outubro 06, 2005

Reavaliação

Estou cansada... mais que cansada estou farta...

Cheguei a uma fase da minha curta vida em que não tenho paciência para merdas (será que alguma vez a tive?!)... há ervilhinhas que não me cabem nem nunca caberão *ler devagar if iu plize que este é um blog sério!* em determinados orifícios corporais. Irritam-me manipulações como sempre irritaram quaisquer formas de privação da vontade e liberdade individual... seja quem for que se atravesse entre mim e mim mesma, que se queira impôr ao que a minha própria cabeça e coração me ditam como certo, como se alguma autoridade sobre mim fossem, garante um conflito... se calhar é uma idade do armário prolongada para além do razoável, se calhar é simplesmente gosto em ser senhora de mim, gosto em ter o que dizer quanto à minha vida e ao que quero fazer com ela...

Concomitante ou mesmo consequentemente a esta fase e/ou estado de espírito, reavalio as minhas relações com as pessoas à minha volta... chego à triste conclusão que vezes de mais me dedico (de corpo e alma, como em tudo o que faço) e invisto em pessoas que não merecem uma unha encravada... tenham sido (ou sejam ainda) amigos, namorados, whatever... de um modo ou de outro, numa assustadora maioria das relações importantes e acarinhadas que mantive, foi com pessoas que não mereciam nem metade do meu empenho e dedicação...

Por ser altruísta e dedicada como qualquer boa virginiana, acabo por atraír as pessoas mais egoístas, egocêntricas e self-absorbed... que na verdade comigo estão no céu: nada melhor para uma pessoa egocêntrica que alguém que só está bem se todos à sua volta estiverem bem...

E assim, hoje, chego à conclusão que alguns amigos que considerei grandes amigos, algumas paixões antigas ou menos antigas, gente com importância que tinha à minha volta só estavam à minha volta enquanto eu desse de mim sem esperar nada em troca... quando parei de dar o exagero que dou por hábito, deixei-os mal habituados e agiram como se o razoável que tenho a dar não chegasse... e vieram as cobranças, mas ainda por cima cobranças sem fundamento. Cobranças de tempo dedicado somente a eles próprios quando não tenho tempo nem para mim, nem sequer para dormir... cobranças absurdas sem sequer serem sustentadas por uma procura do outro lado... sem que demonstrassem vontade e disponibilidade (através de uma simples mensagem ou telefonema) de estar comigo... ou eu atrás das pessoas ou nada...

Parece que só está tudo bem se eu viver a minha vida em função deles... e como tal nem posso ter muita gente à minha volta, porque não consigo viver em função de muita gente ao mesmo tempo... não há de facto tempo...

E aqui traço o meu limite, aqui digo (grito) basta... é muito importante para mim o bem estar dos que me são queridos, mas é também importante a minha sanidade mental... e este jogo de corda dá comigo em doida. Pessoas adultas conseguem partilhar tempo, espaço, amizades, pessoas e ocupações (profissionais, académicas, hobbies) sem entrar numa espiral de cobranças... toda a cobrança numa amizade é absurda, e assusta-me que isso não seja claro para tantas pessoas...

Hoje escrevo sobre mim, e vou pensando em ti... porque acabei de me aperceber que, em mais uma coisa, a nossa história e vivência é a mesma...

outubro 03, 2005

Those were the days

Cheguei há pouco de mais um intenso dia de 11h num centro de saúde... queria deixar o testemunho do muito que trabalham os clínicos gerais que tenho o (des)prazer de ver e ajudar a trabalhar... são completamente injustiçados e olhados de lado por colegas que não fazem nenhum, como por exemplo os cirurgiões (de cujo clã eu espero vir a fazer parte)... é uma injustiça realmente... nunca vi ninguém trabalhar tanto quanto ali... mas é claro que haverá excepções (e não sei se entre os que trabalham se entre os que não trabalham...).

Queria também dizer que trabalham muito e comem pouco e fumam pouco e têm bexigas extraordinariamente complacentes... o que significa que não fazem pausas... o que significa que EU também não faço pausas... o que significa que passo o dia a ressacar a falta de nicotina, as dores de estômago e a bexiga do tamanho de um melão...

Não será apenas por isto, mas definitivamente (se alguma dúvida havia) Clínica Geral não!

setembro 24, 2005

Quando não se pode protestar

Se alguém nos dá um empurrão e não pede sequer desculpa, podemos sempre olhar de lado e barafustar, chamá-lo de mal educado...
Se alguém nos desliga o telefone na cara, podemos sempre voltar a telefonar a fazer queixa/insultar/whatever---
Se alguém nos faz sinais feios no trânsito, podemos sempre rir com desprezo/retribuir/dar-lhe com os máximos na cara...

MAS e quando é um site badameco como o Ringo, que resolve dizer que o nosso nome de baptismo não é válido como account name, porque este só pode ter letras, numeros e underscores, e que tem que começar por uma letra?!... é que o meu nome não é propriamente 6&/%((%= !

Em falta de melhor, purga-se a irritação da impotência como se faz com todas as outras irritações: faz-se um post.

setembro 20, 2005

Cover their eyes up

Sei que é um bocadinho matrix/kafkiano/paranóico... mas a minha personalidade pejada de traços paranóides não me permite menos que isto...

A om comentou a ausência de informação, a ignorância sobre o passado... atribuiu-a aos traumas... e eu pus-me a pensar... será? Tantas vezes estranho a manipulação e selectividade da informação que transpira para o público... coisas que só nos apercebemos quando referem o nosso nicho e dele somos especialistas e percebemos que a informação é manipulada de modo a dizer meias verdades... e se isso for uma manipulação fortuita e não propriamente "não interessa, não vende"...

Quem leia isto pensa "olha... esta descobriu a pólvora"... mas a minha questão é que os Eles não seriam os lobbies da sociedade respectiva... não seria o Pinto da Costa, não seria o Partido do Governo, não seria o ex-PR... a manipulação seria algo que apenas determinadas pessoas (do país ou não) determinariam (passo o pleonasmo). Apenas um curto número de pessoas vêem os fios dos fantoches... e a ignorância torna-nos mais facilmente controláveis... sendo todos epsilon brutus nunca veremos além das nossas palas e nunca questionaremos a nossa realidade como ela supostamente é... uma mente castrada é uma mente que não se movimenta... e assim nos têm na mão... assim vivemos as nossas vidinhas, a achar que temos sobre elas grande poder quando na verdade somos uma mera série de televisão que alguém vê com entusiasmo maior ou menor... os nossos impasses, os nossos problemas, as nossas questões mais escrupulosas ou secretas motivo de gozo para os que vêem os fios dos fantoches... e nós a achar que temos poder sobre nós e, ainda mais ridículo, sobre os outros...

Harrison's

O filho que qualquer mãe gostaria de ter...
O melhor aluno da turma...
O indivíduo com a resposta certa na ponta da língua, na hora certa...
Alguém que sabe sempre informar-nos demais e melhor com as mais diversas trivialidades médicas... inclusive as prevalências à centésima do gene akcl-1 e akcl-1a comparativamente falando, numa tabela interessantíssima estudando várias populações de acordo com subgrupos demograficamente standartizados segundo o desvio padrão da população padrão da OMS (amei esta frase! *risos*).

É tudo isto e muito mais, porque tanto se poderia dizer do Harrison's... mas infelizmente não há tempo porque o sacana é também gordo e religioso (ou seja tem um total de cerca de 400 capitulos com as suas 60 páginas cada um em média, em folha de Bíblia...)...

setembro 19, 2005

Geo-política ou seitan versus tofu *

Num blog ali ao lado, começando a conversa com a ideia da China se tornar uma das grandes potências mundiais num futuro próximo, a conversa enviesou e foi parar à globalização e o disseminar da população chinesa pelo mundo inteiro (já que não cabem todos no próprio país...).

Entre brincadeiras e tiradas pseudo-intelectuais, surgiu o velho (caduco) argumento do "nós Portugueses, outrora grandiosa potência mundial, temos uma responsabilidade... e teremos que receber sempre bem os imigrantes... nós país de colonizadores desde há 500 anos e de emigrantes neste último século"... qualquer coisa deste género.

Gostava de (aqui no meu cantinho) ser menos eufemística e dizer realmente o que penso... acho profundamente idiota que nos prendamos com um passado de séculos... tanto pelo bom como pelo mau... fomos grandes há 500 anos, encontrámos uns pedaços de terra e tal, que na verdade não fugiam... na ausência de um naufrágio seriam descobertos inevitavelmente. Todas as riquezas que tivemos ao nosso dispôr esbanjámos e não temos frutos dela hoje em dia... somos um país falido que teve toda a fortuna do mundo... tínhamos meio mundo com a bandeira portuguesa e hoje em dia até o Algarve quer a independência.

Mas como somos "grandiosos" temos que nos sentir responsáveis por tudo o que nos passou pelas mãos, mesmo que não tenhamos meios de suprir as necessidades do próprio país... as colónias lutaram pela sua independência e hoje em dia pedem-nos subsídios que damos com ar contrido... ficamos todos contentes porque somos uma da línguas mais faladas no mundo, mesmo que à custa de uma versão ediberto lima do nosso português... mas isso não interessa, porque ser português é isto mesmo... gostar que o nosso vizinho apareça na televisão... de algum modo sentimo-nos nós a ser famosos (mesmo que o vizinho tenha aparecido, qual emplastro, por trás do jornalista de exterior).

Gostava que deixasse de ser tabu dizer que não... não está bem abrir as portas a qualquer imigrante que queira fixar tenda por cá... sobretudo quando usam recursos do país, quando não pagam impostos sobre estabelecimentos que montem nos primeiros 5 anos que cá estejam (óbvio que ao fim dos ditos 5 anos voltam para casa)... usam-nos para enriquecer e vão-se embora sem nos deixarem qualquer tipo de crescimento ou enriquecimento senão o engraçado que é ir jantar a um restaurante chinês e ficar meia hora a gozar (qual deficiente mental) com "quel clépe"...

Resumindo esta amálgama de ideias: não assumo responsabilidade nem orgulho pelo que os meus antepassados (ou se calhar nem o sendo) fizeram há 5 séculos atrás... foi bom, mas já passou... enquanto se vive no orgulho do que se fez há 500 anos, legitima-se a espera por um D. Sebastião perdido nas brumas de Ceuta... é esta inércia que impede mentalidades, economias de crescerem. E enquanto não crescem (enquanto ele não volta) deixamos entrar todas as alminhas que virem em Portugal a Terra Prometida... porque somos bons demais para trabalhar em qualquer emprego/trabalho e é super respeitador para com as minorias ser pró imigração, mas no fundo só o ser porque é preciso alguém fazer os trabalhos mais indesejáveis que os portugueses no desemprego se recusam a fazer...

(ia para resumir e amalgamei ainda mais... who cares...)

