junho 14, 2005

Wittel wabbitt

A minha sobrinha já nasceu... hoje às 19h17min, com 3,050kg, 48,5cm e I.Apgar 9/10... fui eu a primeira pessoa a ver-lhe a cabecinha, a ver-lhe a cara, a ver-lhe a boquinha abrir para soltar o primeiro choro... e a partir daí nunca mais parou! *grin*

É igual ao Becas, o que significa que a minha irmã não vai ter nenhum filho parecido com ela (a não ser assim que nascem, que são iguais ao que ela era em bebé...)... neste momento está num cross-over entre Durão Barroso e Mr. Magoo, e dentro em breve começará a ficar engraçada (espera-se!)...

Já aqui falei do milagre que é ver um parto, mas o milagre adensa-se quando o parto é da nossa sobrinha!...

Parabéns maninha e cunhadinho! :)

Cegonha com horário

Hoje, por volta das 6pm, nasce a sobrinha que me fará tri-tia! *grin*

junho 13, 2005

Begin the Beguine

Há algo de mágico num fim de semana prolongado... terminou hoje este magnífico fim de semana, mas a sensação perdura.

junho 12, 2005

Nem um dia

Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide
Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide
Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris


Djavan

junho 09, 2005

Hummm...

... deveria haver envelopes isotérmicos!!!

If he only had a brain...

- Um galão de máquina escuro se faz favor.
(tira um dedo de café para dentro do copo)
- Olhe que o galão é escuro!...
(junta-lhe o leite)
- Oiça... o meu galão é escuro...
(apresenta-me o copo, cor de leite, porque café havia pouco...)
- Desculpe... mas pedi-lhe 3 vezes um galão escuro... isto nem claro é...
(não responde, pousa o copo dentro do balcão, vai tirar um café que deita dentro do copo do galão... por algum motivo obscuro, essa mistura não se tornou no meu galão, e ele foi fazer outro. Passados intermináveis segundos, apresenta-me um galão se possível mais claro que o anterior... como acredito que não seja possível, vou admitir que era apenas igualmente claro)
- ... Isto é um galão claro... eu quero um galão escuro! (já capaz de lhe ir à cara, ou passar para dentro do balcão e tirá-lo eu...)
(afasta-se, e vai fazer-me um galão nas máquinas automáticas... ou seja com mokambo em vez de café... diga-se que o galão de máquina até é mais caro... e que eu queria um galão escuro, para acordar... apresenta-me o galão)
- O Sr. está a brincar comigo não está?! (é que ainda para mais o galão era claro na mesma...) Eu pedi um galão de máquina, escuro... diga-me lá, de que cor é isto? Castanho claro não é?! Um galão escuro é castanho escuro... tente lá outra vez se faz o favor... (o enfermeiro brasileiro ao meu lado ia-se rindo e ficando incrédulo com o sucedido...)
(tira-me outro galão... desta feita, com 1 dedo e meio de café, ou seja um galão normal, de escuro não tinha nada... e sempre com o mesmo ar de epsilon brutus...)
- ... olhe, dê-me a porcaria do galão... mas para sua futura referência, um galão escuro leva pelo menos 1/4 de café!...


(a odisseia continuou, enquanto eu esperei que ele se lembrasse de me trazer a água fresca de 50cl... e depois que fosse buscar uma que fosse de facto fresca... e depois que fosse buscar uma que fosse novamente de 50cl...e felizmente ficámos por aí!)

School days

Típico ambiente de liceu... os fixes a gozar com os normais ou marrões, se bem que em Medicina, a linha entre uns e outros é tão ténue e indefinida, que é quase inexistente...

Hoje assisiti a uma cena que pensava sinceramente que não tivesse lugar num grupo de gente pretensamente adulta... o Sr. Presidente da AE, o fixe (?! o mais impressionante, é que o Sr presidente fixe, é um imbecil - acho que pelo conteúdo deste post se percebia, mas resolvi reafirmar - burro e nem sequer é giro... já não há fixes como antes...), com atitudes típicas de subjugação dos demais vassalos normais/marrões como "agarra aqui enquanto eu vou ali" ou "e isso interessa para quê?!" ou ainda deixarem a pobre rapariga sozinha no corredor (porque não agarrou na pasta que ele lhe mandou guardar, diga-se...). Quando eles estavam com risinhos, às questões dela do motivo dos risinhos (coitada... 1 ano e meio disto, já deve saber bem que normalmente o motivo é ela...), a resposta foi tão adulta como inteligível: mais risinhos entre os pares do grupo dos fixes (então uma delas até tem o cabelo vermelho!... todos eles fumam... são mesmo fixes!!...).

Nem sequer são da minha turma (e agora vejo bem a sorte que tive na turma que me calhou, bem de pára-quedas...), nem sequer os conheço especialmente (e devo confessar que não faço grande questão disso...), mas apenas não intervi por achar que isso iria vexar ainda mais a I..
Sei como um facto que ela não está a gostar daquela turma, porque se falou na possibilidade de ela se mudar para a nossa... infelizmente não foi possível.

Que pena que aos fracos e indefesos não esteja sempre atribuido um guarda-costas que resolva à força todos os problemas que requerem força para ser resolvidos.
É que como todos os bullies, são uns medricas amorfos e despersonalizados, inseguros do seu próprio valor, e que apenas se sentem melhores ao rebaixar os outros... o remédio é confrontá-los e reduzi-los à sua insignificância (ou a baixo dela, caso metam nojo suficiente para isso...), para pararem com os disparates...

Estou arrependida de não ter dito nada...

Tus Ojos

Tus ojos,
claro de monte,
como guitarras trovadoras de San Juan.
Tus ojos son mi suplicio,
son mi perdón, mi redención, mi despertar.
Tus ojos que me arrebatan,
son mi locura, son la plena perdición.
Tus ojos lo tienen todo,
nada me falta porque son mi bendición.
Tus ojos que tienen mi ausencia,
como dulce y fresco sereno de mar.
Tus ojos son mi equilibrio, son mi libertad.

Mírame, dame fuerza y alivio.
Mírame, que es lo que necesito.
Mírame, para tenerlo todo
sólo basta quedarme fundida en tus ojos.
Mírame, que es la paz tu mirada.
Mírame, que mi dicha no alcanza.
Mírame, que la luz y la calma
que me brindan tus ojos,
tranquilizan mi alma.

Tus ojos, dulce esperanza.
Remedio y cáliz de ese sorbo de tu amor.
Tus ojos, son el camino
donde abre paso mi desbordada pasión.
Tus ojos me llenan el alma.
No hay otra riqueza, no tengo temor.
Tus ojos dulces, benditos, son mi devoción.

junho 07, 2005

A tua fita

Ritinha querida, parece que foi ontem que falei com alguém da tua turma, que me reencaminhou para ti para falarmos da conjunção das turmas.
Há 3 anos atrás, eu a achar que tu eras um bocado mal encarada e tu a achares que eu era cábula...
Depressa comecei a perceber que eras uma rapariga "normal", mas diferente: nada hipócrita, nem socialmente, que é sem dúvida alguma a característica que mais aprecio em ti!

É tb desde há 3 anos atrás que "carrego" uma dívida de gratidão para contigo que jamais esquecerei. Porque num meio em que todos parecem competir, tu deste-me mais que uma mão... sei que tu consideras a situação irrelevante ou sem valor de maior, mas sabendo ainda para mais que não éramos extraordinariamente próximas isso foi extremamente revelador do teu carácter.

Ao longo dos anos que se passaram até hoje, fui-me aproximando cada vez mais de ti, conhecendo-te cada vez melhor e encantando-me cada vez mais com outra das características que mais aprecio em ti: a verdade que pões em tudo o que sentes. És uma pessoa genuína e genuinamente pura. Usas a sensibilidade à flôr da pele, o que te faz ganhar os corações dos que te rodeiam, bem como algumas mágoas que sempre defenderei que não mereces (como se algum de nós devesse e pudesse ser imune às dificuldades da vida)..

Não podia também deixar de referir a nossa viagem... de partilhas dos melhores e piores traços de cada uma, do choque de feitios e maneiras de ser. Mas mais importante, das saudades que me ficaram de ti assim que cheguei a casa (...e tomei banho *risos*) e do sorriso que me rasga os lábios de cada vez que recordo qualquer uma das nossas peripécias.

Não sei se é isto que é suposto escrever-se numa fita de formatura, mas sei que muito mais que colega és minha amiga do coração e não me faria sentido falar de outra coisa que não o que sinto por ti.
Um beijão enorme desta tua amiga acelerada!

Is it a state of mind

O carácter é a soma de milhares de pequenos esforços para viver de acordo com o que de melhor há em nós.
Alfred Montapert

junho 02, 2005

Lei de Murphy

Há sempre gente em casa...
... até ao dia em que nos esquecemos das chaves.

junho 01, 2005

Don't let it pass you by...

You are far,
When I could have been your star,
You listened to people,
Who scared you to death, and from my heart,
Strange that you were strong enough,
To even make a start,
But you’ll never find
Peace of mind,
Til you listen to your heart,

People,
You can never change the way they feel,
Better let them do just what they will,
For they will,
If you let them,
Steal your heart from you,
People,
Will always make a lover feel a fool,
But you knew I loved you,
We could have shown them all,
We should have seen love through,

Fooled me with the tears in your eyes,
Covered me with kisses and lies,
So goodbye,
But please don’t take my heart,

You are far,
I’m never gonna be your star,
I’ll pick up the pieces
And mend my heart,
Maybe I’ll be strong enough,
I don’t know where to start,
But I’ll never find
Peace of mind,
While I listen to my heart,

People,
You can never change the way they feel,
Better let them do just what they will,
For they will,
If you let them,
Steal your heart,

And people,
Will always make a lover feel a fool,
But you knew I loved you,
We could have shown them all,

But remember this,
Every other kiss,
That you ever give
Long as we both live
When you need the hand of another man,
One you really can surrender with,
I will wait for you,
Like I always do,
There’s something there,
That can’t compare with any other,

You are far,
When I could have been your star,
You listened to people,
Who scared you to death, and from my heart,
Strange that I was wrong enough,
To think you’d love me too.
I guess you were kissing a fool,
You must have been kissing a fool.

