maio 31, 2005
Posto de saudade
Saudades de pegar no carro e conduzir horas a fio, com um CD a tocar, a cantar como se estivesse num concerto...
Saudades de montar a cavalo, de cair do cavalo, de me rir no chão...
Saudades de fazer flic-flacs (ao tempo mesmo...), fazer rodas, fazer pinos na praia... de cair de chapa de costas no chão e me faltar o ar...
Saudades de fazer lutas de bolas de neve e bolas de areia...
Saudades de fazer ski, de andar de trenó e de tobogan...
Saudades de ficar horas a fio numa esplanada, a ler um livro de lazer... sem horas para nada...
Saudades de comprar um livro ao acaso, só por que o título ou a capa me agradou, e ele se revelar a minha cara...
Saudades de comprar revistas idiotas e fazer os testes todos que nelas vierem...
Saudades de ver teatro, ver e ouvir ópera, ver bailados...
Saudades de ser surpreendida...
Saudade de me reconhecer no que faço, reconhecer-me no que penso, reconhecer-me no que sinto.
De me sentir na minha pele e sentir-me bem com isso.
De fazer o que me dá prazer e sentir prazer nisso.
Tenho saudades de mim.
Saudades de montar a cavalo, de cair do cavalo, de me rir no chão...
Saudades de fazer flic-flacs (ao tempo mesmo...), fazer rodas, fazer pinos na praia... de cair de chapa de costas no chão e me faltar o ar...
Saudades de fazer lutas de bolas de neve e bolas de areia...
Saudades de fazer ski, de andar de trenó e de tobogan...
Saudades de ficar horas a fio numa esplanada, a ler um livro de lazer... sem horas para nada...
Saudades de comprar um livro ao acaso, só por que o título ou a capa me agradou, e ele se revelar a minha cara...
Saudades de comprar revistas idiotas e fazer os testes todos que nelas vierem...
Saudades de ver teatro, ver e ouvir ópera, ver bailados...
Saudades de ser surpreendida...
Saudade de me reconhecer no que faço, reconhecer-me no que penso, reconhecer-me no que sinto.
De me sentir na minha pele e sentir-me bem com isso.
De fazer o que me dá prazer e sentir prazer nisso.
Tenho saudades de mim.
Procura-se Neurologista...
... que não seja charmoso;
... que não seja simpático;
... que não seja interessante;
... que não seja divertido;
... que não esteja sempre com flirts e provocações;
... que não se vista bem;
... que não seja bonito, ou com um je ne sais quoi.
Existe algum assim?! É que eu até agora não encontrei nenhum!!... (a especialidade é deprimente pelas doenças que se encontram, mas em compensação têm-se uns colegas que... enfim... dispensam - ou escasseiam - as palavras...)
Comecei a entender aquele estereótipo da loira burra que fica fascinada a ouvir falar de qualquer coisa que não entende... é que os estupores dos Neurologistas até a falarem da via córtico-estriada obliterada no bulbo raquidiano, por uma lesão látero-bulbar que condiciona um Sindrome de Wallenberg conseguem ser encantadores!!...
... que não seja simpático;
... que não seja interessante;
... que não seja divertido;
... que não esteja sempre com flirts e provocações;
... que não se vista bem;
... que não seja bonito, ou com um je ne sais quoi.
Existe algum assim?! É que eu até agora não encontrei nenhum!!... (a especialidade é deprimente pelas doenças que se encontram, mas em compensação têm-se uns colegas que... enfim... dispensam - ou escasseiam - as palavras...)
Comecei a entender aquele estereótipo da loira burra que fica fascinada a ouvir falar de qualquer coisa que não entende... é que os estupores dos Neurologistas até a falarem da via córtico-estriada obliterada no bulbo raquidiano, por uma lesão látero-bulbar que condiciona um Sindrome de Wallenberg conseguem ser encantadores!!...
maio 30, 2005
Não à Constituição
A França disse que não... e num ímpeto democrático, o responsável Francês pela Constituição Europeia defendeu que o referendo deveria ser repetido tantas vezes quantas as necessárias à vitória do SIM.
A República das Bananas está globalizada, só pode...
A República das Bananas está globalizada, só pode...
Perspectivar
Descobrir aos 35 anos que se tem uma doença que progressivamente nos vai tirando a autonomia, num espaço de 1 ano, perder a força e capacidade de mover as pernas, continuando a senti-las... o que é de facto óptimo, porque assim consegue sentir as cãimbras decorrentes de não as mexer.