[*]o título não tem mesmo nada a ver... olha, o título do blog sempre me dá alguma margem de manobra para atrofiar assim...

Manic mondays

Nada como um dia cheio de aulas, para não ter tempo para pensamentos mais surumbáticos e deixarmo-nos de tretas...

setembro 18, 2005

Fui ver... era o Encalho

Numa daquelas fossinhas atractivas que puxam para baixo e para baixo... é domingo, depression-day por excelência...

Considerações várias que se começam a tecer sobre a própria vida, sobre a vida, e que levam a um estado pseudo-depressivo... o problema (eterno) de pensar demais...

Dias nim

Náusea, vontade de nada...

setembro 15, 2005

Oba oba... felicidade!

Bom, não comprando o pocket já (seguindo o conselho da Sara) acho que fará deste o 3º ano consecutivo em que não tenho prenda de aniversário dos papás... é que junta-se a desmemoriação deles com a minha pouca vontade de lhes pedir seja o que for (muito menos exigir prendas).

Junta a esta alegria o facto de terem sido sorteados os horários esta semana... de 8 turmas possíveis, calhou à minha o direito a ser a 8ª a escolher!!! Oba oba... felicidade! Começo já um estágio que me vai levar 2 semanas para o alentejo (com um exame mesmo a meio... oba oba... felicidade!), e terei a cadeira do temido trabalho como penúltimo estágio... mais em cima do exame de especialidade não podia vir... não sei se já disse, mas... oba oba... felicidade!

Acho que vou começar a dormir com o Harrison debaixo da almofada...

setembro 13, 2005

Without you

Without you, the ground thaws
the rain falls
the grass grows

Without you, the seeds root
the flowers bloom
the children play

The stars gleam
the poets dream
the eagles fly
without you

The Earth turns
the sun burns
but I die, without you

Without you, the breeze warms
the girl smiles
the cloud moves

Without you, the tides change
the boys run
the oceans crash

The crowds roar
the days soar
the babies cry
without you

The moon glows
the river flows
but I die without you

The world revives
colors renew
but I know blue
only blue
lonely blue
Without you

Without you, the hand gropes
the ear hears
the pulse beats

Without you, the eyes gaze
the legs walk
the lungs breathe

The mind churns
the heart yearns
the tears dry without you

Life goes on
but I'm gone
'cause I die, without you
without you
without you
without you.....

in Rent

To palm or to pocket, that is the question!

No meu regresso às aulas, e como prendinha de aniversário, vou escolher uma ferramenta de trabalho importantíssima (e giríssima... um brinquedo novo!)... há quem tenha o azar das suas ferramentas de trabalho serem enfadonhas como martelos pneumáticos e afins, as minhas são todas engraçadíssimas, sobretudo esta última: um pda *grin*.

O buzílis da questão é que eu não percebo nada dos bichos... tenho ideia que os pockets são melhores, mas para o que eu preciso (consulta de livros e afins) o software está muito mais disponível para os palms...

Peço a ajuda do público: para consulta de informação (quer em livros, quer digitada no próprio pda por moi même), o que será uma boa opção? E características mínimas (velocidade do processador, memória ram, etc)?

Regresso às aulas

Ontem recomecei as aulas... o fim de semana não teve tão bom tempo quanto se esperava e o meu bronze descama...
Tenho aulas todos os dias das 9am às 5pm (excepto agradáveis excepções como a de hoje que me permite dormir até tarde... pelo menos até às 10am!...) de uma (sim... uma só!) cadeira interessantíssima, para fazer exame já a 1 de Outubro... e depois o famigerado (e temido) trabalho... humpf... voltar à primária não é opção, não?!

setembro 09, 2005

Why does it always rain on me?!



E agora o meu drama:
- hoje tinha o dia livre;
- amanhã vou passar o dia enfiada entre 4 paredes;
- domingo ainda não sei, mas também ir à praia no domingo é aquela base;
- 2ª feira começo as aulas, das 9am às 5pm...

Aguardo ansiosamente o forecast para o próximo fds, mas algo me diz que segue a velha máxima da adivinha que aqui vos deixo "o que se segue a 2 dias de tempestade?" (solução num post perto de si...)

5, o número perfeito

A convite da P'zinha e da om, cá vai a resposta ao quiz, após pouca ponderação porque nestas coisas o ad-lib acaba por sair melhor (cheguei a essa conclusão, depois de tentar pensar no assunto e achar impossível arranjar apenas 5!)

5 coisas que me tiram do sério: (começamos logo mal, porque poucas coisas não me tiram do sério!)
- estupidez;
- que me tirem a prioridade no trânsito, que façam asneira no trânsito e ainda barafustem, que perante o meu barafustar perante a asneira no trânsito ainda mandem vir (acho que posso dizer sinteticamente que o trânsito me tira do sério...);
- massas populacionais, muito barulho, ar viciado (ou abafado)... além de me tirar do sério dá-me uma sensação pseudo-claustrofóbica;
- ter que repetir as coisas várias vezes de modo a que me ouçam/entendam;
- presumirem demasiado sobre mim e a minha vida, quando poucos são os "afortunados" a quem dou essa confiança de realmente conhecerem o meu íntimo.


Gosto especialmente de:
- os meus Amigos;
- Um fantástico dia de praia, com cheiro a Verão, uma brisa amena;
- rir até me doer a barriga;
- roupa lavadinha a cheirar a Skip;
- de olhar nos olhos de alguém, em silêncio, e ter conversas sem fim.

5 Álbuns:
- The glory of Gershwin
- Greatest Hits - Fleatwood Mac
- The best of - Sergio Mendes & Brasil 66
- Taking a chance on love - Jane Monheit
- Antologia 73/97 - Maria Bethânia Farinelli OST (maneira arguta de encaixar aqui mais um *grin*)


5 canções: (para já, há sempre as músicas do momento, e depois há as músicas que sempre serão especiais... só 5 é muito limitativo!)
- Randy crawford y Presuntos Implicados: Fallen
- Diana Ross and the Supremes: You can't hurry love
- Michael Bublé: Kissing a fool
- Dulce Pontes: No teu poema
- João Gilberto: Chega de Saudade


5 Álbuns no IPod:
- Rodrigo Leão: Alma mater
- Ala dos Namorados: Cristal
- M&W vol. 1, 2, 3 and soyon
- Les Miserables Original Broadway Cast
- Chicago OBC (não poderia faltar...)

não que tenha IPod, mas como dá jeito poder por aqui mais albuns :P


5 pessoas a quem passo a palavra:
vai pelos amiguinhos linkados... tudo de seguida (aguentem-se)
- Mistinguette
- pitseleh
- Sara Cacao
- Ela e o território
- Thiago

... se espreitarem o meu blog sabem que foram convocados, de outro modo termina aqui mesmo... (fui querida, admitam lá... dou-vos uma senhora saída airosa!)

setembro 08, 2005

Lighten up kiddo

As pessoas têm tendência a ver os outros através do seu umbigo... gostamos das pessoas se são boas para nós, são generosas se nos dão a nós, dedicadas se se dão a nós...
Se são boas para outro, mas normais para nós, não gostamos delas, porque não somos preferidos;
Se a nós não nos dão nada, são umas egoístas, mesmo que todo o seu mundo seja ofertado a outro;
Se connosco não se abrem, não sorriem, não lhe brilham os olhos, são reservadas, mesmo que ponham o coração nas mãos de outro, com o à vontade de quem ama sem reservas...

Vejo-te através do meu umbigo, com todos os sentidos e com todos os sentimentos... e não és nada daquilo que erradamente vêem em ti... relembra-os do especial que és, eles apenas estão esquecidos. *hug*

E o rock'n'roll?!

Assinalar apenas o seguinte aos caros visitantes, leitores e simples transeuntes do meu bloguinho:

os posts que reuniram mais comments neste estaminé foram um sobre tipo de moca (e assim sobre drogas) e um sobre orgasmos (e assim sobre sexo)... ai ai ai!
Começo a entender a opção humorística do Herman José!

Relato de uma ida ao cinema com mámãe

- primeira precaução, comunicar uma hora de sessão falseada, de modo a chegar a horas;
- persuadir mámãe a estacionar o seu carro como deve ser... ceder-lhe o próprio lugar, temer pela vida de mámãe e do seu carro, encarnar o perssonage de arrumador, limpar os suores frios;
- 100m mais à frente encostar o carro porque mámãe deixou cair o cigarro para o único local de impossível acesso no meu boguinhas... resignar-me e simplesmente despejar água para cima do cigarro, tentando não pensar demasiado na nojice que por ali deve andar agora, nem no cheiro que isso vai instilar no meu boguinhas;
- estacionar o carro, ir até ao parquímetro, por €2 euros e não sair ticket, não ser devolvida a moeda;
- escrever uma notinha para os homens-verdes: "parquímetro avariado, fica com as moedas e não dá ticket: €2 às 15h45m";
- ir até ao atrium ver de um aparelho mini-electrodoméstico (para mim) e acabarmos a ver batons e afins para ela;
- dirigirmo-nos ao monumental para comprar os bilhetes;
- ficar pasma com o comentário de mámãe ao saber o preço de um bilhete normal "só?!";
- dirigirmo-nos ao saldanha residence para a sala do filme que iríamos ver;
- esperar enquanto mámãe desencrava o salto agulha dos tapetes de borracha à entrada do residence;
- já em cima da hora da sessão e com os habituais pressings, mámãe entra numa papelaria e compra (com extrema urgência aparentemente) uma almofada de carimbo...;
- lentamente e a comentar o porquê de as pessoas preferirem estar enfiadas num buraco a estarem algures numa esplanada (mámãe sabe!) lá chegamos à sala de cinema;
- chegarmos ao nosso lugar e mámãe estranhar o tamanho do ecrã e a envolvência do som;
- não estou certa, mas mámãe adormecer a meio do filme, acordar e sorrir para mim surpreendida "pensava que estava em casa *risos*" (sim, porque dado o contexto até seria possível que tal confusão lhe acontecesse quando acordada *risos*)
- mámãe gostar e agradecer à filha a ida ao cinema, coisa que já não acontecia há uns 30 anos (!! eu bem lhe perguntei se ela ainda era do tempo das notícias e desenhos animados no início da sessão... but then again, eu também sou que ainda me lembro de ver pelo menos 1 filme assim);
- chegar ao carro, onde tinha uma multa da emel, desconsiderando por completo o facto de eu já ter posto €2 nas máquinas deles... dizendo que tenho que pagar a tarifa máxima (precisamente €2) por multibanco... dá menos trabalho pagar, é a sorte deles;
- a caminho de casa ter ainda oportunidade de vociferar com um táxi que de tão colado a mim que estava me ia batendo quando eu travei porque um carro à minha frente estacionava (tudo isto pausadamente e a uns 20km/h... por isso estava mesmo colado).