Cavalgadura...

Com o off-topic da omlounge (vê lá as voltas que a vida dá... agora sou eu a dar-te nas orelhitas! *risos*) lembrei-me de interromper o estudo e fazer um post sobre horse-play...

Começo por uma lista das minhas quedas mais espalhafatosas:
1. num passeio ao redor do jockey, ainda mal me sabia sentar num arreio, caí de costas numa rampa de pedra... com uma noção inata (ou quase) de que não devia soltar o cavalo, deixei-me arrastar pelas rédeas ainda uns bons metros até ele ter pena de mim e parar.

2. num jogo de horseball, fui atirada ao chão, levei um encontrão dum cavalo da equipa contrária, a minha égua empinou-se e foi cair com a patita docemente sobre a minha barriga...

3. numa prova de obstáculos, uma égua (péssima) fez as suas habituais fiadas... numa delas atirou-me para cima dos obstáculos...

4. noutra prova de obstáculos, a égua (que referi nos comments do outro post) fiava o salto, e sempre no mesmo sítio dava uma cangocha e uma guinada (assim tipo touro mecânico) e deitou-me ao chão 8 vezes no mesmo exacto sítio!

5. depois de uma aula de dressage, levava o meu cavalo (um garanhão) a beber água (e como tal preso apenas pelas rédeas à volta do pescoço, já sem a cabeçada)... ele achou por bem empinar-se para cima de mim (queria cobrir-me... valeu-me o meu amiguinho easy rider - um cavalo de que eu adorava tratar - que se interpôs entre nós)...

[de momento não se me ocorre outra digna de incorporar esta lista... mas há várias... em 20 anos de hipismo, tenho maior historial de quedas a cavalo do que de prémios!...]

SPA

Acho que preciso de me mimar um bocadinho, ou não tarda muito entro em ruptura (de stock e outras coisas mais)... para isso nada melhor que um dia de compras, um dia de SPA's, um dia de praia, um dia de divertimento puro, inclusive com várias horas a dançar (ai as saudades... o meu equilíbrio psicossomático é atingido à custa de pézinhos de dança...). Triste que a felicidade esteja em coisas tão supérfluas como um casaco giro, uma pele fantástica, um cabelo com madeixas douradas, ou uma cor de fazer inveja a um marroquino (but then again... better not go that way. Tenta ser politicamente correcta por uma vez! *risos*)... a minha pelo menos está, more often than not.

Para isso, peço a colaboração de candidatos aptos (e baseando-me na deixa da menina Sara cacao) que queiram pôr à minha disposição as suas qualidades como massagistas... eu pago com jantares ou coisa do género... ou simplesmente com a minha eterna gratidão (quiçá amizade também). Don't be shy... deixem os vossos curriculum vitae!

maio 31, 2005

Stop whining!

... you big sissy!

Posto de saudade

Saudades de pegar no carro e conduzir horas a fio, com um CD a tocar, a cantar como se estivesse num concerto...
Saudades de montar a cavalo, de cair do cavalo, de me rir no chão...
Saudades de fazer flic-flacs (ao tempo mesmo...), fazer rodas, fazer pinos na praia... de cair de chapa de costas no chão e me faltar o ar...
Saudades de fazer lutas de bolas de neve e bolas de areia...
Saudades de fazer ski, de andar de trenó e de tobogan...
Saudades de ficar horas a fio numa esplanada, a ler um livro de lazer... sem horas para nada...
Saudades de comprar um livro ao acaso, só por que o título ou a capa me agradou, e ele se revelar a minha cara...
Saudades de comprar revistas idiotas e fazer os testes todos que nelas vierem...
Saudades de ver teatro, ver e ouvir ópera, ver bailados...
Saudades de ser surpreendida...

Saudade de me reconhecer no que faço, reconhecer-me no que penso, reconhecer-me no que sinto.
De me sentir na minha pele e sentir-me bem com isso.
De fazer o que me dá prazer e sentir prazer nisso.
Tenho saudades de mim.

Procura-se Neurologista...

... que não seja charmoso;
... que não seja simpático;
... que não seja interessante;
... que não seja divertido;
... que não esteja sempre com flirts e provocações;
... que não se vista bem;
... que não seja bonito, ou com um je ne sais quoi.

Existe algum assim?! É que eu até agora não encontrei nenhum!!... (a especialidade é deprimente pelas doenças que se encontram, mas em compensação têm-se uns colegas que... enfim... dispensam - ou escasseiam - as palavras...)

Comecei a entender aquele estereótipo da loira burra que fica fascinada a ouvir falar de qualquer coisa que não entende... é que os estupores dos Neurologistas até a falarem da via córtico-estriada obliterada no bulbo raquidiano, por uma lesão látero-bulbar que condiciona um Sindrome de Wallenberg conseguem ser encantadores!!...

maio 30, 2005

Não à Constituição

A França disse que não... e num ímpeto democrático, o responsável Francês pela Constituição Europeia defendeu que o referendo deveria ser repetido tantas vezes quantas as necessárias à vitória do SIM.

A República das Bananas está globalizada, só pode...

Perspectivar

Descobrir aos 35 anos que se tem uma doença que progressivamente nos vai tirando a autonomia, num espaço de 1 ano, perder a força e capacidade de mover as pernas, continuando a senti-las... o que é de facto óptimo, porque assim consegue sentir as cãimbras decorrentes de não as mexer.
No ano seguinte, começar a sentir os braços dormentes, perder-lhes a força, mas manter a sensibilidade... para se ser capaz de passar pelo mesmo tormento de dores.
Em 3 anos de evolução de doença, ser tetraplégica... ter 38 anos e não poder tocar os filhos, sofrer com dores constantes, poder apenas prever uma vida vegetativa até que a doença lhe leve o último sopro.

Sempre me impressionou esta doença, desde que tive conhecimento da evolução trágica que lhe está inerente, quando a mundialmente conhecida violoncelista Jacqueline du Pré teve surtos de agravamento a meio de concertos... e quando teve um percurso de génio a nada, atingindo o mais puro vegetatismo em 5 ou 6 anos... com esta facilidade e displicência... Saber aos 28 anos que se tem Esclerose Múltipla e que se vai morrer lentamente disso... e que só alguns anos depois de se morrer é que o seu corpo irá a enterrar.

maio 29, 2005

I'm (a)mazed

Um GPS...
Um mapa...
Uma bússola...
Um trilho...
Uma estrada...
Uma indicação...
Um corrimão...
Uma inspiração...

Qualquer coisa...

maio 28, 2005

Mãe há só uma...



Fui pensando que ia ver uma comédia romântica e fui sendo surpreendida ao ver um drama, cómico... mas de um humor um tanto ou quanto negro (ácido seria mais correcto). Na verdade, tão negro quanto a vida real, porque o filme é bem real.

À medida que o via, fui achando semelhanças entre aquela família disfuncional e a minha... ambas com tudo para serem picture perfect, mas no fundo sempre com alguma coisa a falhar. A começar pela mãe... que nos cria aquela ambivalência, entre o achar que é uma besta, mas no fundo até a compreender.

Assim sou eu com a minha (e estas coisas não se dizem das mães... but then again, há mães e mães... e depois há a de cada um de nós!)... quero no fundo acreditar que há de facto semelhanças entre a mãe que vi no ecrã e a minha (apesar de tudo... quem vir o filme ainda me chama de doida...), porque a Joan Allen interpreta o papel de uma mãe irada com a vida, mas que adora as filhas e faz tudo por elas. E isso é realmente ser-se uma boa mãe, mesmo que com acidentes de percurso.

Enfim, not a good day to wander about mothers...

Sexologia* (ou o fim de uma série de seis filmes)



Fui vê-lo ontem, finalmente...
Como os dois anteriores, foi uma piquena decepção quando comparado com os episódios IV, V e VI (toda a minha infância me questionei porque eram 4 a 6 e não 1 a 3...).

Costumo pensar muito no génio pouco apreciado do George Lucas... não só criou vários mundos, como criou várias raças, várias línguas (mesmo que não sejam faladas), um novo conceito de cinema, efeitos especiais sobreponíveis aos atingidos hoje em dia (e com menos de metade dos recursos). E não tem metade dos aplausos do Tolkien, que apenas se usou dos seus próprios recursos, sendo um linguista e historiador, para criar uma parcela disto (e sim, aqui surge a controvérsia... mas para mim o George Lucas é incomensuravelmente melhor...).

Acho que o génio se avalia desde logo na capacidade de planear há 20 anos, este gap de suspense (the ultimate drum fill)...

Num pormenor interessante, fui ver em versão digital ao alvaláxia... estava esgotado mas acabei por conseguir bilhetes graças ao rapaz das bilheteiras se ter dado ao trabalho de os tentar arranjar (possivelmente entre os reservados). Assim que estava a receber os bilhetes oiço uma voz familiar a pedir bilhetes para o mesmo filme e pensei "oh coitado... não vais ter sorte nenhuma" e de repente (no meio da minha cerebral palsy) resolvi olhar... vi o meu irmão... Que estranho... numa cidade grandinha, fomos encontrar-nos assim, comigo a roubar-lhe os bilhetes!...

[*]Hexalogia seria o correcto, mas também não teria piada... para isto servem as liberdades criativas!

maio 25, 2005

Something Somewhere

Still you’re near.
Still you call.
The fears and sighs, I hear them all.

