março 30, 2005

Retrato de esquizoide gray

Estou cansada... não, estou farta de ser mal-entendida.
Já ultrapassa a raiva e começa a ganhar contornos de mágoa.
Pessoas que são um nada na minha vida (ou nem isso) perturbam-me assim, go figure...

Espiral

A minha cabeça anda às voltas e às voltas... nunca mais pousou.
Por um lado o ódio de me sentir assim, e por outro lado o ódio de me sentir parva se não me sentir assim.

Estragaste-me e nunca mais vou ser a mesma... este caquinho não sei onde foi parar.

Ide bugiar!

Imperfuração anal – malformação congénita, causa de obstrução intestinal mecânica no recém nascido, com distensão do intestino a montante dessa obstrução (neste caso é todo, porque a obstrução é terminal).

Sinto vontade de dizer, que face aos current events sinto-me imperfurada analmente... maneira de dizer que «não tenho **/pescoço francês para isto». Perdoem-me o vernáculo, mas há alturas em que só o vernáculo nos sossega o espírito...

março 29, 2005

março 28, 2005

Cirurgia

Queria ter 18... acho que estou habilitada para um 14 neste momento... oh well, fuck it!

Estou farta...

... mais um bocadinho, e passo-me... próxima vez, parto a cara a alguém! É uma promessa! Não descanso enquanto não jorrar sangue.

março 27, 2005

Simplicidade e economia de palavras

Ao fim de 5 anos de curso, em que sem exagero estudei em todos eles (e em mais do que uma cadeira por ano) uma coisa que se chama "Gap aniónico", que diz respeito ao equilíbrio hidro-electrolítico, percebi finalmente o que isso era... e agora explico porquê: eram sempre folhas e folhas a falar do tal Gap... nunca considerei interessante o suficiente para perder o meu tempo a lê-las.

Este ano, o assunto era tratado em 3 parágrafos de 1 slide... li e fiquei a saber o que era o tal monstro...

Lembra-me esta históriazinha:

The difference between focus on problems, and focus on solutions

When NASA began the launch of astronauts into space, they found out that the pens wouldn't work at zero gravity as the ink wouldn't flow down to the writing surface. In order to solve this problem, they hired Andersen Consulting (Accenture today). It took them one decade and 12 million dollars. They developed a pen that worked at zero gravity, upside down, under water, in practically any surface including
crystal and in a temperature range from below freezing to over 300 degrees C.

The Russians used a pencil...

Imbecis

Mário Jorge Torres é um deles... crítico para a secção Y do Público, cataloga o filme a que me referi no post anterior como legitimante de pedofilia, referiu que a personagem da Lauren Bacall não tinha qualquer interesse (chamam-se personagens secundárias, estúpido!) e que ela passeava as reminiscências do seu esplendor (deve-se referir que a personagem tem o interesse de ser a Lauren Bacall a interpretá-la... é comum darem-se personagens sem relevos a actores que os desencantam de si próprios). E a pérola de todo o artigo, que a mim não me deixa dúvidas que ele é um imbecil, que sabe tanto do que fala como eu sei de míldio... "A Kidman (continuamos sem perceber como chegou a estrela...), claramente a imitar Mia Farrow, abre e fecha os olhos, ao sabor das surpresas que se supõem dever desarmar o espectador"

Nem vou desmenti-lo (mas ficam umas pistas: não tem nada a ver com a Mia Farrow, não abre e fecha os olhos, não há surpresa alguma, e não se destinava a desarmar ninguém... foi um momento de brilhante interpretação que obviamente só seres pensantes atingem... Mário Jorge Torres não é certamente um deles)... convido-vos apenas a ver este belíssimo filme, para em coro podermos chamar o crítico de imbecil!

março 25, 2005

Neeext!

Vi hoje um dos filmes da minha lista: Birth, do Jonathan Glazer (que não faço ideia quem seja, mas desde hoje me tornei fã), com a Nicole Kidman e o Cameron Bright, e a minha querida Lauren Bacall, que não me canso de ver, quanto mais não seja por aquela voz, e por aquele ar de quem "couldn't give a damn".

Ainda não tenho palavras para falar do filme... é perturbante, no mínimo.
Deixo as duas imagens que me ficaram (a 1ª é de certeza aquela... a 2ª não estou certa se é aquele o momento...)