Apologismos

Não é egoísmo por vezes tirar um tempinho para nós... indulge ourselves... nem sempre podemos dar de nós aos outros, e mais importante que isso, nem sempre nos apetece.

Não me envergonho de admitir que não me apeteceu... apeteceu-me estar como queria e com quem queria. Passo um ano inteiro a fazer concessões pela família, pelos pais, pelos irmãos, pelo cão... e no único dia que é meu, apeteceu-me não tirar de mim para vos dar a vocês. E não me arrependo... não fico feliz de vos magoar, mas não me arrependo.

Recompenso-te a ti mãe e faço contigo um programa de gaja, como aliás nunca fizemos... levo-te ao cinema, com a promessa de fazer disso uma rotina, sempre que o teu "amor à casa" nos permitir. Levo-te a passear, para que te animes... para que dês ao meu aniversário o significado que eu sempre dei: apenas um dia como outro qualquer, que não tem porque ter significado acrescido por isso... em vez do dia 7, passamos o dia 8 juntas.

Porque, haja o que houver, comportamentos e reacções à parte, mãe é mesmo mãe... e mães serão eternamente as nossas fãs número 1... e como diz a raposa, somos eternamente responsáveis por quem cativamos.

It was my party

And I would cry if I wanted to...
1000 perdões aos amiguinhos a quem eu não atendi ontem o telemóvel, mas estava numa onda de "tempo para mim" e deixei os telemóveis no carro... soube-me bem na mesma, quando cheguei junto deles, ver as mensagens e as chamadas não atendidas... por isso os parabéns foram dados! Obrigada.

setembro 06, 2005

Body parts


Mulher bate recorde de orgasmos nos EUA

São coisas como esta que demonstram a grande nação que são os EUA... terra dos 28 cachorros em 2 minutos, terra dos 102 orgasmos consecutivos... magnífico!

Uma mulher de 28 anos bateu o recorde de orgasmos consecutivos ontém, no estado de Harward, EUA. O teste foi realizado na Universidade Federal de Harward.
Acompanhada por uma equipe médica, e com o auxilio de aparelhos, Mayra teve 102 orgasmos seguidos, quando estimulada no clitóris; o recorde anterior era de 81, obtido por uma polonesa em 1998.
De acordo com o resultado, os médicos poderão definir os fenômenos do Orgasmo feminino. "Os resultados foram impressionantes" Declarou John Berdway, porta-voz da equipe médica que acompanhou o teste.
De acordo com a equipe médica, o intenso orgasmo obtido por Mayra não poderia ser obtido através do sexo normal com um homem.
"Geralmente, uma mulher não consegue obter mais do que 2 orgasmos em uma relação, lembramos que esse caso do teste é raro"
O teste também teve suas consequências negativas: Após o 50° orgasmo, a mulher perdeu totalmente os movimentos das pernas.

Veja o que ocorreu no corpo de Mayra em cada etapa:

1° orgasmo: Sensação de Intenso prazer. é o orgasmo mais intenso de toda a série.
5° orgasmo: Profundo relaxamento muscular
10° orgasmo: A mulher perde a visão, em razão das fortes contrações musculares, e dos impulsos cardíacos, mas continua sentindo um prazer muito forte.
17° orgasmo: Perda dos movimentos dos braços.
29° orgasmo: Perda dos movimentos faciais
36° orgasmo: A área cerebral destinada ao sexo funciona plenamente, e a sensação de prazer aumenta cada vez mais.
45° orgasmo: A vagina começa a ter impulsos involuntários muito fortes.
53° orgasmo: A mulher perde os movimentos da perna
58° orgasmo: Mayra fica totalmente paralisada, toda a força do corpo vai para a vagina, que começa a latejar fortemente.
80° orgasmo: O corpo não tem mais forças para a sequência de orgasmos, os nervos da perna não respondem aos comandos cerebrais.
102° orgasmo: O coração bate a 161 bpm, e os médicos resolvem encerrar o teste.

Após o teste, Mayra ficará 3 dias em repouso absoluto, já que não consegue andar, até recuperar-se com uma alimentação rica em carboidratos.
Segundo Mayra "Foi uma sensação maravilhosa, jamais senti isso na minha vida"
Os resultados completos do teste, estão no site da Universidade federal de Harward.

Fonte: BBC News

setembro 05, 2005

A propósito de radiações Ultra Violentas

Este é um pormenor interessantíssimo... um verdadeiro fait-divers, que eu acho um mimo e que por isso mesmo passo a vida a espalhá-lo.

Ao contrário do que pensa a maioria da população que gosta de apanhar uma radiaçãozinha solar, comer saladas e ir para a praia são 2 coisas que não jogam muito bem... e porquê?... ora fóló mi:

- Porque salada que é salada leva alface
- porque a alface tem cerca de 98% de psoralenos (juntamente com outros legumes, como a afamada, mas sem tanto proveito quanto a alface, cenoura, que tem apenas cerca de 60%)... pensavam que eu ia falar da água, confessem!
- porque os psoralenos (que é um nome giríssimo!) são uma proteína vegetal com alta afinidade para a radiação UV-A
- porque os raios UV-A são os responsáveis pelos escaldões e assim pela agressão ao DNA das células da pele que em última instância poderá levar à formação de lesões malignas, nomeadamente os melanomas.

Conclusão: para hidratar beber águinha... água é 100% água, e é psoraleno-free! *wink and a smile*

Fim de semana

Voltei agora de um fim de semana esticadinho até à última, onde fiz uma visita à Meca do melanoma em Portugal... falo obviamente (ou não) do Algarve, onde estive a apanhar uns raios de sol mais equatoriais, na tentativa de que o facto de ser já Setembro, não me prive da corzinha sadia que gosto de manter no Verão (e se possível que se manifeste somewhat no Outono e Inverno)... sim, porque eu sou fútil e o meu estado de espírito muitas vezes é de correlação directa com a tez da minha pele.

Os meus agradecimentos à anfitriã que me proporcionou mais um pouco de UV-A que um dia me darão 1 (ou 2) de 2 coisas: rugas e melanomas.

setembro 02, 2005

Luar um dia


Fim de semana salta-pocinhas



















Foz Côa (Douro)

setembro 01, 2005

Conversa de casa de banho

Vinha agora da praia e tive porque tive que parar num cafézinho para fazer um xixizinho... (é bonito...)
O R. encostou o carro:
- Se calhar é melhor levar um lencinho...
- Ah, sim... aqui tens sorte se encontrares uma sanita (a gozar)... deves é ter daqueles buracos no chão *risos*

Entro no cafézinho que vendia frango assado, e dirigi-me à casa de banho, onde de facto encontrei um buraco no chão... senti-me uma super-tia super-snob mas tudo aquilo me fez confusão.

Quando cheguei ao carro, recordei com o R. a primeira vez que tinha visto tal género de casa de banho, quando fazia um intercâmbio através do jóquei, em Gyf-sur-Yvette, a uns 30km de Paris...
Entrei na casa de banho, e na inocência dos meus então 11 anos, fiquei especada a olhar para um buraco no chão, sem saber o que fazer dele... achei que me tinha enganado na casa de banho e que tinha entrado na dos homens... fiz contas à vida porque a minha bexiga estava do tamanho de um melão e eu não fazia ideia de como utilizar aquela casa de banho... e num momento que me pareceu de iluminação divina, descobri (o óbvio) como a usar...

Nada disto tem grande interesse, sem ser o facto de com efeito me ter marcado, ou não me lembraria de tudo ao pormenor deste (des)interessante incidente passados estes anos todos... (e agora fica no ar a minha idade *risos*)

Argumento anti-toxicodependência

- Apetece-me fruta
(...)
- O que é que as carochas comem?
- Vegetais e assim... verduras, húmus, coisas perto das raízes de plantas acho eu...
- Não.. estás parva?! As carochas comem fruta...
- Nao... comem verduras, fruta inclusive...
- Olha que acho que estás enganada...
(...)
- Ai... tanta gaivota...
- Oh R., estão ali porque está peixe na água...
- A sério?!
- Sim...
- Mas as gaivotas comem peixe?... pensava que comiam fruta!
- Mas porque a ti te apetece fruta o mundo animal inteiro tem que comer fruta?! *Risos*

Phileas "JustAir" Phog

E eu nem ia comentar... mas como ontem, aquando da oficialização da sua candidatura, estive a falar sobre o assunto, e agora a comentar no blog da Sara me relembrei do dito, cá vai uma posta...

Recordemo-nos da bela prestação como Embaixador da Boa Vontade da Unicef Presidente da República do Dr. SóAres... passando à frente do pensamento que mais depressa nos ocorre de sua excelência vestido de mandarim sentado em cima de uma tartaruga gigante, pensemos nas sesssões no Parlamento, em que se tornava notório que alguém (quando lhe comunicou as funções inerentes ao seu cargo) lhe deve ter dito tão somente "carrinho de choque! carrinho de choque!... não interessa o que eles [governo PSD com maioria absoluta, btw] digam/proponham, mas não deixes nada passar!"

[rai's parta a imagem da tartaruga que não se afasta facilmente...]

Sobreponhamos então a esta ideia (mais uma vez, não a da tartaruga, por tentador que seja fazê-lo...) a noção de que temos um governo PS (o que se torna relevante, porque este candidato a PR é nitidamente político e jamais independente) com maioria absoluta, em que difere do anterior governo PS apenas o PM e o facto de ter maioria parlamentar, e que já provou estar decidido a continuar o legado do anterior governo PS (deixo à vossa imaginação qual será esse legado... but then again, não é preciso imaginar muito)...

Precisaríamos de um PR menos senil, mais "matemático" e "económico" e menos embaixador, com toda a certeza... mas ele lá acha que ainda está aí para as curvas, por sinuosas e mal inclinadas que sejam (porque como todos nós que conduzimos sabemos, o que há mais por Portugal a fora é o milagre de curvas inclinadas para fora, de modo a melhor proporcionar o despiste...)...

E eu pergunto: sou eu que vejo ao longe ou é a nação que é míope (ou presbíope a julgar pela dívida ao S. Pedro do seu candidato a representante nacional)?!

Quero uma assim pelos anos

"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós nao têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e nao pisam as flores bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem "Despacha-te!". Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.

Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."

Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo.

agosto 31, 2005

Dedos mínimos e mobília

Estranha atracção esta, sem explicação nem contestação...

Há 2 dias, dei um pontapé no móvel de esquina do corredor (o mesmo que manifesta esta estranha atracção, jamais contestada, pelo meu dedo mínimo - aliás por ambos, dependendo do sentido em que me movimento - desde que sou pequena)... durante uns tempos terei um 3º dedão em substituição do meu dedinho.

(Porque é que coisas pequeninas doem tanto?!)

agosto 29, 2005

King Card é nosso amigo!




Muita acção, muita explosão... ocorreu-me várias vezes como é permitido fazerem-se filmes assim com a preocupação vigente com o aquecimento global e a produção exagerada de ozono e dióxido de carbono...
Mas está engraçado...