Like those Christmas times,
When we would not sleep,
Just lay there warm and proud
All your wishes for something somewhere...

And it’s never far – oh, what all we were.
But all that’s changing now.
All your wishes for something somewhere.

Through this different town,
With its different streets,
Still the thought of you.

And what’s left behind – when each evening ends?
Roads to where we’ve been…?
All your wishes...

All your wishes for something somewhere

Duncan Sheik

maio 24, 2005

Acasos

Ia ver um filme, mas alguma praga me deve ter sido rogada, porque quando lá cheguei a sessão estava temporariamente suspensa para exibição da ante-estreia do filme "Adriana"...

Tinha duas opções: ir para casa amuada sem ver um filme como me apetecia, ou ir até outro cinema ver se se arranjava alguma coisa (mesmo já sabendo que o filme que queria ver só estava no 1º)... optei pela 2ª... chegando lá, o único filme que não tinha já começado há meia hora, nem faltava 1h para a sessão seguinte era o "Uma casa no fim do mundo".
Não precisei de pensar muito, e lá fui eu ver o filme outra vez...

Comoveu-me (como da primeira vez), a belíssima interpretação do Colin Farrell... só chorei no fim do filme (como da primeira vez) ao som do "It's gonna take a miracle"...

Fiquei até ao fim dos créditos, a ouvir a música e a chorar mais um bocadinho (porque sabe tão bem chorar sem tentar conter as lágrimas)... à saída, uma senhora que deve ter feito esta mesma escolha, cruzou-se comigo e sorrimo-nos, quase cúmplices apesar de desconhecidas.

À saída do cinema, a subir as escadas com a minha amiga muleta, um rapaz, sorridente e de olhos brilhantes ofereceu-me a sua ajuda... sorri-lhe de volta, agradeci-lhe de olhos igualmente brilhantes e declinei...

Cheguei ao carro e tocava "Nem um dia" do Djavan...

Senti-me rodeada por amor, foi um abraço do Universo... e que bem que me soube.

maio 23, 2005

Duas faces para cada moeda

- Não vires as costas... não te feches.
- Não estou de costas viradas, estou do avesso.

maio 22, 2005

Parabéns Benfica

Os Benfiquistas são bruxos... ou falaram com o Professor Karamba... então não é que tinham razão (desde a 4ª jornada, mais coisa menos coisa) e que iam mesmo ser campeões?! Estou maravilhada...

Só há uma coisa pior que perder o campeonato (futebolisticamente falando claro, porque na verdade não sofro assim tanto com isso... fico triste, pronto)... é ter que apanhar com benfiquistas por todos os cantos da cidade... a cortarem o Marquês, a Avenida da Liberdade (inteira!!!), o Terreiro do Paço... e depois trânsito por todo o lado... nem sabia que havia tantos!

Um pormenor digno de nota... quando ia eu muito lampeira, preparada para atravessar Av. da Liberdade em direcção à rua das Pretas, deparei-me com a estrada cortada... pedi ao sr Polícia (vulgo Guarda Abel) qual seria o melhor caminho para ir naquela direcção (o que queria dizer basicamente "que estradas estão cortadas?") ao que ele me respondeu "está cortada, siga"... e eu "sim... já reparei, estou a perguntar-lhe que ruas estão cortadas além da av. da Liberdade"... e ele disse-me "já devia saber"... eu capaz de lhe chamar nomes "o sr. vai-me desculpar, mas a sua função é precisamente dar informações de trânsito, além de cortar estradas... se não gosta mude de emprego. E obrigada pela sua simpatia e educação".

Saí lixada na mesma, mas ao menos não fiquei calada... pensei sinceramente que o requisito mínimo de 4ª classe implicasse que eles soubessem falar.

Fechar os olhos

I shut my eyes and all the world drops dead;
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)

The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.

I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)

God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.

I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)

I should have loved a thunderbird instead;
At least when spring comes they roar back again.
I shut my eyes and all the world drops dead.
(I think I made you up inside my head.).


Sylvia Plath

Complementaridade

O meu abraço é da forma do teu corpo.

Filmes de fim de semana



Um pouco semelhante ao "Bully" de Larry Clark... até se entende, visto que a temática base é a mesma.
Vale pela realização quase ad-lib e por algumas cenas bonitas, como a da queda de água, e as correntes do rio.




Uma ideia já mais que batida, como é habitual nas comédias românticas... mas ou é do presente estado de espírito, ou é por gostar mesmo muito do Topher Grace (do "that 70's show"), o que é facto é que até gostei do filme.
Vale muito, mesmo muito, pela banda sonora, que se adequa tão bem ao movimento do filme (e também ao presente estado espírito).

Não sei ver...

...não o vou fazer.

maio 20, 2005

É que é já a seguir...

(outro apontamento publicitário impregnado na minha memória)

Na fisioterapia, enquanto luto para não adormecer e fazer gemidinhos estranhos (são gemidos de mimo, que sempre me acompanharam o adormecer, nothing more!), vou ouvindo a RFM...

E a seguir ao jingle do Minipreço,


Funny how i find myself in love with you
If i could buy my reasoning
I'd would pay to lose
One half won't do
I've asked myself
How much do you commit yourself?

It's my life
Don't you forget
It's my life
It never ends

Funny how i blind myself
I never knew if i was sometimes played upon
Afraid to lose
I'd tell myself what good you do
Convince myself

It's my life
Don't you forget
It's my life
It never ends

I've asked myself
How much do you commit yourself?

It's my life
Don't you forget
Caught in the crowd
It never ends.

Jingles ou a estupidificação de uma nação

Mini mini... mini mini...
Mini mini mini mini preço!

Damned catchy tune!

maio 18, 2005

Mr. Sandman

De todos os sonhos se acorda... e nem sempre suavemente.

Gostava de escorregar por entre camadas de sonho, lentamente até à realidade. Não era preciso ser de rompante, não queria que o fosse...

Queria adormecer para o mundo e não mais acordar, não sem a certeza de que o sonho é real.

Pensamento do dia

Encontrei 70 aérios! *grin* Desta vez meus... tinha posto de lado para qualquer coisa, por entre uns dvds, e agora como não me lembro para que era, tenho que os gastar como é óbvio.

Sou um bocado materialista, bem sei, mas estas coisas fazem-me o dia... quando era mais pequena (talvez com uns 14 ou 15 anos) lembrei-me de espalhar dinheiro pelos diferentes casacos, no meu dia de anos (que é por definição o dia em que todas as crianças têm mais dinheiro... pelo menos as crianças da minha família *risos*), só para perpetuar essa maravilhosa sensação que é encontrar dinheiro. Não interessa que seja nosso, interessa é que não sabíamos que o tínhamos.

Tiram-se valiosas lições de moral...

E outra coisa que me lembrei, e era isso que vinha escrever... qualquer dia *diácono-like-tone-of-voice* já me vejo a comparar os preços ao kg no hipermercado; a ver as promoções da semana no dia e no pingo doce; a correr, varada, para seja onde for, desde que tenha a palavra que move massas (não... não é espátula, é "Grátis"... se bem que também correria varada para um expositor de espátulas e afins...).

In a nut shell, estou a tornar-me pobre... como diria o Caco Antibes, é um estado de espírito e não propriamente um saldo de conta bancária...

maio 16, 2005

Ponderação

Chega-se a uma fase incerta da vida, quando ganhar €5 nos faz o dia... e mais não digo!

Todos os coxos têm um dia de sorte

E hoje aparentemente foi o meu... eu que sou prolífica em situações em que perco dinheiro, deixo cair telemóveis em piscinas/poças/sanitas (oh pois...), pago com notas de 20 a julgar que estou a pagar com notas de 5, e afins pérolas... hoje tive o meu momento de regozijo.
Por algum motivo, quando fui pôr gasolina, ela não encheu mais a partir dos €5... já meio piursa a pensar que ia ter que ir a coxear até à caixa para pagar os €5 e depois atestar o restante depósito, pousei a mangueira e voltei a tentar... e atestei...
Pois que só paguei o restante, os €5 foram oferta da casa... está bem que a chulice que impera, €5 hoje em dia são cerca de 4l... mas mesmo assim a mim que nunca ninguém me oferece nada, sabe-me bem!

Se a Paixão tivesse voz...

seria a da Stevie Nicks...
Esta entrou há coisa de um mês para a playlist da RFM... e ainda bem.

Wait a minute baby...
Stay with me a while
Said you’d give me light
But you never told me about the fire

Drowning in the sea of love
Where everyone would love to drown
And now it’s gone
It doesn’t matter anymore
When you build your house
Call me home

And he was just like a great dark wing
Within the wings of a storm
I think I had met my match -- he was singing
And undoing the laces
Undoing the laces

Drowning in the sea of love
Where everyone would love to drown
And now it’s gone
It doesn’t matter anymore
When you build your house
Call me home

Hold on
The night is coming and the starling flew for days
I’d stay home at night all the time
I’d go anywhere, anywhere
Ask me and I’m there because I care

Sara, you’re the poet in my heart
Never change, never stop
And now it’s gone
It doesn’t matter what for
When you build your house
I’ll come by

Drowning in the sea of love
Where everyone would love to drown
And now it’s gone
It doesn’t matter anymore
When you build your house
Call me home

All I ever wanted
Was to know that you were dreaming
(there’s a heartbeat
And it never really died)


Sara - Fleetwood Mac

maio 15, 2005

Alguém dá mais?!

Será que já disse que estou farta?!

Já nem sei de quê... sinto-me farta...
Tudo me chateia, tudo me cansa, tudo me deixa a sentir-me oca...

Pressinto a aproximação de nova crise de meia-idade com os habituais sentimentos de inutilidade... que bom, já sentia falta!(?!)