2 minutos de silêncio que falam pelos olhos, pelo pescoço, pela boca... não, não é um momento de embevecimento pela beleza da Nicole Kidman, mas mais a admiração pelo talento...





e tem como brinde a Lauren Bacall...

março 24, 2005

Tipos de moca

Moca surrealista/Lucy in the Sky with Diamonds – [a parede está a derreter... ya!... o chão é uma espécie de colchão de água... yaaa! meu deus, estou a derreter... estou a entrar por entre as fibras da alcatifa...agarro-me a um fiozinho... que parte... estou no soalho... oh não! Uma barata...]

Moca kafkiana – mas achas que eles estão a chegar? e se ele entrasse agora... tu achas que ele não podia entrar agora com uma pistola por aqui a dentro? deve estar só à espera... a polícia quando fez a rusga deixou câmaras, atrás dos livros, entre as pedrinhas dos jarros, e neste broche que ela tem... ele está à porta do quarto, está só à espera da altura certa para entrar... está prestes...

Moca riso - ............................................*risos* *risos* *risos* *risos* *falta de ar* *risos* *risos* *risos* *risos* *falta de ar* *risos* *risos* ................................
........................................................................................
*risos* *risos* *risos* *risos* *risos* *falta de ar* *risos* risos* *risos* *risos* ......................................................

Moca blue – eh pá não sei... sinto-me só bué da triste... sinto um aperto, uma espécie de vazio, de retracção... é uma dor física mesmo... não entendo, estou tão triste...

Moca esotérica – vamos aproximar as mãos... sentem o canal de energia? woooowww isto é bué da louco... sentiste? eh pá, senti mesmo um cilindro a atravessar-me a mão... eh pa... se tenho os chakras abertos tenho medo de ver alguma coisa agora... sempre a mesma cena, porque é que eu não pensei nisto antes?!... eu não quero ver, eu não quero ver [não levantes os olhos!]... é energia, é tudo energia!...

Moca bulímica – ai Jo, desculpa pedir-te isto... mas tens aí um daqueles petiscos maravilhosos que o Gugu fez para o jantar? Não, nada de especial... só aquele arroz de ervilhas maravilhoso, um bocadinho do frango que sobrou... ah, ainda há farinheira? Então um bocadinho, com aquele resto de pão... sabes como é que este pão ficava óptimo? Numas torradinhas com manteiguinha... olha, aproveita e trás água (trás o jaaaaarroooo!)!

Moca flow away – [entro num túnel, rolo sobre mim mesma, tenho um vestido cor de rosa que flutua ao vento, estico os braços e toca a claridade, que entretanto desapareceu porque voltei ao armário onde me escondi quando tinha 5 anos a jogar à apanhada com o primo Nikos...]

Moca dianética/Matrix – túneis de energia com portais nas pirâmides, Chichén Itzá, etc., comunicam com o nosso deus que não é mais que um alien, feito de luz, ou melhor, controla a forma da água e somos uma cultura que gera energia, somos uma big ant farm.

Moca in tune – estou contigo, estou a perceber tão bem o que estás a dizer... sim! sim! oh pá... é isso mesmo! estás lá!... oh pá... vou chorar... sinto exactamente o mesmo...

Moca nostalgia – oh... e lembras-te quando fomos para S.Miguel, e a Ana meteu-se com o homem da bomba de gasolina, que mandou vir, e depois fizemos o telejornal sobre isso, e também a mulher com síndrome de tourette...

Moca nós e o futuro – como é que achas que vamos estar quando tivermos 40 anos?... eu já serei comissário de bordo, e tu vais ser chiquíssima, riquíssima, super bem sucedida, conhecida em todo o lado... e depois levas o amigo, tsah?!

Moca solidão – acreditas nisto? anda tudo escolhido... só eu... há quanto tempo é que eu não ando com ninguém?! Vou acabar sozinho... morrer num quarto velho, só vão dar por mim 3 semanas depois pelo cheiro...

Moca idade – oh pa já viste?! Vinte e cinco anos!... é um quarto de século! Mais um bocadinho e temos 30... e depois dos 30 os 40... e depois dos 40 é o descalabro!

Moca verborreica – Não (Não), não (não), não!(não!)... ok, fala tu... ah, mas ‘pera, ‘pera... deixa-me só contar isto...

Moca paranóia – mas do que é que vocês se estão a rir... era disso?!... hum... diz lá do que é se estavam a rir... hum, ok. [Estes gajos estavam-se a rir de outra coisa... o que é que será? Será que eles sabem que eu fiz aquilo?... mas como?! Mas por outro lado seria coincidência a mais... não, eles têm que saber, se não nunca diriam aquilo... mas como é que sabem?! Só eu é que sabia disto... foi ele... este olhar agora dele disse tudo, ele já percebeu que eu já percebi...]