No ano seguinte, começar a sentir os braços dormentes, perder-lhes a força, mas manter a sensibilidade... para se ser capaz de passar pelo mesmo tormento de dores.
Em 3 anos de evolução de doença, ser tetraplégica... ter 38 anos e não poder tocar os filhos, sofrer com dores constantes, poder apenas prever uma vida vegetativa até que a doença lhe leve o último sopro.
Sempre me impressionou esta doença, desde que tive conhecimento da evolução trágica que lhe está inerente, quando a mundialmente conhecida violoncelista Jacqueline du Pré teve surtos de agravamento a meio de concertos... e quando teve um percurso de génio a nada, atingindo o mais puro vegetatismo em 5 ou 6 anos... com esta facilidade e displicência... Saber aos 28 anos que se tem Esclerose Múltipla e que se vai morrer lentamente disso... e que só alguns anos depois de se morrer é que o seu corpo irá a enterrar.
No ano seguinte, começar a sentir os braços dormentes, perder-lhes a força, mas manter a sensibilidade... para se ser capaz de passar pelo mesmo tormento de dores.
Em 3 anos de evolução de doença, ser tetraplégica... ter 38 anos e não poder tocar os filhos, sofrer com dores constantes, poder apenas prever uma vida vegetativa até que a doença lhe leve o último sopro.
Sempre me impressionou esta doença, desde que tive conhecimento da evolução trágica que lhe está inerente, quando a mundialmente conhecida violoncelista Jacqueline du Pré teve surtos de agravamento a meio de concertos... e quando teve um percurso de génio a nada, atingindo o mais puro vegetatismo em 5 ou 6 anos... com esta facilidade e displicência... Saber aos 28 anos que se tem Esclerose Múltipla e que se vai morrer lentamente disso... e que só alguns anos depois de se morrer é que o seu corpo irá a enterrar.
maio 29, 2005
I'm (a)mazed
Um GPS...
Um mapa...
Uma bússola...
Um trilho...
Uma estrada...
Uma indicação...
Um corrimão...
Uma inspiração...
Qualquer coisa...
Um mapa...
Uma bússola...
Um trilho...
Uma estrada...
Uma indicação...
Um corrimão...
Uma inspiração...
Qualquer coisa...
maio 28, 2005
Mãe há só uma...

Fui pensando que ia ver uma comédia romântica e fui sendo surpreendida ao ver um drama, cómico... mas de um humor um tanto ou quanto negro (ácido seria mais correcto). Na verdade, tão negro quanto a vida real, porque o filme é bem real.
À medida que o via, fui achando semelhanças entre aquela família disfuncional e a minha... ambas com tudo para serem picture perfect, mas no fundo sempre com alguma coisa a falhar. A começar pela mãe... que nos cria aquela ambivalência, entre o achar que é uma besta, mas no fundo até a compreender.
Assim sou eu com a minha (e estas coisas não se dizem das mães... but then again, há mães e mães... e depois há a de cada um de nós!)... quero no fundo acreditar que há de facto semelhanças entre a mãe que vi no ecrã e a minha (apesar de tudo... quem vir o filme ainda me chama de doida...), porque a Joan Allen interpreta o papel de uma mãe irada com a vida, mas que adora as filhas e faz tudo por elas. E isso é realmente ser-se uma boa mãe, mesmo que com acidentes de percurso.
Enfim, not a good day to wander about mothers...
Sexologia* (ou o fim de uma série de seis filmes)

Fui vê-lo ontem, finalmente...
Como os dois anteriores, foi uma piquena decepção quando comparado com os episódios IV, V e VI (toda a minha infância me questionei porque eram 4 a 6 e não 1 a 3...).
Costumo pensar muito no génio pouco apreciado do George Lucas... não só criou vários mundos, como criou várias raças, várias línguas (mesmo que não sejam faladas), um novo conceito de cinema, efeitos especiais sobreponíveis aos atingidos hoje em dia (e com menos de metade dos recursos). E não tem metade dos aplausos do Tolkien, que apenas se usou dos seus próprios recursos, sendo um linguista e historiador, para criar uma parcela disto (e sim, aqui surge a controvérsia... mas para mim o George Lucas é incomensuravelmente melhor...).
Acho que o génio se avalia desde logo na capacidade de planear há 20 anos, este gap de suspense (the ultimate drum fill)...