Sold to the lady with the stupid look on her face

(sweet) little lies

If I could turn the page
In time then I'd rearrange
Just a day or two
Close my, close my, close my eyes

But I couldn't find a way
So I'll settle for one day
To believe in you
Tell me, tell me , tell me lies

maio 14, 2005

Uma casa no fim do mundo




O filme é muito bonito... uma história de amor. Não é amor romance, mas amor amor... destilado... a essência. É lindíssimo. Adorei.


Note to self

Não meter pela Guerra Junqueiro às 2.40am!!

Ainda consegui vê-lo antes de entrar na rua, e fui pela Av. Paris... encontrei um camião do lixo!...

*oh well*

maio 13, 2005

Só a mim...

Num cruzamento, um camião do lixo atravessou um vermelho poucos segundos depois de ter aberto o verde para mim, para entrar antes de mim na Guerra Junqueiro (que tinha que fazer)... para quem não conhece a rua, pode ser descrita simplisticamente como uma rua de 200m, com lojas de cada lada da rua, num numero entre 30 e 40... cada uma com 8 caixotes de lixo, mais sacos vários de esferovite e afins... são 30minutos de terror!

Porque é que me acontecem estas coisas?!

maio 12, 2005

Eh touro lindo!...

Parabéns L.!
Muitas felicidades!

Been there...

No domingo: ligeiro e divertido. O Geoffrey Rush está incrivelmente parecido.



Hoje: emocionante. Promete muito e acaba por cair em lugares comuns, mas interessante na mesma.

maio 11, 2005

Remédio santo

Aproveitando que não tenho aulas amanhã, vou fazer o que mais me apetece: desamparar a minha própria loja...
nem que seja sozinha, vou beber o que me apetecer (fumar não porque enfim... faz amanhã uma semana), deitar-me tarde e sonhar com a possibilidade de acordar às horas a que me apetecer.

Espero que não chova, e até à praia ouvir o mar vou...

Se não voltar a postar é porque na minha sede de desamparar, alguém me desamparou/assaltou/estirpou/estripou.

Farta (versão nº 52...)

De tudo e de todos.
Sinto-me incapaz de lidar seja com quem for sem que lhes tenha 101 incorrecções a apontar.

Preciso de férias, até de mim mesma.

Se alguém souber onde é o próximo retiro espiritual para observar as estrelas ou a desova do peixe-rainha ou afim programa, por favor deixe mensagem!

maio 10, 2005

Acordar ao som de...

Know it sounds funny
But I just can't stand the pain
Girl I'm leaving you tomorrow
Seems to me girl
You know I've done all I can
You see I begged, stole
And I borrowed

Ooh, that's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning
That's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning

Why in the world
Would anybody put charms on me?
I've paid my dues to make it
Everybody wants me to be
What they want me to be
I'm not happy when I try to fake it!
No!

Ooh,that's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning
That's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning

I wanna be high, so high
I wanna be free to know
The things I do are right
I wanna be free
Just me, baby!

That's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning

Easy - Faith no More

maio 09, 2005

Present mood

NÁUSEA. Vontade de nada.
Existir por não morrer.
Como as casas têm fachada,
Tenho este modo de ser.

Náusea. Vontade de nada.
Sento-me à beira da estrada,
Cansado já no caminho
Passo pra o lugar vizinho.

Mais náusea. Nada me pesa
Senão a vontade presa
Do que deixei de pensar
Como quem fica a olhar...

Nando (Fernando Pessoa para quem não pertence ao círculo de amigos próximos)

maio 08, 2005

Sabes...

... às vezes gostava de te dizer tudo o que me apetece, sem pensar duas vezes, sem considerar o que irás entender do que digo. Gostava de dizer tão simplesmente "gosto de ti" e não ser importante a tua reacção às palavras... importante seria apenas o facto de eu gostar e dizê-lo, sensação que seria sempre recompensadora. A tua reacção seria apenas consequente e jamais fulcral.

Se sinto a tua falta, digo-o e não temo que mo leves a mal e fujas de mim... se anseio por te ver ou ouvir, isso nada tem de mal...

Sabes... gosto de ti.

maio 07, 2005

Poor little me...

Não quero ficar assim... estou cansada, estou farta e estou sobretudo assustada a esta altura. Nunca mais passa, e começo a temer que não passe...

Estou imersa em auto-comiseração, e só quero trocar de sorte com alguém (não desejando mal a ninguém) e rogo pragas ao dia em que fui jogar ténis.

Não consigo ser positiva nem esbanjar energia... estou ****** da vida!

Porquê?!...

6 anos... apenas 6 anos... há necessidade de estar a incorrer em complicações atrás de complicações, cada uma mais rara que a outra, mas todas a reunirem-se na mesma criança?

PQOP!!!

maio 06, 2005

Farta...

... de mal entendidos que fazem com que as pessoas me chateiem ainda mais. É triste ter-se a fama e não se ter proveito algum.
Ao menos que eu fosse de facto uma cabra... sempre achava lícito que me tratassem como tal... agora assim?!

EMEL

Sacanas bloquearam-me o carro quando me viram a sair de muletas de pé ao alto a entrar num hospital, sendo que na zona não há estacionamento para deficientes motores... estacionei num local que era destinado a cargas e descargas, mas que o lojista em frente me garantiu que só é utilizado de manhã e à noite...

Às vezes apetece-me bater em alguém por não ser capaz de ser um bocadinho atencioso... já para não falar no tempo que demoraram a vir desbloquear o carro... se eu realmente tivesse uma consulta como disse ter (já a stressar a ver que iria perder o cinema) bem que podia morrer antes de chegar à consulta... é como dizia a outra senhora (também à espera que lhe desbloqueassem o carro para ir trabalhar): são muito rápidos para bloquear o carro, não vá o dono aparecer entretanto... mas para tirar o bloqueador levam uma vida se preciso for.

Quero ficar boa do pé para não ter mais que andar de carro! :(

Der untergang



Brilhante, impressionante, chocante... e outros 'antes.
Vale a pena ver, quanto antes.

Signo de Virgem (com humor)


23 Ago. - 22 Set.
Palavras chave: perfeccionista, dedicado, crítico, retraído, mesquinho, preciso
HUMOR
Já te disse que sou SUPER DEMOCRATA, mas porque ainda não fizeste o que te MANDEI?

Autocolantes no automóvel de um virgem
a) "Sociedade Protectora dos Animais"
b) "Associação das Secretárias Executivas"
c) "Lava-jato Guarani"
d) "Não se descuide. Consulte sempre um médico"
e) "Sou filatelista"
f) "Não tenho tudo que examino, mas examino tudo o que tenho"
g) "O meu outro carro também é limpo"
h) "Não me siga. Preciso passar no médico"
i) "Consulte sempre um nutricionista"

P: Quantas pessoas do signo Virgem são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Vamos ver: uma para girar a lâmpada, uma para anotar quando a lâmpada se queimou, e a data em que ela foi comprada, outra para decidir de quem foi a culpa da lâmpada ter sido queimada e perguntar, dez para decidir como remodelar a casa enquanto os restantes trocam a lâmpada.

As reacções de um virgem numa situação imprevista à saída do trabalho
Numa 6ª feira, à saída de uma fábrica às 17:00, depois de um dia muito duro, várias pessoas estão a sair do trabalho para voltar às suas casas, mas encontram o portão da fábrica ainda fechado, sem nenhuma explicação aparente...

Como reagiria um nativo de Virgem em frente do tal portão fechado?

(de "ladinho" sem muito aparecer, e em voz baixa...) Deve haver alguma explicação razoável para este portão estar até esta hora fechado! Pode ser por algum motivo de segurança. Será que aconteceu alguma coisa grave? Pois é, porque, se aconteceu, isso seria uma explicação perfeitamente razoável...

O que faz um nativo de Virgem quando come um chocolate?
Virgem corta, com faca e garfo, os seus chocolates em partes pequenas e manejáveis.

Preliminares para o Virgem:
Virgem toma banho antes, durante e depois.

Os beijos do Virgem:
Os seus beijos são tão subtis e imaculados que o seu amor só dá por eles quando acabam.

A paixão do Virgem:
Virgem apetece-lhe tomar um duche, inspeccionar as unhas e preparar-se higienicamente para uma noite de sexo seguro.

A frase de engate do Virgem:
Querida, deve ser uma vassoura porque acabou de me varrer o coração com tanta emoção.

maio 05, 2005

Não fumo mais!

Venho aqui registar a minha decisão, hoje às 10pm e picos de nunca mais fumar...

Passo a explicar: adoro fumar, mas já há muito que queria deixar de o fazer... estou a estagiar num serviço de Pneumologia, e os Enfisemas e demais Doenças Pulmonares Obstrutivas Crónicas (DPOC's) são por demais argumento para abandonar este vício estúpido.

A isso aliou-se a minha promessa fervorosa, de que se o Sporting passasse à final da Taça UEFA não voltar a fumar nunca mais...
Posso ter pouca força de vontade, mas palavra tenho e muita... por isso junta-se o útil ao agradável: o meu Sporting na final e eu com os pulmões mais limpos!

Olé olé Sporting olé!

Ai que sufoco! Até ao último segundo! Aliás... após o último segundo!!!
Oh happy day!...
Toda a gente marca no último minuto, e nós também podemos... ainda bem que começámos a poder precisamente neste jogo!

A caminho da aventura cinematográfica...

Estou de saída para o Monumental para fazer o meu King Card!
Pressinto bons tempos de visionamento de filmes interessantes e desinteressantes!... terei que largar a minha noção de que ter passe é mau, agora que apareceu um passe de cinema.