No fim tudo acaba bem

Roubei a deixa do blog da vizinha, que fala da diferença entre os filmes e a vida real que é o dia seguinte... estava a escrever um comment tão longo (e desprovido de sentido), que resolvi escrever um post...

Penso imensas vezes nisso... não gosto quando o filme acaba, mas depois penso que se não acabasse não haveria maneira de fugir à rotina... o dia seguinte, o que lhe segue, e o que segue depois desse...
É por isso que séries como o Moonlighting acabam depois do primeiro beijo da Maddy e do David, que depois acabam e depois voltam a andar...(acabarem mais uma vez era esticar demasiado!)

Acabei de perceber o porquê da dinâmica das telenovelas...

Bolinhas

Finalmente percebi porque se chama "música às bolinhas"... é uma sensação como naqueles candeeiros com blops vermelhos, mas 100 vezes mais depressa...

Porquê? Porque é que uma sonoridade provoca uma sensação generalizada? Mensagens subliminares? *out goes Paranoia*

março 22, 2005

Solta

Ando solta com o sabor do nada na boca
caminho descalça em redor da tua praça
e uma árvore enorme dá sombra à tua janela
fechada, cinzenta, adormecida, em adobe esquecida.
Meu amor, que caminhos traças?
Paralelas as linhas assumem divergências já gastas.

Entardecer sem saber,
beber de uma qualquer fonte,
sem sede não ser
o que em mim julgaste ver.
Meu amor, que gestos são esses?
Mão cruzadas perdem batalhas.
No fim, a sentença afirmada:
eu sigo aquela estrada,
sigas ou não as minhas pisadas!

Continuo solta com o sabor do nada na boca...

G.

Palavra do dia III

óbice

do Lat. obice

s. m., impedimento;
embaraço;
obstáculo;
dificuldade;
estorvo.

in Priberam

Faixa de Gaza

Israel completed its handover of the town of Tulkarm to Palestinian control, opening a gate and allowing traffic to flow freely to the rest of the West Bank for the first time in three years.
Mais aqui.

Lista cinéfila

2046
The ring 2
Saw
The grudge
Birth - o mistério
As Paixões de Júlia
Bobby Darin - o amor é eterno
Colateral
Constantine (?)
Les soeurs brontë (!!)
Mar adentro
Mellinda e Mellinda (apesar do título, Woody Allen é Woody Allen)
Million dollar baby
O amor não escolhe idades (não fosse esta lista imensa, ia... só pelo elenco)
O aviador
O mercador de Veneza
Perto demais
Os tempos que mudam
Um longo domingo de noivado

Eh leão!


Liedson marcou o primeiro golo do Sporting, aos 62 minutos, na conversão de uma grande penalidade

"Leões" derrotam FC Porto por 2-0 e ficam a seis pontos do Benfica.
Sporting sobe ao terceiro lugar da SuperLiga. in Publico

3º?! Porquê 3º?!


março 21, 2005

Happy aniversary!...

2u2 :)

Não é dia se...

... não tiver um filme qualquer no trânsito;
... não houver um ou dois palhaços que me tranquem o carro;
... não me desiludir com a pouca educação das pessoas;
... não puserem palavras na minha boca;
... não levar um pontapé no meu pé tendinítico;
... não aturar uma ou duas melgas no msn;
... não sentir que não fiz nada durante o dia e que sub-aproveitei o meu tempo;
... não quiser deixar de fumar;
... não me lamentar que tenho que emagrecer;
... não tiver saudades de ir ao ginásio;
... não passe o dia a olhar para o telemóvel a estranhar porque ele não toca;
... não role os olhos quando recebo uma mensagem de uma melga qualquer;
... não me apetecer tomar café com amigos;
... não me lembrar de ti.

Break

Finalmente acabou um longo fim-de-semana... estou cansadinha, e o pior, não tenho estudado nada!
Tenho a carteira cheia de dinheiro que não é meu, comprei uma t-shirt, vi 6 filmes (3 ou 4 dos quais repetidos), bebi vinho como um borracho (daqueles mais cirróticos e menos centerfold), fui obrigada a falar em público, convivi com um punhado de gente bem simpática, e fui agradavelmente surpreendida quanto a uma ou duas pessoas...

E agora cirurgia... valham-me os apontamentos da super-T., que reduzem um monte de 40cm de cópias de acetatos das aulas a um caderno de si gordo, mas menos obeso que o monte suprareferido.