Engraçado diferente, mas engraçado none the less... há conversas "hilariantes" com o espírito comunista marxista leninista bem patente... porque todos os ricos são umas bestas que se aproveitam dos pobres coitados dos menos favorecidos, não trabalharam para chegar onde estão e obviamente não merecem usufruir do fruto do seu trabalho... (já não tenho paciência para este tipo de conversa...)

Barbie vai à luz











Palavras para quê?!...

PS- comentário do próprio na última foto "o melhor é sentir-se a emoção de se estar perto do povo benfiquista"... ele e os seus súbditos... novo-rico imbecil, volta lá para Santo António dos Cavaleiros de carreira!... tu e o teu gene do chic (que deve ter sido mutação adquirida...)

Estou preocupada contigo...

estás a deixar-te corroer por dentro, a envenenar pelo que te rodeia... costumavas ter um interior bonito, uma força imensa que te levava a conseguir o inimaginável. Sobreviver a situações desesperantes e desamparantes com um sorriso e uma atitude descontraída de quem já passou por muito e não ser uma pequena contrariedade que te leva a perder o Norte. Tens a orientação na vida que nunca tiveste (e arrisco dizer nunca terás) num parque de estacionamento...

Agora perdeste o teu Norte, mas propositadamente... tu sabes onde ele está, sabes que é o teu Norte... mas apeteceu-te fazer um desvio... e nisto passas por bairros de lata, conheces e dás-te com pessoas questionáveis, quer em moral quer em costumes... pessoas que tu sabes serem questionáveis, mas por isso mesmo sabes que não te questionam... e ganhas uma segunda pele... não uma carapaça protectora, mas de vergonha em ti mesma... envergonhas-te de ti... e ao fazê-lo morres por dentro, sentes-te e tornas-te gradualmente vazia.

Tu no fundo sabes que nem todos os sorrisos são preocupação e carinho, e que nem todos os franzidos de sobrolho são arrogância e superioridade... tu sabes isso, mesmo que o veneno te diga o contrário... mesmo que não agora, sê forte como te sei ser, e luta contra mais uma adversidade... não ponhas de lado o bom para aproveitar o "care-free" do mau... é bom sermos questionados, porque é isso que nos faz procurar as respostas, e nessa procura e nessa resposta crescer... não fujas das perguntas, nem fujas das respostas... foge da ausência delas, porque é nelas que reside o vazio.

agosto 26, 2005

"Kick me" kármico

Adverte-se a população em geral, que qualquer espaço ao lado do meu boguinhas não é um estacionamento provisório!!!

Porque é que quando estou estacionada à frente de um contentor de entulho, os condutores que deixam o carro em 2ª fila resolvem estacionar ao lado do meu carro em vez de ao lado do contentor de entulho?!

Cenas destas repetem-se no meu dia-a-dia, e estou sempre a arranjar maneiras imaginativas de sair dali sem ter que esperar que a falta de respeito se toque e se lembre de ir ver se as buzinas que ouve se devem ao facto de ter o seu carro a tapar outro... quase todas elas passam por subir passeios e esgueirar-me entre postes telefónicos, prédios e parcómetros...

agosto 25, 2005

Inominável, Samuel Beckett

Andei a mexer em papéis antigos vários, e encontrei estes trechos que me parecem indicar a qualidade e interesse do livro...

E os objectos? Que atitude se deve ter com objectos? Antes do mais serão necessários? Que pergunta. Mas não escondo a mim mesmo que devem estar previstos.

Haverá mais panos de fundo, panos de fundo mais fundos? A que panos de fundo dá acesso este pano de fundo? Estúpida obcessão de profundidade.

Mas eu já deixei de baixar os olhos. Em suma: só vejo o que surge mesmo à minha frente; só vejo o que surge muito perto de mim; o que vejo melhor, vejo-o mal.

Divirto-me a tentar descobrir quem me pode ter feito estas feridas de nada.

Põe-me as coisas em movimento sem haver qualquer preocupação com a forma de as fazer parar. Para falar. Começa-se a falar como se fosse possível parar, se se quisesse. É assim. O que permite que o discurso prossiga é a procura da forma de fazer parar as coisas, calar a voz.

E receio muito, já que só pode tratar-se de mim e deste lugar, que mais uma vez esteja prestes a dar-lhe um fim, ao falar deles. O que não teria importância, não fosse a obrigação em que me veria, uma vez liberto, de recomeçar, a partir de lado nenhum, de ninguém e de nada, para chegar lá de novo, por caminhos novos claro está, ou pelos antigos, sempre irreconhecível.

Considerar-me, sem escrúpulos nem cerimónias, aquele que existe, de uma forma qualquer, pouco importa qual, nada de requintes, aquele de quem esta história, por um instante, queria ser a história. Melhor ainda, usurpar um espírito. Falar de um mundo meu, também chamado íntimo, sem me estrangular. Deixar de duvidar, seja do que for. Deixar de procurar, seja o que for.

agosto 23, 2005

Talking astrology

Moon Semisquare Sun: Opposites attract, fill a void deep inside;

Moon Sextile Mercury: ease of communication, telepathic;

Moon Trine Neptune: meant to be together;

Moon Square Chiron: healing relationship;

Sun Sextile Sun: instant attraction;

Sun Semisquare Jupiter: strong sense of togetherness;

Sun Conjunction Ascendant: sense of completeness;

Venus Trine Uranus: instant and vital magnetism;

Jupiter Sextile Sun: ability to grow together;

and many more...

30 seconds it's all it takes...

Recebi isto no mail e tenho que partilhar... está de facto bem apanhado:

Titanic
Exorcista
The shining
Alien
Jaws

agosto 22, 2005

Palavras assim...

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill
(No Reino da Dinamarca)

agosto 21, 2005

Ausência

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

Sophia de Mello Breyner Andersen

agosto 19, 2005

Estar só é o contrário de estar acompanhado (?! Lili dixit)

Mais uma vez, ia escrever um comment no blog da vizinha P., que se tornou tão longo que resolvi escrever um post...

Fala a P. de relacionamentos... do porquê das relações sequenciais... do porquê da aversão a estar-se sem ninguém.

A verdade é também que a sociedade nos pressiona a todos para isso... estar sózinho raramente é visto como opção, mas sim como triste sina...
E mesmo que nos sintamos bem assim, acaba por moer que os outros nos vejam assim (a menos que nos estejamos nas tintas para o que os outros pensam... e isso sim é saudável!).

Lembro-me que nos 2 períodos celibatários que atravessei na minha (curta) vida após 2 relacionamentos mais marcantes, não me sentia sequer acordada para essa parte da minha vida, e as insistentes perguntas do porquê de eu estar sozinha, como se fosse uma doença ou um qualquer estado não compreensível, embora não me fizesse ir a correr procurar relacionamentos acabavam por me incomodar... e acabavam por me fazer perguntar-me a mim mesma porque é que eu não encontrava ninguém que me enchesse as medidas... ou quando inicialmente até pareciam encher, rapidamente se mostravam ser claramente insuficientes, e o interesse desvanecia-se...

Hoje à distância percebo que estava "cheia" e como tal não procurava nada que me preenchesse... cheia de recordações de momentos que queria preservar incólumes e sem interferências que lhes diminuíssem o valor.

agosto 18, 2005

Ubuntu

Aprendi a palavra a ver o filme "Um amor em África"... segundo o filme terá sido difundida a todo o povo sul-africano através das palavras de Nelson Mandela "Apenas do perdão nasce o amor" e significa, sumariamente, que a vingança é uma agressão ao próprio. Todos nós somos responsáveis uns pelos outros, e todos nós estamos interligados...

Ubuntu é uma palavra africana antiga, que significa "humanidade para com os outros"... significa "eu sou o que sou devido a quem todos nós somos"...

Willy Wonka




... the amazing chocolatier...

Filme engraçado para os piquenos e para os ghandis... houve cenas hilariantes, graças às interpretações descontraídas do Johnny Depp, no estilo inconfundível do Tim Burton (já lembra a do "Paneira no seu estilo inconfundível... ah não afinal é..." um qualquer, que eu de futebol não percebo nada e memória também não abunda ultimamente).

Tem uma musiquinha assaz agarradiça ao ouvido... eu chego a achá-la ligeiramente irritante... mas a doutrina divide-se...

Um amor em África (In my country)




Não são precisos muitos mais argumentos do que os presentes nesta fotografia: Samuel L. Jackson e Juliette Binoche... mas acresce a história, sobre o Apartheid, que (para mim pessoalmente) é um assunto interessante e sensível... em tom de drama romântico/verídico é um filme agradável, que se vê bem e que nem por isso deixa de impressionar um bocadinho...

Infelizmente está a sair dos cartazes (e nem por eles ficou muito tempo, a bem dizer), continuando à disposição na Grande Lisboa apenas no Millenium Freeport de Alcochete.

Viver em família

- mãe a entrar pelo quarto a dentro sem bater à porta;
- mãe a entrar pela casa de banho a dentro sem bater à porta;
- discussões com a mãe acerca o paradeiro da sua educação, relacionado com os 2 itens anteriores;
- acordar às 6.30am todos os dias (férias incluídas) com o papá a tocar à campaínha que se ouve na copa (que é simplesmente à porta do meu quarto);
- ser uma questão de família o facto de eu nem sempre ter fome para fazer todas as refeições... não é propriamente como se eu tivesse ar de subnutrida! Acho que aguento saltar umas refeições...;
- deixarem pacotes de leite no frigorífico com um resto (que não é um nico) de leite só para não terem que o deitar fora (dá muito trabalho dobrar o pacote e pô-lo de parte para reciclar...);
- não porem pacotes de leite no frigorífico quando abrem ou acabam o último;
- estranhamente, toda a gente barafusta com o mesmo, pelo que acho que há um bicho qualquer que se diverte a beber-nos o leite...;
- acabarem com o papel higiénico e não porem mais na casa de banho... ou melhor ainda, acabarem com o papel higiénico que há em casa, e mesmo quando vêem isso acontecer não se lembrarem de dizer que é preciso comprar mais (para quê? há sempre guardanapos e papel de cozinha! *ouch*);
- usarem o meu desodorizante, evidenciado pela presença de pelos axilares nitidamente masculinos na superfície de roll-on, mas depois não ser ninguém... o tal bicho uma vez mais;
- apesar de ter o 1º e último nome iguais ao que a minha mãe dá para correspondência postal, tenho o apelido do meu pai, que não figura no nome da minha mãe... mas lá por isso ela não se coibe de abrir a minha correspondência;
- nova discussão com a mãe acerca do paradeiro da sua educação, que soube incuti-la mas aparentemente não preservou;
- discussões surreais com o irmão que passa umas 10h (mínimo!) diárias no computador, que invariavelmente protesta quando se lhe pede para usar a internet no mesmo(como se fosse dele e não da casa) e se por acaso num dia temos o descaramento de ficar mais do que 2h, na próxima semana teremos que o ouvir a dizer que passámos a semana o dia inteiro no computador;
- perante tais coisas, depararmo-nos com a impossibilidade de instalação de uma máquina de picar o ponto no computador... seria tudo tão mais fácil;
- ser-nos constantemente pedido para passarmos os fds em casa porque a empregada sai a partir de sábado às 7pm, porque é também constantemente esquecido que somos 5 irmãos e não apenas os 2 que aqui moram;
- não existir passado... ele constrói-se de acordo com a seguinte fórmula matemática (excepto quando dá jeito que exista, claro está, de acordo com quem faz o discurso): a semana passada x nº de semanas que se passaram até hoje;
- a mãe que só quer ir à casa de banho desde que esteja alguém lá;
- os eventuais cabelos no ralo, que nunca são de ninguém;
- a ausência total de privacidade;
- o adormecer com a porta fechada, a mãe a abri-la a meio da noite para cuscar, deixá-la entreaberta (mesmo quando tenho a janela aberta), acordar-me a meio da noite, eu vociferar para ela me fechar a porta (tudo na tentativa de não acordar às 6.30am quando tocar a campainha...) e ela nunca ouvir, obrigando-me a levantar-me da cama para o fazer (sendo que quase sempre quando acordo de manhã está novamente aberta)...