Tudo o que preciso for, para me aproximar da média anual de idas ao cinema que tinha anteriormente (cerca de 80) em oposição aos deste ano (cerca de 8)... Cinema é cóltura!

maio 04, 2005

Personas

... e deste:

Your #1 Match: ISFJ The Nurturer

You have a strong need to belong, and you very loyal. A good listener, you excell at helping others in practical ways. In your spare time, you enjoy engaging your senses through art, cooking, and music. You find it easy to be devoted to one person, who you do special things for.
You would make a good interior designer, chef, or child psychologist

Your #2 Match: INFJ The Protector


You live your life with integrity, originality, vision, and creativity. Independent and stubborn, you rarely stray from your vision - no matter what it is. You are an excellent listener, with almost infinite patience. You have complex, deep feelings, and you take great care to express them.
You would make a great photographer, alternative medicine guru, or teacher.

Your #3 Match: ISFP The Artist


You are a gifted artist or musician (though your talents may be dormant right now). You enjoy spending your free time in nature, and you are good with animals and children. Simply put, you enjoy bueaty in all its forms and live for the simple pleasures in life. Gentle, sensitive, and compassionate - you are good at recognizing people's unspoken needs.
You would make a good veterinarian, pediatrician, or composer

Your #4 Match: ISTJ The Duty Fulfiller


You are responsible, reliable, and hardworking - you get the job done. You prefer productive hobbies, like woodworking or knittings. Quiet and serious, you are well prepared for whatever life hands you.Conservative and down-to-earth, you hardly ever do anything crazy.
You would make a great business executive, accountant, or lawyer

Your #5 Match: ESFJ The Caregiver


You are sympathetic and caring, putting friends and family first. A creature of habit, you prefer routines and have trouble with change. You love being in groups - whether you're helping people or working on a project.You are good at listening, laughing, and bringing out the best in people.
You would make a great nurse, social worker, or teacher.



Sou uma gulosa... quis logo 5 matches (sou um nadinha pirómana, aproveitando o trocadilho...)! E devo dizer que os 2 primeiros acertam na mouche. Agora os outros 3 fazem justiça ao ditado "mais olhos que barriga" e ficam no prato...

Quer-se dizer... reli isto e afinal... afinal até se come. O meu pecado capital é sem dúvida alguma a gula.

Shhh... shhh!

Foste a musa inspiradora dos meus posts silent bard...
Deste:

Which Rock Chick Are You?

Quando a lógica da batata não funciona parte II

Há pouco quando escrevi o título do outro post, lembrei-me imediatamente da história que o R. me contou hoje de tarde... ia escrevê-la no mesmo post, mas depressa percebi (e sem dificuldades de maior... hurray para mim!) que nada tinha a ver com o mesmo.

O R. trabalha no check-in de uma companhia aérea no aeroporto da Portela... hoje contou-me uma cena, no mínimo insólita.

Chega um senhor para fazer o check-in com 14kg de excesso de bagagem.
- O senhor vai ter que pagar o peso em excesso.
- Não.
- Não?
- Não.
- Desculpe, mas se calhar não me fiz entender... o senhor tem 14kg de excesso de bagagem, e como tal tem que pagar um suplemento.
- Não.
- Desculpe... não me devo estar a fazer entender novamente... o senhor tem duas opções ou paga o excesso, ou não leva a bagagem.

E agora tenho que ser snob: gosto muito do povo... é tão giro na sua simplicidade!*

[*] a frase original é "gosto muito do povo... mas o cheiro!..."

A cor dos sonhos

No post anterior, pus "a verdade universal" a uma cor que não sei porquê associo a sonhar... e depois comecei a remoer a ideia: os sonhos têm cor?! Não falo propriamente se são a cores ou a preto e branco... isso acho que são... aliás, um apontamento interessante é que os cegos (mesmo aqueles que o foram toda a vida) sonham a cores. Cores essas que nunca viram, não sabem nomear... e aqui entra o meu cepticismo: se nunca viram cores, se nunca viram nada, como podem saber que sonham a cores?! Que vejam formas, parece-me lógico... eu também consigo imaginar a forma de coisas que nunca vi com os olhos fechados... mas cores? E que saibam que as vêem? Um dia destes meto conversa com um cego para aprofundar esta questão...

Voltando ao cerne, porque é que para mim o rosa fucsia tem cor de sonho?! Terei sonhado algum dia em que os intervenientes do sonho apareciam com um shade of fucsia? Ou é simplesmente mais uma das minhas ideias idiotas (passo a redundância/pleonasmo/whatever...) que ainda para mais tenho o desplante de verbalizar?

Não sei o que me intriga mais: se o mundo e a sua complexidade ou se o retrato (Dorian Gray-ish) que faço dele...

Quando a lógica da batata não funciona

(mais um post sobre o sono... será que estou a bater demais no ceguinho?!)
Às 9pm começa-se a bezerrar com sono... às 10pm decide-se ir dormir... à 1am ainda se está às voltas na cama sem conseguir dormir.

Que é feito da verdade universal sono + cama = dormir?!

maio 03, 2005

Nem sei...

Apetece-me escrever e não sei o quê... o blog perdeu a função "diário" desde que sei que há quem o leia. Custa mais desabafarmos com pessoas do que com uma parede, vá-se lá entender. Ou não...

Queria escrever e purgar-me de tudo o que me chateia, de tudo o que me tira a paz... era só isso que eu queria, bem vistas as coisas: um bocadinho de paz. Sossego. Calma(ria).

Vou seguir o meu próprio conselho elsewhere como resolução de problemas e vou dormir... com uma boa noite de sono tudo parece melhor, creio.

Tenho fome!


La vache chamonix

Apercebi-me agora que ainda nem sequer almocei... *ouch*

Fretes

... e lá vou eu para uma reunião com os monguitos dos meus colegas de faculdade. Fogueiras de vaidades...
Tenho que perder o meu tempo e o meu lugar à porta de casa por causa disto... bah!

O teu blog é gay?!

Fui buscar o gay-o-meter à blogotinha através da Sara cacao...

http://deliriosesquizoides.blogspot.com/
2/10 =
LESS HETERO


Gostaria de saber o critério (quais as letras do url que tornam um blog gay?!)...

Assim sou eu

Prestável, mas a gostar que me reconheçam o esforço, a gostar que me dêem o mérito que mereço... se os louros são meus são para ser ostentados na minha cabeça e não na alheia.

Perdi o ânimo, perdi a vontade.

Eu cá sou portuguesa

Português de Portugal vs. Português do Brasil
Brasil:
- Obrigada
- Por nada! (o equivalente ao nosso "de nada")

Portugal
- Obrigada por nada!

... completamente diferente.

maio 02, 2005

Here I go again...




Divertido, colorido, uma espécie de concerto de Abba... tenho que confessar no entanto que não achei de grande qualidade: ouvi desafinos, as coreografias eram já vistas e algo histeriformes, e a história é uma parvoíce (mas isso já sabia de antemão, por acaso).

Tenho que assinalar um pormenor que adorei: como a história se passava numa ilha grega há uma coreografia que se baseia nas danças gregas típicas... isso apreciei, deu-lhe um toque original e sobretudo de técnica (que infelizmente faltou no resto).

O saldo final só é positivo porque a música era dos Abba, porque o menino que fazia de Sky era um Apolo e andava semi-nu... aliás às tantas (e tendo em conta as pessoas que estavam nas filas imediatamente atrás da minha) pensei que aquilo era um evento gay, e que com sorte não encontrei uma plaquinha a dizer "menina não entra".

Mas no fundo no fundo gostei... só que com o mau humor de hoje não podia propriamente fazer uma crítica mais favorável que isto... *risos*

The punching bag post

Faltei às aulas para poder dormir até tarde... acordei às 8am com a campaínha do meu pai... acordei às 8.30am com o meu telemóvel a vibrar... acordei às 8.45am com a minha mãe a entrar-me para o quarto para me trazer o telefone... acordei às 9am com a minha mãe a tocar a campaínha para chamar a minha empregada.

Levantei-me (às 9am, coincidentemente a hora a que teria as aulas), fui barafustar com a falta de respeito da minha mãe que não sabe o que é dormir pouco um dia, quanto mais uma semana... e estarei até ao fim do dia com um humor de cão.

Nem à praia como queria vou poder ir, porque não só o tempo não está dessas coisas, como tenho fisioterapia às 2pm.

GRRR!!!...

abril 30, 2005

Silenzio




Ainda a Fraguinha, num momento pseudo-artístico. Lembrou-me os tempos do antigamente, sem tecnologias (inclusivé as necessárias para tirar esta foto)... 2 pastoras e o seu rebanho.

Fim de semana... ou a extensão

Eu só queria descansar... acabado o que (espero e) penso ser o último estágio muito complicado desta cadeira, feitas as avaliações e perdidas as horas de sono habituais de quem não foi feito para acordar às 7am e como tal continua a adormecer às 2am, estou como seria de esperar (e como acontece sempre aos fins de semana) cansada... confesso com vergonha, que a uma 6ª feira à noite, estava a bezerrar às 9pm... despertei mais ou menos quando fui para a cama, que dá sempre jeito.

Queria dormir, queria vegetar, queria ir ler um livro para uma esplanada... queria um fim de semana, sem ter que estudar, trabalhar, preparar coisas para a associação, para a coordenação do grupo... mas há sempre qualquer coisa.
Além de cansada, estou farta (que é outra forma de cansaço).

abril 29, 2005

Perspectivas e texturas



Tirada na Fraguinha, uma reserva natural a uns km de Viseu e a cerca de 18km de S. Pedro do Sul, se não estou em erro... é daquelas coisas que vale mesmo a pena (vi)ver.

nhaaa... nts nts... what's up doc?!


esquilo hyde parkense

Bom fim de semana!

abril 28, 2005

You go and save the best for last...[*]

Pela primeira vez em nem sei quantos anos resolvi ser indulgente com a minha gula e preparar um regalo... com o meu bifinho suculento (o chamado tenderloin ou lombo tenro...) e cru, tenro e saboroso, acompanhado por umas batatas (também suculentas e cruas por acaso... não se pode ter tudo!) estava a preparar-me para comer uma molhanga de natas e cogumelos. Nunca ponho natas em nada, troco-as por leite, que faz o mesmo efeito se se deixar ferver q.b. Mas hoje não... apetecia-me o corpo das natas, a maneira como o sal e a pimenta ficam tão melhores num molho de nata que num molho de leite...