Num pormenor interessante, fui ver em versão digital ao alvaláxia... estava esgotado mas acabei por conseguir bilhetes graças ao rapaz das bilheteiras se ter dado ao trabalho de os tentar arranjar (possivelmente entre os reservados). Assim que estava a receber os bilhetes oiço uma voz familiar a pedir bilhetes para o mesmo filme e pensei "oh coitado... não vais ter sorte nenhuma" e de repente (no meio da minha cerebral palsy) resolvi olhar... vi o meu irmão... Que estranho... numa cidade grandinha, fomos encontrar-nos assim, comigo a roubar-lhe os bilhetes!...
[*]Hexalogia seria o correcto, mas também não teria piada... para isto servem as liberdades criativas!
maio 25, 2005
Something Somewhere
Still you’re near.
Still you call.
The fears and sighs, I hear them all.
Like those Christmas times,
When we would not sleep,
Just lay there warm and proud
All your wishes for something somewhere...
And it’s never far – oh, what all we were.
But all that’s changing now.
All your wishes for something somewhere.
Through this different town,
With its different streets,
Still the thought of you.
And what’s left behind – when each evening ends?
Roads to where we’ve been…?
All your wishes...
All your wishes for something somewhere
Duncan Sheik
Still you call.
The fears and sighs, I hear them all.
Like those Christmas times,
When we would not sleep,
Just lay there warm and proud
All your wishes for something somewhere...
And it’s never far – oh, what all we were.
But all that’s changing now.
All your wishes for something somewhere.
Through this different town,
With its different streets,
Still the thought of you.
And what’s left behind – when each evening ends?
Roads to where we’ve been…?
All your wishes...
All your wishes for something somewhere
Duncan Sheik
maio 24, 2005
Acasos
Ia ver um filme, mas alguma praga me deve ter sido rogada, porque quando lá cheguei a sessão estava temporariamente suspensa para exibição da ante-estreia do filme "Adriana"...
Tinha duas opções: ir para casa amuada sem ver um filme como me apetecia, ou ir até outro cinema ver se se arranjava alguma coisa (mesmo já sabendo que o filme que queria ver só estava no 1º)... optei pela 2ª... chegando lá, o único filme que não tinha já começado há meia hora, nem faltava 1h para a sessão seguinte era o "Uma casa no fim do mundo".
Não precisei de pensar muito, e lá fui eu ver o filme outra vez...
Comoveu-me (como da primeira vez), a belíssima interpretação do Colin Farrell... só chorei no fim do filme (como da primeira vez) ao som do "It's gonna take a miracle"...
Fiquei até ao fim dos créditos, a ouvir a música e a chorar mais um bocadinho (porque sabe tão bem chorar sem tentar conter as lágrimas)... à saída, uma senhora que deve ter feito esta mesma escolha, cruzou-se comigo e sorrimo-nos, quase cúmplices apesar de desconhecidas.
À saída do cinema, a subir as escadas com a minha amiga muleta, um rapaz, sorridente e de olhos brilhantes ofereceu-me a sua ajuda... sorri-lhe de volta, agradeci-lhe de olhos igualmente brilhantes e declinei...
Cheguei ao carro e tocava "Nem um dia" do Djavan...
Senti-me rodeada por amor, foi um abraço do Universo... e que bem que me soube.
Tinha duas opções: ir para casa amuada sem ver um filme como me apetecia, ou ir até outro cinema ver se se arranjava alguma coisa (mesmo já sabendo que o filme que queria ver só estava no 1º)... optei pela 2ª... chegando lá, o único filme que não tinha já começado há meia hora, nem faltava 1h para a sessão seguinte era o "Uma casa no fim do mundo".
Não precisei de pensar muito, e lá fui eu ver o filme outra vez...
Comoveu-me (como da primeira vez), a belíssima interpretação do Colin Farrell... só chorei no fim do filme (como da primeira vez) ao som do "It's gonna take a miracle"...
Fiquei até ao fim dos créditos, a ouvir a música e a chorar mais um bocadinho (porque sabe tão bem chorar sem tentar conter as lágrimas)... à saída, uma senhora que deve ter feito esta mesma escolha, cruzou-se comigo e sorrimo-nos, quase cúmplices apesar de desconhecidas.
À saída do cinema, a subir as escadas com a minha amiga muleta, um rapaz, sorridente e de olhos brilhantes ofereceu-me a sua ajuda... sorri-lhe de volta, agradeci-lhe de olhos igualmente brilhantes e declinei...
Cheguei ao carro e tocava "Nem um dia" do Djavan...