Estes são os pormenores mais freakshow de viver em família (com a minha família... porque acredito que as haja normais...)... e eu pergunto: como não querer sair de casa?!

agosto 16, 2005

Great minds think alike

Estava à toa na vida, meu amor chamou por mim, por nós... no Silêncio, só isso se ouvia, o chamamento dos "amantes abraçados contra a morte"... porque há palavras que nos beijam... beijos ternos e apaixonados de quem não sente nada mais a correr no seu corpo, apenas o imenso amor, esperança louca...

Esperança do eterno, incomensurável... esperança no amanhã que será sempre mais um momento inesquecível, como todos são do teu lado, lado a lado. Porque não é preciso mais que isso para tudo ser perfeito, me completar, me encher e preencher, me fazer sentir e vibrar a cada pormenor, a cada pequeno nada, por oposição ao tudo... o tudo e o nada reunidos numa só pessoa... a causa e o efeito... o como e o porquê... e nem tudo tem um, nem tudo tem explicação, nem tudo se entende por palavras, que faltam, que falham, que escasseiam e não atingem... porque beijam mas não completam, não preenchem os dias, vendo a banda passar, cantando coisas de amor..

Soneto de contrição (o castigo)

Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.

Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.

Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma...

E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.

O Poeta

agosto 11, 2005

Bom fim de semana!

Para vocês que dedicam uns segundos, minutos, horas (?! please... get a life! :P) do vosso dia para ler as palavrinhas que deixo por aqui... são de facto uns queridos, e só podem mesmo ser uma de duas coisas: ou muito meus amigos ou doidinhos como eu!

Lembra-me a história (que acho que já aqui contei... estou um bocado desmemoriada...) da população de uma aldeia que endoideceu por beber água de um poço contaminado... se por acaso não conhecerem a história deixem uma notinha (ou introduzam a moeda.. get it?!... *risos*) que eu depois conto-a...

Mas agora vou passarinhar por esse nosso lindo Portugal (em chamas)...

Foz Côa or bust! (and then again...)

agosto 10, 2005

Viagem ao passado

A ver mails antigos apareceu-me este, que guardo com alguma estima... não pelo seu conteúdo em particular, mas sim pela franqueza (brutal, onde nem se percebe a linha entre o ataque de nervos e o humor corrosivo) que ostenta... coisa que em mim nem sempre é frequente porque sou demasiado trouxa para fincar o pé com tanta veemência...

Queridos amigos,
venho c este mail suplicar-vos, em prol da minha sanidade mental, q parem de me mandar mails cujas características sejam contempladas na seguinte lista:

1- sejam pura chain letter, q me rogue praga se eu a quebrar
2- sejam repetidos
3- pior do q serem repetidos, sejam mails q eu propria vos enviei... acho q se pode partir do pressuposto q li o mail antes do o enviar para vocês, mas obrigada pela atenção na mm
4- tenham um pedigree de forwards tão extenso, que fico a saber o e-mail de todos os habitantes mundiais... essa porcaria apaga-se antes de reenviar um mail!
5- devido a esse mesmo pedigree de forwards, o conteúdo do mail vem tão bem escondido em anexos após anexos, q acho q estou a abrir uma matriochka e n uma merda de um mail
6- ah... fica-vos muito bem a comoção pela menina q tem 4 meses, a filha do george arlington q recebe 32 cêntimos p mail, da aol e znet ou coisa do genero... lamento desiludir-vos, mas n podem (nem nunca puderam)fazer nada p ela... a tal menina ou bem q já morreu ou ja deve ter a nossa idade: esse mail é mais velho q o *****
7- em vez de porem as moradas no para, ponham no cco porque assim o mail n "acusa" os remententes do mail, pelo q já n preciso de me preocupar c os mails q me vêm n sei de onde, e com os quais o meu Norton adora brincar a apanhada.... tradução: parem de dar a minha morada de email a spammers q me mandam virus

ESPERO QUE SE DIGNEM A LER E A DAR ATENÇÃO A ESTE MAIL... EU SOU UMA PESSOA REAL, A BEBÉ UCRANIANA C 6 OLHOS, 1 OMBRO E PÉS DE GALINHA NÃO... ALÉM DE QUE LEREM ESTE MAIL ME AJUDA, E A MENINA FICTÍCIA NUNCA AJUDOU COISA NENHUMA ESTE TIPO DE PROCEDIMENTO... (talvez pq.. hum, deixa-me pensar... É FICTÍCIA!!!!!)

Como podem ver isto é um mail pessoal! Nao foi uma coisa que me mandaram e eu resolvi repassar, acho q isso mostra e demonstra q de facto eu preciso e quero q o leiam e respeitem o q vos peço...mandem os forwards q quiserem, as piadas que quiserem, os pedidos de ajuda (VERÍDICOS!!!) que quiserem, mas por amor de Deus usem o BOM SENSO... n duvidem de vocês próprios, ele ha-de andar algures por aí, e qd aparecer hão-de ver q há mails que puramente tresandam a TRETA. Eu já tive esse tipo de procedimento, repassava tudo o q me mandavam, mas achei que tava na altura de ter algum respeito pelas pessoas q me dão a sua morada de email... vou mandar este mail a todos da minha lista, apesar de nem todos o fazerem, mas é só p precaução...
Posto isto tenho só mais uma coisa a dizer... se eu voltar a receber algum mail daquele tipo, vou presumir que foi porque n leram esta carta, e como tal tb n vão ler este aviso: assim que isso acontecer, mando a essa pessoa um virus... sim eu tenho virus de reserva no mail, são aqueles q os spammers que vocês puseram no meu encalço me mandam!
Apesar de estar piursa gosto muito de vocês na mesma, beijinhos,

Fui um doce... tenho que admitir (e apesar de tudo ainda tenho amigos...)! E houve pessoas sem sentido de humor que não perceberam que isto era uma piadinha... (I wonder why)

Hi5

E por falar em lixo que se guarda como tesouros, ocorreu-me (não sei bem porquê!) o Hi5... esse seguidor do orkut (onde pululam brasileiros) e predecessor de outros tantos que germinam pelo cyberspaço (não os conheço, mas sei que estou sempre a receber convites para comunidades várias...).

Qual o objectivo de se pertencer a estas comunidades?!... e mais... qual o objectivo de ter dezenas de contactos que nem conhecemos, nem nunca interagem connosco?... fazer número certamente... mais ou menos a mesma lógica que me faz ter quase 100 contactos no msn, dos quais vejo online com relativa frequência cerca de 15, de entre os quais comunico apenas com uns 5 com frequência... talvez seja mais alarmante fazer a análise inversa: em 100 contactos, gosto ou gostaria de falar com uns 20 e os outros para mim poderiam nem estar lá... então porque os tenho?!

Se calhar é por ter esta mania que sou esquizóide que gosto de ter amiguinhos imaginários...

Estupidezes várias que justificam (ou não) o nome do blog

Quanto mais tempo se tem mais tempo nos falta... a relatividade do tempo é uma coisa engraçada.

Estou de férias, e ando numa vida de pastel que só vista... se ao menos dormisse imenso até me sentia bem comigo mesma, mas nem isso acontece como tal fico-me nesta vida de inutilidade extrema (que de vez em quando até sabe bem), mas com umas olheiras tremendas (futilidade acima de tudo!).

"Tarefas" de envolvimento intelectual pronunciado e prioritárias como arrumar o quarto, pôr roupa para dar, obrigar-me a deitar fora pelo menos um terço das várias coisas que guardo como tesouros (até um clips partido tenho guardado como recordação... e o mais triste: de uma pessoa que nem sequer me é especialmente especial, p.o p.), arrumar o porta-bagagens do carro, etc., ganham a dimensão da construção do túnel do Baptista Russo, e como tal ganham também a sua duração (qualquer coisa como as obras de Santa Engrácia).

Engraçado concluir que se estivesse em época de exames teria o quarto num brinco...

E mais... sei que é importante chover, para repôr humidade no ar, ajudar a apagar os fogos e a minimizar a ocorrência de novos e assim... parte de mim sabe que é importante! Mas outra parte (a que fala mais alto em altura de férias... a parte fútil) só quer mesmo é ir para a praia... ficar com uma corzinha interessante, um ar sadio... por isso, S. Pedro, pára lá com essa mania de seres Bombeiro Voluntário e let the sunshine in, sim?!...

agosto 09, 2005

A day at the blog spa

Cara nova, mariquices acrescentadas... same bullshit!

Resolvi fazer um post a explicar a aparência dos comments, não vão as pessoas dizer que eu sou anti-social e antipática e assim...

Imaginem-se na cabeça de um esquizofrénico... imaginem agora que os comments são vozes na cabeça de um esquizofrénico... imaginem ainda a preocupação paranóica de saber de quem é a voz e ao que vem... qual o plano maquiavélico subjacente à sua manifestação ("quem te mandou aqui?").

Imaginem depois o caos numa cabeça em que várias vozes se ouvem ao mesmo tempo... a falta de Silenzio... hence o "deslarguem-me"...

Se por acaso tiverem ideias mais brilhantes, sugiram aqui fáfávô... que eu confesso que não consegui ir mais longe que isto! *risos*

Há dias




Na semana passada ou assim, fui ver este filmezinho... típico filmezinho de domingo, ouvi dizer, e como tal fui vê-lo num domingo, após um dia de praia, e como tal com o sentimento letárgico que só pode resultar dessa combinação de factores.