Apetecia-me e fiquei-me por isso, porque preparava-me para atacar os cogumelos, as batatas que sobravam mais que muitas por ter comido nacos de carne sem acompanhamento, a dita molhanga de natas e o último pedaço de bife (o mais suculento, limpo e cru por dentro estando tostadinho por fora... o pedaço perfeito!) e cai-me o prato da secretária (esta minha mania de comer e trabalhar ou “trabalhar” ao mesmo tempo), suja-me as calças, suja-me a alcatifa, suja-me o portátel (recém-adquirido), suja-me a malinha do portátel (vinha com o portátel e como tal é recém-adquirida também)... enquanto apanhava cogumelos do chão queixava-me qual velha “ai os meus cogumelinhos” irritada por guardar para o fim aquilo que me dá mais prazer.

Não só não comi a iguaria, como ainda tive que lavar a alcatifa, o computador, o maple, mudar de roupa... enfim... para a próxima já sei: grelhadinho é que é apetitoso e tem a vantagem de ser saudável e não engordar! (e não sujar a alcatifa...)

*Vanessa Williams

O Homem que diz Adeus...

Sempre que passo pela Fontes Pereira de Melo procuro-o para que nunca deixe de lhe acenar... e já falei até com ele. É de facto uma ternura de pessoa, com uma solidão que salta à vista.
Mandaram-me a história dele pelo mail e resolvi postá-la, porque pode haver quem não a conheça ainda.

Para quem não o conhece, é imperativo passar no Saldanha por volta das 23h e desfrutar de um momento que já faz parte da "nossa" cidade! Como é possível um simples gesto proporcionar um momento, apesar de um pouco "estranho", agradável para quem passa... Afinal se não fossem estas "pequenas" diferenças, a vida seria sempre igual... O homem que diz adeus. É ele o homem que noite após noite acena aos carros que passam na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa. É por ele que tocam as buzinas, que se atiram beijos e sorrisos, que se gritam «boas noites!» e «adeus!», numa «onda de comunicação» que já dura há três anos e que nem sequer ele sabe explicar muito bem como começou. Numa cidade de estranhos em mundos fechados, este é o seu «milagre». E é também o seu remédio.
Há quem lhe chame o «senhor do adeus». Mas «senhor» é coisa que detesta que lhe chamem. Aos 72 anos, João Paulo Serra tem a inocência de uma criança, o espírito de um jovem, mas o olhar nostálgico de um ancião que sente «ter aprendido com a vida tarde de mais». A sua roupa clássica e a ondulação do cabelo grisalho disfarçada com gel, dão-lhe um ar meio aristocrático, que já faz parte da paisagem do Saldanha.


Todos o conhecem e quem trabalha nas redondezas sabe o seu percurso de cor. «Chega por volta das onze, meia-noite... Começa pela zona do Monumental, vai descendo a rua até ao Marquês e depois sobe, parando sempre em pontos estratégicos. Nunca falha.» Arménio é chefe de mesa na marisqueira Maracanã e já lhe serviu alguns jantares. «É muito simpático. Quando passa aqui, acenamos-lhe pela janela. Só não sei: por que é que faz isto?» João começa por dizer que não sabe bem, mas, a pouco e pouco, interrompendo sempre para acenar, vai desvendando o mistério.

Tudo começou há três anos e meio, depois da morte da mãe, com quem vivia. Precisava de se distrair, incomodava-o a ideia de estar sozinho em casa. Um dia, aconteceu. Já reparara que as pessoas o cumprimentavam sem razão, nos centros comerciais e, sem saber como nem porquê, surgiu o primeiro aceno na estrada. Depois veio outro e outro, e o acaso virou fenómeno. «No início era só rapaziada nova, mas depois contagiei todo o tipo de gente», explica sem esconder um certo orgulho. Graças ao seu «milagre», já deu entrevistas para a televisão e para os jornais, apareceu em dois filmes e até num teledisco. «Sempre quis ser actor, mas nunca me deixaram...». Ou nunca teve coragem de tentar. Algumas dezenas de acenos mais tarde, já não são um João risonho e despreocupado, «com imensos amigos» com quem vai «ao teatro e ao cinema», que fala por detrás dos óculos de massa negra.
Nos olhos cinzentos, estão duas lágrimas contidas. Pelo passado, pelo presente e por um futuro que não chega. Com um raciocínio de fazer inveja aos mais novos, o louco, o excêntrico, transforma-se lentamente num avô contador de histórias, que lê Agatha Christie para combater o medo ao andar de avião, que não tem telemóvel porque detesta máquinas

Nsceu no seio de uma família muito rica. Até aos dez anos, viveu num enorme palacete do Tomás Ribeiro, cobiçado mesmo pelo próprio Gulbenkian. «Que saudades tenho desse tempo... A casa estava sempre cheia de família e amigos...». Mimado desde bebé, fez a instrução primária toda em casa, com um professor particular, pois no primeiro dia de aulas no Colégio Parisiense chorou tanto, que os pais não tiveram coragem de o mandar de volta. «Fui criado numa redoma de vidro», confessa, explicando: «Naquela época era tudo muito diferente, havia muitos tabus.» Depois do divórcio dos seus progenitores, quando tinha 13 anos, João foi morar para o Restelo com o pai. Por ele, inscreveu-se em Direito, mas depressa desistiu, «era muito chato».

Depois de uma igualmente curta passagem pelo curso de Histórico-Filosóficas, o pai, «que não sabia o que fazer» com ele, mandou-o para Londres, com o irmão.
«Foram três anos fantásticos. Tinha um grupo de amigos fabuloso, com quem viajei imenso. Teria lá ficado, se não fosse tão agarrado à família...» Sem quase pôr os pés nas aulas, regressou a Portugal e, depois da morte do pai, pouco tempo depois, foi morar com a mãe, de quem não se separou até ao último dia da sua vida. «Viajámos muito os dois. Todos os anos íamos a Paris e Madrid. Conheço a Europa inteira, excepto a Grécia...» E o olhar perde-se num momento só dele, como se pensasse alto. Quando a mãe morreu, «ficou desasado». E talvez por isso esteja todas as noites a «comunicar». Admite que o que faz «não é muito normal», mas não passa sem isso. É o remédio que lhe permite disfarçar a solidão que o consome e o faz olhar para o passado com arrependimento, por não ter ousado viver a sua vida em vez da dos outros. «Às vezes penso que foi tudo inútil...» No baú dos sonhos perdidos, jaz o curso que não tirou, o trabalho que nunca fez, os filhos que não teve e, pior, o grande amor que nunca conheceu.

«Sinto-me só. Incompleto. Como se algo estivesse a falhar.» E assim lacrimeja quando vê um casal idoso de mãos dadas, ou quando dois rapazes, que diz «reconhecer do subconsciente», param o jipe para tirar uma fotografia com ele. «Encontramo-nos no céu», repete, aludindo ao que um diplomata ucraniano lhe disse uma vez. O homem do lixo atira-lhe o derradeiro aceno da noite.

Calling you

Uma conversa e uma visita a casa da Mariana (de facto, há coincidências...) relembraram-me esta música que adoro. É discutível qual a melhor versão (Nina Simone, Jeff Buckley, George Michael, e a senhora que canta na casa da Mariana que eu não sei quem é)... a minha opinião pessoal é que é(sem desprimor dos restantes, que adoro... excepto a senhora que canta na casa da Mariana, que não sei quem é), e para mim indiscutivelmente, a do Jeff Buckley.

A desert road from vegas to nowhere
Someplace better than where you've been
A coffee machine that needs some fixin'
In a little cafe just around the bend

I am calling you
Can't you hear me?
I am calling you

A hot dry wind blows right through me
The baby's crying and I can't sleep
But we both know that a change is coming
Come in closer, sweet release

I am calling you
Can't you hear me?
I am calling you


Desert road from vegas to nowhere

Jevetta Steele

abril 27, 2005

Era uma vez...


* Palácio da Pena, visto do Castelo de Mouros.

There is a castle on a cloud,
I like to go there in my sleep,
Aren't any floors for me to sweep,
Not in my castle on a cloud.
There is a room that's full of toys,
There are a hundred boys and girls,
Nobody shouts or talks too loud,
Not in my castle on a cloud.
There is a lady all in white,
Holds me and sings a lullabye,
She's nice to hear and she's soft to touch,
She says "Cosette, I love you very much."
I know a place where no one's lost,
I know a place where no one cries,
Crying at all is not allowed,
Not in my castle on a cloud.


[Les Misérables - castle on a cloud]

Profile of a dog


Da esquerda para a direita: aos 5 meses, aos 6 meses e num afã partidário com 2 anos.

Hoje quando o fui passear estava todo contente, fartou-se de correr e já me parecia o meu Argos de outrora... que alívio!
Depois a querer fazer um grande show-off para a M., estive a mostrar-lhe as proezas que ele faz (e as quais já não treinava no mínimo há um ano)... pois que o meu cão lindo sentou, deitou, voltou a sentar, deu a pata, deu a outra, rebolou... e a proeza mais engraçada: ao ouvir a palavra "banho" e com uma menção de o puxar pela coleira, rosnou-me suavemente como que a dizer-me "não abuses!".