Senti-me rodeada por amor, foi um abraço do Universo... e que bem que me soube.
maio 23, 2005
Duas faces para cada moeda
- Não vires as costas... não te feches.
- Não estou de costas viradas, estou do avesso.
- Não estou de costas viradas, estou do avesso.
maio 22, 2005
Parabéns Benfica
Os Benfiquistas são bruxos... ou falaram com o Professor Karamba... então não é que tinham razão (desde a 4ª jornada, mais coisa menos coisa) e que iam mesmo ser campeões?! Estou maravilhada...
Só há uma coisa pior que perder o campeonato (futebolisticamente falando claro, porque na verdade não sofro assim tanto com isso... fico triste, pronto)... é ter que apanhar com benfiquistas por todos os cantos da cidade... a cortarem o Marquês, a Avenida da Liberdade (inteira!!!), o Terreiro do Paço... e depois trânsito por todo o lado... nem sabia que havia tantos!
Um pormenor digno de nota... quando ia eu muito lampeira, preparada para atravessar Av. da Liberdade em direcção à rua das Pretas, deparei-me com a estrada cortada... pedi ao sr Polícia (vulgo Guarda Abel) qual seria o melhor caminho para ir naquela direcção (o que queria dizer basicamente "que estradas estão cortadas?") ao que ele me respondeu "está cortada, siga"... e eu "sim... já reparei, estou a perguntar-lhe que ruas estão cortadas além da av. da Liberdade"... e ele disse-me "já devia saber"... eu capaz de lhe chamar nomes "o sr. vai-me desculpar, mas a sua função é precisamente dar informações de trânsito, além de cortar estradas... se não gosta mude de emprego. E obrigada pela sua simpatia e educação".
Saí lixada na mesma, mas ao menos não fiquei calada... pensei sinceramente que o requisito mínimo de 4ª classe implicasse que eles soubessem falar.
Só há uma coisa pior que perder o campeonato (futebolisticamente falando claro, porque na verdade não sofro assim tanto com isso... fico triste, pronto)... é ter que apanhar com benfiquistas por todos os cantos da cidade... a cortarem o Marquês, a Avenida da Liberdade (inteira!!!), o Terreiro do Paço... e depois trânsito por todo o lado... nem sabia que havia tantos!
Um pormenor digno de nota... quando ia eu muito lampeira, preparada para atravessar Av. da Liberdade em direcção à rua das Pretas, deparei-me com a estrada cortada... pedi ao sr Polícia (vulgo Guarda Abel) qual seria o melhor caminho para ir naquela direcção (o que queria dizer basicamente "que estradas estão cortadas?") ao que ele me respondeu "está cortada, siga"... e eu "sim... já reparei, estou a perguntar-lhe que ruas estão cortadas além da av. da Liberdade"... e ele disse-me "já devia saber"... eu capaz de lhe chamar nomes "o sr. vai-me desculpar, mas a sua função é precisamente dar informações de trânsito, além de cortar estradas... se não gosta mude de emprego. E obrigada pela sua simpatia e educação".
Saí lixada na mesma, mas ao menos não fiquei calada... pensei sinceramente que o requisito mínimo de 4ª classe implicasse que eles soubessem falar.
Fechar os olhos
I shut my eyes and all the world drops dead;
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)
The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)
I should have loved a thunderbird instead;
At least when spring comes they roar back again.
I shut my eyes and all the world drops dead.
(I think I made you up inside my head.).
Sylvia Plath
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)
The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)
I should have loved a thunderbird instead;
At least when spring comes they roar back again.
I shut my eyes and all the world drops dead.
(I think I made you up inside my head.).
Sylvia Plath
Filmes de fim de semana

Um pouco semelhante ao "Bully" de Larry Clark... até se entende, visto que a temática base é a mesma.
Vale pela realização quase ad-lib e por algumas cenas bonitas, como a da queda de água, e as correntes do rio.

Uma ideia já mais que batida, como é habitual nas comédias românticas... mas ou é do presente estado de espírito, ou é por gostar mesmo muito do Topher Grace (do "that 70's show"), o que é facto é que até gostei do filme.
Vale muito, mesmo muito, pela banda sonora, que se adequa tão bem ao movimento do filme (e também ao presente estado espírito).
maio 20, 2005
É que é já a seguir...
(outro apontamento publicitário impregnado na minha memória)
Na fisioterapia, enquanto luto para não adormecer e fazer gemidinhos estranhos (são gemidos de mimo, que sempre me acompanharam o adormecer, nothing more!), vou ouvindo a RFM...