Foi engraçado, como se esperaria, mas confesso que me custa ver a Jane Fonda num papel destes... aliás custou logo quando vi o trailer do filme... e depois de visto o filme ainda mais me custa... com uma carreira impressionante, 2 óscares, nomeações para outros prémios como um Tony... e faz-me um regresso aos ecrãs após 12 anos de afastamento com um filme destes?!... O filme é giro, mas não é lá muito dignificante oh senhora Fonda...

O Rei dos mundos




Finalmente fui ver a Guerra dos Mundos... fiel como remake até na pobreza tecnológica dos aliens... achei piada que no meio de tanta tecnologia não houvesse sensores de temperatura ou de movimento, ou até de som mais sensíveis que o ouvido humano, por exemplo,, que permitissem um jogo de gato e rato um bocadinho desadequado do contexto de invasão alienígena (but then again, look at the context...).

Gostei do filme, apesar de tudo, e para não variar muito passei o filme inteiro a roer (não as unhas porque dão muito trabalho a arranjar e era um desperdício) as pelezinhas e num estado de ansiedade que não pode fazer bem... mas é isso mesmo que as pessoas procuram em thrillers e filmes de terror: masoquismo.

Momento da verdade

Take the quiz: "Your Psych-Ward diagnosis"

Bipolar Disorder
Diagnosis: BiPolar Disorder Sometimes severe mental disorder involving manic episodes that are usually accompanied by episodes of depression. The manic phase of the disorder is characterized by an abnormally elevated or irritable mood, grandiosity, sleeplessness, extravagance, and a tendency toward irrational judgment. During the depressed phase, the person tends to appear lethargic and withdrawn, shows a lack of concentration, and expresses feelings of worthlessness, self-blame, and guilt.

agosto 08, 2005

Palettes... miríades... plétoras!

"Se apenas houvesse uma única verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre o mesmo tema."

Pablo Picasso

agosto 06, 2005

Gosto muito de você leãozinho

Parabéns Saroco (eu prefiro Sarinha... é só mesmo porque é o teu aniversário...)!

Complementaridade II

A pensar no post anterior (e na gracinha do "2 become 1"...) resolvi transcrever a conclusão a que cheguei em conversa com o T.... não que tenha sido uma coisa nova para mim, mas pude verbalizar e ouvir verbalizado o que no fundo já sabia e sentia mas nunca tinha sido capaz de traduzir por palavras: as pessoas que passam pela nossa vida (e não ficam) não são erradas... simplesmente não são certas o suficiente. Não são o nosso molde, mas encaixam no pedaço que nos falta... dão-nos a transitória sensação de plenitude até que demos conta dos restantes pedaços que nos faltam e que não estão nessa pessoa para nos dar.

Nessa medida, duas pessoas, molde uma da outra (ou moldadas uma a partir da outra ou clivadas em duas, consoante a preferência filosófica), tornam-se uma (como conceito... porque na verdade sempre o foram...).

E é engraçado verificar que essa 1 pessoa fruto da união de 2 metades, se torna também em 2 pessoas... as 2 metades não se apagam mutuamente. Vivem uma da outra, da existência uma da outra, da individualidade uma da outra...
O mesmo não se passa com os encaixes mal articulados, em que um apaga o outro, um segue o outro, um subjuga o outro... tudo fruto do desequilíbrio existente à partida no fulcro: o encaixe.

Two become one

We're not even two people... Even before we met, we were two halves walking around with big gaping holes in the shape like the other person.

Plath

agosto 04, 2005

Longing

20,000 seconds since you've left and I'm still counting
And 20,000 reasons to get up, get something done
But I'm still waiting
Is someone kind enough to
Pick me up and give me food, assure me that the world is good
But you should be here, you should be here

How colors can change and even the texture of the rain
And what's that ugly little stain on the bathroom floor
I'd rather not deal with that right now
I'd rather be floating in space somewhere or
Worry about the ozone layer

And it's almost like a corny movie scene
But I'm out of frame and the lighting's bad
And the music has no theme
And we're all so strong when nothing's wrong
And the world is at our feet
But how small we are when our love is far away
And all you need is you

agosto 01, 2005

6ª feira à noite no teatro

Pensa-se em Saramago e extrapola-se logo para uma coisa mais ou menos séria... lembramo-nos de um dos seus livros que nos é preferido, o «Ensaio sobre a cegueira», e o pensamento que se lhe segue é "deve ser muito bom vê-lo no palco!"

Pensava eu assim quando comprei os bilhetes... e depois o Fa disse-me que tinha visto uma reportagem na 2: e que aquilo parecia ser meio experimentalista. E eu pensei (eu que odeio arte experimentalista) "oh... mas ao menos há sempre o texto, a história... não vão poder fugir a isso!" e fui na mesma.

Começa a peça... entram 8 preservativos humanos roxos, a lembrar o "ABC do amor" do Woody Allen, com passinhos rápidos e pequenos... não se sabe o que estão ali a fazer nem para que servem... mas são arte!
Quando os personagens ficavam cegos, a sua voz alterava-se para um irritante e rouco tom de voz de desenho animado... de 5 em 5 minutos, punham os rabos à mostra para dar a entender o carácter animalesco de uma vida em que ninguém vê o estado das coisas... o intervalo que ninguém entende como tal e que por isso mesmo não recebe aplausos, o ar aparvalhado de todos os espectadores quando de facto se apercebem que era o final do primeiro acto... uma criança (de uns 40 anos e com pele de adolescente de facto... pelo menos no que diz respeito ao acne) que já não se lembra o que é o latão e que ouve atentamente que "o latão é amarelo" em tom teatral... um final pseudo-artístico em que um quadro ofertado por uma velha cega à criança então cega diz tudo (ou não): um banco vazio junto a uma janela... como que à espera que alguém se sentasse nele para ver a vista, que sempre esteve lá para ser vista só que por muito que a olhassem ninguém a via... um elenco que corre para poder dizer que foi 2 vezes ao palco...

E depois o mais agradável e comum a todas estas coisas pseudo-artísticas: o espírito de "o rei vai nú"... quem não aprecia é um epsilon-bruto sem qualquer sensibilidade... porque aquilo é arte! É-se um ignorante se por ventura se chama àquilo a merda que é... adoro as idiossincrasias sociais... deliro com elas!

O fenómeno king card

Os filmes que vi recentemente, ao longo deste mês de julho...

A balada de Jack e Rose


Um filme bonito e terno... estranho que o seja devido ao melindre que deveria causar a possibilidade de um romance entre pai e filha... mas é de facto, estranhamente, bonito.

Madagascar


Fantástico... impagável e memorável a expressão do lémur bebé... ou ainda os pinguins dos serviços secretos...

Feux Rouges


Típico filme francês que nos faz pensar sobre um assunto, em redor de um enredo simples e quase banal... fazer de uns minutos de um dia puramente comum o tema de uma dissertação.

Fantastic four


Filme de acção, não tem muito que se lhe diga... mas é sempre bom recordar pedaços da nossa infância, passados da BD para o ecrã.

Good woman

Delicioso o argumento... deliciosa a história, deliciosa a interpretação da Helen Hunt, deliciosa a relação entre a Mrs. Erlynne e o Tuppy... delicioso o modo como nos mostra que nem tudo o que parece obviamente verdade o é.

Dark water


Não chegando aos calcanhares do bailado em "White noise" também promete mais do que cumpre... mas achei engraçado na mesma.

Euromilionários

São dias difíceis... foi um mês de muitos gastos (o de Julho), chegou o fim do mês e a minha mesada ainda não entrou no banco, com a agravante de ter ido ao banco tratar de pedir um cartão novo porque o meu cartão só funcionava nas máquinas de Multibanco e em mais lado nenhum, e ter tido que o deixar lá... basicamente tudo isto se resume à simples frase "estou falida"... tenho uns trocos no banco, uns trocos na carteira e uma mãe generosa que perante os meus pedidos de dinheiro porque não tenho sequer dinheiro para pagar o chupista do arrumador me faz um sorriso e diz "tira-me a carteira se faz favor"...

Mas porque sou bem portuguesa, não é isso que me demove de gastar €10 (que por acaso não tenho) a jogar no Euromilhões... é que 100 e tal mil euros é aliciante, claro... pouco interessa que a probabilidade de acertar na porcaria da chave seja ínfima... já para não falar que se está a jogar contra (ou com) milhares de europeus.

Mas o mais triste é gastar dinheiro que não temos e nem sequer acertar mais que um número e uma estrela... e já gozo!

julho 29, 2005

Histórias de enfeitiçar eleitores

Era uma vez, numa república de bananas não muito longe daqui, uma família muito conhecida... desde a altura em que se cantava em jeito de protesto e as pessoas se reuniam em grupos clandestinos para discutir o estado da nação porque não podiam ser vistos a fazê-lo em público.

Esta família, composta pelo pai bulldog, pela mãe Florence Nightingale e pelo filho bulldog com problema de excesso de sudação (as más línguas chamavam-no, e chamam-no ainda possivelmente, de seboso), mexia muito com o destino da república das bananas... havia muito quem lhes chamasse os mais bananas de todas as bananas da república. O pai bulldog chegou a ser o chefe de estado da república, e mesmo depois disso, no avançar da sua idade e declínio das suas faculdades mentais, continuava a achar-se no direito de (e continuavam a pedir-lhe que o fizesse, por estranho que pareça) dar a sua opinião em assuntos de estado.

Um belo dia, a família bulldog resolveu comprar umas quintas a uns 200km da capital da república... na verdade uns descampados, sem valor de maior, onde resolveram criar galinhas... seria certamente um sonho de criança de cada um dos senhores bulldogs... como aliás é também o sonho de tanta boa gente: criar galinhas é a ambição de tantos de nós!

Anos mais tarde, um governo apadrinhado por essa mesma família bulldog, insiste na ideia estranha de fazer um aeroporto longe, muito longe da capital... "Ota hell! é extremamente necessário", como parte de um choque tecnológico, apregoa este governo... a família bulldog, como sempre opinativa, inicialmente dizia ser um disparate, mas actualmente já concorda com esta ideia. E estranhamente, este aeroporto ficará localizado no mapa na mesma região que as quintas de galinhas da família bulldog! Pobres coitados... terão que largar o seu sonho de criar galinhas, vender os seus terrenos por um valor multiplicado por 20!

Para a família bulldog eu dou este conselho, porque acredito que não devemos desistir dos nossos sonhos: comprem mais terrenos baldios atrás do sol posto, criem aí as vossas galinhas... elas estarão aí seguras, juntamente com o vosso sonho, até que um novo aeroporto se julgue necessário por um novo governo que veja a vida em tons de rosa (porque infelizmente havê-lo-á porque os habitantes da república das bananas são, como o nome indica, bananas... e as bananas não são dotadas de memória nem da mais renomada das inteligências), e precisamente na localização das vossas quintas de galinhas... acharão certamente que é um perseguição, mas será com certeza apenas uma coincidência! Nunca deixem de sonhar!

julho 27, 2005

De que planeta vens?

