Estive estes meses a querer que visses o que tanto escondi. Não viste nada,
olhos encandeados ainda pelo reflexo nos muros que ergui à minha volta. Não me
conheceste então, não me conheceste agora. Continuas a ver-me como o reflexo do
muro que ergui à minha volta. Mesmo quando o desmoronei, só viste o reflexo,
nunca olhaste para mim. Ou perdeste-te a olhar à volta por pirraça de nunca
mais olhar para mim.
Fechei. O muro caiu e tenho frio, estou à chuva... chegou a hora de
nada mais me importar como nada mais te importa há tempo demais.
Timings, pois sim...
Não piso o mesmo chão, não sigo o mesmo trilho.
Não há mais palavras para te dizer, não sei se me calo para sempre. De hoje
em diante, silêncio... cansei de falar sozinha, para um reflexo de alguém que
nunca fui.
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