E a seguir ao jingle do Minipreço,
Funny how i find myself in love with you
If i could buy my reasoning
I'd would pay to lose
One half won't do
I've asked myself
How much do you commit yourself?
It's my life
Don't you forget
It's my life
It never ends
Funny how i blind myself
I never knew if i was sometimes played upon
Afraid to lose
I'd tell myself what good you do
Convince myself
It's my life
Don't you forget
It's my life
It never ends
I've asked myself
How much do you commit yourself?
It's my life
Don't you forget
Caught in the crowd
It never ends.
Na fisioterapia, enquanto luto para não adormecer e fazer gemidinhos estranhos (são gemidos de mimo, que sempre me acompanharam o adormecer, nothing more!), vou ouvindo a RFM...
E a seguir ao jingle do Minipreço,
Funny how i find myself in love with you
If i could buy my reasoning
I'd would pay to lose
One half won't do
I've asked myself
How much do you commit yourself?
It's my life
Don't you forget
It's my life
It never ends
Funny how i blind myself
I never knew if i was sometimes played upon
Afraid to lose
I'd tell myself what good you do
Convince myself
It's my life
Don't you forget
It's my life
It never ends
I've asked myself
How much do you commit yourself?
It's my life
Don't you forget
Caught in the crowd
It never ends.
Jingles ou a estupidificação de uma nação
Mini mini... mini mini...
Mini mini mini mini preço!
Damned catchy tune!
Mini mini mini mini preço!
Damned catchy tune!
maio 18, 2005
Mr. Sandman
De todos os sonhos se acorda... e nem sempre suavemente.
Gostava de escorregar por entre camadas de sonho, lentamente até à realidade. Não era preciso ser de rompante, não queria que o fosse...
Queria adormecer para o mundo e não mais acordar, não sem a certeza de que o sonho é real.
Gostava de escorregar por entre camadas de sonho, lentamente até à realidade. Não era preciso ser de rompante, não queria que o fosse...
Queria adormecer para o mundo e não mais acordar, não sem a certeza de que o sonho é real.
Pensamento do dia
Encontrei 70 aérios! *grin* Desta vez meus... tinha posto de lado para qualquer coisa, por entre uns dvds, e agora como não me lembro para que era, tenho que os gastar como é óbvio.
Sou um bocado materialista, bem sei, mas estas coisas fazem-me o dia... quando era mais pequena (talvez com uns 14 ou 15 anos) lembrei-me de espalhar dinheiro pelos diferentes casacos, no meu dia de anos (que é por definição o dia em que todas as crianças têm mais dinheiro... pelo menos as crianças da minha família *risos*), só para perpetuar essa maravilhosa sensação que é encontrar dinheiro. Não interessa que seja nosso, interessa é que não sabíamos que o tínhamos.
Tiram-se valiosas lições de moral...
E outra coisa que me lembrei, e era isso que vinha escrever... qualquer dia *diácono-like-tone-of-voice* já me vejo a comparar os preços ao kg no hipermercado; a ver as promoções da semana no dia e no pingo doce; a correr, varada, para seja onde for, desde que tenha a palavra que move massas (não... não é espátula, é "Grátis"... se bem que também correria varada para um expositor de espátulas e afins...).
In a nut shell, estou a tornar-me pobre... como diria o Caco Antibes, é um estado de espírito e não propriamente um saldo de conta bancária...
Sou um bocado materialista, bem sei, mas estas coisas fazem-me o dia... quando era mais pequena (talvez com uns 14 ou 15 anos) lembrei-me de espalhar dinheiro pelos diferentes casacos, no meu dia de anos (que é por definição o dia em que todas as crianças têm mais dinheiro... pelo menos as crianças da minha família *risos*), só para perpetuar essa maravilhosa sensação que é encontrar dinheiro. Não interessa que seja nosso, interessa é que não sabíamos que o tínhamos.
Tiram-se valiosas lições de moral...
E outra coisa que me lembrei, e era isso que vinha escrever... qualquer dia *diácono-like-tone-of-voice* já me vejo a comparar os preços ao kg no hipermercado; a ver as promoções da semana no dia e no pingo doce; a correr, varada, para seja onde for, desde que tenha a palavra que move massas (não... não é espátula, é "Grátis"... se bem que também correria varada para um expositor de espátulas e afins...).
In a nut shell, estou a tornar-me pobre... como diria o Caco Antibes, é um estado de espírito e não propriamente um saldo de conta bancária...
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