Júpiter

O quinto planeta a partir do Sol, também é o maior do sistema solar - Júpiter tem o dobro de massa de todos os outros juntos. Por seu tamanho, ganhou o nome do Deus dos Deuses romanos (Zeus, na mitologia grega). Assim, Júpiter é símbolo de poder, de força, autoridade e superioridade. Sendo o quinto de nove planetas, está bem no meio dos astros que orbitam ao redor do Sol, e por isso pode ser associado à mediação, justiça e ordem. Na astrologia, Júpiter é associado a progresso, abundância, equilíbrio, riqueza, optimismo e confiança. Também é a expansaão dos nossos conhecimentos e fortuna. É o regente dos signos de Sagitário e Peixes. Você, jupiteriana, gosta de ter o controle da situação. Com instinto de liderança, sabe como comandar e se sente confortável num lugar de poder. Também tem talento para administrar o dinheiro e muita auto-confiança.

Será que esta do "dobro de massa de todos os outros juntos" é uma boquinha?!...

E acho que sou má... não tinha essa ideia, mas com toda esta sede de poder, só posso ser má (ou má ou uma dominatrix em potência!... eu que nem gosto de couro, que disparate...).

Fui copiar a ideia à P'zinha, que o foi buscar aqui.

Holmes Palace

Também conhecidos (pelos seus membros, pelo menos) como "chulos", "vigaristas", "ladrões",...

Junto no rol de vigarices de que já fui alvo por estas singelas pessoas, a mais recente...
Entreguei atestado médico quando percebi que não poderia frequentar o ginásio com muletas (custou a aceitar)
descoberta hoje quando abrindo uma carta que me dava a conhecer que o meu atestado médico (a propósito da tendinite...) tinha sido aceite... para o mês de agosto.
Basicamente cobraram-me 2 mensalidades por engano, cobertas pelos meses de atestado... para não terem que me devolver o dinheiro, aceitam o atestado, mas só pelo último mês...

Sim, porque toda a gente sabe que quando se entrega um atestado médico, nos primeiros 2 meses está-se saudável... imbecis!...

As desejadas

A partir de hoje, sensivelmente às 11h, entrei de férias...
Terei finalmente tempo para tratar de tudo o que deixei pendente e mal pendurado enquanto morri para o mundo nesta época de exames... estou a menos 1 ano do objectivo! *grin*

Agora quero dormir muito, muita praia, muito cinema, muito teatro, muito jantar, muita saída!!!... Ai sair para dançar... havia tanto para dizer, mas agora não tenho tempo (e o tempo urge)![*]

[*] Expressão idiomática inventada por alguém do gang... talvez eu, mas como não tenho a certeza e não quero tomar posse do que não for meu não arrisco...

julho 22, 2005

Só para dizer que...

... ainda não morri! Já o desejei, mas ainda por aqui ando, com a vida social de um panfleto... mas não de um daqueles que anda de mão em mão... é mais daqueles que estão entalados entre o armário e a parede de um qualquer café e que as pessoas até os vêem mas nem por isso contactam com eles...
Assim sou eu!
Felizmente a época de exames está quase a acabar... e em grande estilo! *this life sucks*

julho 15, 2005

Levanta-te Lázara... e anda!

5 meses depois da primeira claudicação, chega o dia (o anseado e desejado dia) em que tive alta da fisiatria!... Estou curada! Já não há tendinite para ninguém!...

Lentamente poderei voltar à minha vida normal, com idas a ginásio diárias, sair para dançar, se não me apetecer levar o carro para um sítio que fica a uma caminhada de 20 a 30 minutos posso ceder ao impulso!... para já já não, mas já lhe sinto o sabor!...

julho 14, 2005

Final da meta

... e final da força anímica.
Falta-me um exame... e depois dormir, dormir, dormir... preciso tanto de férias...

Até lá vão-se aturando reuniões de coleguinhas que gostam de se ouvir a si próprios a falar, num dia em que só precisava mesmo de dormir o que não dormi de noite... não sei se já disse vezes suficientes o quanto odeio reuniões de faculdade!...

julho 13, 2005

What a difference a day makes...

... 24 little hours (and every second more than that).

julho 10, 2005

Diagnostiquem-me

- dores de cabeça (desde que comecei a dormir pouco, há umas 2 semanas) no local dos seios perinasais, com fotofobia
- sono (desde há muito tempo)
- dores no corpo (desde há 2 ou 3 dias)
- dores de garganta (desde há 2 ou 3 dias)

Diagnósticos possíveis:

a) Enxaquecas
b) Gripe
c) Sinusite
d) Enxaquecas com a adição recente de uma gripe
e) Fibromialgia enxertada num contexto de Enxaquecas espoletadas pelo cansaço (só porque é fashion e assim passo a ter todas as doenças das tias...)

PS: depois de me diagnosticar, curem-me também se faz favor...

julho 01, 2005

20 Perguntas Sobre Mim

Encontrei estas perguntinhas no poiso da sensibilidade e apeteceu-me responder-lhes (porque sou megalómana e gosto de falar de mim):

1. Diz uma coisa óbvia sobre ti.
Tenho a pretensão de achar que nada em mim é óbvio... aliás o que mais me distingue é o meu temperamento, e mesmo isso causa polémica, porque muita gente acha que transmito paz e calma e assim... (tenrinhos!!!...)

2. Diz uma coisa sobre ti que pouca gente saiba.
Hum... tenho (tive) grandes complexos com o meu dedão do pé... que é assim tipo forma de batata... ou joystick. Entretanto já estou bem com ele(s), e tenho a felicidade de dizer que os meus sobrinhos (filhos da minha irmã) têm ambos o meu dedão (cada um tem dois próprios, mas em tudo iguais ao meu! *proud to leave her mark kind of grin*)

3. Qual é o teu maior medo?
Medo de ser menos do que aquilo a que me proponho... de sentir as pernas cortadas e não percorrer o meu caminho (ou aquele que quero percorrer). De chegar ao fim e me sentir desiludida comigo mesma (e aqui encontra-se a minha resposta habitual, que descobri não ser totalmente verdadeira: solidão).

4. Geralmente segues por caminhos já trilhados ou segues atalhos desconhecidos?
Pois que aqui a doutrina divide-se... se estivermos a falar de trânsito, vou sempre pelos caminhos que conheço. Infelizmente não sou daquelas pessoas que me aventuro no desconhecido (como a amiga jô)... mas assim também não me perco tanto!
Noutras questões, evito sempre os caminhos já trilhados, pelo simples facto de serem trilhados por outrem e eu ter a mania que a minha maneira é sempre melhor... e como aquela não é a minha, há-de haver uma melhor que aquela já trilhada (sim, é uma questão de teimosia e irreverência... questões de adolescência mal resolvidas, certamente!): a minha!

5. Indica uma coisa que queiras ou desejes e que não possas comprar com dinheiro.
Paz (se bem que férias dão paz... e para essas é preciso dinheiro... mas isso já são outros 500...).

6. Qual é a tua mais valiosa possessão?
(esta é mesmo a puxar ao meu lado mais piroso)... tudo o que tem real valor não se pode possuir.

7. Qual é a coisa que mais detestas em ti e que repetes frequentemente?
Todos os meus rituais obsessivos: certificar-me que fechei o carro e mesmo assim ficar na dúvida e ter que o confirmar, ter um local específico onde guardo cada coisa (em casa, no porta-luvas do carro, na mala, ...) e atrofiar violentamente se alguém me altera a "minha" organização, and soyon...

8. Qual é a tua mentira favorita?
Não tenho propriamente mentiras favoritas... mas talvez os meus "perssonages" e os meus teatrinhos...

9. Diz algo que tenhas feito uma vez e que desejas fazer de novo.
Hum... qualquer desporto radical (sobretudo coisas tipo bungee jumping, paraquedismo e afins, que na verdade nunca fiz...).

10. És ciumenta?
Bom... nunca fui muito (pouco)... sou, confesso que sou! Mas disfarço (acho que) bem.

11. Qual é a pessoa, lugar ou coisa à qual não consegues dizer não?
De um modo geral, não consigo dizer que não... sou um bocado trouxa that way (até saturar).

12. Qual foi a coisa mais gentil que fizeram por ti?
Tanta coisa me vem à cabeça... difícil nomear "a mais" gentil... pequenas atitudes, pequenos nadas que reflectem uma preocupação com o outro que sempre me emocionam e conquistam.

13. Se pudesses fazer alguma loucura neste momento, o que seria?
Pegava em mim e noutras coisas mais e tirava um ano sabático (mesmo a meio da época de exames... que é assim do mais inteligente que poderia fazer), convencia uma boa companhia e andava a viajar pelo mundo fora, de mochila às costas, trabalhando algures quando o dinheiro se acabasse.

14. Quando foi a última vez que choraste?
Há coisa de 1h atrás, a despedir-me de uma amiga.

15. Quando foi a última vez que te sentiste tão bem que nada mais interessava?
Foi há tempo demais (é sempre há tempo demais)...

16. Sente-se confortável em público sem ter uma camisa vestida?
Realmente... há sempre outras opções para além de camisas! Um top, uma t-shirt, um polo, sei lá...
Passada a adolescência, sinto-me confortável como for... estou bem comigo (gosto de ser mulher! *entra a menina com o tailleur vermelho a atirar-me confettis*)... aliás bem demais: megalómana, remember?!

17. Diz uma coisa embaraçosa que fizeste enquanto estava embriagado.
Acho que assim a mais embaraçosa foi a última... na festa de anos do amigo Fa, depois de ter ido buscar a amiga Jô a Azeitão (é incrível como os poucos filmes que tenho na minha vida contam com a tua presença!) e ter cerca de 30min para me embriagar (jovens, teenagers... enfim...). E de facto embriaguei, praticamente entrei em coma alcoólico... mas a coisa embaraçosa foi conter-me a viagem toda de carro até chegar ao príncipe real, sair do carro, ter um pronunciado refluxo gastro-esofágico (género exorcista) e cair ajoelhada no chão, em prece... foi um momento divino!

18. Nomeia uma pessoa, passado ou presente, com quem gostarias de passar um dia.
Com os meus avós.

19. Diz um lugar onde nunca estiveste e onde gostarias de ir, e porquê.
Mais fácil dizer um lugar onde já estive e gostaria de nunca voltar... (e que seria Nápoles... *risos*) mas talvez NY, pelos musicais.

