo de pagamento por serviços que não só não pedi, como estou cansada de pedir que cessem.

Agradeço que não aproveitem o facto de dispor agora de um novo contacto meu, para me aborrecerem novamente.

Com o respeito possível,

novembro 02, 2009

E a propósito do fim do mundo

Dia 19 de Outubro já passou... não aconteceu nada. Ainda bem que mantive as minhas poupanças e não me meti a caminho da Polinésia francesa com os amiguinhos...
Próxima data prevista diz que é só em 2012... menos mal!

Finalmente querido diário!

Bom, continuando...

Hoje fui à minha casita, ao meu pardieiro em destroços. Vi-lhe o esqueleto. Tive que decidir posição de tomadas, de interruptores, de spots, de avanço e retrocesso de paredes... o marceneiro e a empresa de caixilharia podem ir lá já na próxima 2ª feira...

Mas isto é sempre assim tudo tão depressa?!?... sinto-me no extreme makeover home edition, que daqui por uma semana dão-me a casa dos meus sonhos...

outubro 31, 2009

Post em atraso #4

Semana de inferno que não acaba mais... exausta, mas imensamente satisfeita pelo curso hands on de crânio. Pude fazer cirurgias inteiras de grande complexidade, que só teria oportunidade de fazer no vivo daqui por uns anitos... fantástico! Espectacular na verdade... momentos que nos dão a certeza da felicidade de se adorar o que se faz e se fará, dog willing, para o resto da vida....

outubro 28, 2009

Post em atraso #3

As obras começam amanhã... uma loucura! Não estava à espera de toda esta prontidão. Qualquer dia estão-me a dizer que faço uma festa de housewarming e ano-novo ólinuane...

outubro 25, 2009

Post em atraso #2

O padrinho está quase de partida... e eu de volta ao trabalho! Que ricas fériazinhas...

outubro 23, 2009

Post em atraso #1

Hoje fui de manhã, no meu último dia de férias, ainda com a cara inchada como se da metade esquerda d'il padrino me tratasse, até ao cartório de Picoas.
Entre vários pormenores que me remoem as entranhas da alma ávara, passada meia hora de ouvir um relambório no tom de quem já virou muitos daqueles frangos, assinei uma série de papéis que me tornaram efectivamente proprietária de uma casa, além da dívida de que já era proprietária há uns dias... entregaram-me as chaves e os documentos da minha casa, trocámos cumprimentos e lá fui eu.

Passados uns minutos, telefonaram-me... faltava pagar a escritura, e já agora receber uma cópia... ingenuidade minha de pensar que não tinha que pagar mais nada, que não tinha que levar papel algum e que o "sim" de resposta ao meu "Então é tudo?" era real. Aliás ia a pensar nisso quando estava quase a chegar ao carro...

outubro 22, 2009

Novo plantel

Com a Isabel Alçada com a pasta de educação, vai ser uma aventura!...

outubro 20, 2009

Up and date

1. Fui visitar a amiguinha e a sobrinha;
2. Adiamento da escritura devido à ingenuidade de acreditar que se deve ser honesto em todas as situações;
3. Correria por médico e de exames (as we speak, conectada a uma bateria), para obtenção da aprovação do seguro de vida;
4. Aprovação do seguro de vida e nova data de escritura;
5. Remoção de 2 cisos... o pavor, o horror. Cheguei à conclusão que só não sou mariquinhas em dores agudas. Dêem-me a pior das dores agudas, mas livrem-me do horror das dores crónicas... que desespero.
6. Andar a morrer pelos cantos, com dores de dentes, de garganta, de cabeça, no corpo, dopada sem efeito e com gelo na cara. Ainda conseguir desligar um eléctrodo do Holter a tirar a camisola...

Ainda bem que isto são as minhas ferias.

outubro 01, 2009

Citibank

Já há muito que me irritam as mensagens escritas dos Citibank e Cofidis, a oferecer-me dinheiro que à partida não preciso (se precisasse pedi-lo-ia), a pagar com suaves prestações mensais de TAEGs na ordem dos 25%... enviando uma mensagem escrita com um código de 4 letras para um número de 4 dígitos tenho automaticamente €3000 na conta, a par com 3000 facadas nos pulsos...

Sempre me irritou. Acho que é aproveitarem-se da estupidez (que abunda) das pessoas. Da febre de dinheiro sem medir as consequências. Acho imoral na actual conjunctura oferecerem, assim, dinheiro com uma cruz às costas.

Mas nunca tive oportunidade de expressar a minha irritação, exigir-lhes que não me mandassem mais mensagens deste tipo.