Acrescento a proeza que a Mistinguette referiu (como já estou mais que habituada não a considero uma proeza, mas de facto é digna de menção *proud smiley*)... o meu cão chega ao patamar do prédio e senta-se à porta do elevador. Quando o elevador chega, ele levanta-se e vai-se sentar no seu cantinho próprio, a menos que alguém o esteja a ocupar... se por ventura ele não foi para lá porque não conseguia passar ao comando "para o teu lugar" ele levanta-se e vai para o dito cantinho *even prouder smiley*. Chegando à porta de casa, senta-se e espera que voltemos da cozinha onde fomos buscar a toalha para lhe limpar as patas... e só entra quando se der ordem para tal *"my dog is the greatest" kind of smiley*

És uma vergonha de cão d'água, mas és um amor de cão!

abril 26, 2005

Ainda eu...



Assim já gosto mais! Muito Lucy in the Sky with Diamonds, mas gosto!

abril 25, 2005

Ode to the dog

Saí de casa a seguir ao almoço acompanhada do canídeo e fui passear com ele para a expo. Fartou-se de correr (à sua maneira... é um cãozito recatado e sobretudo pachorrento... além de velho, claro), de mirar os cães e transeuntes, irritou-se com o seu amigo caju que era energético demais para os seus longos 10 quase 11 anos, e meteu-se numa briga com um cão que passava (ainda estou para entender como se gerou uma briga tão espontânea... o meu cão é territorial mas não tanto). De resto portou-se lindamente!

Mas deu para perceber que os anos passaram por ele, e de que maneira... ele há nem um ano atrás era um nadinha mais vivaço, corria atrás dos cães, fugia dos que corriam atrás dele... o meu cãozinho lindo está velhinho! *snif* Pus-me a pensar no dia em que ele morrer... e não sei qual será a minha reacção. Já não me lembro da minha casa sem o meu Argos... o monstro pachorrento, bola de pelo, preto que não se vê no escuro e que gosta de se por no caminho.

Ainda me lembro de quando ele veio para minha casa, com 3 meses... um peluchinho autêntico, e mesmo então pachorrento! A criadora ainda mentiu e disse que ele normalmente era mais agitado, mas viu-se logo que não o era (e a bem ver, ainda bem!)... uma semana depois de o vermos pela 1ª vez, ficámos com ele, fomos 3 irmãos passeá-lo ao jardim (nunca mais tal coisa aconteceu... hoje em dia é é difícil arranjar alguém que nos substitua nesta tarefa) e ele andava muito contente a saltitar entre nós os 3...

Lembro-me de querer à força toda andar com ele ao colo (o meu relógio biológico já há muito tempo que anda a dar horas...) e fazer dele o meu bébé... mas ele não gostava nem por nada, o sacaninha... ainda hoje não gosta de muitas frescuras: cheirar os rabinhos dos outros cães tudo bem, mas andar ao colo é coisa de poodle!

abril 24, 2005

Sábado à noite ao volante...

Ora pelo título, já se adivinha o que vem a seguir... é verdade! É isso mesmo que estarão a pensar: mais um magnífico filme, classe B, com guião improvisado...

Vinha eu pela marginal, a conduzir airosamente naquelas curvas à la monaco de que tanto gosto, quando começa a acontecer o de sempre: os imbecis que não perceberam que o sinal cai sempre que eles passam pelo radar sinalizado com luzes amarelas, com a velocidade limite marcada... might as well be a million dollars... imaginei-os (como imagino sempre) a rogar pragas ao seu azar por estarem a apanhar uma maré vermelha... e depois segue a vontade de os sovar por serem burros. Isto e o senhor que às 3am achou ser uma boa hora para ir pescar, começaram por tornar o meu início de viagem interessante e afastar-me o sono.

Mas a aventura começa no acesso à A5... pois que uma Passat se impacienta com a minha (estranhamente) calma condução de fim de noite, pois que ela se cola a mim na descida de acesso à A5 e começa a andar pela berma... pensei sinceramente que me fosse ultrapassar por ali, mas lá se conteve (e ainda bem, porque com a porcaria de travões com que estou, lá tinha que fazer a curva à maçarica e ainda nos espetávamos os dois). Ao chegar à faixa de aceleração, vinha um carro na faixa da direita e como tal travei (é uma mania estranha que eu tenho... dar prioridade a quem a tem), e a passat faz-me sinal de luzes... o carro que ia na faixa da direita por acaso foi simpático e travou, e então eu acelerei e meti-me na faixa da direita, e a passat fez-me novo sinal de luzes porque não se conseguiu meter antes do tal carro... ultrapassou-o furiosamente e aproximou-se de mim, nitidamente em cima da minha faixa (antevi filme) sempre de máximos ligados... ao passar-me ao lado, atirou-se para cima de mim... lá galguei eu a berma para não levar com ele em cima, e travei para deixar a besta passar.

Este senhor (ou senhora... mas quase que ponho as mãos no fogo que este tipo de atitude vem de um macho) acha nitidamente que o mundo gira à sua volta... que no acesso à autoestrada eu estava a travar não porque a curva é apertada e tem uma inclinação de 10%... não! Que disparate... eu estava a travar para o irritar, claro!
E na faixa de aceleração, eu fiz aquilo nitidamente para que ele não tivesse espaço para se meter, então não é óbvio?! Qualquer epsilon-bruto entende que a atitude normal ao chegar a uma auto-estrada é atirar-se para cima do 1º carro que tiver a triste ideia de vir na faixa da direita, então?!...

Eu pergunto-me o que é que eu tenho... se é sorte, se é sina, se é um sinal luminoso equivalente à folhinha nas costas a dizer "kick me"... ainda não descobri, mas não descanso até conseguir... ou até não conseguir evitar os acidentes que estes imbecis me atiram para o colo...

E depois fico muito chocada quando vejo um carro desfeito na estrada... capotado, ou cortado ao meio... [querias o quê? Milagres?!...]

abril 23, 2005

Neeext

Não estava na lista, mas não resisti... é mesmo o meu tipo de filme.

Adorei, e tenho as fingernail indentations to prove it...

E agora... fui só eu que não vi esta cena?!

Introducing Ms. esquizoide



A Mariana (desculpa, mas só ontem à noite soube que tinhas sido tu a fazê-lo!...) achou que eu era assim... bom, opiniães!
Acho que tenho que rever o meu guarda-roupa e acessórios, porque estou algures entre uma charlie angel (mas das dos anos 70, não estas giras dos anos 90...), a mosca (filme celebérrimo do inicio da década de 90 ou fim de 80, não me alembro), ou uma evangelizadora testemunha de jeová (mas com telemóvel... o meu amigo inseparável!)...
É tão bom saber como os amigos nos vêem!... (domani te facciamo!!)

É como a frize...




Ouvi dizer que nos faz funcionar como um relógio...
Ehn... estou na mesma!

abril 22, 2005

New stage...

... e novo estágio (postas lado a lado, parece a tradução à letra, mas é coincidência).
A partir de hoje, já não sou uma cardiologista... terminei a semana em grande, a ver doentes sozinha e sem sequer necessitar do aval do meu tutor... ele ia só assinar as coisas e ler o que eu tinha escrito.
Tirando o mega vácuo que é a terapêutica nos meus conhecimentos, estou orgulhosa e já saudosa... o meu futuro está com toda a certeza nos corações.

abril 20, 2005

Parábolas dos tempos modernos: a rosa e a couve-flor

Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse:

- Que petulância chamarem-te de Flor!
Tens a pele áspera e a minha é lisa e sedosa.
Tens um cheiro desagradável e meu perfume é sensual e envolvente.
Tens um corpo grosseiro e o meu é delicado e elegante...
Eu, sim... sou uma flor!


E a couve-flor respondeu:

- Querida....o que adianta ser tão linda se ninguém te come...

abril 19, 2005

Supa esquizoide the cardiologist

Esta semana estarei a fazer consultas sozinha...ontem falei com os doentes que me calharam; hoje acompanhei uma doente, falei só eu com ela, escrevi o diário clínico dela, fui fazer-lhe um ecocardiograma (sozinha... nunca tinha feito tal coisa... foi lindo!), e prescrevi-lhe medicação.
É claro que o médico foi por trás confirmar tudo, mas soube bem just the same... e supostamente fiz tudo bem excepto auscultar a senhora com o soutien vestido (ela, não eu!). Estou mesmo feliz com este estágio!!

Guiados pela mão

Fim de tarde maravilhoso... já há tempo demais que não ia passear para Cascais. Fui lanchar à casa da guia, passeei pela boca do Inferno e ainda fui respirar o ar de maresia... como eu adoro a linha. Acho que quem passou a infância naquele pedaço de costa nunca mais perde o amor àquelas paisagens, àquelas praias, àquela marginal (tão boa de se conduzir)...
Chego à conclusão que sou mesmo marrona, porque os meus amigos tiveram que me convencer a não ir para casa estudar e acompanhá-los...

Quando me vieram pôr ao carro, pareceu-me ouvir na rádio que já havia papa... fomos à radio renascença e descobrimos que sim... quando ouvi o nome do Ratzinger até me caíu o queixo... como é possível?! deus me perdoe, mas o que vale é que ele já é velhote e doente...

Habemus papam

Em português: temos papão.

Os estafetas cibernéticos

Bom, a Boo rogou-me a praga... e eu como boa ameaça à saúde pública aqui a venho disseminar!

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Também não percebo esta pergunta... eu até conheço o livro, mas a pergunta não faz sentido... olha, quereria ser um livro interessante o suficiente para não ser queimado.

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Esta escapou-me à primeira vista... assim de repente não estou a ver... só se for o Mr. Darcy do Pride and Prejudice, sempre delirei com o homem, e assim que escolheram o Colin Firth para o personificar no ecrã ainda mais delirei...

Qual foi o último livro que compraste?
1984 do George Orwell (há coisa de 5 minutos, na amazon... cheguei à conclusão que não o tinha, vejam lá o disparate! Um dos meus livros favoritos e tudo...)