20. Qual é a história por detrás do teu nick?
Já tive vários... o actual (Planta Xerófila) deriva do anterior a esse (Cactus cute). Uma planta Xerófila é um vegetal com adaptações a temperaturas elevadas com humidade reduzida, como as condições presentes no deserto... tem por isso em vez de folhas, espinhos. É por isso um cacto.
O Cactus cute, tem a ver com uma conversa que estava a ter com uma amiga minha, à cerca do meu signo (Virgem)... em que ela dizia que nós (virginianos) somos brutos como as casas, somos como cactos que picam a quem lhes deite a mão. E eu contrapus que isso é só fachada e que na verdade somos uns amores... ao que ela disse "sim... sao uns cactos muito cute". A ideia é que o nick seria a nomenclatura latina para o signo de virgem (hence me!)...

Cinema quiz

1. Qual o último filme que viste no cinema?
Crash/Colisão(ver crítica nos posts anteriores)

2. Qual a tua sessão preferida?
Depende do estado de espírito... regra geral a sessão que tiver menos gente, porque não gosto de massas populacionais. Incomoda-me a falta de educação das pessoas quando em grupos, incomodam-me os atrasos, incomodam-me as pessoas altas que têm acatísia[*] e não me deixam ver o meu filme com a compenetração necessária (e desejada).
Se estiver com uma das minhas "crises de meia idade", preciso de ver gente, e assim sendo quero a sessão das 9pm.

3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
Ora fascinar... o 1º... eu sou uma pessoa de fascínios e paixões intensas... por isso diria que foi possivelmente o 1º filme que me lembro de ir ver ao cinema: "O urso". Mas se a resposta fosse mais na base da qualidade do filme e menos na tenrice da minha personalidade, teria que dizer "A côr púrpura" (e é por isso que por muitos filmes que adore, este será sempre aquele que digo ser o meu preferido).

4. Para que filme gostarias de ser transportado?
Hummm... um filme de época definitivamente... Mas nada do género "Ligações Perigosas" (embora adore)... qualquer coisa feliz, tipo "Sense and Sensibility" ou outro da Jane Austen (uma coisa feliz em que as pessoas têm ar de tomar banho todos os dias... e em água corrente, perfume não vale!)
Numa perspectiva mais esquizofrénica, qualquer um do Lynch, Kubrick e ainda um filme que não sei de quem é, mas que é com o John Cusack "A identidade misteriosa"... é genial e fascinante.

5. E, já agora, qual a personagem de filme terias gostado de conhecer um dia?
Ora... a Dorothy, o Toto, a Maria Von Trapp, o Bambi, o Pinoquio, o monstro da Bela e o Monstro,...
Ou mais a sério, a Cleópatra (não pela personagem em si, mas pela figura histórica propriamente dita).

6. Que actor(actriz)/produtor(a)/realizador(a)/argumentista gostarias de convidar para jantar?
Posso fazer uma listinha? Adoro dinner parties...
Os meus preferidos (e vou esquecer muitos): A. Hopkins, J. Malkovich, S. Connery, K. Spacey, G. Byrne, B. Kingsley, B. Magimel, V. Cassel, F. Ardant, C. Deneuve, J. Binoche, I. Hupert, L. Bacall, E. Taylor, S. Weaver, C. Blanchett, K. Scott Thomas, S. MacLaine, L. von Triers, E. Kusturica, ...

7. A quem vais passar o testemunho?
Hum... acho que a ninguém... ninguém merece isto! *evil laugh* (sim, aprendi a não fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim...)

[*]acatísia: bicho carpinteiro

A posteriori

Tive muitas saudades quando deixou de vir cá a casa... finquei pé com a mamã que o vosso afastamento não iria condicionar o nosso e com isso ganhei até uma discussão sobre fidelidade familiar e afins...
Tristemente mas por preguiça, falta de tempo e falta de lembrança mesmo por vezes, esse afastamento acabou por acontecer também, gradualmente.

Espero que esta reaproximação tenha feito sentir o quanto todos nós gostamos de si... e que a nossa companhia e carinho tenha sido o amparo que precisava e queria mas não tinha coragem de pedir.

A educação e os berços

Cenário 1:

- senhor porsche carrera 4 atravessado em 2 faixas no meio trânsito
- moi meme dirige-se a uma das faixas, em vez de ficar parada entre as 2 como alguns 5 carros que lhe antecediam
- senhor porsche carrera 4 começa a apertar moi meme, lançando um olhar esgazeado pelo vidro
- moi meme olha para ele, continua a avançar em direcção à sua faixa (já adquirida)
- senhor porsche carrera 4 continua a apertar moi meme, mas sem sorte nenhuma porque ele é que estava no meio da faixa
- senhor porsche carrera 4 parou ao meu lado para me chamar ordinária e dizer para eu ir tirar a carta
- moi meme sorriu, fez referência aos desenhinhos na estrada e demarcou o óbvio: "não são obras de arte, são faixas... siga-as!"
- senhor porsche carrera 4 quedou-se a vociferar impropérios e gesticular objectos não identificados.


Cenário 2:

- porsche bloqueado por carrinha de agência funerária em 2ª fila que recebe um cadáver
- porsche buzina para que lhe saiam da frente do carro
- quando interpelado para que tenha o mínimo de respeito e espere uns minutos, protesta
- não sei bem como a conversa foi ali dar mas apregoa "eu sou muito educado!"
- resposta "o dinheiro só lhe comprou o carro porque educação não tem nenhuma... não está a perceber o que se está a passar?!"
- uma senhora a não identificar, visivelmente transtornada, interpelou o senhor, dizendo-lhe para se meter no carro e se calar imediatamente
- o senhor enfiou-se no porsche (quem tem pescoço francês...) e calou-se, finalmente...


Será que é da marca?!...

Porque ser tuga é isto mesmo...

... parar para ver um acidente, condicionar trânsito e se possível provocar novo acidente (temos que ser umas p'rás outras... há que dar e receber!)...

junho 23, 2005

Update cinematográfico



Ainda no mês de Maio, fui ver este filme... que prometia muito e se revelou uma senhora banhada... eu que sou tão susceptível a sustos com estas temáticas, fiquei impávida e serena, nem fui para casa a bater mal com o assunto. Com um tema tão promissor, sai-me uma coisa destas... (gostei especialmente do bailado do Michael Keaton com as sombras perto do final do filme... muito bonito!... ...)



Anteontem fui ver este... está no King... muito engraçado... não há grandes considerações a fazer, mas é fresco e vale a pena.

Colisão



"It's the sense of touch... In any real city, you walk you know... you brush past people, people bump into you... in LA nobody touches you. We're always behind this metal and glass...
It's the sense of touch... I think we miss that touch so much... that we crash into each other just so we can feel something"


Esta a ideia com que fiquei do trailer... de que era um filme sobre a solidão, sobre a evasão dessa mesma solidão através de algo tão banal quanto um encontrão numa multidão.

Na verdade é um filme sobre preconceitos... preconceitos dentro de preconceitos dentro de preconceitos... assustadora a repercussão que têm algumas das nossas fobias, das nossas bagagens, dos estereótipos que temos incutidos por uma vida em sociedade...

Como falava com a
Sara (que gentilmente me convidou para a ante-estreia deste óptimo filme... alta redenção do casal! *risos*), o filme analisa a causa, o comportamento e a consequência... com a frieza e crueldade de uma chapada bem dada (porque todos nós ali estamos retratados...).

E sugeriu-se-nos a assustadora realidade (portuguesa)... em que um arrastão legitimou uma manifestação de extrema direita... a causa, o comportamento e a consequência...

junho 22, 2005

Razões para não se gostar de taxistas...

- não respeitam faixas;
- acham-se os reis da estrada, com direito a fazer todas as tropelias;
- acham que conduzem melhor de que qualquer outra pessoa na estrada;
- não são civilizados, e não deixam passar ninguém, mesmo que por isso se forme uma fila de trânsito de kms;
- ao mudar de faixa não usam pisca... apontam com o dedinho [é para ali que eu vou!];
- se se mandar vir com eles por uma das várias porcarias que fazem no trânsito, mandam vir de volta, porque eles reis da estrada não se enganam!...;
- têm bigodinho sabujo, ou dentes podres, ou óculos ray ban aviador (que estão completamente demodé...), ou manguinha cava com a pilosidade axilar à mão de semear, ou ainda (o clímax!) uma camisolinha oficial do benfica (que como todos sabem é o clube do povo...);
- conduzem um mercedes que pintaram de amarelo casca de ovo (!!!);
- têm bancos de cabedal cor de mel;
- gostam de usar aquelas parolices cheias de bolinhas no banco do carro... para massajar as costas...

Estas são aquelas que me ocorrem ao cérebro entorpecido pelo sono... de certeza que haverá mais...
But then again... são mesmo precisas razões?!

junho 19, 2005

Head over feet

Conheço o sal da tua pele seca
depois que o estio se volveu inverno
da carne repousada em suor nocturno.

Conheço o sal do leite que bebemos
quando das bocas se estreitavam lábios
e o coração no sexo palpitava.

Conheço o sal dos teus cabelos negros
ou louros ou cinzentos que se enrolam
neste dormir de brilhos azulados.

Conheço o sal que resta em minhas mãos
como nas praias o perfume fica
quando a maré desceu e se retrai.

Conheço o sal da tua boca, o sal
da tua língua, o sal de teus mamilos,
e o da cintura se encurvando de ancas.

A todo o sal conheço que é só teu,
ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
um cristalino pó de amantes enlaçados.

Jorge Sena

junho 17, 2005

Exemplo de veterano da guerra do Ultramar

Tattoos
Braço direito:
- amor de mãe e filho (e ainda o famoso coração... com uma palavra de 3 letras riscada, e só a seguir o notorious "mãe"... porque até a fazer tatuagens ocorrem erros ortográficos!)
- amor de filho (e ainda... um caranguejo)

Braço esquerdo:
- amor de avó (e o famoso coração)
- flor (oh flor... dá p'ra pôr?!)
- bandeiras em cada uma das mãos, que não foram identificáveis...

Por averiguar:
- costas, peitorais e membros inferiores, que terão certamente algum desenho de interesse sobre a pele...

Acessórios
- fio de ouro com uma cruz de nosso senhor jesus cristo
- relógio de ouro rulex (which, btw, rules!)
- anelinho de ouro no mindinho esquerdo (com um leme de barco)
- anelinho de ouro no mindinho direito (com grafismo não identificável à distância a que me encontrava...)

Características
- camisolinha mangas cavas branca (tout-court)
- cabelo rapado (uma vez na tropa, sempre na tropa!)
- bigodinho tipicamente tuga (porque um macho latino não o é se não ficar com caldo verde nos beiços...)
- vozinha fanhosa

Adoro o contacto com o povo!...

junho 16, 2005

Abriu a época balnear



É sem dúvida alguma, assim uma banhada daquelas... o argumento um terror, as interpretações dignas de um talk-show dos anos 70 (ou seja quase inexistentes)... a única coisa que vale no filme é a fantástica imagem dos protagonistas, e para os aficcionados do género, as cenas de acção...

Só não digo com toda a certeza que este é o pior filme que já fui ver ao cinema, porque há sempre o Batman Forever...