Hoje telefonaram-me. Desta feita €6000 euros com suaves prestações mensais (durante uma vida se calhar)...

A raiva não verbalizada durante mais de 2 anos, saiu-me em catadupa. Disse que não estava interessada e que achava obsceno fazer-se uma oferta activa de dinheiro com taxas de juro ridículas como as que eles praticam, na esperança que alguém se encante pela facilidade de um momento para o outro ter €6000 na conta.

É perfeitamente obsceno e imoral. Aproveitarem-se do espírito de facilitismo para passarem o golpe a milhares de pessoas com a corda ao pescoço... deviam ser presos, porque em momento algum, nesta oferta maravilhosa com que fui ostensivamente abordada, fui prevenida das infames taxas de juro praticadas nessas suaves prestações.

setembro 27, 2009

Am beginn war es kein wort

A morte
Saiu à rua
Num dia assim
Naquele
Lugar sem nome
Pra qualquer fim

Pensava eu. Ao ver o meu liceu cheio como nunca o vi para receber os eleitores em dia de sufrágio, com filas para entrar no próprio recinto, a adicionar às filas de cada mesa de voto, pensei que o português tivesse retirado o rabo aplicado cirurgicamente à cadeira.
Pensei eu e pensaram vários, porque essa sensação repetiu-se em vários locais de voto, em várias freguesias de Lisboa.
Mas não, aumenta.
O PS perde a maioria mas continua com uma larga vantagem, que não permite que o meu sonho de infância de ver as sondagens serem contrariadas pela contagem dos votos se realize.

Deveriam ser identificados os abstencionistas, marcados aqueles que são reincidentes e perderem os seus direitos de cidadania, dado que não exercem o seu mais essencial dever.

Aos votantes no PS votaria a mesma identificação. E cada vez que durante os próximos 4 anos disserem mal da vida, do governo, do estado do país, dever-lhes-iam ser aplicados choques eléctricos nos mamilos e testículos.

Really?!

Sequioso que lhe desse a deixa, bastou perguntar se se importava que abrisse a janela do meu lugar para entabularmos logo uma conversação. 90% ele, 10% eu claro.
Começámos sobre os malefícios do ar condicionado, depois as obras nas imediações do H. S. João no Porto e sua ligação à VCI, com passagem pelo trânsito e condução dos portuenses versus lisboetas e depois a grande revelação.

Disse-me o senhor taxista que os portuenses, aqueles que são mesmo da cidade do Porto, são na sua grande maioria Benfiquistas, corroborando a afirmação com o facto do Rui Rio ganhar as eleições contra os fantoches do Pintinho. Que as regiões vizinhas, arrabaldes do Porto (e isso para o pessoal do Norte é qualquer coisa que fique a menos que 2h de viagem) é que são os "pobrezinhos que gostam daqueles ladrões, mafiosos" (sic).

Achei um mimo... um taxista snob é qualquer coisa de sui generis. Para mim que não os suporto (aos lisboetas, que deste gostei... ainda que me tenha ficado com €1 a mais de gorjeta).

setembro 24, 2009

No weekends for you!

Este fim-de-semana Porto. Ver uma reunião de microneurocirurgia com o supra-sumo da patologia vascular. Roadtrip com o tutor e o ex-tutorando do tutor, mestres maçons do culto das pilinhas quando juntos... mas ainda assim é capaz de ser engraçado.
Vou aproveitar a tarde de sábado, livre, para estar com duas amigas que não vejo há tempo demais.
Depois volto para casa, saudosa e ao mesmo tempo triste, no último comboio do dia. Cá me esperará uma noite de ramboia e folia... ou nem tanto assim!

Próximo fim de semana algarve. Visitar a amiguinha e seu rebento. Entregar as fotos da ultima visita, ja convenientemente photoshopadas, tirar fotos novas. Esperar que o rebento tenha calma com as cólicas para poder gozar a companhia dos amiguinhos e do seu rebento sem me estalar uma enxaqueca. A promessa de um sushi.

Fim de semana seguinte Aveiro. Curso de internos da sociedade. Festival de pilinhas e pipis, que clamam o seu direito à presença naquele evento. Degladiam-se, pilinhas e pipis (mas mais os pipis, por necessidade de afirmação), pelo respeito dos demais. odeio estas ocasiões, mas nas sessões aprende-se bastante e isso continua a ser o mais importante. Aproveitar uma das noites livres para estar com outra amiga que há não vejo há eras, desta feita em Aveiro.
Voltar para Lisboa para a segunda componente do curso, a mais carniceira, mas a mais apetecível (dependerá das perspectivas).

E dia santo, descansar...