Que livros estás a ler?
Supostamente só se deveria ler um livro de cada vez, acho má prática o contrário! E dito isto, a minha listinha (porque presumo que contem os da faculdade :P)
As vidas de Jesus – Mark Tully
Washington’s manual of medical therapeutics 10th edition (an all-time best seller!! *risos*)
Hurst’s the heart 10th edition (another one!)
Diseases of the heart - friedberg

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Ora 5... isso é complexo...
- levava um de mecânica ou bricolage de modo a me ensinar a fazer coisas que me tirassem de lá (eu penso sempre é no como sair, não no como ficar);
- Inominável, Molloy, Malone dies, Murphy do Beckett... penso que nem a eternidade a lê-los os tornaria desinteressantes ou mais facilmente entendíveis;
- Não podia deixar de levar um (ou todos) do Milan Kundera... adoro e já há tempo de mais que não o releio, era uma boa oportunidade (being in a desert island and all...);
- A Biblia, ou os Lusíadas... não que tenha especial interesse em lê-los, mas não só ocupam muito tempo de leitura, como em caso de frio dão mais lenha (e voltamos ao fahrenheit 451) do que um paperback qualquer;
- Um livro velhinho velhinho que li na minha infância e que acho adorável: As primas da província – Germaine Acremaint. É delicioso...
- E as obras completas da jane austen... para já é sempre bom recordar, depois treina-se o inglês, e finalmente, estão tão bem escritos que se consegue fazer o filme completo na cabeça, e não há melhor maneira de passar a eternidade do que a ver filmes (mesmo que seja um "the movie in my mind"*)... sure beats talking to a wilson volleyball.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê
Ora assim de repente pessoas... pois, tenho o mesmo problema que a P., porque de facto o meu universo bolguístico é mínimo (e graças a deuze)... mas vejamos:
- a azithro
- o tiago
- a pitseleh
(não se sintam honrados... achei simplesmente que seriam os únicos a ter paciência... espero não me enganar :P)... e não sendo um 4º elemento, mas uma condição sine qua non, acrescento a Mistinguette, como co-autora deste blog tem mais que obrigação de fazer um post a responder ;)

[*] do Miss Saigon.

abril 16, 2005

Post das lamentações

Estou a chegar muito próximo de um estado de burn-out... preciso urgentemente de descansar, de férias, de não ter preocupações, trabalhos, estudos, chatices, insónias matinais...
Pela primeira vez na minha vida, tenho enxaquecas... dores lancinantes e persistentes, estimuladas pela luz que a tornam intolerável... ando de oculinho da moda a conduzir de noite, para conseguir ver a estrada, que à custa das ditas dores de cabeça se afunila sem piedade no meu campo de visão.

Queria uma noite de 12h de sono... não peço mais nada.

abril 12, 2005

Zodiac matches for your personality

Taurus, the Bull

(April 21 to May 21)
This warmhearted and determined partner is just your type. Initially, a Taurus may catch your eye with a romantic gesture or their penchant for having a good time. But as you get to know them, you're even more likely to be drawn to your Taurean's unwavering devotion and dedication. People born under this sign typically know what they want out of life and stick by the decisions they've made. This devotion to their own truths can make members of this sign seem stubborn or critical at times. However, know that most Taureans are also sentimental types who like to focus on their romantic relationships. In the bedroom, you're apt to find that the Bull is a creative and expressive lover with a high sex drive. It's just another aspect of their vital nature, one that finds pleasure in everyday things and has an eye for beauty.
by tickle

Ginecas

Maravilhoso médico a quem pagamos para nos sentirmos como galinhas a serem depenadas... haverá situação menos dignificante do que estar perante um exame ginecológico?!

Gostei sobretudo da importância que o senhor doutor deu áquilo que segundo os meus tutores é o passo mais importante no diagnóstico e tratamento de qualquer doença, em qualquer especialidade: a história clínica. Tive que ter um débito de palavras por hora alucinante, reduzir ao máximo a informação importante, e deixar de parte muita informação, porque eu sendo a última doente dele, deveria estar em pulgas para se ir embora (por algum motivo ele apenas tinha 3 doentes para ver em toda a tarde)... ganhar dinheiro assim é maravilhoso...

Dá vontade de estudar muito, ir a muitos congressos e ser-se brilhante depois de formada... só para mostrar que nem todos são assim.

Trilogia ou "mais um filme"

Estava eu a caminho das aulas, quando numa avenida movimentada e com bastante trânsito, num entroncamento em que muitos carros ficam atravessados a meio, avançando com o sinal já vermelho, quando uma besta me começa a apertar naquela de se meter (quando o sinal já estava vermelho para ele há eras)... como sou rezingona e teimosa não deixei... como ele devia estar muito bem disposto continuou a apertar até me bater no espelho... passei-me e disse através do vidro fechado (aprendi a lição nos filmes anteriores) para o "senhor" ter calminha e não se armar em parvo.
Continuou a apertar-me, e virou o espelho dele...
Às tantas, colados lado a lado, lá lhe disse para passar, para não me chatear mais... ele virou o volante na direcção do meu carro e avançou... fiquei parva... fiquei mais parva quando senti o carro dele a roçar ao longo do meu... fiquei mais parva quando vi o carro dele todo riscado.
Saí do carro naquela de o sovar (confesso que o sovava na hora), mas ele como bom macho latino fugiu assim que pôde... tirei a matrícula e fui ver o meu carro que tinha apenas um risquinho no pára-choques... o deus do trânsito (poder-se-á extrapolar e chamá-lo Mercúrio) é justo, mas mesmo assim vou fazer queixa dele... até porque ele ao ver a merda que fez ao próprio carro pode lhe dar na gana de fazer queixa ele próprio (e visto que é a palavra de um contra o outro, mais vale prevenir).

E eu pergunto, porquê eu?... é condição necessária para se viver amenamente no trânsito lisboeta ser-se totó e deixar que nos passem a perna?!

À medida que o tempo passa...

...vou perdendo a confiança nas pessoas e nas coisas;
...vou ganhando confiança em mim;
...vou dependendo mais de mim própria;
...vou depositando em mim tarefas cada vez mais difíceis e/ou trabalhosas;
...vou olhando para as pessoas, e cada vez menos são as que me desencadeiam um pensamento do tipo "gostaria de ser como tu";
...(o que me lembra) vou sendo cada vez menos ingénua e ganhando a capacidade de ver as coisas pelo que elas são (se não à primeira, rapidamente);
...vou perdendo um dos meus traços mais característicos, que é a certeza de que tudo e todos são bons intrínsecamente... troquei-o (fui trocando) pela certeza de que poucos são bons intrínsecamente, os outros são maus/mal-formados/mal-intencionados/etc;
...vou dando cada vez mais valor à presença dos meus amigos, à partilha do que é importante, para eles e para mim, entre nós;
...vou aprendendo que para tudo é preciso se trabalhar: um emprego (suponho eu!), um curso, um namoro, uma amizade de longo curso, uma amizade emergente, uma relação com todos os outros que não nos dizem nada;
...vou tentando aprender que a paciência é realmente uma virtude, que nem sempre lutar contra os moinhos e repôr a verdade é uma boa estratégia;
...vou-me apercebendo que não consigo deixar de lutar contra os moinhos;
...cada vez mais me convenço que tenho esta conversa de quarentona em crise de meia idade, que tenho os pensamentos de quarentona, gostos de quarentona, mas que não passo de uma criançola, que adora sê-lo e que enquanto puder (e sempre que puder) o será.

Ponderar é que dá as rugas, não o envelhecer...

abril 11, 2005

Just another manic monday

Recomeça a rotina de acordar cedinho, tomar banhinho, e vir tomar o piqueno almoço em frente ao computador, enquanto se lêem mails, se dá um giro pelos fóruns, notícias do dia e se sobrar tempo se escreve uma posta... como calculei mal o tempo e acordei cedo demais (damn!) cá estou eu, com as olheiras para o provar! (eu quando era mais novinha não ficava com olheiras, mesmo após uma semana de rambóia!!...)

abril 09, 2005

Supa esquizoide on a 1 day holly-day!

Ah pois é bébé!... um dia de férias! É a loucura, o delírio!
E como sou teimosa e para mim férias são férias, condensei um sem número de coisas no meu (one) dia de férias: praia, rever amigos que não via desde o início do período obrigatório de clausura (vulgo época de exames), jantar, rir-me que nem uma perdida, permitir-me certas excentricidades, e recusar um convite para ir ao la calle cantar que nem uma doida varrida, porque estou cansada!... (estou a ficar velha *sigh*)

Mas antes disso, durante a tarde, fui dar um saltinho à praia, fui fustigada pelo vento até não saber onde estava a minha toalha, virei croquete, e vi-me na necessidade de ir à água pelo menos molhar os braços e as pernas, para remover a camada de areia que se reunia sobre o protector... (croquete autêntico)
Fui-me aperecebendo que a água não estava assim tão fria, e apesar de o mar estar bravo e eu estar coxinha, e como tal incapaz de nadar decentemente, lá me aventurei num banho purificador (em dois sentidos)... porque ser-se português é isto mesmo: conhecer os riscos e as limitações e mesmo assim aventurar-se (deixem-me acrescentar o "estupidamente").

Hoje estou aqui perante vocês, purificada (sem areia... apesar de ainda encontrar alguma nas orelhas após todos os cotonetes, e na raiz do cabelo apesar do longo banho de imersão) e purificada (Iemanjá levou com as ondas os maus olhados de uns longos 5 meses sem contacto com o mar...). Já estou a conseguir dormir mais, 10h por dia, de modo a me recompor de todas as horas perdidas em estudos nesta época malfadada que se passou... ah, e sou oficialmente uma croma marrona! Hurray para mim...

Sou tão feliz no Verão... tenho que ir morar para perto do Equador, para ser Verão all year long!

A infância do Markl